Bandidos explodem mais um carro-forte na Paraíba » Bolsonaro diz que vai trabalhar pela modernização do Mercosul » Mourão defende reforma política após a conclusão da Previdência » Quadro de saúde de Lucélio Cartaxo evolui, mas chefe de gabinete da PMJP, permanece na UTI da Unimed » Com descontos especiais, Caixa abre negociação de dívidas com consumidores » Telefonia, bancos, luz e água: confira o top 10 de empresas mais reclamadas em JP » João Azevêdo veta projeto de lei para blindar carros da segurança pública »


É preciso manter a atenção constante aos fatos. Por menores que sejam, podem tornar-se tormentosos. Diante da vastidão do planeta, um ser humano é minúsculo, mas como é imensa a sua importância; portanto, a dos seus atos também. Valho-me, por exemplo, da Primeira Guerra Mundial, que, em 28/7, completou 100 anos.

Um mês antes, quem matou, em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando e a esposa, Sofia, desencadeando, mesmo como pretexto, a partir da pequena Sérvia, o primeiro grande conflito? Uma minúscula célula humana. Não significa que eu esteja desfazendo do seu valor como criatura, porém necessito formar uma comparação. Usaram-no capciosamente como estopim, ao que mal sabiam o que seria. É o que não podemos admitir que façam conosco em tempo algum. Era um jovem ainda, Gavrilo Princip. Assassinou o herdeiro do império austro-húngaro, em Sarajevo. Tivemos a Primeira Grande Guerra, que Georges Clemenceau (1841-1929) considerou como a que terminaria com todas as outras. O primeiro-ministro da França, naquele tempo, representou-a no Tratado subscrito na Galeria dos Espelhos do Palácio de Versalhes, construído por Luís XIV, o Rei Sol, que também se apagou, por ser passageiro. Esse documento decidiu sobre a divisão dos despojos da Alemanha, subjugada em 1918, e determinou que ela pagasse onerosíssimas indenizações aos vencedores. Não souberam gerenciar a vitória, que requer especial talento. Diversos analistas observam que, por ter sido muito severo, o Tratado oprimiu por demais o povo alemão, deixando-o à mercê do primeiro aventureiro que aparecesse. Isso, entre outros fatores, propiciou a ascensão ao poder de Adolf Hitler (1889-1945), que instituiu, por onde passou, o repugnante racismo como ideologia de Estado. E deu no que deu, porque racismo contra um será fatalmente contra todos. Arrastou os povos, incluído o Brasil, ao Segundo Grande Conflito Mundial (1939-1945), que chacinou e feriu milhões de pessoas. Outro pormenor: o sombrio Adolf subiu ao poder com minoria de votos. Depois, usando de vários artifícios, até mesmo contra o Marechal Hindenburg, destruiu a frágil República de Weimar, tornando-se ditador incontestável. Era um estratego, acham alguns. À serpente denunciada no Apocalipse de Jesus (12:9) não se deve permitir levantar a cabeça de novo. Devemos aludir também ao fato de que ela não se apresenta obrigatoriamente de forma espetacular. É infiltrante, intrometida, astuta. Exerce, com solércia, a sedução. Atentemos para a violência que cresce no mundo! Existem aqueles que, em determinadas circunstâncias, a consideram um “mal necessário”. E assim estabelecem perigoso equívoco.

Então, qualquer ato “pequeno” poderá repercutir globalmente. Não são apenas as medidas próprias de estado que recaem sobre nós, por toda a parte. Não! As nossas atitudes igualmente, por menores que sejamos, refletem-se em extensão. A coletividade somos nós multiplicados. É tal qual uma charada a pedir decifração, um emaranhado de destinos, estabelecendo roteiros nem sempre agradáveis.

Para o Criador, todas as Suas criaturas são importantes. É urgente que aqueles que influenciam o mundo entendam que o ser humano é Patrimônio Divino, antes que seja tarde. Recordemos um antigo ditado que avisa: “O graveto é que derruba a panela”.

O povo precisa instruir-se, espiritual e intelectualmente, para saber melhor influenciar sua própria destinação. Instruído e ecumenicamente espiritualizado, saberá defender-se com acerto no terceiro milênio que apenas se inicia.

SOLIDARIEDADE

Na quarta-feira, 13/8, em um acidente aéreo na cidade de Santos/SP, faleceu o político pernambucano Eduardo Henrique Accioly Campos. Voltaram também à Pátria Espiritual as demais pessoas que estavam na aeronave: os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins; Carlos Augusto Leal Filho, assessor de imprensa; Pedro Valadares Neto, assessor de campanha e ex-deputado federal; Alexandre Severo Gomes e Silva, fotógrafo; e Marcelo Lyra, cinegrafista.

Candidato à Presidência da República nas eleições deste ano, Campos chegava ao litoral paulista para cumprir agenda de sua campanha.

Desejo, neste momento, prestar nossa solidariedade e rogar a Deus conforto espiritual para a mãe do doutor Eduardo, dra. Ana Arraes, excelentíssima ministra do Tribunal de Contas da União; à respeitável esposa dele, dona Renata; aos cinco queridos filhos; à ex-ministra Marina Silva; aos correligionários políticos; e a todos os entes amados das vítimas dessa tragédia.

Ao Espírito eterno dos que faleceram, as vibrações de Paz da Legião da Boa Vontade, LBV.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Em 6 de agosto de 2014, precisamente às 8h15, completam-se 69 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, depois foi a vez de Nagasaki, também no Japão. Data que jamais será varrida das consciências sob risco de que — esquecidos desse abominável atentado à vida humana — o repitamos num grau de intensidade ainda maior, devastando não apenas uma cidade, mas o próprio planeta.

Um pouco de história

Agosto de 1945. Na Europa, Hitler se encontrava derrotado e morto. Berlim, destruída e ocupada pelos russos. Em 25 de julho, dias antes do impacto de “Little Boy” — apelido do petardo de cinco toneladas que matou cerca de 100 mil pessoas em solo japonês —, o presidente norte-americano, Harry Truman (1884-1972), decide usar contra o naquele tempo inimigo asiático o que ele mesmo designou em seu diário como “a coisa mais terrível já descoberta”.

Paul Tibbets (1915-2007) foi o piloto da marinha escolhido para comandar o B-29 que decolou da ilha de Tinian. O avião, batizado com o nome de sua mãe, Enola Gay, levantou voo às 2h45min. Ao seu lado, na missão que entraria para a história e mudaria a geopolítica do século 20, estava o copiloto Robert Lewis, autor da famosa exclamação: “Meu Deus, o que fizemos!”.

Décadas se foram. Todavia, o relato de muitos sobreviventes a respeito do sofrimento atroz por que passaram, é, sem dúvida, uma das mais importantes bandeiras na luta pelo desarmamento e pela não proliferação de armas nucleares.

“O perigo é real”

Contudo, acontecimentos diversos continuam sugerindo que a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial não é ilusória. A humanidade corteja a morte. Basta lembrar os maus-tratos que promove contra sua própria moradia. A paz quase que não tem passado de figura de retórica. Em grande parte da trajetória humana, o período em que ela prevaleceu é ínfimo. Se é que já houve verdadeira paz neste mundo... Somente na alma de alguns bem-aventurados é que tem conseguido habitar. Por isso, com certeza, advertiu o papa João Paulo II (1920-2005), numa memorável alocução, na década de 1980, que “o perigo é real”.

A concórdia entre religiosos é a primeira a ser conquistada. A paz de consciência dos seres terrenos, gerada por uma nova postura ecumênica, porquanto altamente fraterna, prenuncia a paz social, a paz entre as instituições e a desejada paz mundial, sob a proteção do Pai Celeste, o maior diplomata da história deste orbe, não obstante nosso recorrente mau uso do livre-arbítrio. Para os que riem dessa realidade, uma pequena recordação do cético Voltaire (1694-1778): “Se Deus não existisse, precisaria ser inventado”.

John Kennedy e a paz

Muitas nações não estão diretamente envolvidas nos conflitos armados que nos flagelam, porém todas sofrem a opressão do medo ou da miséria, pela violência dos armamentos novos ou pelo desvio global de verba para a indústria da morte, em prejuízo da justa economia que gera instrução, educação, espiritualização, segurança, alimentação e saúde dos povos. Portanto, a guerra nos ofende a todos nestes tempos de comunicação rápida e de temporais de informações, que ameaçam, com seus raios e trovoadas, dar curto-circuito nos cérebros. Daí a inclusão que faço, neste bate-papo com Vocês, do pensamento de John Kennedy (1917-1963): “Só as armas não bastam para guardar a paz. Ela deve ser protegida pelos homens (...). A mera ausência de guerra não é paz”.

