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Desde a Antiguidade o tema “fim do mundo” povoa a mente de religiosos, cientistas e leigos, não importando a influência geográfica, cultural, aspectos sociais e o que mais o seja, sofrida por eles. Na ânsia de prever o caos derradeiro, muitos marcaram datas para o dia fatídico, criando, de certa forma, dificuldades para um entendimento mais realista das profecias contidas nos mais diversos livros sagrados da Humanidade.

Recentemente, uma megaprodução hollywoodiana, baseada em suposta profecia maia, ou de forma errônea compreendida, atraiu a atenção mundial, sugerindo o 21 de dezembro de 2012 como o dia da extinção da vida na Terra.

 

A INFLUÊNCIA DOS ASTROS

Na minha mais recente obra literária, “Jesus, o Profeta Divino”, transcrevo trecho de análise de Ricardo Lindemann, mestre em Astrologia, membro do Conselho Mundial da Sociedade Teosófica Internacional, a partir do estudo da influência dos astros no curso dos acontecimentos no planeta:

“Por outro lado, o fim do Calendário Maia previsto para o solstício de 21 de dezembro de 2012 (...) não apresenta mais do que duas quadraturas significativas de Urano com Sol e Plutão. Dessa forma, não parece justificar as graves mudanças que alguns creem que deverão ocorrer nessa data.

“Alguns argumentam que o alinhamento galáctico traria forças maiores diretamente do centro da galáxia, e portanto de fora do sistema solar, mas deveria haver algum indício significativo refletido mesmo no nível menor de um mapa astral calculado apenas dentro do nosso sistema solar, pois, caso contrário, se estaria ferindo o Grande Princípio Hermético, ou Princípio da Correspondência, no qual toda a Astrologia sempre se baseou.

Isso seria o mesmo que quebrar as leis básicas da natureza e afirmar absurdamente que o macrocosmo entraria em contradição ou desarmonia com o microcosmo, não mais refletindo este reciprocamente. Porém, Einstein também dizia que ‘Deus não joga dados com o mundo’. Portanto, caso se compare o mapa astral do fim do Calendário Maia com o mapa do eclipse de 11 de agosto de 1999, mesmo um leigo é capaz de observar que os dois estão longe de apresentar a mesma magnitude de aspectos.

“Dessa forma, não há indicativos de um fim do mundo em 2012, pois isso não aconteceu nem mesmo em 1999, onde se apresentaram indícios muito maiores. (...)”.

 

O EXEMPLO DA MAÇÃ

Na década de 1980, com a proximidade do novo milênio, questionado sobre o fim do mundo, esclareci que vivemos período de excepcionais transformações. Fim de século, de milênio e de um ciclo apocalíptico. Mas, igualmente, início de extraordinária época para o mundo. Como na maçã que, mesmo quando podre, encerra futurosas sementes, nesse fim lateja o embrião de um início totalmente novo para a Humanidade.

Vejam, não estou afirmando que o que está previsto não ocorrerá, mas daí a determinar o término da vida planetária, existe uma distância absurda. Portanto, a questão é confiar em Deus e seguir em frente, respeitando nossa única morada coletiva: o planeta Terra.

 

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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A onda de violência que atinge várias regiões no mundo, inclusive o Brasil, atemoriza cada vez mais as populações. O massacre que ocorreu na última sexta-feira, 14/12, em uma escola de Newtown, no Estado de Connecticut/EUA, deixou-nos consternados. Após matar a mãe em casa, um jovem de 20 anos invadiu o local e assassinou 26 pessoas. Entre elas, 20 crianças. Em seguida, suicidou-se. Fervorosamente, oramos a Deus, pedindo conforto espiritual às famílias das vítimas na superação de tamanho drama.

Buscam-se respostas que esclareçam por que chegamos a tal ponto de desatino. Se fizermos análise mais aprofundada das causas que levam a essa brutalidade, à fome e a tantos outros infortúnios, notaremos tratar-se principalmente da própria instabilidade emocional da criatura.

