TCE solicita informações de Gervásio Maia sobre gastos de R$2 milhões com aluguel de carros » Carioca é extraditada em decisão histórica no Brasil » ONU é acusada de permitir abusos sexuais em seus escritórios » Temer recorre ao STJ para tentar reverter suspensão da posse de Cristiane Brasil » Rio receberá R$30 milhões para vacinação contra febre amarela » Um ano após morte de Teori Zavascki, queda do avião ainda é investigada » 192 apartamentos de condomínio da PMJP são sorteados »


Teixeira e Havelange receberam R$ 29,4 mi da ISL, mostra relatório

Documentos divulgados por Justiça Suíça mostram que ex-dirigentes ganharam comissões de extinta agência de marketing parceira da Fifa

A Justiça da Suíça divulgou nesta quarta-feira documentos que encerram uma briga judicial que já demorava dois anos - e identificam João Havelange (ex-presidente da Fifa) e Ricardo Teixeira (ex-presidente da CBF) como beneficiários de cerca de R$ 29,4 milhões em comissões da extinta agência de marketing da Fifa, a ISL, entre 1992 e 1997. O documento foi concluído em 2010 - mas sua divulgação foi impedida até esta quarta-feira.

No relatório, o procurador Thomas Hildebrand detalha a investigação contra Teixeira e Havelange - que foi concluída com o arquivamento das acusações de fraude contra a Fifa depois que ambos concordaram em pagar R$ 12,65 milhões como compensação. O procurador usou palavras duras para falar dos dirigentes brasileiros e detalhou como ambos receberam as comissões consideradas ilegais pela justiça suíça por negócios realizados com a empresa de marketing da Fifa.

O caso começou com a falência da ISL em 2000 e a descoberta, pelo síndico da massa falida, de pagamentos não justificados a diversos dirigentes da Fifa. Em agosto de 2005, o Procurador do Cantão de Zug abriu uma investigação criminal sobre o assunto por suspeitas de gestão fraudulenta. Em outubro de 2008, foi aberto um procedimento para investigar especificamente os casos de João Havelange e Ricardo Teixeira. Pouco depois, jornalistas suíços e britânicos entraram com ações pedindo a divulgação dos nomes dos dois dirigentes que queriam se manter anônimos. Em maio de 2010, o procurador Thomas Hildenbrand concluiu seu relatório, que arquivou as acusações contra Teixeira e Havelange, mas contou todos os movimentos do caso.

Com a conclusão do relatório, começou a briga judicial que terminou nesta quarta. Jornalistas suíços e britânicos pressionaram a Fifa e requisitaram a divulgação dos nomes dos dirigentes investigados. Os advogados dos investigados tentaram evitar a divulgação dos nomes. Em 2011, a Fifa anunciou que era a favor da divulgação do relatório. Nesta quarta-feira o relatório foi publicado.teixera_e_havelange

Havelange, que comandou a entidade máxima do futebol mundial entre 1974 e 1998, recebeu pagamento de 1,5 milhão de francos suíços (R$ 3,1 milhões) em março de 1997. Teixeira, ex-genro de Havelange e que presidiu a CBF de 1989 até renunciar em março deste ano, recebeu 12,7 milhões de francos suíços (R$ 26,4 milhões na cotação atual) entre 1992 e 1997, de acordo com os documentos.

Fifa parabeniza Justiça Suíça

Em nota oficial (confira abaixo na íntegra), a Fifa disse estar satisfeita com a divulgação dos documentos, lembrando que a ideia de torná-los públicos foi uma ideia do presidente da entidade, Joseph Blatter, em outubro do ano passado após uma reunião do comitê executivo da entidade.

"A FIFA recebeu com satisfação a sentença anunciada hoje pelo Tribunal Federal Suíço, a qual permite a publicação da ordem de arquivamento do caso ISL por parte da Promotoria de Zug.
A sentença está em conformidade com o que a FIFA e o seu presidente vêm defendendo desde 2011, quando a entidade máxima do futebol mundial anunciou o compromisso com a publicação da ordem de arquivamento do caso ISL. O anúncio fez parte de um processo de reformas iniciado no Congresso da FIFA em junho de 2011, cujo plano de ação foi aprovado pelo Comitê Executivo da FIFA em 21 de outubro do mesmo ano.

A decisão do Tribunal Federal Suíço também confirma que apenas duas autoridades estrangeiras serão mencionadas no processo e que, conforme previamente comunicado pela Promotoria de Zug em junho de 2010, o presidente da FIFA não está envolvido no caso ("nenhum cidadão suíço envolvido"). Na sua sentença, o tribunal afirma na página 3, ponto B.1.4, que "os nomes de vários terceiros não acusados, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, não serão divulgados e permanecerão anônimos na ordem de arquivamento, à exceção dos nomes ISMM/ISL".

Conforme confirmado pelo próprio órgão suíço na decisão de hoje, a FIFA não teve participação no processo de recurso que tramitou no tribunal."

Última atualização (Qui, 12 de Julho de 2012 19:19)

 

Adicionar comentário

É importante salientar que as opiniões expressas não representam a opinião do nosso portal nem de seus organizadores.


Código de segurança
Atualizar

Soluções em Informática!