A Terra só descobrirá a paz quando viver o amor espiritual e souber reconhecer a verdade divina. No entanto, a divina verdade de um Deus que é Amor. Não a de um ser brutal e vingativo, inventado pelos desatinos humanos.

De fato, o perigo continua real. E nós, como tontos, no meio dele, nessa “briga de foice no escuro”. Quousque tandem, Catilina?

É essencial salientar as propostas e ações de autêntico entendimento. Conflitante rota para os povos será a do remédio amargo.

Por isso mesmo, não percamos a esperança. Perseveremos trabalhando “por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz”. Eis a direção da vitória. E não se trata de argumento simplório. A vida ensina, mas quantos de nós aprendemos a tempo?

As soluções dos graves problemas de nossa sociedade passam pela devida valorização do Capital de Deus, ou seja, o ser humano e seu Espírito Eterno. Do contrário, acabaremos por enfrentar um conflito mundial maior que as duas grandes guerras do século 20 que, numa análise histórica, podem ser classificadas como uma só dividida em duas partes. Que Deus nos livre da terceira!

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Vinte e seis de julho é o Dia dos Avós. Por oportuno, apresento-lhes trechos de meu editorial na 24a edição da “Revista LBV” (Jan/Fev de 1992), publicado anteriormente na década de 1980, pela “Folha de S.Paulo”.

Vivemos época de constante progresso material. Entretanto, não se verifica o correspondente avanço no campo da ética e do Espírito. Resultado: males como a fome, a violência e o desrespeito à Natureza perduram. E lamentavelmente as pessoas da terceira idade também são atingidas pela frieza dos sentimentos humanos.

É verdadeiro crime não se reconhecer o valor dos Irmãos idosos. Neste período da vida, mais do que nunca se fazem merecedores do carinho e da solidariedade dos mais moços, num justo reconhecimento à contribuição que legaram à sociedade.

Na LBV não acreditamos em velhice como sinônimo de coisa deteriorada. Ninguém é velho quando tem um bom e grande Ideal. Pode não mais carregar um piano, não mais passear de motocicleta. Se possui, porém, ânimo dentro de si, é jovem. As pessoas a certa altura da vida precisam, com raras exceções, aposentar-se de seus empregos, mas não o devem fazer com relação à vida. Devem ir à luta enquanto puderem respirar.

A Legião da Boa Vontade mantém com o seu extenso trabalho de promoção humana e social Lares de amparo aos velhinhos e espaços saudáveis de convivência. Neles os vovôs e vovós são tratados com muito Amor e, o que é melhor, aprendem que nunca é tarde para colaborar com suas experiências, em prol de uma Humanidade mais feliz, pois é a força dos bons exemplos que inspira as novas gerações a vencerem os obstáculos da existência terrena. (...)

Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus componentes? Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Contudo, também irão aposentar-se... Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E há os que ainda moços pensam: "Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguiram resistir tanto, que se danem..." Não há exagero algum aqui. É o que também se vê. Tem-se a impressão de que alguns daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de alcançar a decrepitude. Mas poderão chegar lá... Não existe futuro sem moços. Também, não o há sem os idosos.

Temos de aliar ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. (...)

Lutamos por um mundo que ofereça oportunidades para todos. E isto não é impossível. Impossível é continuar como está: a terrível paisagem das almas ressequidas pela indiferença ao Amor de Deus, como os ossos secos da visão do Profeta Ezequiel. O nosso planeta tem de receber o sopro espiritual da Vida, pois é rico e muito amplo, com espaço suficiente para todo mundo. (...)

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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No domingo, 13/7, o Maracanã, no Rio de Janeiro/RJ, recebeu chefes de Estado, autoridades e dezenas de milhares de torcedores para a cerimônia de encerramento da Copa de Futebol. Na disputa final, a disciplinada Alemanha saiu vitoriosa sobre a esforçada Argentina, sagrando-se tetracampeã. Parabéns a todos os países, que abrilhantaram o Mundial de 2014 no Brasil!

Com satisfação, sediamos, pela segunda vez, essa bela festa esportiva, que confraterniza povos dos mais diversos pontos e culturas do planeta.

Segundo a BBC Brasil, “a emoção com que brasileiros cantavam o hino na abertura de cada jogo, veiculada por televisões do mundo inteiro, conquistou estrangeiros dentro e fora do país”. Realmente, entusiasmados, fomos milhões de vozes bradando, à capela, nas partidas que nosso país jogou, os versos que nos orgulham, de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927): “Terra adorada,/Entre outras mil,/ És tu, Brasil,/ Ó Pátria amada!/ Dos filhos deste solo és mãe gentil,/ Pátria amada,/ Brasil!”.

Nossa saudação de Paz aos organizadores; aos atletas; aos que assistiram, pessoalmente ou pelos meios de comunicação; aos trabalhadores, desde os simples aos mais graduados; aos voluntários; enfim, a tanta gente que compôs a estrutura que possibilitou esse megaevento.

O sucesso obtido será maior à medida que autoridades competentes e sociedade – na séria avaliação de erros e acertos identificados antes, durante e pós-Copa – realmente assimilem o aprendizado que um encontro esportivo dessa magnitude pode proporcionar a uma nação. Aproveitar bem ou não essa experiência dependerá de todos nós.

No ensejo da Copa do México, em 1986, escrevi um artigo, que intitulei na ocasião “Esporte é melhor que guerra”. Mantenho essa conclusão. Gostaria de compartilhar alguns trechos com vocês hoje:

Quando Alziro Zarur (1914-1979) lançou na LBV o Futebol da Caridade, não foi de pronto entendido. Sofreu críticas mil. Mas, com o tempo, todos compreenderam a justeza do seu posicionamento. O jornalista Apparício Torelly, o saudoso Barão de Itararé (1895-1971), entusiasmado, depois de examinar a ideia e seus importantes resultados em prol das pessoas socorridas pela Legião da Boa Vontade, declarou: “Esse programa é a demonstração inequívoca da capacidade realizadora do povo brasileiro”.

As massas adoram o esporte, energia extraordinária, uma força do povo que deve ser usada em favor dele mesmo, e não somente nos prélios, ou na base do “panem et circences”.

O futebol tem uma enorme habilidade de congraçar os seres humanos, nacional e internacionalmente. (...). Ele tem um carisma superior a vergonhosos e antigos ódios que devem ser expulsos da Terra. Um dia, as criaturas terão de resolver “suas diferenças” em planos elevados que não os da matança dos seus semelhantes, com milhões de viúvas e órfãos. Pode levar mil anos, mas acontecerá. Que não demore... É só ler as páginas do Apocalipse de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, para saber.

Esporte é melhor que guerra.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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No Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, 17/6, vale ressaltar recentes e alarmantes estatísticas. Uma delas vem da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Quase nove em cada dez habitantes das cidades do mundo estão sujeitos a níveis de poluição acima do aceitável segundo os padrões da OMS”, destacou a “Agência Brasil”. Depois, conforme noticiou a “Deutsche Welle”, uma pesquisa do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica diz que os reservatórios de água no país, considerados críticos pela Agência Nacional de Águas (ANA), perderam em média 80% de sua cobertura florestal.

Ora, os danosos impactos desse verdadeiro “arboricídio” estão aí. O ar, o solo e a água diariamente escasseiam em qualidade, fertilidade e abundância.

 

CUIDADO, ESTAMOS RESPIRANDO A MORTE

Há quase 14 anos, em 1º de julho de 2000, a revista “Manchete” publicou um artigo meu que parece até que foi escrito hoje:

Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes impurezas.

Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados...

Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos.

Crianças e idosos moram lá... Merecem respeito.

No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo o corpo e a psicologia do ser.

Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias... O que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.

Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus.

As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.

Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários idealistas pragmáticos. Entretanto, por vezes, a ganância revela-se maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência. (...)

