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Direção do Hospital Napoleão Laureano tem 10 dias para encaminhar informações ao Ministério Público

A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de João Pessoa realizou, na tarde desta terça-feira (26/03), uma audiência com diretores do Hospital Napoleão Laureano para tratar dos problemas enfrentados nos últimos dias pelos pacientes.

A audiência foi presidida pela promotora de Justiça Maria das Graças Azevedo e teve a participação do vice-diretor do Hospital Napoleão Laureano, Ozias Arruda de Assis Neto; da diretora-geral, Maria Tereza Lira Gama; o diretor técnico, Fernando Antônio de Carvalho; e do diretor administrativo, Marcelo de Oliveira Araújo.

O vice-diretor informou que o raio que caiu na região, no último dia 6, queimou duas das três máquinas e alguns computadores e que a empresa de manutenção não cobre o conserto do equipamento devido ao fato ter sido ocasionado por um raio. Ele informou ainda que a previsão é de que a peça de uma das máquinas já chegou e o conserto deve ser realizado nesta quarta-feira (27/03), mas que só pode voltar a funcionar após testes. Já a outra máquina está aguardando uma peça que não é vendida no Brasil.

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A diretora-geral destacou que o conserto das máquinas não depende só da administração do hospital, uma vez que as peças são de fora e o técnico também. Além disso, antes de voltar a utilizar as máquinas é preciso realizar testes para observar se elas estão funcionando normalmente.

Ainda conforme o vice-diretor, o número de atendimento do hospital é de 92 a 96% de usuário do SUS. Ele disse ainda que a tabela SUS está sem reajuste desde de 2010; que o secretário de Saúde de João Pessoa informa para a direção do hospital que a verba que possui é a mesma de 2014 e que só podem atender mensalmente o teto financeiro estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde. Ele revelou que se ultrapassar esse teto não recebe o valor correspondente e que o hospital já sofreu um prejuízo de R$ 7 milhões.

Sobre os medicamentos, a diretora-geral disse que são guardados em câmeras frias, que possui controle de validade, possuindo seis farmacêuticos responsável. Além disso, ele informou que que houve um aumento, em setembro de 2018, do teto financeiro de radioterapia em R$ 100 mil, que é equivalente a cerca de 15 atendimentos; e que o Estado através do Ministério da Saúde entra com participação de alguns medicamentos através do Núcleo de Assistência Farmacêutica (NAF).

A Promotoria da Saúde instaurou a Notícia de Fato 002.2019.013913 para acompanhar o caso. A promotora Maria das Graças Azevedo deu um prazo de 10 dias para que a direção encaminhe à Promotoria informações, como o organograma do hospital.

 

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