Pari passu com as políticas públicas de segurança, do acesso à educação de qualidade para todos e programas que trabalhem na erradicação da miséria, é imprescindível zelar pelas Almas. Cuida do Espírito, reforma o ser humano. E tudo se transformará para melhor.

Robbie Parker, pai de uma das vítimas, Emilie, menininha de 6 anos, no trágico episódio no colégio norte-americano, ao dirigir-se à mídia, corajosamente demonstrou o exemplo que nos deve nortear. Emocionadíssimo, encontrou forças para oferecer apoio a todas as famílias afetadas pelo massacre, incluída a do atirador: “Ao seguirmos em frente a partir do que aconteceu aqui, o que aconteceu com tanta gente, que isso não seja algo que nos defina, mas que nos inspire a ser melhores, que tenhamos mais compaixão e sejamos mais humildes”.

Apesar do momento atribulado pelo qual passamos, é preciso não perder a fé, como acima demonstrado, e batalhar pela vitória do Bem. Aos que, porventura, não consigam ainda compartilhar dessa crença, dedico reflexão de minha autoria, constante do livro “Cartilha de Reeducação Espiritual”: Pouco a pouco, a organização egoísta da sociedade foi abalando o acervo de tradições reunido por todos os que lutaram e sofreram na construção dos povos. Tudo isso vem sendo sacudido, e a muitos pode parecer que entramos em indesviável rota de colisão e que a Humanidade inteira se desfará definitivamente em destroços. Mas tal não se dará, por pior que as coisas se mostrem. O que irá colidir e destruir-se é a civilização da maldade. (...) E como escreveu Pedro Apóstolo, em sua Segunda Epístola, 3:13: “Esperamos novos céus e novas terras, nos quais habita a Justiça”.

 

ORAÇÃO

Convido os amigos leitores e leitoras para, juntos, entoarmos uma tocante prece de Francisco de Assis (1181-1226), patrono da Legião da Boa Vontade. Ele amava muito as criancinhas. Versão de Alziro Zarur (1914-1979):

“Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz;/ Onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;/ Perdão, onde haja injúria;/ Fé, onde haja dúvida;/ Verdade, onde haja mentira;/ Esperança, onde haja desespero;/ Luz, onde haja treva;/ União, onde haja discórdia;/Alegria, onde haja tristeza.

“Ó Divino Mestre!/ Permiti que eu não procure/ Tanto ser consolado quanto consolar;/ Compreendido quanto compreender;/ Amado quanto amar./ Porque é dando que recebemos;/ Perdoando é que somos perdoados;/ E morrendo é que nascemos para a Vida Eterna”.

Em tempo: quanto ao “fim do mundo”, segundo o Calendário Maia, em 21 de dezembro corrente, podemos dormir em paz, porque o nosso esforçado planeta vai continuar. Aliás, quem pode acabar com ele somos nós mesmos (Isaías, 24:5 e 6).

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Uma das Campanhas de Valorização da Vida, da LBV (“Aids — O vírus do preconceito agride mais que a doença”), foi destaque no site da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS no Brasil).

Falando ao portal Boa Vontade, o coordenador-geral do Programa, dr. Pedro Chequer, comentou: “Essa mensagem é extremamente positiva e mobilizadora. Parabenizamos a Legião da Boa Vontade, com a sua agenda humanista e de respeito aos direitos humanos. Nós apoiamos a iniciativa e gostaríamos inclusive de ter essa campanha em nosso site, a fim de distribuí-la em nossa rede social”.

Aqueles que desejarem compartilhar essa campanha podem acessá-la na página da Unaids.br ou da LBVBrasil no facebook. Ela marcou o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado no dia primeiro deste mês.