A infinidade de poluições que vêm prejudicando a vida de cada um deriva da falência moral que, de uma forma ou de outra, inferniza a todos. Viver no presente momento é administrar o perigo. Mas ainda há tempo de acolhermos a asserção de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944): “É preciso construir estradas entre os homens”. Realmente, porque cada vez menos nos estamos encontrando nos caminhos da existência como irmãos. Longe da Fraternidade, não desfrutaremos a Paz.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Não há nada mais valioso na Terra do que a existência humana. No planeta, somos os únicos seres conscientes da finitude física, embora prossigamos nossa jornada de aprendizado, no âmbito espiritual, após o fenômeno chamado morte. A partir do momento que valorizamos a vida desde o seu estágio físico, construímos, verdadeiramente, uma Sociedade Solidária Altruística Ecumênica.

A doação de sangue, aplaudível vereda que aproxima o ser humano de sua humanidade, é indispensável em favor de tantos que lutam para sobreviver.

No Brasil, em período de férias e feriados, justamente quando ocorrem mais acidentes de todo tipo, cresce a demanda por sangue e diminui o número de doadores. Um cálculo cujo saldo preocupa os hemocentros do país.

DÉFICIT NACIONAL

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), a dra. Selma Soriano, médica hematologista e hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, fez um apelo: “Que a população antes de tirar férias, de sair em viagem, faça a sua doação de sangue. Normalmente, a demanda de sangue em feriados aumenta em torno de 30%, e a doação cai em torno de 40%. Daí trabalharmos sempre com os estoques no limite. Desse modo, priorizamos o atendimento de urgência (...)”.

A transfusão de sangue é imprescindível não somente no socorro às vítimas de graves acidentes, de catástrofes como deslizamentos de terra, inundações etc. A dra. Selma explica: “Precisamos, e muito, de doações de sangue no tratamento de pacientes que estão em Unidade de Terapia Intensiva; para os que lutam contra o câncer que, às vezes, carecem de reposição de sangue; e para os pacientes de transplante de órgãos. No caso de doenças congênitas, temos a hemofilia. Isso sem falar nas cirurgias. Nas de grande porte, 60% delas necessitam de transfusão de sangue”.

Segundo o Ministério da Saúde, 3,5 milhões de pessoas doam sangue anualmente no Brasil. Está longe de ser o ideal, já que deveríamos ter cerca de 5,4 milhões de doadores. Para suprir esse déficit são feitas campanhas de apelo à sociedade. “Temos 1,8% da população brasileira que doa sangue, e a gente deveria estar entre 3% e 5%. Faltam componentes sanguíneos para algumas situações específicas”, revela a hematologista.

MINUTOS QUE SALVAM

Que essa ação caritativa se torne um hábito saudável e permanente, já que é algo que não exige sacrifício algum. “Entre a pessoa chegar a um banco de sangue e fazer a sua doação, ela permanece de 40 a 50 minutos no máximo. O ato em si, propriamente dito, leva apenas 7 minutos”, afirma a dra. Selma.

Inúmeros são os postos de coleta no Brasil. No site www.prosangue.sp.gov.br, você encontra vários deles e se informa quanto aos requisitos básicos para ser um doador de sangue.

Eis nosso contributo no esclarecimento geral a respeito desse importante assunto. Doar sangue, gesto que merece o devido apoio de todos, pode ser a própria salvação do ofertante amanhã.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Primeiro de junho de 1989 marca a colocação do cristal sagrado no pináculo do Templo da Boa Vontade, uma das sete maravilhas de Brasília/DF, poucos meses antes da inauguração, em 21 de outubro. A ideia de uma pedra no ápice do monumento constava desde os planos iniciais. Traria a luz do sol para o interior da Pirâmide de Sete Faces, elevando o ambiente e permitindo, como tantos afirmam, a cromoterapia. Os dias passavam velozes e nada de aparecer o mineral na proporção correspondente ao lugar a ele destinado.

Desígnio divino — Como resolver esse impasse? O desígnio divino tinha a solução para a difícil empreitada. Em 16 de março daquele ano, ao voltar de Brasília, onde estive acompanhando as obras do Templo da Paz, assisti a uma reportagem de um telejornal.

Foi assim: encontrava-me no meu gabinete de trabalho em São Paulo. Era alta noite. Ligo o aparelho na antiga TV Manchete. O noticiário já estava pela metade. O que aconteceu? Vi o minério rapidamente e o pessoal dizendo que era o maior cristal puro no mundo. No mesmo instante, telefonei para o estimado Haroldo Rocha, responsável, na época, pela LBV na capital da República, e disse-lhe: ─ “Haroldo, acabei de ver isso na TV Manchete. Vá buscar essa pedra, por favor. Se não a trouxer (aí dei uma boa gargalhada), não precisa nem voltar. Retorne, mas a traga, porque é o que procuramos”. Na manhã seguinte, matérias a respeito do assunto pululavam na mídia.

Haroldo, então, se dirigiu a Cristalina/GO. Passou o dia inteiro lá. Havia muitos estrangeiros no local. Todos querendo o grande quartzo. Pacientemente, esperou sua vez. Chegando o fim da tarde, pôde falar ao garimpeiro Chico Jorge da necessidade de levar aquela pedra, que seria posta em um lugar especial. Descreveu-lhe o Templo da Boa Vontade em construção. Foi quando, ao se aproximar deles, a esposa do minerador interveio: “Chico, você vai passar essa pedra para o Templo, porque eu sou ouvinte da LBV e gosto muito dela”. Em resumo foi assim. Haroldo retornou, trazendo a pedra que se encontra hoje gloriosamente cravada no pináculo do TBV. O que mais impressiona nessa história é que, naquela mesma semana, a mulher do garimpeiro, dona Maria de Lourdes, lembrou-se de um sonho no qual o marido achava uma pedra que teria uma nobre destinação. Nestes 24 anos, esse belo cristal irradia a luz do Amor de Deus, fortalecendo, ainda mais, a vocação mística da capital brasileira.

Ao casal Chico Jorge e Maria de Lourdes, a gratidão dos milhões de peregrinos que, ao entrarem na nave da Pirâmide das Almas Benditas, dos Espíritos Luminosos, são beneficiados pela saudável energia espargida do cristal do Templo da Boa Vontade.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Como ser humano, considero fundamental a lei que torna hediondo o crime de exploração sexual de crianças, adolescentes ou pessoas vulneráveis, sancionada pelo governo brasileiro, no dia 21/5, quarta-feira.

Trata-se de grande conquista em prol da integridade da criatura humana desde a infância. A lei está aí. Compete agora seja respeitada.

Todos os pais, avós, parentes, professores, autoridades, enfim, todo cidadão de bem, contam com uma forte ferramenta para proteger as crianças, os jovens ou qualquer um que esteja em situação de risco. Quando Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos ensinou, no “Pai-Nosso”, a suplicar a Deus que “nos livrasse do mal”, Ele não recomendou que aguardássemos de braços cruzados os fatos. Seu pragmático Evangelho é uma Academia que forma, em primeiro lugar, guardiães da ordem civilizada.

O Brasil é sede neste e nos próximos anos de megaeventos internacionais. O grau de nossa responsabilidade deve estar à altura dos que dependem diretamente de nossas atitudes de amparo.

Mônica Souza, gerente de comunicação e marketing da Plan International Brasil, no programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), afirmou: “A exploração sexual infantil não vem de hoje. As campanhas de combate já existem há bastante tempo. Nesse momento, estamos nos preparando para ter uma resposta um pouco mais agressiva nesse período de Copa no Mundo”. Um dos propósitos da Plan é capacitar crianças e jovens para serem protagonistas de sua própria história.

Também no contexto em pauta, o ensino e o conhecimento são providências de real prevenção. É o que Mônica ressalta: “Lugar de criança é na escola. Ela não tem que estar na rua ou nas praias trabalhando. Conscientizar a comunidade, trabalhar com ela, proporcionar seminários, mostrar o que acarreta o problema e trazer soluções, são oportunidades educativas”.

Combatamos a exploração sexual. Por favor, anotem e tenham sempre às mãos o Disque 100 (Disque Direitos Humanos). A ligação é gratuita, e não é preciso se identificar. As Centrais de Atendimento funcionam diariamente, 24 horas por dia.

 

SEBASTIÃO NERY

O estimado amigo Sebastião Nery lançou recentemente a obra “Ninguém me contou, Eu vi: De Getúlio a Dilma”. Nery é um dos mais respeitados jornalistas do país. Ele é natural da Bahia, Estado de origem dos meus saudosos pais, Idalina Cecília (1913-1994) e Bruno Simões de Paiva (1911-2000).

