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Parlamento da Venezuela oferece novas garantias a militares para abandonar Maduro

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Os militares que abandonarem o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, conservarão suas patentes e serão reincorporados quando o novo governo assumir, segundo um acordo aprovado nesta terça-feira pelo Parlamento, controlado pela oposição.

Em uma nova tentativa de obter o apoio da Força Armada para derrubar Maduro e reconhecer o chefe do Parlamento, Juan Guaidó, como presidente interino, o Legislativo ofereceu novas garantias aos militares, que mantém o líder chavista no poder.

"Garantimos que cada cidadão profissional militar que decidir atuar para responder à ordem constitucional e não obedecer os que usurpam o poder em nossa pátria será igualmente reincorporado à Força Armada", assinala o texto aprovado pelo plenário da Assembleia Nacional.

Os oficiais rebelados terão respeitados "todos os seus direitos adquiridos, tanto em relação a patente como às condecorações...".

O Parlamento destaca que, deste modo, se preservará a cadeia de comando, visando diretamente a cúpula militar, que tem reafirmado seu apoio a Maduro.

O acordo aprovado nesta terça-feira se soma ao projeto de anistia que Guaidó ofereceu aos militares, sem qualquer sucesso até o momento entre os comandantes da Força Armada.

As decisões da Assembleia são consideradas nulas pelo Supremo Tribunal da Venezuela, que declarou o Parlamento em desacato em 2016.

Guaidó planeja uma mobilização nacional em torno do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, para assumir seu controle, mas admite que precisa do total apoio da Força Armada.

O líder opositor, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, não descarta pedir ao Congresso que aprove uma intervenção militar estrangeira para tirar Maduro do poder, uma opção analisada pelo presidente americano, Donald Trump, durante a reunião com Jair Bolsonaro, nesta terça-feira.

 

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