 

OSCAR NIEMEYER

Nossa saudação de Paz ao internacionalmente reconhecido arquiteto Oscar Niemeyer, que faleceu no Rio de Janeiro/RJ, na última quarta-feira, 5/12. No próximo dia 15, completaria 105 anos. Não é por ter sido ateu que deixou de ser Espírito Eterno. Segue ele, portanto, agora sua jornada no Mundo Espiritual. Como dizia o jornalista e radialista Alziro Zarur (1914-1979): “Não há morte em nenhum ponto do Universo”.

Em dezembro de 1996, Niemeyer foi um dos homenageados com a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica do ParlaMundi da LBV, na categoria “Arte e Cultura”. Ao agradecer a escolha, declarou: “Sinto-me feliz de estar entre gente tão boa e correta”. Sua produtiva existência está imortalizada em numerosas obras na arquitetura, na literatura, no design, na escultura... Destaque especial para os edifícios públicos que projetou para Brasília. Ele compõe ainda o painel “A Evolução da Humanidade”, no Salão Nobre do Templo da LBV, na capital federal.

À sua esposa, Vera Lúcia G. Niemeyer, e demais familiares, a nossa solidariedade.

 

HOMENAGEM DE NOVA JERSEY

A Assembleia Legislativa do Estado de Nova Jersey, em 2/12, homenageou a LBV dos Estados Unidos pelos serviços prestados à comunidade norte-americana, marcando seus 26 anos no país. A resolução pública de agradecimento foi entregue pelo representante da Assembleia, Alberto Coutinho, durante evento beneficente da LBV, no Sport Club Português, em Newark.

 

José de Paiva Netto é  jornalista, radialista e escritor.

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Na quinta-feira, 29/11, em Newark/NJ, nos Estados Unidos, ocorreu o Consulado Itinerante, promovido pelo Consulado-Geral do Brasil em Nova York, em auxílio às comunidades brasileiras. Esse programa do Itamaraty foi um dos projetos vencedores do 3º Concurso de Inovações na Gestão Pública Federal (prêmio Hélio Beltrão), em 1998.

Entre os benefícios prestados, encontram-se o serviço militar e adiamento de incorporação, procuração, atestado de vida, passaporte, legalização de documentos, registro de casamento e de nascimento, atestado de residência, CPF e título de eleitor.

A Legião da Boa Vontade dos Estados Unidos, convidada para participar do evento, colaborou com aferimento de pressão; agendamento de consultas e exames gratuitos pelo Programa de Saúde da LBV, realizado em parceria com o Hospital Universitário de New Jersey; e inscrição para serviços comunitários e voluntariado nas atividades sociais de apoio a pessoas em situação de rua e às de baixa renda atendidas pela LBV.

Vera Reis, jornalista do “Brazilian Voice”, na ocasião, agradeceu: “Muito obrigada a vocês e parabéns pelo trabalho, que é maravilhoso e extremamente necessário para as pessoas que realmente precisam de ajuda. Sou muito fã da LBV”.

 

HOMENAGEM A JOELMIR BETING

Joelmir Beting, 75 anos, nosso velho amigo, retornou no dia 29/11 ao Mundo Espiritual. Sociólogo, soube exercer com maestria o jornalismo ao falar para os mais simples sobre a complexidade de variados assuntos, em especial dos econômicos. Atualmente, trabalhava no Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Em maio de 2005, durante uma viagem de Porto Alegre/RS a São Paulo/SP, prestei-lhe homenagem, em uma publicação da LBV, destacando sua reconhecida qualidade: o homem que livrou a Economia da torre de marfim e levou-a à planície, onde está o povo.

Ao seu Espírito Eterno, nossas vibrações de Paz na nova jornada que se inicia no Céu. Aos amigos Dona Lucila, sua estimada esposa, e os filhos, Gianfranco e Mauro, a solidariedade da LBV.

 

AUDÁLIO DANTAS

Na capital paulista, em 26/11, o Teatro do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) abriu espaço para a palestra “Jornalismo e Literatura”, ministrada pelo jornalista e escritor Audálio Dantas a profissionais e estudantes da área.