Fiquei honrado ao ver meu modesto nome entre aqueles a quem Nery dedicou seu novo trabalho editorial. Nossa amizade vem desde a década de 1950, na antiga Rádio Mundial, do Rio de Janeiro/RJ, onde eu era voluntário. Ele relata isso: “Alguém me disse para ir à Rádio Mundial e conversar com Alziro Zarur (1914-1979). Eu fui e ele me recebeu muito gentilmente. Lá, conheci o Paiva Netto, que era um jovem (mais jovem do que eu), e que trabalhava lá. Trabalhamos juntos! Tenho uma lembrança de gratidão, pois quando você arranja um emprego e encontra pessoas que tratam de você, que esquecem que você saiu da cadeia, mas que o recebem como um cidadão (o que eu era, um jornalista que fora perseguido). Aí eu conheci o Paiva Netto, cujo trabalho sempre admirei”.

Agradeço ainda as palavras que ele fraternalmente me endereçou no exemplar que recebi e estou lendo: “Mestre Paiva Netto, que honra lhe mandar este livro que também é seu”.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Domingo próximo, 18/5, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Trata-se do cumprimento da Lei 9.970, de maio de 2000.

Segundo o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, “a data é uma lembrança a toda a sociedade brasileira sobre a menina sequestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com 8 anos, quando foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido.”

Já se passaram 41 anos desse lamentável episódio! É verdade que muitas louváveis iniciativas pelo país se empenham para evitar novas Aracelis. Contudo, até agora, não foi possível impedir que outras vítimas surjam a cada dia.

O brado renovado aqui é que a sociedade e seus órgãos constituídos jamais fechem seus olhos para tamanha calamidade. Esse “seriado” horripilante, cujas temporadas prosseguem ininterruptas e ainda sem data de término, não é uma ficção. A realidade de dramas inumeráveis continua clamando por mais segurança, bom senso, atitudes preventivas, justiça e caridade de todos nós.

E nada melhor do que abordarmos esse horror no ensejo da celebração da Lei Áurea no Brasil, 13/5. Enquanto um só indivíduo, independente de sua etnia – seja criança, adolescente, jovem, adulto, idoso, mulher, homem – sofrer qualquer tipo de violação de seus direitos de cidadania, vivenciaremos um estado de cativeiro.

 

MARCA DA INCLUSÃO

Sob diferenciado espírito acolhedor, funciona a nossa rede de ensino pelo país, na qual desenvolvemos a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, diretrizes da linha educacional que adotamos.

Recentemente, o Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, recebeu integrantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP): a professora doutora Emília Cipriano Sanches, do curso de Pedagogia; a professora Regina Helena Zerbini Denigres; e as estudantes de Pedagogia Isadora Prados, Gabriela Romera, Melissa Rodrigues, Adriana Rocha e Paula Scobosa.

O Coral e o Grupo de Instrumentistas Infantojuvenis Boa Vontade as recepcionaram com uma canção de boas-vindas e uma música em Libras (Língua Brasileira de Sinais), que eles aprendem em sala de aula.

A dra. Emília Sanches, também coordenadora da Consultoria e Assessoria Educacional Aprender a Ser, destacou aos alunos: “Uma emoção muito grande! Quem educa, educa para transformar e vocês estão transformando. Fiquei olhando a expressão de cada um, a felicidade. Agradeço com muito carinho por vocês me fazerem acreditar que é possível ter crianças e jovens trabalhando numa perspectiva de transformação. A música que apresentaram traz uma mensagem maravilhosa, que é da inclusão. E a grande marca desta Instituição é a inclusão. Parabéns por fazerem essa verdade da inclusão se manifestar nas nossas vidas. Muito obrigada!”.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Está chegando o Dia das Mães! Ora, as mulheres, em especial as mães, são reconhecidamente dignas de nossas maiores homenagens. Com elas, aprendemos a cuidar do outro com acurado esmero e sacrifício. O que ambicionamos nós senão pedir à Humanidade mais humanidade para com ela mesma? Desejamos ver raiar o dia em que, afinal, nos reconheçamos como irmãos, componentes de uma única família, convivendo pacificamente nesta morada global.

Era o que sonhava a costureira Rosa Parks (1913-2005), ativista dos direitos civis dos afro-americanos. Essa destemida mulher, certa vez, declarou: “Eu acredito que estamos aqui, no planeta Terra, para viver, crescer e fazer o que nós podemos para que este seja um mundo melhor e para que todas as pessoas tenham liberdade”.

Costumo afirmar que a humildade é, acima de tudo, corajosa. E Rosa Parks tornou-se um ícone na luta pela igualdade racial e pelo fim do preconceito nos Estados Unidos. Seu gesto aparentemente pequeno — quando, em 1º de dezembro de 1955, se recusou a ceder lugar a um homem branco em um ônibus da cidade de Montgomery, Alabama — significou quebrar algemas da tirania do racismo. Àquela época, mesmo havendo divisão entre assentos para brancos e negros, estes eram obrigados a se levantar para os brancos, caso todos os lugares do veículo estivessem preenchidos.

Exemplos como esse só reforçam o que há décadas repito: Valorizar a mulher é dignificar o homem. E vice-versa.

Assim encerrei o documento que escrevi recentemente para a 58ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, que ocorreu na ONU, em Nova York.

 

DO CÉU, BRASÍLIA

A bordo de um helicóptero, Bento Viana, geógrafo, fotógrafo e produtor premiado de cinema e vídeo, registrou diversas regiões e pontos turísticos da capital brasileira para o livro “Do Céu, Brasília”. Foram dois anos de trabalho e quase 100 horas de voo.

A obra traz textos de Bento Viana, da fotógrafa Zuleika de Souza e do jornalista Tetê Catalão. As legendas das fotos são de Patrícia Herzog e Tatiana Petra, do projeto “Experimente Brasília”.

O Templo da Boa Vontade também foi clicado, e com esse destaque nos idiomas português e inglês: “Um templo ecumênico, destinado à meditação e ao recolhimento. Sua estrutura piramidal abriga no topo o maior cristal bruto do mundo e atrai milhares de visitantes”.

Grato ao autor pela fraterna dedicatória que me endereçou: “Para o admirável Paiva Netto, com carinho, Bento Viana”. E ainda escreveu: “Espero que goste da foto de sua linda obra que enfeita Brasília!”.

SAUDADE, JAIR RODRIGUES!

Ontem, 8/5, quinta-feira, retornou, aos 75 anos, à Pátria Espiritual, o renomado cantor Jair Rodrigues.

Grande amigo nosso, participava sempre das ações caritativas da LBV, contagiando-nos com sua marcante alegria.

À sua bondosa Alma, porque os mortos não morrem, o coração dos Legionários da Boa Vontade.

Aos queridos cantores e músicos Luciana MelloJair Oliveira, seus filhos, à sua amada esposa, Clodine, aos demais familiares e amigos, a nossa solidariedade.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Conheço um pré-adolescente que, desde pequenino, ao realizar com seus familiares e amigos uma breve prece à mesa, antes das refeições, comove a todos com um simples mantra, que poderia resumir grandes compêndios de sabedoria, aquela que compartilha solidariedade sem fronteiras de qualquer espécie. Exclama o jovenzinho: “Deus, peço-Te que não falte a comida no prato de ninguém nem no nosso!”.

Próximos de comemorar o Dia do Trabalho, 1º/5, considero de muita valia invocar aos poderes celestiais análoga súplica: Que não falte o decente emprego a nenhum dedicado trabalhador nem aos nossos familiares. Amém!

Façamos juntos essa rogativa, mas na esperança de que esse “assim seja” encontre, nos planos de governos do mundo, acertadas providências que atendam às urgentes necessidades das populações.

Seres humanos bem empregados e devidamente valorizados em seus esforços são garantia de Paz e sustentável progresso para todos.

REPÚBLICA TCHECA, CULTURA E BRASIL

Até o dia 15 de maio, os brasilienses e o público que diariamente visitam a capital terão ensejo de conhecer a exposição “Diário de viagem de Lucie Jindrák Skrivánková: Praga/Brasília”, uma parceria com a Embaixada Tcheca. Antes, parte desse trabalho foi exibida pela primeira vez no Festival de Arquitetura em Ostrava, na República Tcheca.

