Juíza bloqueia bens de Cabral, Pezão, Picciani e outros por improbidade » Witzel: investigação diz que deputada sofreu tentativa de latrocínio » Macri: viagem ao Brasil é começo de salto para a frente no Mercosul » Presidente do Peru nega vínculos de sua empresa com Odebrecht » Ford espera prejuízo de US$ 112 milhões no 4º trimestre » EUA e Canadá prometem processo 'imparcial' para executiva chinesaOs Estados Unidos e o Canadá promet » Centro de Zoonoses alerta população sobre riscos de picadas de insetos no verão »


“Precisamos nos posicionar não apenas por causa de nossos filhos, mas em defesa de nossas liberdades mais básicas", aconselha.

A ideologia de gênero está revelando-se “abuso infantil em larga escala” e representa uma ameaça aos direitos básicos das crianças, concluiu um painel do Values ​​Voter Summit, a maior reunião política anual de conservadores nos Estados Unidos.

Diante de centenas de pessoas reunidas no evento na capital Washington, o psiquiatra Paul McHugh e a pediatra Michelle Cretella falaram sobre os danos que a ideologia de gênero representa para as crianças.

“Nosso país está promovendo abuso infantil em grande escala”, disse Cretella em sua palestra. “E meu campo de atuação é cúmplice. Pediatria, psiquiatria, nosso sistema educacional a mídia de massa e mídia social, todos contribuem.”

Ela fez um alerta para que os conservadores parem de utilizar a linguagem dos ativistas transgêneros. Todo ser tem um sexo biológico, não deveríamos nos render ao conceito artificial de “gênero” ou falarmos sobre uma “identidade de gênero” determinada pela mente e não pelo DNA, explicou.

Cretella, diretora executiva da Universidade Americana de Pediatria, descreveu os efeitos da medicação sendo administrado em crianças que sofrem de “disforia de gênero”. O Lupron, por exemplo, é usado para tratar a puberdade precoce em crianças, câncer de próstata em homens e endometriose em mulheres. A droga, no entanto, pode ter sérios efeitos colaterais, incluindo fraturas ósseas e perda de memória.

O medicamento nunca foi testado ou aprovado para tratar crianças fisicamente saudáveis ​​com “disforia de gênero, uma patologia psiquiátrica. Os hormônios que alteram o sexo podem aumentar o risco de ataques cardíacos, derrames, coágulos sanguíneos, diabetes, vários tipos de câncer e instabilidade emocional nas crianças. “Essa é a mesma instabilidade que as drogas supostamente aliviariam em jovens disfóricos”, explicou.

“O sexo não é atribuído pelas pessoas. Eu não atribuo sexo aos meus pacientes quando os vejo na sala de parto. Ele se mostra e nós reconhecemos isso. Nossos corpos nos dizem quem somos”, continuou Cretella.

Em todo o mundo, os encaminhamentos médicos para disforia de gênero em que os jovens estão buscando a transição para o sexo oposto aumentaram astronomicamente. Dados divulgados na semana passada mostram que na Inglaterra os casos aumentaram mais de 4.000% nos últimos anos.

Em grande parte, isso ocorreu por causa das ações realizadas por pediatras que se revelam verdadeiros ativistas.

A ideologia de gênero, acrescentou Cretella, ameaça outras liberdades. “Se as crenças individuais superarem a realidade, nossos direitos desaparecerão. Não será mais aceito nenhum direito dos pais, nenhum direito religioso… Supressão total. Precisamos nos posicionar não apenas por causa de nossos filhos, mas em defesa de nossas liberdades mais básicas”, disse ela.

Contágio de ideias pela internet

Em sua fala, o Dr. Paul McHugh, psiquiatra da Universidade Johns Hopkins, citou um estudo de longo prazo feito na Suécia, onde a taxa de suicídio de pacientes submetidos a cirurgia de redesignação sexual é 20 vezes maior que a da população em geral.

Todos os tratamentos cirúrgicos e hormonais para os distúrbios de identidade de gênero são procedimentos “experimentais, não baseados em evidências”, enfatizou. “Vemos médicos empenhados em dar às crianças tratamentos que são considerados pela literatura clínica como evidência de baixa qualidade”, disse McHugh. “Muitas crianças estão sendo afetadas por causa do contágio social, promovido pela internet”, concluiu.

 

 

Com informações Christian Post

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Partidos que integram a coligação encabeçada por Geraldo Alckmin (PSDB) discutem nos bastidores que posição tomar em um eventual segundo turno sem a presença do tucano. Integrantes do chamado centrão – bloco formado por DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade – e do PTB veem como quase certo o fracasso de Alckmin no primeiro turno. O presidenciável, que ocupa quase metade do tempo do horário eleitoral, ainda patina nos 10% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas. 

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, se Bolsonaro for para o segundo turno, a tendência é que pelo menos o DEM e o PTB apoiem o capitão reformado do Exército. Há uma possibilidade de divisão no DEM, caso Ciro siga para a próxima etapa, ultrapassando o petista. 

“Eu me recuso a discutir que o Brasil ficará condenado a um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Vamos com Geraldo até o fim e acreditamos na virada. Isso não é conversa fiada”, disse ao Estado o presidente do DEM, ACM Neto, prefeito de Salvador.

Segundo o Estadão, a maior parte dos parlamentares e políticos de partidos aliados a Alckmin tem se empenhado pouco pelo tucano, que está estagnado nas pesquisas. Além disso, quem tenta a reeleição já recebeu repasses de dinheiro do fundo eleitoral e se sente “liberado” para cuidar da própria campanha. 

O PTB, do ex-deputado cassado Roberto Jefferson (RJ), tende a apoiar Bolsonaro em um eventual segundo turno. Candidato à reeleição, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) diz abertamente que a decisão de apoiar Alckmin foi equivocada. “O PPS cometeu um grande erro. Se lançasse o Raul Jungmann (ministro da Segurança), talvez pudesse ser uma alternativa”, afirmou ele. “Agora, vamos ter de optar entre a catástrofe e o desastre, entre o furacão Florence e o tufão Mangkhut.” 

O próprio PSDB vê dificuldade para se posicionar. O partido tem utilizado boa parte do seu espaço no horário eleitoral para atacar Bolsonaro, mas é adversário histórico do PT. Os tucanos tendem a se sentir mais confortáveis adotando uma posição de neutralidade. 

Lá e cá
O PR quase se coligou com Bolsonaro no primeiro turno. O senador Magno Malta (PR-ES) é um dos principais aliados do deputado fluminense e chegou a ser cogitado como vice. A legenda, porém, quase indicou o vice de Alckmin, o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar (PRB). O empresário, no entanto, recusou o convite por causa de sua proximidade com o PT. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, tem livre trânsito no PT desde 2002, quando as duas siglas se uniram em torno de Lula e José Alencar. 

Embora tenha indicado a vice de Alckmin, a senadora Ana Amélia (RS), o PP está dividido já no primeiro turno. O presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI), faz campanha para o petista Fernando Haddad de olho na popularidade do PT no estado. Ele é candidato à reeleição. Uma ala da legenda, porém, já prega voto em Jair Bolsonaro (PP-RS).

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por Wálter Fanganiello Maierovitch

Não bastasse o brasileiro ter de conviver com um presidente da República impopular e sob forte odor de corrupção, o cidadão comum tem a sensação de que a balança da Justiça do país está aferida

Não bastasse o brasileiro ter de conviver com um presidente da República impopular e sob forte odor de corrupção, o cidadão comum tem a sensação de que a balança da Justiça do país está mal aferida. Por consequência, a Temis brasileira está com os seus pratos desequilibrados. E são frequentes teratologias jurídicas causadoras de situações de insegurança. Quando juízes de Corte Constitucional perdem o pudor ao não se declarem proibidos de julgar por notória falta de imparcialidade, a Justiça passa a ser desacreditada: no Brasil temos, sob influência da tripartição dos poderes desenvolvida por Mostesquieu, um poder Judiciário, ao lado dos poderes Legislativo e Executivo. No particular, o Brasil caminha a passos largos para uma situação de entropia que o saudoso jurista europeu Piero Calamandrei  —um dos pais da Constituição italiana de 1948—, apontou com a expressão latina Habent sua sidera lites, a significar não ser a Justiça algo a ser levado a sério.