Representantes da LBV, que levaram meus cumprimentos ao respeitado palestrante, trouxeram-me um de seus trabalhos com estas fraternas palavras: “Para o meu amigo Paiva Netto, ‘As duas guerras de Vlado Herzog’, livro com o qual espero contribuir para que essa história não se repita. Grande abraço. Audálio Dantas”.

 

José  de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Temos acompanhado um expressivo amadurecimento na cultura de nosso país. Forte indicativo disso foi a posse em 22/11, do eminente ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), com mandato para dois anos. Primeiro negro a assumir o comando da Casa, ele é uma demonstração, entre inúmeras outras, de que competência não tem a ver com etnia, classe social ou gênero, mas com trabalho, esforço e dedicação às boas causas.

Parabéns, Brasil!

 

SAUDAR ALÉM DOS IRMÃOS

Há tempos observo-lhes que a miscigenação do mundo é inevitável. Da mesma forma, destaco que o Ecumenismo dos corações é o bom futuro da Humanidade.

As criaturas não sobrevivem no isolamento. A confraternização geral é um legítimo anseio que ignora fronteiras e segue unindo, apesar dos pesares, etnias, filosofias, religiões, pátrias, enfim, seres humanos e espirituais. Em Sua passagem pela Terra, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, testemunhou, a todo momento, que esse é o caminho. Uma de suas frases didáticas ilustra bem isso: “Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais?” (Evangelho segundo Mateus, 5:47).

Nosso país, ainda que precise avançar muito, incentiva e trabalha pelo respeito às diferenças. Um exemplo é a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, criada pelo governo brasileiro em 21 de março de 2003, atualmente sob o comando da ministra Luiza Bairros.

Em novembro, Mês da Consciência Negra, vale ressaltar a relevância das iniciativas dedicadas a tão nobre finalidade. A luta histórica de Zumbi dos Palmares (1655-1695) prossegue, alcançando crescente vitória nas consciências. O mundo se tornará mais feliz à medida que seus habitantes, sem exceção, receberem o devido apoio e usufruírem da liberdade seguramente adjetivada como responsável.

 

IDENTIFICANDO O PRECONCEITO

Um importante passo para que haja fraternidade mútua é o reconhecimento do preconceito, às vezes velado, que a maioria nem percebe que pratica.

Durante sua participação no programa “Conexão Jesus”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o professor doutor Kabengele Munanga, antropólogo do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP), comentou: “Como o próprio termo diz, preconceito é um julgamento preconcebido sobre os outros, os diferentes, sobre os quais não temos, na realidade, um bom conhecimento. O preconceito é um dado praticamente universal, porque todas as culturas o produzem. Não há uma sociedade que não se defina em relação às outras. E, nessa definição, nos colocamos numa situação, achando que somos o centro do mundo: a nossa cultura é a melhor, a nossa visão do mundo é a ideal, a nossa religião é a melhor. Assim, julgamos os outros de uma maneira negativa, preconcebida, sem um conhecimento objetivo. A matéria-prima do preconceito é a diferença”.

Aliás, em “Reflexões da Alma” (2003), reafirmei que racismo é obscenidade (assim como preconceitos sociais, religiosos, científicos ou de qualquer outra espécie). Vai solapando não somente os esforços da etnia negra, mas também dos brancos pobres, dos índios, dos imigrantes... É preciso erradicá-lo, pois em seu bojo surgem os mais tenebrosos tipos de perseguição, que vêm dificultando o estabelecimento da Paz no planeta.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes e das doenças a ele correlacionadas.

Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde pública ainda não suficientemente difundido na população.

 

PASSAPORTE
Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que “para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. Calcula-se em torno de 230 milhões o número de pessoas com diabetes no planeta. No Brasil são, em média, 10 milhões. Uma parte, cerca de 40%, tem a doença e não sabe. Ela é silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível que você venha a desenvolver o diabetes”.

