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1º de abril de 1964: Os militares tomam o poder no Brasil

Diante de milhares de pessoas, de tanques de guerra, de faixas e cartazes referentes às reformas, o Presidente João Goulart fez o seu último comício, em frente à Central do Brasil - no mesmo lugar em que Getúlio Vargas tinha declarado o Estado Novo.

Tendo ao lado sua esposa, Dona Maria Teresa, e a proteção de um aparato militar nunca visto, quase cinco mil soldados, o Presidente João Goulart anunciou que dois decretos tinham sido assinados: o da SUPRA, sobre a reforma agrária e o da encampação das refinarias de petróleo.

A suspeita geral era de que o Presidente, convocando o comício, pretendia implantar uma ditadura consentida: daria uma demonstração do seu prestígio pessoal e passaria a governar através de decretos, sem ouvir o Congresso.

O Comando-Geral dos Trabalhadores convocou "todos os trabalhadores à Central". As forças armadas de todo o País já haviam recebido ordens de prontidão. Às 14 horas, toda a frente da Central estava ocupada. O comício, marcado de início para as 20 horas, começou uma hora antes. O povo se comprimia sob a floresta de faixas exigentes, entre o palanque e o cordão de isolamento. As faixas pediam reformas. O comício começou com a chegada do professor Darci Riberio. O sr. Leonel Brizola, um dos mais aplaudidos, pediu a substituição do Congresso por uma assembleia constituinte.

Depois de anunciar a assinatura de decretos - do Supra e da encampação das refinarias - identificar nos inimigos do seu Governo os inimigos do próprio povo, distribuir ameaças, críticas, promessas, o Sr. João Goulart tentou afastar dúvidas afirmando que a reforma da Constituição era uma exigência do povo.


O Golpe Militar a caminho

Nesta sexta-feira 13, depois do Comício das Reformas de Base realizado em frente ao Ministério da Guerra, o general Castelo Branco engajou-se de vez na ação dos que conspiravam pelo golpe.

A direta e a extrema direita tomaram a iniciava com as Marchas da Família com Deus e a Liberdade. Logo depois estourou no Rio a rebelião dos marinheiros, que constituiu o pretexto final para o golpe militar, desencadeado na noite do dia 31 de março para o dia 1º de abril. No final deste dia, o dia o poder estava nas mãos do general Arthur da Costa e Silva, que assumiu o Ministério da Guerra e destituiu oficiais leais à Jango.

Com ou sem renúncia expressa, João Goulart não era mais o presidente do Brasil. Do Rio de Janeiro, deslocou-se para Brasília, e de lá para o Rio Grande do Sul, onde desistiu de organizar uma estratégia de resistência ao golpe instituído contra seu governo. Na capital federal, Auro de Moura Andrade declarou vago o cargo de presidente e seguiu a prática Constitucional, empossando Ranieri Mazzili, que era o presidente da Câmara do Deputados.

O governo norte americano foi o primeiro a reconhecer a nova situação. Consolidava-se a reação conservadora, comandada pelos militares, que eliminavam definitivamente o populismo, abalado há muito tempo por suas próprias contradições internas.

O movimento militar deflagrado na véspera foi uma clara resposta às últimas medidas tomadas pelo Presidente João Goulart, entre elas: o decreto que pretendia dar início à Reforma Agrária, previa a encampação de refinarias particulares de petróleo e o tabelamento dos aluguéis, além de sua recente participação na reunião dos marinheiros e sargentos do Automóvel Clube.

Irritada, a cúpula militar entrou em ação. Nas primeiras horas do dia 31 de março, a guarnição do Exército em Juiz de Fora (MG), sobre o comando dos generais Olímpio Mourão Filho e Carlos Luís Guedes, rebelou-se contra o governo federal, dando início a uma marcha em direção ao Rio de Janeiro. Jango enviou tropas para conter os militares mineiros, porém, ao invés de defender o governo, os soldados aderiram ao levante que chegou com força máxima ao Rio. A essa altura, sem conta com o apoio popular esperado, Jango reconheceria que lutar para manter o governo significaria desencadear uma guerra civil e retira-se de cena, consolidando o desfecho do golpe.

 

 

Com JB

Última atualização (Ter, 02 de Abril de 2013 15:40)

 

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