No último domingo e com o tradicional recesso judiciário do mês de julho, um magistrado de Corte regional e federal agitou o país —que terá eleição em outubro próximo para chefe do Executivo federal— em regime presidencial republicano.

Como se diz no popular, esse magistrado do plantão judiciário, que funciona com competência restrita a apreciar casos de urgência e inadiáveis, jogou gasolina numa fogueira política que diz respeito ao popular ex-presidente Lula da Silva.

Lula está condenado, em duas instâncias da Justiça, (uma monocrática e outra colegiada), por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Encontra-se preso provisoriamente, pois as condenações (corrupção e lavagem) ainda não passaram em julgado, ou seja, não são definitivas. Estão pendentes de julgamentos dos seus recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Por seis votos contra cinco, o Supremo Tribunal, que funciona também como corte Constitucional, firmou no ano de 2016 entendimento jurisprudencial de ser possível execução provisória de sentença condenatória imposta ou confirmada por um órgão judiciário colegiado: e Lula foi condenado, em sede de apelação, pela 8ª Turma Julgadora do Tribunal Federal da 4ª região, com sede no estado federado do Rio Grande do Sul. Diante da acima mencionada jurisprudência redutora do alcance do princípio constitucional da presunção de não culpabilidade (chamada de presunção de inocência a partir da Revolução francesa), o ex-presidente Lula encontra-se a cumprir pena de prisão fechada, em processo de execução provisória.

As duas turmas julgadoras do Supremo Tribunal, apesar da jurisprudência do colegiado ainda não haver sido derrubada, divergem sobre caber ou não execução provisória. Quem tem sorte de levar o recurso à Segunda Turma, pode ganhar a liberdade. E na semana passada, num contorcionismo jurídico para driblar a jurisprudência do Supremo Tribunal de admissão da condenação antes de se tornar definitiva, a referida Segunda Turma concedeu, em habeas corpus de ofício (sem provocação da defesa técnica), efeito suspensivo a recurso de José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil do então presidente Lula. Claro está que a situação processual de José Dirceu é exatamente igual ao do ex-presidente Lula que, no entanto, continua preso provisoriamente.

A defesa técnica de Lula aguarda, após o período de férias do Supremo Tribunal, que os 11 ministros decidam, em sessão plenária, se o ex-presidente aguardará o julgamento dos seus recursos em liberdade e se está ou não inelegível: as pesquisas de intenção de voto apontam Lula em primeiro lugar na corrida presidencial, com cerca de 30% dos votos. Para surpresa geral —sem ser caso de urgência a justificar uma decisão do Plantão judiciário e estar a questão fulcral sobre a liberdade e ilegibilidade de Lula subjudice no Supremo Tribunal—, o magistrado plantonista, Rogério Favreto, determinou liminarmente, de pronto, a soltura do ex-presidente Lula. Entendeu estar Lula sendo prejudicado como futuro candidato, pois os seus concorrentes gozavam de liberdade, embora não houvesse nenhum condenado: o Partido dos Trabalhadores ainda não indicou Lula como candidato e isto em razão de obstáculo previsto na chamada Lei de Ficha Limpa. Por essa lei, não tem legitimidade para candidatar-se quem estiver condenado criminalmente por decisão de órgão judiciário colegiado. Lula, como frisado, encontra-se condenado por Vara Criminal de Curitiba (julgamento monocrático) e pela 8ª Turma do Tribunal Federal da 4ª Região. A liminar concedida no plantão judiciário do Tribunal foi espantosa, pois a regra é do seu cabimento de liminar apenas diante de uma flagrante e visível ilegalidade ou de abuso de poder. E o espanto aumentou quando se soube que o Favreto não era um magistrado por concurso público, mas por nomeação da ex-presidente petista Dilma Rousseff (eleita por influência de Lula e cassada por impeachment). Mais ainda, Favreto tinha uma militância de mais de 20 anos no lulista Partido dos Trabalhadores. Para piorar e indicar a sua falta de isenção para decidir, havia assessorado Lula na presidência da República.

Depois de mais de 16 horas de idas e voltas, manteve-se a prisão de Lula, por decisão do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O presidente da Corte solucionou um conflito de competência entre dois dos seus membros. Ou melhor, entre o magistrado Pedro Gibran Netto, membro da 8ª Turma do Tribunal (relator do processo onde ocorreu a condenação de Lula e foi emanada a ordem de prisão) a negar a soltura de Lula, e o magistrado do plantão a expedir ordem se soltura de Lula.

Num pano rápido. O Brasil viveu um domingo de República de Bananas.

Wálter Fanganiello Maierovitch, 71 anos, é jurista, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, professor de Direito, Cavaliere della Repubblica di Italia, editorialista e comentarista da Radio CBN-Globo. É presidente do Instituto Giovanni Falcone de Ciências Criminais e titular vitalício na Academia Paulista de Letras Jurídicas e na na Academia de História.

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Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!

 

 

Mario de Andrade

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Quando veio morar em Pernambuco, tinha 34 anos e já estava casado com Maria de Lurdes Ferreira, com quem teve três filhos, dois advogados e uma médica.
A doação aconteceu em uma praça, no centro de João Pessoa


Era uma pequena caixa de sapato. Dentro, havia um menino com poucos dias de vida. A mãe segurava firme a acomodação improvisada e oferecia a criança a quem passava. Aquele foi o último encontro entre ela e o filho. No mesmo dia, o bebê foi entregue a uma desconhecida. A doação aconteceu em uma praça, no centro de João Pessoa, na Paraíba.


Daquele dia em diante, o bebê recebeu abrigo, alimento, educação e amor de uma outra família. José Fernando Souza gosta de contar essa história em suas andanças. Ele é a criança da tal caixa de sapato. Está hoje com 58 anos. Tornou-se juiz. José Fernando foi o único filho de uma dona de casa e de um policial militar, hoje falecidos. Não teve fartura material em casa. Mas lembra da dedicação e do carinho dos pais que lhe abrigaram. E isso faz toda a diferença para qualquer criança, defende. O juiz costuma ser chamado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para contar sua trajetória nas palestras do Programa Eleitor do Futuro, uma iniciativa cujo objetivo é abordar junto a estudantes de escolas públicas temas como a história do voto no Brasil, a participação cidadã e a formação de um jovem crítico.


“Na palestra, coloco a história da caixa de sapato como se não fosse a minha história. Relato o caso de uma senhora que vem do interior da Paraíba e vai morar na capital. Ela, muito pobre e sem o marido, que tinha ido para São Paulo, engravidou de um homem casado. No final, conto que eu sou a criança entregue para adoção.”


A ideia de José Fernando é propagar o que ele chama de estímulo a jovens sem muita perspectiva de futuro diante das dificuldades impostas pela pobreza. “Se eu, que fui pego em uma caixa de sapato na rua, consegui superar os obstáculos da vida e cheguei a juiz, muitos jovens também conseguem se tiverem um objetivo. Tudo o que meus pais me dedicaram foi fundamental. Mesmo pobres, oportunizaram para mim tudo o que estava ao alcance deles. Sempre senti muito amor deles.”


Antes de tornar-se juiz da Infância e Juventude de Caruaru, onde mora hoje, José Fernando foi juiz da Vara da Fazenda, na mesma cidade, e analista judiciário no Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba. Quando veio morar em Pernambuco, tinha 34 anos e já estava casado com Maria de Lurdes Ferreira, com quem teve três filhos, dois advogados e uma médica. José Fernando não voltou a encontrar a mãe biológica. Nunca sentiu vontade. Nem mesmo mágoa. “Como ter raiva de alguém que não te matou, não te jogou no rio, ficou ali nove meses contigo na barriga, teve as dores do parto, pariu e deu para alguém criar? Ela se viu grávida de um homem casado, não podia voltar para o interior naquelas condições. Era década de 1960. Seria apedrejada em praça pública.”


Hoje, as mães que, por algum motivo, não desejam exercer a maternidade de uma criança podem entregar o bebê nas Varas da Infância dos municípios onde moram sem serem criminalizadas pelo ato. O abandono em via pública, no entanto, é crime. Onde atua, José Fernando encontra histórias parecidas com a sua.