Utilizando nanquim, colagem, guache e papéis, a artista plástica retrata suas viagens, valendo-se de uma obra interativa e virtual, que busca comparar a arte e a arquitetura de países tão diferentes como a República Tcheca e o Brasil.

Na programação de abertura, no dia 24/4, a Galeria de Arte do Templo da Boa Vontade, fraternalmente recebeu a presença do embaixador da República Tcheca, Jiří Havlík; do primeiro secretário Viktor Dolista, chefe de Missão Adjunto e cônsul; além de outros embaixadores e autoridades. O evento foi ainda abrilhantado com a apresentação musical do “Trio Smetana”, um dos mais prestigiados conjuntos de música de câmara tcheca, ganhadores dos prêmios Diapason D’or 2006 e BBC Music Magazine Awards 2007.

Para outras informações, ligue (61) 3114-1070 ou dirija-se ao SGAS 915, lotes 75/76 – Brasília/DF.

 

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Destacadas figuras do futebol no Brasil e no exterior aderiram à campanha “Fiz um gol pela infância brasileira!”. Bela camisa traz o autógrafo deles, apoiando essa iniciativa da LBV que, a cada Copa do Mundo, se junta à vibrante torcida nacional pela Seleção Brasileira.

Gostaria de transmitir o meu agradecimento a todos eles: Alexandre Pato, Denílson, Fabrício, Luis Fabiano, Osvaldo, Paulo Henrique Ganso, Rodrigo Caio, Rogério Ceni e Wellington — do São Paulo; André Santos, Chicão, Felipe e Leo Moura — do Flamengo; Arouca e Leandro Damião — do Santos; Cássio, Emerson Sheik, Gil e Jadson — do Corinthians; Cicinho — do Sivasspor Kulubu/TUR; Daniel Alves e Neymar — do Barcelona/ESP; Dante — do Bayern de Munique/ALE; David Luiz — do Chelsea/ING; Dedé, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart — do Cruzeiro; Dida e Juan — do Internacional; Edenílson — da Udinese/ITA; Fernando Prass, Juninho e Wesley — do Palmeiras; Fred e Walter — do Fluminense; Henrique — do Napoli/ITA; Hulk — do Zenit/RUS; Jô, Marcos Rocha, Réver, Ronaldinho Gaúcho e Victor — do Atlético Mineiro; Léo Gago — do Grêmio; Lucas Piazon — do SBV Vitesse/HOL; Marcos Aurélio — do Jeonbuk Hyundai Motors/COR; Robinho — do Milan/ITA; e Gilberto Silva. Participação especial também de: Altair, lateral nas Copas de 1962 e 1966; Cafu, lateral campeão do mundo em 2002; Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da atual Seleção e treinador canarinho na conquista do Tetra; Dunga, volante capitão do título mundial em 1994 e técnico brasileiro em 2010; Jair Marinho, lateral do Brasil em 1962; Juninho Pernambucano, meia que jogou a Copa do Mundo de 2006; Marcos, goleiro campeão mundial em 2002; Neto, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988 como meio-campista e, agora, comentarista esportivo; Pelé, o Rei do Futebol, atacante tricampeão do mundo; Pepe, atacante em 1958 e 1962 e técnico; Roberto Carlos, lateral da conquista do Penta e, atualmente, técnico; Ronaldo Fenômeno, atacante campeão do mundo em 1994 e 2002; Zico, meia que disputou as Copas de 1982 e 1986, hoje técnico; e Zito, volante nos mundiais de 1958, 1962 e 1966.

Saiba como fazer parte dessa campanha, acessando o site  www.lbv.org/doe.

 

LUIS ERLANGER

Recentemente, em uma sessão de autógrafos muito concorrida no Rio de Janeiro/RJ, o jornalista Luis Erlanger, diretor de análise e controle de qualidade da programação da TV Globo, lançou seu primeiro romance “Antes que eu morra”.

Recebi dele esta dedicatória amiga: “Caro Paiva Netto, espero que goste desta aventura de um estreante. Abraço. LER”.

Votos de sucesso e minha fraterna saudação ao autor.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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No capítulo 17 do Evangelho narrado por João, Jesus deixou-nos uma das mais belas e tocantes páginas de Sua Sublime Existência — a Oração ao Pai Celestial, em que mostra toda a força do Seu Amor àqueles que Lhe foram entregues por Deus para cuidar. E, como dedicado Pastor do rebanho humano, ensinou a respeito do Seu Mandamento Novo — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Assegurou que “ninguém tem maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35; 15:13). E o Cordeiro de Deus imolou-Se pelo mundo. Até em favor dos que se consideravam Seus adversários e O levaram à crucificação. De fato, não há maior altruísmo que esse — oferecer-se em sacrifício pela Humanidade, alheia à sua sobrevivência coletiva. Ocorre, no entanto, que ao terceiro dia o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ressuscitou, esteve quarenta dias com os discípulos, e o anúncio de Seu glorioso retorno à Terra — não mais para ser crucificado — é tão presente na Sua Missão, que os Anjos o confirmam no momento de Sua volta ao Plano Espiritual: “E ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem O encobriu dos seus olhos. E, estando todos com a visão fita no Céu, enquanto Ele subia, eis que dois Anjos vestidos de branco se puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o Alto? Este Jesus, que dentre vós foi alçado aos Céus, assim voltará como O vistes subir” (Atos dos Apóstolos, 1:9 a 11).

 

MAIOR ÊNFASE À RESSURREIÇÃO

Em 1o de abril de 1983, Sexta-Feira Santa, na Casa D’Itália, Salvador/BA, ao lançar o Livro Jesus, declarei: Na Sua vitória sobre a morte está a mola impulsionadora do Cristianismo, a certeza do triunfo, sobre si mesmos, dos Seus discípulos. A grande Mensagem da Semana Santa na atualidade, quando os povos insistem em invocar a morte, fazendo dela a sua deusa, é que o Divino Chefe nunca esteve realmente morto. O Espírito não se extingue. Razão por que somos imortais. Fomos criados à imagem e semelhança do Altíssimo. E “Deus é Espírito”, consoante revelou o Educador Celeste à samaritana no poço de Jacó (Evangelho segundo João, 4:24). Jesus Espírito ressurgiu aos olhos humanos. Com esse ato extraordinário, criou na alma dos Seus seguidores coragem capaz de enfrentar todos os ódios e perseguições mundanas, sem que sejam também portadores desse comportamento malsão. Por isso sempre destaco que valentia é aceitar uma incumbência, por mais difícil que pareça, e levá-la, com todo o brio, até o término. Sem desanimar, com os olhos fitos no Cristo de Deus.

 

JESUS VENCEU A MORTE

Conta o Evangelho conforme Lucas, 9:60, que certa feita a um jovem que desejava segui-Lo, contudo antes pretendia sepultar o pai, que morrera, o Excelso Pedagogo, com o intuito de testá-lo, aconselhou: “Deixa aos mortos enterrarem seus mortos. Tu, porém, vai, e anuncia o Reino dos Céus”. E nas anotações de Marcos, 12:27: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos”, isto é, de seres eternos. E completou: “Por não crerdes nisto, errais muito”.

O inesquecível recado de Sua Paixão, principalmente para esta época de Tempos chegados, é a vitória sobre a morte.

Na Primeira Carta aos Coríntios, 15:55, encontramos esta contundente indagação do Apóstolo Paulo: “Morte, onde está a tua vitória? Onde, o teu aguilhão?”.

Na verdade, os mortos não morrem. Para os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir, a morte é um boato.

Ao suplantá-la, Jesus pôde demonstrar o que dissera na Boa Nova dos relatos de João, 16:33: “Eu venci o mundo”. E o Mestre quer que, com Ele, igualmente o façamos. Quando as nações conhecerem melhor a realidade da vida espiritual, eterna, vão reformular tudo nos relacionamentos sociais, inclusive no âmbito planetário. Por enquanto, a sociedade permanece firmada quase que unicamente na matéria, que é um manto a esconder do ser humano o verdadeiro sentido de sua existência. Daí os equívocos, por vezes trágicos, não apenas na religião, mas na política, na arte, nos esportes, na ciência, na filosofia, e por aí vai. É comparável à lenda egípcia dos peixes que, vivendo no fundo de um laguinho, não davam crédito às notícias da presença de rios, mares e oceanos imensamente superiores ao seu restrito hábitat, preferindo, temerosos, vagar pela escuridão da mediocridade.

