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Associação de Magistrados repudia e aciona Pâmela Bório por ataques ao judiciário

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Uma declaração feita pela jornalista Pâmela Bório no último domingo, 7, durante um ato em prol da Operação Lava Jato, no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, repercutiu muito no segmento judiciário. “Vocês sabem porque nós, paraibacas, continuamos a sermos roubados constantemente, porque estamos com um judiciário cooptado e corrupto, porque no nosso judiciário, há os omissos, mas também há os parceiros de crime, há os juízes que vendem sentenças. Isso nós já denunciamos, já comprovamos. Áudios foram vazados. Desembargador Aluízio Bezerra que sempre facilita as ações do governo do Estado da Paraíba, a sua hora está chegando também, senhor, Vossa Excelência. E Vossa Excelência é só um exemplo. Temos uma lista de juristas”, disparou.

Nesta terça-feira, a Associação dos Magistrados da Paraíba emitiu uma nota na qual classifica as declarações de Pâmela como “levianas” e informa que adotará providências jurídicas a respeito do que disse a jornalista: “Ao atribuir, indiscriminadamente, a prática de crimes de corrupção a integrantes do Poder Judiciário, a jornalista tem o dever de apresentar as devidas provas e acionar os órgãos de investigação competentes. Ao invés disso, agiu de forma difamatória e caluniosa, atentando contra os princípios éticos da profissão que escolheu para seguir. Por fim, a AMPB espera que prevaleça o respeito ao Poder Judiciário e a seus magistrados, calcado em preceitos éticos mediante o uso da liberdade de expressão responsável, dizendo que adotará medidas jurídicas para resguardar a dignidade de seus membros”.

Confira a nota da AMPB, na íntegra:

A AMPB – Associação dos Magistrados da Paraíba, Entidade representativa dos Juízes de Direito deste Estado, diante de pronunciamentos levianos emitidos pela jornalista Pâmela Bório, por ocasião de manifestação pública ocorrida no último domingo (07), nesta Capital, e repercutidos pela imprensa, vem a público repudiar ataques infundados que maculem a seriedade do Poder Judiciário paraibano, bem como tentem ameaçar a independência judicial de todos os seus magistrados, em qualquer grau de jurisdição.

Como Entidade defensora do Estado Democrático de Direito e das garantias constitucionais, a AMPB reafirma que sempre prezou pela liberdade de expressão, contudo, essa garantia não pode ser exercida de maneira irresponsável, sobretudo por uma profissional da imprensa, que tem o dever de informar de maneira ética, observando a verdade dos fatos.

Ataques infundados à magistratura não atingem apenas os seus membros, mas o próprio cidadão, que precisa de um Judiciário forte, capaz de combater todos os atos de corrupção e garantir os direitos individuais de seus cidadãos, atitudes que o Poder Judiciário paraibano vem desempenhando com profissionalismo e dedicação nos últimos tempos.

Ao atribuir, indiscriminadamente, a prática de crimes de corrupção a integrantes do Poder Judiciário, a jornalista tem o dever de apresentar as devidas provas e acionar os órgãos de investigação competentes. Ao invés disso, agiu de forma difamatória e caluniosa, atentando contra os princípios éticos da profissão que escolheu para seguir.

Por fim, a AMPB espera que prevaleça o respeito ao Poder Judiciário e a seus magistrados, calcado em preceitos éticos mediante o uso da liberdade de expressão responsável, dizendo que adotará medidas jurídicas para resguardar a dignidade de seus membros.

João Pessoa, 09 de abril de 2019.

Juiz Max Nunes de França

Presidente em exercício da AMPB


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