Na semana passada, participou de mais uma audiência envolvendo uma mulher que entregou o filho para adoção. “Se a pessoa nos procura espontaneamente, é recebida. A única coisa que posso esperar é que apareça alguém bem intencionado para levar a criança para casa. Eu sou um grande incentivador da adoção.”

José Fernando

 

Da  Internet

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CASSINO DA LAGOA


Hoje fui procurado por um amigo, e colega advogado de D. Fátima, proprietária do Cassino da Lagoa, para me informar que o Cassino não encerrou as atividades, tendo antecipado o encerramento do expediente de ontem por questões operacionais, apenas.
A proprietária assegurou que manterá a Casa aberta até quando puder aguentar a crise que está atravessando.
D. Fátima, uma lutadora, vem resistindo bravamente em meio às enormes dificuldades, agravadas pela falta de estacionamento num local sem alternativa alguma, além dos vetustos espaços na calçada, utilizados desde "sempre". Mesmo que o Cassino tivesse disponibilidade financeira para tentar comprar algum imóvel nas proximidades, não se prestaria a esse fim considerando as pequenas dimensões dos imóveis, e quase todos com construções conjugadas pelos lados e por trás, o que dificultaria a derrubada.

Fiquei alegre com a notícia de continuidade do Cassino, embora seja inegável que esteja passando por momento de grande dificuldade.

Já que ontem lamentamos pensando o pior, hoje podemos ajudar D. Fátima e aos demais trabalhadores do Cassino de duas formas, pelo menos: (1) Uma delas, prestigiar a Casa, visitando-a com frequência e consumindo suas deliciosas refeições; (2) Outra e fundamental forma é pressionarmos o prefeito de João Pessoa, e apelar para a sensibilidade dele, no sentido de que permita o retorno do antigo estacionamento (na calçada), posto que nenhum, mas nenhum problema acarretava, nem ao transeunte (pedestre) nem ao tráfego local

Conclamo todos a ajudarmos a salvar o Cassino da Lagoa, histórico espaço, palco de tantos encontros, reuniões e decisões ao longo da história.

Para mim foi uma alvissareira notícia, pois já nutria bom gosto pela Casa, e foi um "refúgio" para mim, principalmente por cinco meses consecutivos aos domingos, quando eu saía do hospital durante a longa enfermidade de meu pai, graças a Deus em franca recuperação, após tenebroso período.

A história, sobretudo o centro de João Pessoa, merecem seja preservado o Cassino da Lagoa, e em funcionamento.

Ajudemos o Cassino da Lagoa.!!!

 

 

Da Internet

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Não Sou:
- Nem Negro, Nem Homossexual, Nem Índio, Nem Assaltante, Nem Guerrilheiro, Nem Invasor De Terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hétero... E tudo isso para quê?

Meu Nome é: Ives Gandra da Silva Martins*

Hoje, tenho eu a impressão de que no Brasil o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades governamentais constituídas e pela
legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que eles sejam índios, afrodescendentes, sem terra, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, ou seja, um pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco hoje é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior (Carta Magna).

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que eles ocupassem em 05 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado, e ponham passado nisso. Assim, menos de 450 mil índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também por tabela - passaram a ser donos de mais de 15% de todo o território nacional, enquanto os outros 195 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% do restante dele. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas aqueles descendentes dos participantes de quilombos, e não todos os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição Federal permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um Congresso e Seminários financiados por dinheiro público, para
realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria do Governo!

Os invasores de terras, que matam, destroem e violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que este governo considera, mais que legítima, digamos justa e meritória, a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', simplesmente porque esse cumpre a lei..

Desertores, terroristas, assaltantes de bancos e assassinos que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações,
pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de R$ 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que chegou a hora de se perguntar: de que vale o inciso IV, do art. 3º, da Lei Suprema?

Como modesto professor, advogado, cidadão comum e além disso branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço nesta sociedade, em terra de castas e
privilégios, deste governo.

Para os que desconhecem o Inciso IV, do art. 3°, da Constituição Federal a que se refere o Dr. Ives Granda, eis sua íntegra:
"Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação."


Ives Gandra da Silva Martins, é um renomado professor emérito das Universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército Brasileiro e Presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

 

Com informações da internet

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Autor: Alexandre Garcia

Aqui no Brasil estão soltando condenados, inclusive os por corrupção, pelo generoso indulto de Natal; há o festivo saidão natalino e de Ano-Novo, enquanto o Supremo alivia prisões cautelares de corruptos. No indulto, um ladrão de automóveis sem reincidência, condenado a 12 anos, pode sair depois de dois anos e 5 meses, pelos meus cálculos.

No país em que o número de policiais-militares mortos este ano no Rio de Janeiro, chega a 132, enquanto escrevo estas linhas. No hemisfério norte, semana passada, um tribunal de Nova Iorque condenou à prisão perpétua, sem direito a saidões, indultos, progressão de pena ou liberdade condicional, o matador de um policial. Ao pronunciar a sentença, o juiz disse:
Pelo assassinato do policial Brian, que estava em serviço, a sentença do tribunal é prisão perpétua. Toda a vida, sem liberdade condicional. Para tornar mais simples para o seu cérebro comprometido, você vai morrer na prisão. Nunca mais irá respirar ar puro fora do aço e do concreto de uma prisão do Estado de Nova Iorque. Essas sentenças são aplicadas juntas, consecutivas com cada uma. Em adição aos 300 dólares de sobretaxa obrigatória, uma taxa de 25 dólares para o sistema de assistência às vitimas de crimes, uma taxa de 50 dólares de registro de DNA, todas a serem pagas pelo condenado. Cientifico seu advogado do direito de recorrer e de tirar sua cara com esse sorriso cínico fora deste Tribunal.

É assim que a maior democracia do planeta trata matadores de policiais. A notícia do crime explica que fora o segundo assassinato de um policial no semestre.

Aqui, com a corrupção institucionalizada no topo, os jovens de periferia são mais atraídos para o crime - sempre com a droga como eixo. A imagem de mais de 50 milhões do dinheiro de Geddel fala por si, sobre a corrupção generalizada. Crimes políticos que se entrelaçam com o crime comum.

Violência no campo, invasões, depredações, toleradas por razões ideológicas, se equiparam aos assaltos nas estradas e nas cidades. Mentiras jogadas ao léu por políticos equiparam-se às balas “perdidas” em letalidade da cidadania. Assim, matar policiais é matar as leis.

Assim como desarmaram os cidadãos, emasculando o Direito de Defesa, armam mal os policiais, privam de proteção maior os que estão no front, enfrentando bandidos bem-armados com fuzis modernos, recém-contrabandeados. As viaturas da polícia são de dar pena, como se o Brasil não pudesse fazer um bom acordo anti-droga com os Estados Unidos, em troca de carros poderosos, blindados, potentes, estáveis, de tração integral, para perseguir os que assaltam - e encarceram a população atrás das grades de seus lares.

Quando o policial Brian foi morto em Nova Iorque, a porta de sua casa ficou cheia de flores; o prefeito visitou a família; as honras fúnebres foram de herói; o condenado pagou uma taxa para o fundo de asssistência às vítimas. Por aqui, os valores estão invertidos.

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Uma coisa que a população nas ruas não entende é a razão do silêncio das Forças Armadas. O principal motivo desse aparente silêncio é óbvio: as Forças Armadas não podem falar por falar. Qualquer pronunciamento mais incisivo do Comando equivale a ação política.

Se, por exemplo, o Comandante do Exército criticar qualquer ato do presidente  da República, ou recusar-se abertamente a cumprir ordens das autoridades civis, isso quase equivale a golpe de Estado, porque das duas, uma: ou o Comandante é demitido, ou o Governo cai. Não existe a hipótese de pronunciar-se contra e ficar no cargo, nem do Governo permanecer incólume no poder após o pronunciamento, desmoralizar-se, ou mesmo cair...Essa situação é muito parecida com a dos juízes. Um dos princípios fundamentais da magistratura é que "o juiz só fala nos autos do processo". Ou seja, o juiz jamais discute em público ou emite opinião sobre os processos. Ele simplesmente absolve ou condena, e justifica por escrito a sua decisão. Isso porque a "opinião" do juiz não é opinião: ela tem força de Lei.