É o caso das criaturas terrenas imprevidentes, ameaçando-se a si mesmas com os perigos inenarráveis de uma destruição indescritível, pois o pequeno lago veio a secar e todos sucumbiram estorricados. Entretanto, como afirmava Teócrito (320-250 a.C), “enquanto há Vida, há esperança”. E a Vida é eterna.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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A Secretaria de Direitos Humanos, em 21/11/2011, informou em seu site (www.direitoshumanos.gov.br) que “a III Comissão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou, por consenso, o projeto de resolução apresentado pelo Brasil, intitulado ‘World Down Syndrome Day’ (Dia Mundial da Síndrome de Down). A data será comemorada a partir de 2012. A ONU propôs que os Estados membros comemorassem com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down”.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população de um país em tempo de paz apresenta algum tipo de deficiência intelectual. No Brasil, isso corresponde a quase 10 milhões de pessoas. Entre as mais conhecidas está a síndrome de Down.

RECOMENDAÇÕES AOS PAIS E EDUCADORES

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), a terapeuta ocupacional Fabiana Alencar, especialista no assunto, abordou algumas recomendações aos pais e educadores no trato com crianças portadoras de deficiência intelectual.

Por natureza, a criança com síndrome de Down tem um processo de desenvolvimento mais lento. Contudo, se houver uma intervenção precoce, com o imprescindível apoio da família, ela vai longe. Hoje é muito comum ver pessoas com síndrome de Down trabalhando e, até mesmo, se casando”, esclareceu ela.

Porém, faz uma ressalva: apesar dos avanços, o portador da deficiência necessitará, durante toda a vida, de alguns cuidados especiais. “Até por conta do comprometimento intelectual, da dificuldade em compreender as regras sociais. Entretanto, é uma pessoa que pode (tendo uma supervisão) morar numa residência apoiada. É importante trabalhar essas crianças vislumbrando que, no futuro, elas possam fazer sua própria comida, cuidar das suas roupas, lidar com dinheiro, mas é preciso ensiná-las e supervisioná-las sempre”, pontuou a terapeuta.

É notório o amadurecimento da sociedade com relação aos direitos e desenvolvimento de pessoas com deficiência. As escolas especiais ainda existem, mas as regulares já disponibilizam vagas para crianças com deficiência intelectual. “Trabalhei numa instituição de educação especial, e era impressionante. Tínhamos adultos de 20, 30 anos, que passaram a vida inteira nela, porque não tinham outra oportunidade. Hoje se vislumbram algumas coisas diferentes para essa geração de pessoas com síndrome de Down, que para as outras não eram tão comuns. Nos dias atuais, a criança com deficiência está na escola para, quando ela se formar, poder, por exemplo, trabalhar. Já temos pessoas com síndrome de Down que conseguiram entrar para a faculdade”, conta Fabiana.

Sobre os desafios da integração dessas crianças no universo escolar, explicou que “elas, desde muito cedo, em geral, fazem acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Uma vez ingressando na escola, já vão ter um arcabouço de vivências, de conceitos e de conhecimento; porém, quando o processo começa a se desenvolver, é muito importante o trabalho terapêutico com a escola.” E esclareceu: “A gente procura trabalhar sempre, por exemplo, a repetição; para essas crianças a repetição é muito importante. Muitas vezes o material que elas vão usar é diferente do dos coleguinhas, mas elas precisam disso, e a escola tem que ter disponibilidade de mudar, de tentar outros caminhos. Às vezes, algumas professoras falam: ‘Ah, mas eu nunca tive experiência com isso, não tenho formação para isso’. A formação, lógico, é importante! Mas também é valiosíssimo ter disposição de mudar”.

Meus agradecimentos à terapeuta ocupacional Fabiana Alencar. O tema nos remete ao respeito às diferenças, passo primacial para o surgimento da tão sonhada sociedade solidária, altruística e ecumênica.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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No artigo “Apocalipse e Genoma do Universo”, aqui publicado, procurei, de forma sucinta, analisar com Vocês as diversas teorias a respeito do surgimento da Terra e do Universo, pelo prisma do Apocalipse de Jesus que, libertado do estigma catastrófico recebido pelos séculos, traz boa sorte aos seres humanos.

O despertar do cidadão incorruptível também está associado às profecias. Observemos a ilustrativa palavra do Apóstolo Paulo, na sua Epístola aos Romanos, 13:11 e 12: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.

É urgente demonstrar que Profecia não é forçosamente sinônimo de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes realizamos de bem ou de mal. Torna-se necessário que aprendamos isto para fazer delas elemento para o progresso consciente, que nos transformemos, em pleno juízo, em agentes do nosso futuro, na Terra e no Céu. Não é vão este comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.

TEMER O APOCALIPSE?

A Lei de Causa e Efeito é onisciente, para dar a cada um de acordo com as próprias ações. Nem sempre vemo-la agir de imediato, visto que sua atuação é natural, orgânica. Por isso, raras vezes conseguimos perceber sua mecânica. No momento certo, segundo o Relógio de Deus, todos colhemos o que semeamos. Este aforismo de Vauvenargues (1715-1747) é bem apropriado para esta oportunidade: “A perfeição de um relógio não reside no fato de andar depressa, mas no fato de regular perfeitamente”. Portanto, não é contra o Apocalipse que nos devemos precatar; ao contrário, porque ele é, para os que o leem sem ideias preconcebidas, um belo recado divino com dois milênios. Maléficos são, estes sim, os atos humanos, quando desvairados, particulares ou coletivos.

 

SONS DO SILÊNCIO

O amigo José Medrado, conferencista e médium de singular talento, lançou recentemente, em Salvador/BA, a obra “Sons do Silêncio”, pelo Espírito Janete.

Na apresentação desse seu primeiro romance mediúnico, Medrado informa-nos que “é um misto de realidade e ficção. O espírito partiu de uma história que realmente aconteceu, mas a descaracterizou um pouco para que os personagens não fossem identificados”.

Ao autor, o meu agradecimento pela fraterna dedicatória: “Ao Irmão Paiva Netto, com votos de Paz de José Medrado”.

 

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Brasília está na expectativa de ser nomeada para sediar, em 2018, o 8º Fórum Mundial da Água. Nossa capital lidera a candidatura latino-americana e concorre com Copenhague, Dinamarca. No próximo dia 26 de fevereiro, conheceremos o local escolhido. O anúncio ocorrerá em Daegu, Coreia do Sul, cidade do Fórum em 2015.

O evento é promovido pelo Conselho Mundial da Água, criado em 1996 e composto por mais de 50 países. O órgão, que tem sede em Marselha, na França, é presidido pelo brasileiro Benedito Braga, engenheiro e professor da USP.

 

ÁGUA E SEUS DESAFIOS

O precioso líquido que sustenta a vida merece atenção constante e atitudes sem delongas. A população segue crescendo. E, de forma lamentável, o aumento dos poluentes no ar, nas águas, nas florestas, por toda a parte, não fica atrás. Ora, a disponibilidade de água potável tem um limite, não consente desperdícios. Além disso, há outros problemas complexos a resolver. A própria Paz entre nações depende de medidas acertadas.

Segundo o dr. Benedito Braga, “o Brasil avançou muito nos últimos 10, 15 anos do ponto de vista da gestão dos recursos hídricos. Em 1997, promulgou a Lei das Águas. Em 2000, instituiu a Agência Nacional de Águas. Portanto, é um país que se destaca no cenário internacional, por ter mecanismos de gestão de água bastante modernos, eu diria sofisticados”.

Naturalmente, uma extensão territorial como a nossa comporta também desafios na mesma magnitude. Por exemplo, o Brasil possui 12% da água doce do mundo. “É muita água!”, exclamou o dr. Benedito Braga. Contudo, ele prossegue: “Setenta por cento dessa água está na Amazônia, onde somente 7% da população vive. Então, onde a água está, as pessoas não estão; onde as pessoas estão, a água não está”. E concluiu o professor à apresentadora do programa Biosfera, Jully Anne, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY): “Esse é o grande problema brasileiro que hoje enfrentamos”.

