Incêndio em fábrica de palitos de fósforo deixa ao menos 30 mortos na Indonésia » Julian Lemos responde críticas de Daniella Ribeiro a ato polêmico de Bolsonaro na Marcha Para Jesus » Bolsonaro diz que quer usar 'pelotão de drones' na linha de frente de operações policiais » Sudema classifica 14 praias como impróprias para banho neste feriadão » Motociclista é atingido por queda de árvore na Avenida João Machado, na Capital » Católicos montam tapetes para celebrações de Corpus Christi em JP » ‘Vocês em breve descobrirão’, diz Trump ao ser questionado se EUA atacarão Irã »


Estudantes brasileiros são vítimas de xenofobia na Universidade de Lisboa

Reitoria promete abrir processo disciplinar contra os membros do grupo Tertúlia, acusados de incitar a violência e de discriminar

Um caixote de madeira com pedras amanheceu em um corredor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL) com a seguinte frase: “grátis se for para atirar em um ‘zuca’ (que passou na frente no mestrado”. Não houve dúvidas de que o convite ao apedrejamento teria como alvo os brazucas, como são chamados os brasileiros em Portugal.

A atitude xenofóbica e de incitação à violência foi atribuída ao grupo Tertúlia, que compete na eleição para a Associação Acadêmica da faculdade, conhecido por seu humor áspero e sátiras controversas. Gerou imediata dos mestrandos brasileiros, que exigiram da diretoria da instituição medidas punitivas.

Resultado de imagem para Estudantes brasileiros são vítimas de xenofobia na Universidade de Lisboa

“Nunca fui mal tratada aqui. A faculdade sempre foi inclusiva e mantém um ambiente ótimo”, afirmou a pernambucana Maria Eduarda Callado, de 24 anos, estudante de mestrado em Direito Internacional Comercial desde setembro do ano passado. “Eu não esperava essa atitude xenofóbica. Eles podem ter achado engraçado. Mas, para nós, não teve graça nenhuma.”

Callado explica que a razão está em uma mudança no calendário do processo de admissão de estudantes de mestrado. Desde o ano passado, a primeira fase de inscrição foi antecipada para maio/junho, quando os estudantes portugueses ainda não concluíram a graduação e, portanto, ainda não podem se inscrever. Com isso, os brasileiros, que em geral terminam o curso superior no final do ano anterior, têm a chance de se inscrever e conseguir a maioria das vagas do mestrado. Aos portugueses, restam as vagas remanescentes da segunda chamada, em setembro.

 

Adicionar comentário

É importante salientar que as opiniões expressas não representam a opinião do nosso portal nem de seus organizadores.


Código de segurança
Atualizar

Soluções em Informática!