O mesmo ocorre com os militares: eles só falam por meio de atos concretos. Não podem debater nem opinar sobre questões políticas. Mas podem e devem agir, quando essas questões mexem com interesses nacionais.

Interesses nacionais: esse é um ponto ao qual as pessoas não prestam muita atenção. A expressão ficou tão gasta pelo uso, que passou a ser mera frase de efeito, sem consequência, tal como dizer "bom dia" quando o dia de fato é ruim, ou "saúde!" ao brindar com o tóxico uísque paraguaio.

Mas no nosso caso, "interesses nacionais" têm significado que deve ser levado a sério. Vamos entender a lógica.

Vivemos num Estado de Direito, não é verdade?

Ou seja, num Estado onde a Lei está acima de tudo. Todos estão submetidos à Lei, e todas as leis têm de estar de acordo com a constituição, que é a Lei Suprema.

Nesse caso, as Forças Armadas só podem agir dentro da Lei.

E a Lei as submete ao governo civil, eleito pelo "povo". Correto?

Sim e não.

Sim, na normalidade.

Não, nas crises extremas, que põem em perigo a existência ou a integridade da Nação Brasileira.

Vejam como funciona.

Na mesma constituição de 1988, manteve-se um dispositivo das constituições anteriores, que define as Forças Armadas como "instituições nacionais permanentes".

Essa definição implica que as Forças Armadas estão a serviço da Nação, e não do Estado, nem do Governo.

A Nação está acima de tudo.

O Estado é criado pela Nação, e a Constituição é a materialização, a forma de existir o Estado.

Sendo Instituições Nacionais, as Forças Armadas são fundadoras e guardiãs da Nação, portanto anteriores ao Estado e à constituição.

Que significa isso?

Para responder, temos de considerar como se formam as nações.

Nações se formam quando um povo domina um território, demarca suas fronteiras e as preserva e defende eficazmente contra potenciais ou atuais inimigos.

Só então é possível constituir o Estado e o governo.

A força militar é elemento imprescindível à instituição da Nação, a qual é anterior à formação do Estado.

O Estado se institui por meio da Constituição. Mas o Estado e o Governo não abrangem a Nação.

A Nação está acima e além de tudo, porque é a origem de tudo.

E as Forças Armadas, embora sejam órgãos do Estado, subordinadas ao Governo, são em última instância instituições da Nação.

Quando o Estado ou o Governo se voltam contra a Nação (é o que acontece no Brasil de agora), as Forças Armadas podem e devem intervir, passando por cima tanto do Governo como do Estado.

Mas essa responsabilidade é gravíssima, de modo que jamais pode ser exercida com leviandade.

É algo como aquele famoso "botão vermelho" que o Presidente dos Estados Unidos tinha no seu gabinete, que, uma vez apertado, deflagraria a guerra nuclear total, com risco de destruir o planeta.

Dá para entender o silêncio e a aparente imobilidade das Forças Armadas?

Esse silêncio e essa imobilidade, porém, não significam passividade nem conivência com a quadrilha no poder.

Pensem: quais são as reais intenções dessa quadrilha? Ela nunca as escondeu. Seu objetivo é instituir no Brasil ditadura semelhante aos modelos que seus chefes tanto admiram. Algo parecido com Cuba, ou Coréia do Norte, ou Venezuela, ou as ditaduras africanas.

Estando há quase quinze anos no poder, a quadrilha teve todo o tempo e todos os recursos para dar o golpe.

Mas não o fez.

Por que?

Porque não pôde.

Porque a quadrilha tem o Poder, mas não dispõe da Força.Ela manda no Brasil, faz o que bem entende com o dinheiro público, compra a mídia, aparelha o serviço público com nomeados políticos, comete os maiores desatinos em matéria de política externa, é mancomunada com o crime e o narcotráfico, tem tudo nas mãos, mas ainda não conseguiu o seu maior objetivo: a ditadura.

Para isso, precisaria desfechar um golpe de Estado revolucionário, fechar o Congresso, ocupar militarmente o País, estatizar os jornais, tevês e rádios, prender ou matar seus adversários e assim ter meios de confiscar propriedades e estabelecer alguma forma de socialismo. É o que gostariam de fazer, embora jurem que não.

E por que não o fizeram? Porque sabem que não podem contar com as Forças Armadas, nem com as Polícias, para essa aventura.

E sabem que, se tentarem, as Forças Armadas impedirão.

O silêncio e a imobilidade das Forças Armadas, portanto, não significam omissão nem indiferença.

Afinal, muralhas também são imóveis e silenciosas.

As Forças Armadas são as muralhas que impedem o golpe da quadrilha.

Certo, eles, os comparsas da quadrilha, fazem tudo para provocá-las.

Tal como moleques pichadores, eles sujam a muralha.

Difamam as Forças Armadas, procuram humilhá-las com atos como a tal Comissão da Verdade, espalham falsas histórias, fazem tudo o que podem.

Mas não conseguem abalar a enorme barreira, imóvel e silenciosa.

Ela continua firme no seu lugar, e cada vez mais o povo brasileiro compreende que é a sua proteção, o seu abrigo seguro.

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Entre 1825 e 1897, entre 60 e 75% de toda a renda bruta que a Espanha recebeu do exterior vieram de Cuba.

Antes do final do Século XVIII Cuba aboliu as touradas por considerá-las "impopulares, sanguinárias e abusivas com os animais".
O primeiro bonde que circulou na América Latina foi em Havana em 1900.
Também em 1900, antes de qualquer outro país na América Latina foi em Havana que chegou o primeiro automóvel.
A primeira cidade do mundo a ter telefonia com ligação direta (sem necessidade de telefonista) foi em Havana, em 1906.
Em 1907, estreou em Havana o primeiro aparelho de Raios-X em toda a América Latina.
Em 19 maio de 1913 quem primeiro realizou um vôo em toda a América Latina foram os cubanos Agustin Parla e Rosillo Domingo, entre Cuba e Key West, que durou uma hora e quarenta minutos.
O primeiro país da América Latina a conceder o divórcio a casais em conflito foi Cuba, em 1918.
O primeiro latino-americano a ganhar um campeonato mundial de xadrez foi o cubano José Raúl Capablanca, que, por sua vez, foi o primeiro campeão mundial de xadrez nascido em um país subdesenvolvido. Ele venceu todos os campeonatos mundiais de 1921-1927.
Em 1922, Cuba foi o segundo país no mundo a abrir uma estação de rádio e o primeiro país do mundo a transmitir um concerto de música e apresentar uma notícia pelo rádio.
A primeira locutora de rádio do mundo foi uma cubana: Esther Perea de la Torre. Em 1928, Cuba tinha 61 estações de rádio, 43 delas em Havana, ocupando o quarto lugar no mundo, perdendo apenas para os EUA, Canadá e União Soviética. Cuba foi o primeiro no mundo em número de estações por população e área territorial.
Em 1937, Cuba decretou pela primeira vez na América Latina, a jornada de trabalho de 8 horas, o salário mínimo e a autonomia universitária.
Em 1940, Cuba foi o primeiro país da América Latina a ter um presidente da raça negra, eleito por sufrágio universal, por maioria absoluta, quando a maioria da população era branca. Ela se adiantou em 68 anos aos Estados Unidos.
Em 1940, Cuba adotou a mais avançada Constituição de todas as Constituições do mundo. Na América Latina foi o primeiro país a conceder o direito de voto às mulheres, igualdade de direitos entre os sexos e raças, bem como o direito das mulheres trabalharem.
O movimento feminista na América Latina apareceu pela primeira vez no final dos anos trinta em Cuba. Ela se antecipou à Espanha em 36 anos, que só vai conceder às mulheres espanholas o direito de voto, a posse de seus filhos, bem como poder tirar passaporte ou ter o direito de abrir uma conta bancária sem autorização do marido, o que só ocorreu em 1976.
Em 1942, um cubano se torna o primeiro diretor musical latino-americana de uma produção cinematográfica mundial e também o primeiro a receber indicação para o Oscar norte-americano. Seu nome: Ernesto Lecuona.
O segundo país do mundo a emitir uma transmissão pela TV foi Cuba em1950. As maiores estrelas de toda a América, que não tinham chance em seus países, foram para Havana para atuarem nos seus canais de televisão.
O primeiro hotel a ter ar condicionado em todo o mundo foi construído em Havana: o Hotel Riviera em 1951.
O primeiro prédio construído em concreto armado em todo o mundo ficava em Havana: O Focsa, em 1952.
Em 1954, Cuba tinha uma cabeça de gado por pessoa. O país ocupava a terceira posição na América Latina (depois de Argentina e Uruguai) no consumo de carne per capita.
Em 1955, Cuba é o segundo país na América Latina com a menor taxa de mortalidade infantil (33,4 por mil nascimentos).
Em 1956, a ONU reconheceu Cuba como o segundo país na América Latina com as menores taxas de analfabetismo (apenas 23,6%). As taxas do Haiti era de 90%; e Espanha, El Salvador, Bolívia, Venezuela, Brasil, Peru, Guatemala e República Dominicana 50%.
Em 1957, a ONU reconheceu Cuba como o melhor país da América Latina em número de médicos per capita (1 por 957 habitantes);, com o maior percentual de casas com energia elétrica, depois Uruguai; e com o maior número de calorias (2870) ingeridas per capita.
Em 1958, Cuba é o segundo país do mundo a emitir uma transmissão de televisão a cores.
Em 1958, Cuba é o país da América Latina com maior número de automóveis (160.000, um para cada 38 habitantes). Era quem mais possuía eletrodomésticos. O país com o maior número de quilômetros de ferrovias por km2 e o segundo no número total de aparelhos de rádio.
Ao longo dos anos cinqüenta, Cuba detinha o segundo e terceiro lugar em internações per capita na América Latina, à frente da Itália e mais que o dobro da Espanha.
Em 1958, apesar da sua pequena extensão e possuindo apenas 6,5 milhões de habitantes, Cuba era 29ª economia do mundo.
Em 1959, Havana era a cidade do mundo com o maior número de salas de cinema: (358) batendo Nova York e Paris, que ficaram em segundo lugar e terceiro, respectivamente.