SIMPLES ASSIM: CÉLULAS-TRONCO

Em São Paulo/SP, no dia 6/2, os médicos Adelson Alves e Alysson Muotri receberam mais de 300 convidados, entre médicos, profissionais de saúde de distintas áreas, empresários, escritores e universitários, para o lançamento de “Simples assim: Células-tronco”, cuja capa traz a assinatura de Ziraldo. O livro tem ainda a colaboração dos doutores Andresa Forte, Edilson da Costa Ogeda, Elíseo Joji Sekiya, Telma Ingrid Borges de Bellis Kühn e Wirla Pontes em capítulos complementares.

Aprender conceitos básicos sobre células-tronco com simplicidade e humor é a proposta dos autores, que ilustram “a persistente fascinação do homem pela regeneração e pela vida eterna”.

Fiquei honrado com as dedicatórias que recebi em um exemplar da obra: “Ao dr. Paiva Netto um forte abraço. Elíseo”; “Ao amigo Paiva Netto, um grande abraço do amigo cientista! Parabéns pelo trabalho. Alysson”; “Ao amigo Paiva Netto, com carinho e admiração. Adelson”.

 

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No último dia 10, chegou-nos a triste notícia do falecimento do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da Rede Bandeirantes, ferido na cabeça por um rojão quando cobria protesto realizado no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro.

A ele, na Pátria Espiritual, nossos votos de Paz. À sua esposa, Arlita Andrade, filha e enteados, e aos colegas de trabalho, nossas orações e condolências.

Em um gesto de humanidade, a família autorizou a doação dos órgãos de Santiago para ajudar outras vidas. Belo exemplo de que a violência jamais pode ter espaço na Alma do brasileiro.

 

O QUE ESTÁ HAVENDO COM A TERRA?

As visíveis mudanças climáticas no mundo vêm acarretando grandes transtornos, sofrimentos e mortes. No Brasil, por exemplo, virou rotina os índices que medem as condições meteorológicas baterem recordes. Agora mesmo, o calor excessivo está causando muitos problemas.

Há quem acredite que tudo isso faça parte de um ciclo natural do planeta. Mas será que a ação humana, quando ignora a própria sustentabilidade, não tem intensificado esse processo?

SÓ AMIGO ADVERTE AMIGO

Lembrem-se de que hoje tudo é mais rápido. Ouve-se falar e se assiste em tempo real sobre a expansão de desertos onde havia florestas frondosas, a ponto de a ONU dedicar os anos de 2010 a 2020 ao tema da desertificação; seca em locais onde jamais ocorrera tal coisa. E o pessoal continua dizendo impropriedades a respeito do Apocalipse de Jesus, como se ele fosse o culpado de tudo.

Por acaso, são as folhas de papel nas quais estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes, ou nossa estupidez militante e ganância sem termo? (...)

O pastor Jonas Rezende, em seu livro “O Apocalipse de Simão Cireneu”, refere-se a essa distorção histórica: “O Juízo Final poderia acontecer, não por arbítrio divino, não como um evento inevitável, como sempre se compreendeu, a partir das Escrituras, mas por conta da ação predatória do próprio homem”.

Análise incontestável. Aliás, é o que comentei em “Jesus, o Profeta Divino” (2011), tema sobre o qual venho discorrendo nas últimas décadas.

 

UTILIDADE PÚBLICA

O verão este ano e a falta de chuva em vários Estados reforçam a necessidade de economizarmos água, energia elétrica, enfim, não sermos perdulários. E, com as altas temperaturas, cuidados básicos para preservar a saúde não podem ser ignorados.

Além de manter uma alimentação saudável e hidratar-se, é preciso atenção com o sol, principalmente ao ar livre, na praia, na piscina.

O dr. Adilson Costa, chefe de serviço de dermatologia da PUC de Campinas/SP, recomendou: “Primeiro: evitar exposição solar entre 10 e 16 horas. Segundo: aplicar fotoprotetores na pele de forma muito exagerada a cada duas horas. Nós orientamos um fotoprotetor com FPS de no mínimo 30.  E de preferência que a pessoa use óculos escuros, chapéus de abas largas, aquelas roupas que tenham fatores de proteção solar nas suas formas (...)”.

O câncer de pele é ainda um dos mais frequentes no Brasil. Oportunas, pois, as observações do dr. Adilson ao programa “Viver é Melhor!”, da Super Rede Boa Vontade de Rádio. A relação de frequências encontra-se disponível no portal www.boavontade.com.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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O mundo todo fala em sustentabilidade, mas firmada em quê? Num pensamento econômico que sobrevive pela avidez, não matando apenas as criaturas humanas por força da fome, do desemprego em várias regiões do planeta, no entanto, igualmente pela falta de instrução que não mostra perspectiva à juventude. E não basta instruir, é preciso educar, reeducar! Senão ela vai viver de quê? Em diversos lugares, onde a economia tornou-se mais forte, após certo tempo, por falta de alguma coisa, a violência que diminuíra ressurgiu, advinda tantas vezes da arrogância contra os que têm menos em suas fronteiras ou fora delas. Aí se atinge o relacionamento internacional. Por quê? Porque faltou o ensino, muito mais, a Reeducação, que é a Educação com Espiritualidade Ecumênica.

Os seres humanos e as nações ainda pensam que o seu futuro depende unicamente das coisas que podem apalpar, segurar, quando tudo isso é um grande engodo. Aquilo que parece ser o concreto não o é. Porquanto, o real é o Espírito, que antes de tudo somos, aguardando por ser esclarecido, iluminado pela Verdade e pelo Amor. Uma fórmula, cujo resultado constitui a elevada Justiça, aquela que alcançará a eficiência de ser, de acordo com o que dizia Confúcio, “o castigo para acabar com o castigo”. Ou seja, corrigir a criatura, livrando-a de seus enganos e conduzindo-a por caminhos acertados. A Reeducação, portanto, nos faz entender que tudo tem ínicio onde muitos pensam que nada existe, pois o governo da Terra começa no Céu.

Essa minha palavra vem de alguns temas que desenvolvi com os jovens em 24/11/2009. Quando foi ao ar pela Super Rede Boa Vontade de Rádio (em Porto Alegre, 1.300 kHz), chamou a atenção do professor doutor Marco Antonio Azkoul, ouvinte da nossa programação. Segundo ele, “é realmente providencial para a prevalência do principal sobre o acessório, isto é, do Espírito sobre a matéria”.

 

FORMANDO CÉREBRO E CORAÇÃO

Compartilho com vocês uma boa notícia que nos trouxe o “Jornal mural de circulação interna do Conjunto Educacional Boa Vontade”, na capital paulista.

“Este informativo abre sua edição inaugural de 2014 com as cerimônias de formatura da Educação Infantil ao Ensino Médio do Conjunto Educacional Boa Vontade, ocorridas no último mês de dezembro. Foram momentos marcados pelo entusiasmo dos educandos que galgaram mais um degrau na trajetória escolar, pela emoção das famílias com o feito dos estudantes e pela satisfação dos educadores pela certeza do dever cumprido. Destaque para os formandos do Ensino Médio, dos quais muitos iniciaram os estudos na Supercreche Jesus, aos 4 meses de idade.”

E a nota nos traz ainda um número bem expressivo: “Vale observar que mais de 85% desses alunos, pelos bons resultados obtidos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e em outros vestibulares, garantiram vaga no Ensino Superior. Outros optaram pela formação técnica, buscando assim o seu espaço no mercado de trabalho”.

“PROTEJA BRASIL”

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República promoveu, no dia 24/1, ao lado do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre/RS, o Ato de Assinatura do Termo Adesão à Agenda de Convergência “Proteja Brasil”, para a proteção integral dos direitos da criança e do adolescente nos megaeventos, a exemplo da Copa do Mundo este ano.

O legionário Alziro Paolotti de Paiva, da LBV, na hora de composição da mesa de abertura da solenidade, convidado pela ministra Maria do Rosário Nunes a falar em nome do Terceiro Setor, apresentou a todos o meu recente artigo “Segurança infantojuvenil”, em que trato justamente da boa guarda que devemos oferecer aos pequeninos.

Na ocasião, a professora

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Em 21 de janeiro, celebra-se o Dia Mundial da Religião. Na Folha de S.Paulo, década de 1980, arguido por um leitor, ponderei que não vejo Religião como ringues de luta livre, nos quais as muitas crenças se violentam no ataque ou na defesa de princípios, ou de Deus, que é Amor e que, por isso, não pode aprovar manifestações de ódio em Seu Santo Nome nem precisa da defesa raivosa de quem quer que seja. Alziro Zarur (1914-1979) dizia que “o maior criminoso do mundo é aquele que prega o ódio em nome de Deus”.