E depois o que aconteceu?

Veio a Revolução... comunista... e hoje... Resta o desespero de uma população faminta, sem liberdade

 

 

 

Com informações da Internet

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Melhor idade é a puta que te pariu – a melhor idade é de 18 aos 40 anos…
A voz em Congonhas anunciou: "Clientes com necessidades especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.". Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a "melhor idade" – algo entre os 60 anos e a proximidade da morte.
Para os que ainda não chegaram a ela, "melhor idade" é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.
Privilégios da "melhor idade" são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da "melhor idade", estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.
Outra característica da "melhor idade" é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de Rivotril, Lexotan e Frontal que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar.
Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo(que têm os dedos ligados por uma membrana) da clássica boemia carioca, o rapaz perguntou: "Voltando da farra, Ruy?". Respondi, eufórico: "Que nada!
Estou voltando da farmácia!". E esta, de fato, é uma grande vantagem da "melhor idade": você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.
Primeiro, a aposentadoria é pouca, quase uma esmola, e você tem que continuar a trabalhar para melhorar as coisas. Depois vem a condução.
Você fica exposto no ponto do ônibus com o braço levantado esperando que algum motorista de ônibus te veja e por caridade pare o veículo e espere pacientemente você subir antes de arrancar com rapidez como costumam fazer.
No outro dia entrei no ônibus e fui dizendo: – "Sou deficiente".
O motorista me olhou de cima em baixo e perguntou: – "Que deficiência você tem?"
– "Sou broxa!"
Ele deu uma gargalhada e eu entrei.
Logo apareceu alguém para me indicar um remédio. Algumas mulheres curiosas ficaram me olhando e rindo…
Eu disse bem baixinho para uma delas:
– "Uma mentirinha que me economizou R$ 3,00, não fica triste não", foi só para viajar de graça.
Bem… fui até a pedra do Arpoador ver o por do sol.
Subi na pedra e pensei em cumprir o ritual que costuma ser feito pelos mais jovens no local. Logicamente velho tem mais dificuldade. Querem saber?
Primeiro, tem sempre alguém que quer te ajudar a subir: "Dá a mão aqui, senhor!!!"
Hum, dá a mão é o cacete, penso, mas o que sai é um risinho meio sem graça.
Sentar na pedra e olhar a paisagem era tudo o que eu queria naquele momento.
É, mas a pedra é dura e velho já perdeu a bunda e quando senta sente os ossos em cima da pedra, o que me faz ter que trocar de posição a toda hora.
Para ver a paisagem não pode deixar de levar os óculos se não, nada vê.
Resolvo ficar de pé para economizar os ossos da bunda e logo passa um idiota e diz:
– "O senhor está muito na beira pode ter uma tontura e cair."
Resmungo entre dentes: … "só se cair em cima da sua mãe"… mas, dou um risinho e digo que esta tudo bem.
Esta titica deste sol esta demorando a descer, então eu é que vou descer, meus pés já estão doendo e nada do por do sol.
Vou pensando – enquanto desço e o sol não – "Volto de metrô é mais rápido…"
Já no metrô, me encaminho para a roleta dos idosos, e lá esta um puto de um guarda que fez curso, sei eu em que faculdade, que tem um olho crítico de consegue saber a idade de todo mundo.
Olha sério para mim, segura a roleta e diz:
– "O senhor não tem 65 anos, tem que pagar a passagem."
A esta altura do campeonato eu já me sinto com 90, mas quando ele me reconhece mais moço, me irrompe um fio de alegria e vou todo serelepe comprar o ingresso.
Com os pés doendo fico em pé, já nem lembro do sol, se baixou ou não dane-se. Só quero chegar em casa e tirar os sapatos…
Lá estou eu mergulhado em meus profundos pensamentos, uma ligeira dor de barriga se aconchega… Durante o trajeto não fui suficientemente rápido para sentar nos lugares que esvaziavam…
Desisti… lá pelo centro da cidade, eu me segurando, dei de olhos com uma menina de uns 25 anos que me encarava… Me senti o máximo.
Me aprumei todo, estufei o peito, fiz força no braço para o bíceps crescer e a pelanca ficar mais rígida, fiquei uns 3 dias mais jovem.
Quando já contente, pelo menos com o flerte, ela ameaçou falar alguma coisa, meu coração palpitou.
É agora…
Joguei um olhar 32 (aquele olhar de Zé Bonitinho) ela pegou na minha mão e disse:
– "O senhor não quer sentar? Me parece tão cansado?"
Melhor Idade ??? – Melhor idade é a puta que te pariu !
Ruy Castro é escritor e jornalista, trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda

 

 

Da internet por Rui Castro

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Esse Veríssimo é genial...

"Eu tomo um remédio para controlar a pressão.
Cada dia que vou comprar o dito cujo, o preço aumenta.
Controlar a pressão é mole. Quero ver é controlar o 'preção.'
Tô sofrendo de 'preção' alto.
O médico mandou cortar o sal. Comecei cortando o médico, já que a consulta  era salgada demais.
Para piorar, acho que tô ficando meio esquizofrênico.
Sério!
Não sei mais o que é real.
Principalmente, quando abro a carteira ou pego extrato no banco.
Não tem mais um Real.
Sem falar na minha esclerose precoce. Comecei a esquecer as coisas:
Sabe aquele carro? Esquece!
Aquela viagem? Esquece!
Tudo o que o presidente prometeu? Esquece!
Podem dizer que sou hipocondríaco, mas acho que tô igual ao meu time:
- nas últimas.
Bem, e o que dizer do carioca? Já nem liga mais pra bala perdida...
Entra por um ouvido e sai pelo outro.
Faz diferença...
'A diferença entre o Brasil e a República Checa é que a República Checa tem  o governo em Praga e o Brasil tem essa praga no governo'
'Não tem nada pior do que ser hipocondríaco num país que não tem remédio'."

(LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO)

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*Liberdade para quê?* *Liberdade para quem?*
*Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?*
*Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e  hipócritas?*
*Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à  luz do dia, já dura 26!*
*Fala-se muito em liberdade!*
*Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros  fumê!*
*Mas, afinal, o que se vê?*
*Vê-se tiroteios,* *incompetência, corrupção, quadrilhas e*
*quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes,* *Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos,  violência e muita hipocrisia.*
*Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos  “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas,  crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças  assassinadas.*
*Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras  invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.*
*Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor,  onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos,  patrícios e estrangeiros.*
*Mas, afinal, onde é que nós vivemos?*
*Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado,  indenizado e transformado em herói!* *Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis  para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!*
*Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que  encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela  polícia!*
*Vivemos no país da censura velada, do “microndas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência  pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e  a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras  destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas  de anos, irrecuperáveis!*
*Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?*
*Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a  controla?*
*Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?*
*E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da  desordem?*
*Quanta falsidade, quanta mentira, quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a  indignação nos traga de volta a vergonha, a autoestima e a própria  dignidade?*
*Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?*

 

*DISCURSO DO GENERAL PAULO CHAGAS.*

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É comum escutarmos da mídia, de uma forma geral, que para combater a marginalidade se deve atacar a violência que ela gera, como se (ela) fosse a causa da própria violência. De fato, como um ciclo infindável (a cobra mordendo o próprio rabo), a marginalidade termina gerando a crescente violência que assistimos. Mas, ela não é causa, é efeito da estrutura social em que as pessoas marginalizadas são submetidas, por conta de uma partilha econômica desumana e dos estímulos consumistas que o próprio capitalismo impõe.

Ora, para tratarmos as causas precisamos mudar a estrutura que as tem gerado. O marginal não é só um caso de polícia, mas um caso de justiça social. Isso não quer dizer que o crime (de qualquer forma) se justifica. Ele tem que ser punido, logicamente. Porém, para estancarmos o número crescente da marginalização, então, precisamos modificar as causas que o tem gerado. Ficar atacando o efeito, no caso, o crime, sem atacarmos as causas, estaremos apenas batendo prego em estopa.

Os responsáveis pelo aumento da criminalidade estão soltos e continuam a estimular as desigualdades sociais e ampliá-las. Ou seja, empresários, banqueiros, latifundiários e políticos são os responsáveis pela estrutura social e são eles, por conta de um sistema injusto e explorador, pela organização (ou desorganização) social que criam. A sociedade apenas retrata o que está ocorrendo em sua base a partir da forma em que é estimulada e como encontra (ou não) uma justiça mais equânime a todos.

Um Estado policialesco, que reprime e apenas é montado para defender uma classe dominante ou um Estado enfraquecido que permite que a classe dominante tenha o direito à exploração, nunca vai gerar a justiça social e contribuirá, ou melhor, estimulará todo tipo de atitudes marginais. Essa classe dominante é a responsável por tudo que está ocorrendo na sociedade que ela mesma cria.

 

Absurdo imaginar que a propriedade não tenha uma função social ou que deva existir “liberdade de propriedade” como se todos tivessem o exercício pleno dessa “liberdade”.

Punir o crime sim, mas essa punição tem que ser em todos os planos, inclusive, da classe que o tem gerado de fato. Contar com uma mídia que apenas tem servido para combater a marginalidade, ou seja, os efeitos, e esconder e dissimular e colocar-se apenas como vítima aqueles que o estimula, parece ser o papel de uma imprensa que estar a serviço desses mesmos causadores das injustiças sociais.

Há crimes sociais, mas quem detém o poder se abstém de que os tem produzidos e jogam nas costas dos pobres toda a responsabilidade da violência que está ocorrendo.

Respondendo à pergunta inicial: não é à toa que quanto mais pobre um país, maior é o grau de marginalização e, portanto, de crimes. Sendo assim, “os donos do mundo piraram, pois, são carrasco e vítimas do próprio mecanismo que criaram”, conforme nos dizia Raul Seixas.

Consequentemente, se alguém precisa ser preso, esse alguém é aquele que tem gerado o crescente aumento de violência que assistimos, seja pelas injustiças sociais, seja pelo estímulo consumista dessa sociedade.

Enrustir esse fato é tentar enganar a verdadeira causa por traz dos efeitos. O aumento da marginalização é um indicativo do crescente grau de conflito que esta sociedade tem gerado e, portanto, para eliminar o índice de violência em nossa sociedade, é preciso eliminar os conflitos sociais, ou seja, eliminar as injustiças causadora da crescente marginalização em nossa cultura.

Então, esses argumentos de que a diminuição da maioridade penal, da melhoria tão somente do sistema prisional, da repressão policial mais severa e da aprovação de leis mais rígidas podem contribuir com a erradicação da violência não passam de um engodo e argumentos simplórios e fúteis, ou seja, não passam de falácias. A questão é muito mais profunda e envolve a estrutura social em que todos nós estamos mergulhados. Mudar significa mudarmos o sistema social que tem gerado a violência e marginalização.

 

 

por Hideraldo Montenegro

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A Lei da Ficha Limpa impede a candidatura de condenados por uma decisão colegiada, ou seja, por mais de um julgador. Lula foi condenado em primeira instância por apenas um magistrado, o juiz Sergio Moro. Por isso, ainda não está inelegível.

E a defesa ainda pode recorrer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), onde um grupo de desembargadores vai decidir se mantém a sentença ou se o absolve. O nome dessa decisão colegiada é acórdão.

Pedro Horta, especialista em direito eleitoral do Dorta & Horta Advogados, explica que a Lei da Ficha Limpa barra apenas candidatos com condenação em segunda instância. “Se ele tiver uma condenação em primeira instância, só pelo juiz Moro, ele pode ser candidato”, afirma.

Mesmo uma condenação em segunda instância não impede automaticamente que Lula concorra à Presidência no próximo pleito, a depender de quando essa decisão for tomada.

Se o caso for julgado pelo TRF-4 antes da eleição, Lula corre risco de ter o registro de candidatura negado. Já se o TRF-4 só julgar o processo após o prazo para registro de candidaturas, Lula poderá tanto ter o registro cassado como concorrer sub judice (pendente). “Ele é votado, mas não aparece a votação até julgar o recurso para manter ou não a candidatura como válida. Aí, quando chegar a fase de diplomação, pode ser que não seja diplomado ou reverta”, explica Horta.

Já se a condenação ocorrer após a diplomação, a lei prevê que o diploma seja declarado nulo, se já expedido. “Mas, no caso de presidente da República, a Constituição Federal prevê a suspensão do processo”, afirma Horta. “Teríamos então a hipótese de presidente apenado ocupando o cargo.”

 

 

Com informações do G1

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Em qualquer lugar do mundo, um presidente com 7% de popularidade e acusado formalmente de corrupção teria sérios problemas para se manter no cargo, mas, no Brasil, Michel Temer está conseguindo, por ora, o que parecia impossível. Quais seriam os motivos?

– Corrupção enraizada –

Temer é o primeiro presidente em exercício da história do país a ser acusado pelo Procurador Geral da República. A denúncia de corrupção passiva deve ser validada por dois terços da Câmara de Deputados para que possa ser enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer tem maioria no Congresso desde que assumiu o poder em maio de 2016, depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Além disso, 185 dos 513 deputados estão sendo investigados, a maioria dentro da operação “Lava Jato”.

“Isso cria uma rede de solidariedade”, diz Sylvio Costa, diretor do portal Congresso em Foco.

A queda de Temer poderá provocar um efeito dominó e muitos na Câmara não querem perder seus foros privilegiados.

– Sem sucessor claro –

Quando Dilma foi destituída pelo Congresso por manipulação das contas públicas, o caminho para sua substituição era claro. Em seu lugar, assumia seu vice-presidente, Temer, do PMDB, partido com o qual o PT se aliou para ter mais apoio no Congresso.

Mas se Temer cair, para preencher o vazio de poder a Constituição prevê que o Congresso eleja quem o substitua no prazo de 30 dias.

Neste caso, não há uma figura de consenso.

Durante o primeiro mês, assumiria interinamente o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM), que, apesar de também ser investigado por corrupção, é um dos nomes com maior força para concluir o mandato até o final de 2018.

A legitimidade de quem vai encabeçar o governo de transição, o terceiro em menos de um ano e meio, seria ainda mais questionada.

Muitos no Brasil acreditam que este caos político deveria ser resolvido com eleições diretas, antes das marcadas para 2018. Mas, para isso, seria necessária a aprovação de uma emenda constitucional.

– Apoio do mercado –

Temer prometeu tirar o Brasil da pior recessão de sua história através de uma série de ajustes impopulares, mas que pretendem devolver a confiança aos investidores.