Compreendo Religião como Solidariedade, respeito à Vida, iluminação do Espírito, que todos somos. Só posso entendê-la como algo dinâmico, vivo, pragmático, altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas almas e que, por essa razão, deve estar na vanguarda ética. Não a entenderia, se não atuasse também de modo sensato na transformação das realidades tristes que ainda atormentam os povos. Esses, cada vez mais, andam necessitados de Deus, que é antídoto para os males espirituais e morais, por consequência os sociais, incluídos o imobilismo, o sectarismo e a intolerância degeneradores, que obscurecem o Espírito das multidões. (...) E, de maneira alguma, devem-se excluir os ateus de qualquer providência que venha beneficiar o mundo.

Religião, como sublimação do sentimento, é para tornar o ser humano melhor, integrando-o no seu Criador, pelo exercício da Fraternidade e da Justiça entre as Suas criaturas. Com apurado senso de oportunidade, preconiza o profeta Muhammad (570-632) — “Que a Paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele” — no Corão Sagrado: “Cremos no que nos foi revelado e no que vos foi revelado. Nosso Deus e vosso Deus é o mesmo. A Ele nos submetemos”

 

Deus, Sabedoria e Entendimento

O Pai Celestial é fonte inesgotável de Sabedoria e Entendimento, quando não analisado sob forma estereotipada ou caricaturada. Vêm-me à lembrança estas palavras de Santa Teresa d’Ávila (1515-1582): “Procuremos sempre olhar as virtudes e as coisas boas que virmos nos outros e tapar-lhes os defeitos com os nossos grandes pecados”.

Tudo evolui. Ontem se afirmava que a Terra seria o centro do Universo. Por que então as crenças teriam de parar no tempo? Pelo contrário, Religião, quando sinônimo de misericórdia, tem de iluminar harmoniosamente os demais estratos do pensamento. Bem a propósito, esta meditação do nada menos que cético Voltaire (1694-1778): “A tolerância é tão necessária na política como na religião. Só o orgulho é intolerante”. (...)

 

Para amainar a frieza de coração

Cabe ainda recordar esta máxima abrangente de Zarur: “Religião, Filosofia, Ciência e Política são quatro aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.

Ora, querer conservar esses ramos do saber universal confinados em departamentos estanques, ou em preconceituoso conflito, tem sido a origem de muitos males que nos afligem, em especial tratando-se de Religião, entendida no mais alto sentido. É principalmente de sua área que deve provir o espírito solidário, que, se às demais faltando, resulta na frieza de sentimentos a qual vem caracterizando as relações humanas, mormente nestes últimos tempos.

 

Não haverá Paz enquanto persistirem cruéis discriminações e desníveis sociais criminosos

A ausência de Fraternidade tem suscitado grande defasagem entre progresso material e amadurecimento moral e espiritual. Mas é sempre hora de aplacar ressentimentos. Contudo, não haverá Paz enquanto persistirem cruéis discriminações e desníveis sociais criminosos, provocados pela ganância, que, pela eficiente Educação com Espiritualidade Ecumênica, devemos combater. Se não optarmos por caminhos semelhantes, estaremos sentenciados à realidade denunciada pelo Gandhi (1869-1948): “Olho por olho, e a Humanidade acabará cega”.

Sempre um bom termo pode surgir quando os indivíduos nele lealmente se empenham. E isso tem feito que a civilização, pelo menos o que vemos por aí como tal, milagrosamente sobreviva aos seus piores tempos de loucura. A sabedoria do Talmud dá o seu recado prático: “A Paz é para o mundo o que o fermento é para a massa”. Exato.

Há quem prefira referir-se ao espírito religioso, exaltando desvios patológicos ocorridos no transcorrer dos milênios. (De modo algum incluo nestes comentários os historiadores e analistas de bom senso.) Creio que essa conduta beligerante, que manchou de sangue a História, deva ser distanciada de nossos corações, por força de atos justos, porquanto maiores são as razões que nos devem confraternizar do que as que servem para acirrar rancores. O ódio é arma voltada contra o peito de quem odeia. Muito oportuna, pois, esta advertência do pastor Martin Luther King Jr. (1929-1968), que não negou a própria vida aos ideais que defendeu: “Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não a arte de conviver como irmãos”.

Ademais, o milagre que Deus espera dos seres humanos (e espirituais) é que aprendam a amar-se, para que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da antimatéria. O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente que a Humanidade tenha humanidade.

 

A virtude da temperança

Em Reflexões da Alma, anotei que não haverá Paz duradoura enquanto prevalecerem privilégios injustificáveis, que desonram a condição humana, pela ausência de Solidariedade, que deve iluminar homens e povos. Escreveu Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865): “A Paz obtida com a ponta de uma espada não passa de uma simples trégua”. Por isso, nestes milênios de “civilização”, multidões morreram sob a chacina das armas, da fome e da doença. (...) Jesus sempre pregou e viveu a Fraternidade. Como realmente acreditamos no Divino Chefe, temos de batalhar pelo que apresentou como solução para os tormentos que ainda afligem as nações. A temperança é virtude indispensável nesta peleja. Entretanto, diante dos desafios, não confundamos pacifismo com debilidade de caráter. Bem a propósito, estas palavras da autora Eleanor L. Doan: “Qualquer pusilânime pode louvar a Cristo, todavia é preciso ânimo forte para segui-Lo”. Não podemos também nos esquecer dos exemplos dos cristãos primitivos, mas, sim, neles buscar a vivência que precisa ser repetida neste mundo, qual seja, a da Paz: “Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. (...) E assim, perseguidos por todos os meios, passaram a viver em comunidade, não havendo necessitados entre eles, porque todos se socorriam, cada qual com o que possuía” (Atos dos Apóstolos de Jesus, 4:32 a 34).

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Falando a uma simpática plateia, no ano de 1991, em Portugal, revelei-lhe que, ainda na minha meninice, a primeira noticia pela qual tive conhecimento da Bíblia Sagrada, em particular a Boa Nova de Jesus, veio por intermédio de meu saudoso pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Ele me falou sobre uma comovente história contada ao povo pelo Cristo de Deus: a Parábola do Bom Samaritano. E a leu para mim. A passagem se encontra no Evangelho segundo Lucas, 10:30 a 37.

Disse Jesus:

“Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, retiraram-se, deixando-o semimorto. Descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo um levita chegando àquele lugar, e, avistando o pobre homem, passou também de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, fitando-o, tomou-se de infinita compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e pondo-o sobre um animal de sua propriedade, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No outro dia, partindo, tirou dois denários (antiga moeda romana), e deu-os ao dono da hospedaria e lhe disse: Cuida bem deste ferido, e tudo o que de mais gastares, eu te pagarei quando aqui voltar. Qual, pois, destes três — perguntou Jesus ao homem da lei — te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Ao que o doutor da lei lhe respondeu: Claramente o que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, então, calmamente Jesus: ‘Vai, pois, e faze da mesma forma’”.

Ao reler a Parábola, medito, profundamente tocado em minha Alma, sobre mais esta bela lição do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, Aquele que se dispõe a socorrer a qualquer necessitado em suas agruras, e que me despertou para o valor da Solidariedade, e me fez disposto, de todo o coração, ainda adolescente, a participar dessa divina empreitada (Legião da Boa Vontade) sem jamais dela desertar. Afinal, aprendemos com Jesus a persistir até o fim: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas almas” (Evangelho de Jesus segundo Lucas, 21:19).

Aliás, para os de Boa Vontade, ser tenaz no Caminho do Senhor deve desenrolar-se além do chamado fim humano, porque a Vida continua, pois os mortos não morrem. Nem os Irmãos ateus, entre os quais se encontram criaturas de esmerada generosidade.

Agradecimento

Meus sinceros agradecimentos a todos os que têm colaborado pelo sucesso da LBV: os seus voluntários e contribuintes. Nosso muito obrigado, também, às autoridades, religiosos, ateus, artistas, à mídia. Enfim, a todas as criaturas de Boa Vontade que nos ajudam. Aos mantenedores do Clube Cultura de Paz, meu incentivo.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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