Já conseguiu aprovar o congelamento dos gastos públicos durante 20 anos e abrir à iniciativa privada o setor petroleiro, mas faltam aprovar duas de suas principais bandeiras: as reformas trabalhista e da previdência.

O mercado espera com ansiedade essa aprovação, mas a crise política retarda o processo.

“Há uma divisão do mercado, mas uma parte ainda acredita que seria melhor o Temer continuar. Porque a possibilidade de reformas é maior e porque há uma garantia maior de que permaneça a atual equipe econômica”, afirma o analista Ricardo Ribeiro, da MCM Consultores.

Seu principal sócio no governo, o PSDB, também quer a aprovação dessas reformas antes das eleições, mas está dividido a respeito do custo político de permanecer fiel a um presidente com semelhante índice de desprestígio.

O partido está fragilizado, além disso, pelas investigações contra seu ex-líder Aécio Neves e parte de sua cúpula, e também não perde de vista que provavelmente precisará aliar-se ao PMDB de Temer se quiser a Presidência em 2019.

– Silêncio nas ruas –

Um dos motivos que levou à saída de Dilma foi a pressão de milhões de pessoas mobilizadas em todo o país. Mas o grito de “Fora Temer” tem sido tímido até agora nas ruas, apesar de 65% dos brasileiros acharem que sua saída seria melhor para o Brasil, segundo recente pesquisa Datafolha.

Os sindicatos protagonizaram a maior e mais violenta manifestação em 28 de maio passado, em Brasília, mas o PT do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010) tem seus próprios problemas de corrupção e não conseguiu gerenciar o descontentamento popular.

Ao negar-se taxativamente a renunciar, Temer complicou muito mais o cenário e, de alguma forma, está esticando ao máximo a solidez constitucional do país.

“Mas o Brasil tem instituições muito fortes. Não existem hoje aventureiros buscando soluções fora da constituição, fora da institucionalidade. Então, para nós, esse é um conforto. É saber, seja o que for acontecer, que vai ser em decorrência do comprimento da Constituição”, afirma a procuradora regional da República, Silvana Batini.

 

 

 

Com informações de Isto è

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Corrupto ou não, Temer lavou a alma do povo e incomodou gente poderosa. E ainda, chamou Janot de corrupto bêbado.

Por mais que o presidente Michel Temer  não tenha conquistado altos índices  de popularidade, uma coisa todos devem concordar:
*nenhum presidente da história do país sofreu ataques tão implacáveis de origens  tão distintas e conseguiu se manter de pé como ele*.
Temer  foi alvo de ações ferozes e letais sorrateiramente planejadas por setores do judiciário, incluindo a PGR e o STF, de quase  toda a imprensa brasileira, dos artistas, dos partidos de esquerda e de formadores de opinião nas redes  sociais e, pelo menos até o momento, conseguiu resistir até com certa elegância.

Neste caso, o mérito por ter resistido a forças tão devastadoras é todo de Temer e de mais ninguém.
Os empregados da Globo ficaram esbaforidos de tanto que pediram a renúncia do presidente e nada.
Nem a Globo, nem os artistas, Janot, Fachin, o silêncio de Cármen Lúcia, os partidos de esquerda, todos os movimentos sociais e sindicais do Brasil, nem NINGUÉM conseguiu convencer a população a ir para  as ruas pedir  a renúncia de Temer.

Por outro lado, diante de uma tempestade de ataques tão vigorosos vindo de todas as direções, Temer ainda conseguiu manter sua base política coesa, a ponto de até o PSDB, um partideco tão sem moral quanto o PT, ter pensado duas vezes antes  de desembarcar de seu governo.

A pergunta que fica é a seguinte:
De onde vem a força do "mordomo"?
A resposta é bem simples. Afinal, os brasileiros viveram  quase 14 anos como reféns de uma organização criminosa que tinha planos de se perpetuar no poder.
*Temer foi o cara que puxou o tapete dessa gente.*
O inexpressivo e até tímido mordomo, chamado de fraco por Dilma e Lula, deu uma lição nos petistas e se revelou *o Senhor do Congresso*.
Corrupto ou não, Temer  foi pragmático e teve muita coragem de enfrentar uma organização criminosa como o PT.

Logo que assumiu o poder, Temer  lavou a alma dos brasileiros e *mexeu com interesses poderosíssimos*:
Demitiu mais de 20 mil macacos petistas que viviam dependurados na máquina pública, acabou  com a mamata dos artistas petistas que viviam das verbas da Lei Rouanet, cortou  verbas públicas para jornalistas de aluguel, sites petistas e todos os blogs sujos da esgotosfera, não aliviou Lula dos objetos que ele roubou dos Palácios do Planalto e Alvorada, cortou os 80 motoristas de Dilma, acabou com a farra das grandes empresas no BNDES, magoou bancos reduzindo juros, rompeu contratos com empresas amigas do PT e propôs quebrar as pernas de mais de 13 mil sindicatos do Brasil, através da extinção da contribuição sindical obrigatória.
Lula chegou a chorar, reclamando que Temer estava destruindo o que ele "levou anos para  construir".

Como se não bastasse, Temer  conseguiu tirar o Brasil da pior recessão em mais de cem anos, reduziu a inflação, conteve a escalada do dólar, reduziu Juros e o país já estava começando a gerar empregos com carteira assinada. Por três meses  consecutivos. Até que veio a tentativa de golpe.

Fiando-se nos baixos índices  de popularidade de Temer,  a Globo e o PT acharam que o derrubariam com um espirro.
Juntaram-se aos bandidos da JBS e armaram um conluio com o Procurador-Geral da República, Rodrigo  Janot e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson  Fachin.
Janot até encarregou seu braço direito na PGR para orientar Joesley Batista, que conseguiu um belíssimo acordo de delação  premiada.
Os golpistas devem ter aberto até champanhe na véspera do dia 17 de maio, para comemorar a derrubada de Temer e os lucros que teriam especulando no mercado financeiro.

Mas as coisas não saíram como planejado.
O mordomo se empertigou todo e resistiu ao golpe. Temer não apenas não renunciou, como deu início a uma das mais implacáveis ondas de retaliação contra o Grupo JBS do criminoso confesso Joesley Batista.
Em uma sequência devastadora de ataques, Temer encerrou uma linha de crédito de R$ 9 bilhões que a J&F tinha na Caixa Econômica, cancelou um contrato de fornecimento de gás da Petrobras para uma termoelétrica do Grupo e elevou o teto das multas da Comissão de Valores Mobiliários de R$ 500 mil para R$ 500 milhões.
A JBS é alvo de nada menos que nove inquéritos na CVM.
*Temer  literalmente quebrou as pernas de Joesley Batista.*

Inconformados com o fracasso do golpe, Janot, a Globo e a JBS se levantaram, sacudiram a poeira e voltaram para a segunda onda de ataques contra Temer. 

O mordomo não se intimidou e prosseguiu, retaliando seus detratores de forma  impiedosa.
Ao ser denunciado por Janot esta semana, Temer demonstrou que não está disposto a ceder a pressões e partiu para cima do Procurador.

Temer chutou o pau da barraca e expôs Janot de forma cruel, ao insinuar que ele recebeu dinheiro por meio do ex-procurador Marcelo Miller, que deixou o Ministério Público Federal para atuar em um escritório de advocacia que negociou o acordo  de leniência da JBS.

"Talvez os milhões de honorários recebidos não fossem apenas ao assessor de confiança [Miller], mas eu tenho responsabilidade e não farei ilações. Tenho a mais absoluta convicção de que não posso denunciar sem provas",  disse Temer,  referindo-se ao ex-procurador como "homem da mais estrita confiança" de Janot.

Temer  demonstrou que não tem nada de bonzinho ao mencionar a queda de Janot pelo álcool e disse que o procurador realizou um "trabalho trôpego".
Mais adiante, Temer foi ainda mais explícito ao lançar mão do termo embriaguez, referindo-se ao trabalho sujo de Janot na denúncia:
"As regras  mais básicas  da Constituição Federal não podem ser esquecidas e jogadas no lixo, tripudiadas pela embriaguez da denúncia, que busca a revanche a destruição e a vingança.

E ainda assim, fatiam a denúncia para provocar fatos contra o governo, querem parar o país e parar o Congresso Nacional, em um ato político de denúncias frágeis e precárias", declarou Temer, ressaltando que tem disposição em continuar no cargo.

Uma coisa não se pode negar:
O mordomo não é tão bobinho assim como muitos imaginavam.
E, apesar de sua baixíssima popularidade, parece  que o povo não está muito disposto a ir para  as ruas pedir sua renúncia.

Se Temer sobreviver até 2018, pode continuar dando muito trabalho para toda essa gente que pensa que é muuuuuuuuito esperta.

http://www.imprensaviva.com/2017/06/corrupto-ou-nao-temer-lavou-alma-do.html

*Pensem e tirem as suas próprias conclusões!!!*

*PODE ATÉ SER UMA INFORMAÇÃO PLANTADA*, mas nos faz *pensar diferentemente da "lavagem cerebral" que estão tentando fazer com a população Brasileira*.

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Coluna de 13.06.2017  da Miriam Leitão:

O ódio a bordo

“Foram duas horas de gritos, ameaças e xingamentos por parte de delegados do PT em um voo de Brasília ao Rio. Lula tem estimulado o ódio, citando meu nome com frequência em comícios.” Sofri um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT dentro de um voo. Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo.

Sábado, 3 de junho, o voo 6237 da Avianca, das19h05, de Brasília para o Santos Dumont, estava no horário. O Congresso do PT em Brasília havia acabado naquela tarde e por isso eles estavam ainda vestidos com camisetas do encontro. Eu tinha ido a Brasília gravar o programa da Globonews.

Antes de chegar ao portão, fui comprar água e ouvi gritos do outro lado. Olhei instintivamente e vi que um grupo me dirigia ofensas. O barulho parou em seguida, e achei que embarcariam em outro voo.
Fui uma das primeiras a entrar no avião e me sentei na 15C. Logo depois eles entraram e começaram as hostilidades antes mesmo de sentarem. Por coincidência, estavam todos, talvez uns 20, em cadeiras próximas de mim. Alguns à minha frente, outros do lado, outros atrás. Alguns mais silenciosos me dirigiram olhares de ódio ou risos debochados, outros lançavam ofensas. — Terrorista, terrorista — gritaram alguns. Pensei na ironia. Foi “terrorista” a palavra com que fui recebida em um quartel do Exército, aos 19 anos, durante minha prisão na ditadura. Tantas décadas depois, em plena democracia, a mesma palavra era lançada contra mim.

Uma comissária, a única mulher na tripulação, veio, abaixou-se e falou: — O comandante te convida a sentar na frente. — Diga ao comandante que eu comprei a 15C e é aqui que eu vou ficar — respondi.

O avião já estava atrasado àquela altura. Os gritos, slogans, cantorias continuavam, diante de uma tripulação inerte, que nada fazia para restabelecer a ordem a bordo em respeito aos passageiros. Os petistas pareciam estar numa manifestação. Minutos depois, a aeromoça voltou:
— A Polícia Federal está mandando você ir para frente. Disse que se a senhora não for o avião não sai.

— Diga à Polícia Federal que enfrentei a ditadura. Não tenho medo. De nada.

Não vi ninguém da Polícia Federal. Se esteve lá, ficou na porta do avião e não andou pelo corredor, não chegou até a minha cadeira.
Durante todo o voo, os delegados do PT me ofenderam, mostrando uma visão totalmente distorcida do meu trabalho. Certamente não o acompanham. Não sou inimiga do partido, não torci pela crise, alertei que ela ocorreria pelos erros que estavam sendo cometidos. Quando os governos do PT acertaram, fiz avaliações positivas e há vários registros disso.
Durante o voo foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias.

Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: “quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo”, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas.

O piloto nada disse ou fez para restabelecer a paz a bordo. Nem mesmo um pedido de silêncio pelo serviço de som. Ele é a autoridade dentro do avião, mas não a exerceu. A viagem transcorreu em clima de comício, e, em meio a refrões, pousamos no Santos Dumont. A Avianca não me deu — nem aos demais passageiros — qualquer explicação sobre sua inusitada leniência e flagrante desrespeito às regras de segurança em voo. Alguns dos delegados do PT estavam bem exaltados. Quando me levantei, um deles, no corredor, me apontou o dedo xingando em altos brados. Passei entre eles no saguão do aeroporto debaixo do coro ofensivo.

Não acho que o PT é isso, mas repito que os protagonistas desse ataque de ódio eram profissionais do partido. Lula citou, mais de uma vez, meu nome em comícios ou reuniões partidárias. Como fez nesse último fim de semana. É um erro. Não devo ser alvo do partido, nem do seu líder. Sou apenas uma jornalista e continuarei fazendo meu trabalho.
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No primeiro dia de aula em uma escola americana, a professora apresentou aos alunos um novo colega, Ken Suzuki, recém chegado do Japão.

A aula começa e a professora diz:
"Vamos ver quem conhece a história americana..."

Quem disse:
"Dê-me a liberdade, ou a morte?"

Silêncio total na sala...Apenas Suzuki, levanta a mão e diz:
"Patrick Henry, em 1775, na Filadélfia".
Muito bem, Suzuki!

E quem disse:
"O Estado é o povo, e o povo não pode afundar-se?"

"Abraham Lincoln, em 1863, em Washington", responde Suzuki.

A professora olha os alunos e diz:
"Vocês não têm vergonha?
... Suzuki é Japonês e sabe mais, sobre a história americana, que vocês!!"

Então, lá no fundo da sala, ouve-se uma voz baixinha, falando:
"Vai se lascar, Japonês filho da puta !"

"Quem disse isso ? ", Grita a professora.

Suzuki responde: "General  McArthur, em 1941, em Pearl Harbour!"

A turma fica em silêncio, apenas um aluno fala: "Acho que vou vomitar."

A professora grita:
"Quem foi que falou isso?"

E Suzuki responde:
"George Bush, ao primeiro ministro Tanaka, durante o almoço em Tokyo, em 1991"

Um dos alunos grita:
"Chupaaaa !!!"

E, a professora irritada: "Quem foi agora?"

E Suzuki responde:
"Bill Clinton, à Mônica Lewinsky, na Casa Branca, em Washington, em 1997."

Outro aluno se levanta e grita:
"Suzuki de merda!"

E Suzuki, responde:
"Valentino Rossi, no Grande Prêmio do Canadá de Moto Velocidade, em 2002."

A turma fica histérica, a professora desmaia, a porta se abre e entra o Diretor, que diz:
"Que merda é essa?? "

Suzuki responde:
"Michel Temer para o senador Romero Juca, quando estouraram os áudios da conversa com Sergio Machado,  em maio de 2016."

Outro aluno, num sussurro, que ecoou:
" ih....agora fudeu de vez"

Suzuki responde:
"Aécio Neves quando leu a mensagem informando da prisão da irmã e do primo dele, em 2017".

O Diretor fica estarrecido, com a petulância, do Japonês e da passividade dos alunos americanos da turma e diz:
"Vamos reagir cambada de viadinhos, vocês tem que virar homens..."

Suzuki levanta e responde:

"ROGÉRIO CENI, ao assumir o time do SÃO PAULO"

 

 

Texto da internet

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*Na época da "chamada" pelos PeTistas Ditadura...podíamos namorar dentro do carro até a meia- noite sem perigo de sermos mortos por bandidos e traficantes*. Mas, não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos ter o INPS como único plano de saúde sem morrer a míngua nos corredores dos hospitais. Mas não podíamos falar mal do presidente. *Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista*. Mas, não podíamos falar mal do Presidente.

Podíamos paquerar a funcionária, a menina das contas a pagar ou a recepcionista sem correr o risco de sermos processados por assédio sexual. Mas, não podíamos falar mal do Presidente.

Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei negão!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala sua bicha!) e não éramos processados por discriminação por isso. Mas, não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e dirigir o carro para casa, sem o risco de sermos jogados à vala da delinquência, sendo preso por estar alcoolizado. Mas, não podíamos falar mal do Presidente.

Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental. Mas, não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos ir a qualquer bar ou boate, em qualquer bairro da cidade, de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados. Mas, não podíamos falar mal do presidente.

*Ha 15 anos a única coisa que podemos fazer é falar mal do presidente!*


*Que merda heim?...

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