 

O EXEMPLO DO CARRO

Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: “A mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol, o seu açúcar... O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos, sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por complicações gravíssimas”.

 

DADOS ALARMANTES

De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, “é a primeira causa de cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas que fazem hemodiálise — quando o rim vai à falência — diabéticas. Em 40% das coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (...) Eu tenho pacientes que já estão com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se exercitam, fazem dieta”.

SOBREMESA

Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: “O doce, na realidade, acaba levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do que é um alimento não saudável. É preferível, ao invés de habitualmente comer doce, você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás, um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e evidentemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (...) As frutas, as fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para equilibrar a quantidade de carboidrato”.

 

FATOR DE RISCO

Quanto à famosa “barriguinha”, o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator de risco: “Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando a esses problemas”.

Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e silencioso inimigo.

 

José  de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Ensinava Alziro Zarur (1914-1979): “O suicídio não resolve as angústias de ninguém”.

Estava com a razão o autor de “Poemas da Era Atômica”.

Matar-se abala, por largo tempo, a existência do Espírito, pois ofende a Lei Divina, que é Amor, mas também Justiça.

Quando a dor apertar, por favor, lembre-se desta página de André Luiz, na psicografia do venerando Francisco Cândido Xavier (1910-2002):

 

Mais um pouco*¹

Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio te poupará enormes desgostos.

“Quando fores tentado a colaborar na maledicência, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência te livrará de muitas complicações.

“Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-te-á gloriosa bênção de luz.

“Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o bom entendimento mais um pouco e não sofrerás o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

“Quando a lição oferecer dificuldade à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será divina resposta à tua expectativa.

“Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-te-á coroa santificante.

“Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao teu campo de ação.

“Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue ajudando a todos, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

“Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco de paciência, amor, renunciação e Boa Vontade, a favor de teu próprio bem-estar.

“O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco”.

O Salmo 31:24 da Bíblia Sagrada adverte fraternalmente: “Tende coragem, e Ele fortalecerá o coração de todos vós que esperais no Senhor”.

O Rabino Henry Sobel pondera: “Não somos donos da Vida, mas apenas os guardiões dela”.

Honremos, pois, o extraordinário dom que Deus nos concedeu, que é a Vida, e Ele sempre virá em nosso socorro pelos mais inimagináveis e eficientes processos.

Substancial é que saibamos humildemente entender os Seus recados e os apliquemos com a Boa Vontade e a eficácia que Ele espera de nós.

A permanente sintonia com o Poder Divino só nos pode adestrar o Espírito, para que tenhamos condições de sobreviver à dor, mesmo que em plena conflagração dos destemperos humanos.

Do livro “Billy Graham responde”, emerge esta elucidação do respeitado pastor norte-americano: “A vida nos foi concedida por Deus e só Ele tem o direito de tirá-la. Além disso, até mesmo no meio das circunstâncias mais difíceis, Deus está conosco. (...) Devo enfatizar o fato de o suicídio ser um erro, não fazendo parte do plano de Deus”.

Na Quarta Surata do Alcorão Sagrado, encontramos este conforto numa admoestação do Profeta Muhammad (570-632) — “Que a Paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele”:

“29. Ó crentes, não defraudeis reciprocamente os vossos bens por vaidade, realizai comércio de mútuo consentimento e não pratiqueis suicídio, por que Deus é misericordioso para convosco”.

Santa Teresa d’Ávila (1515-1582), a grande mística da Espanha, incentiva-nos à perseverança: “Que nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa. Só Deus nunca muda. A paciência tudo alcança. A quem tem Deus, nada falta. Só Deus basta”.

A continuação da existência após a morte jamais poderá ser justificativa para o suicídio. Todos continuamos vivos.

Acertadamente escreveu Napoleão Bonaparte (1769-1821), quando lamentou essa inditosa escolha, que infelicita o Espírito de quem se deixa seduzir por ela, porque a chegada ao Outro Mundo daquele que destrói o seu próprio corpo é um grande tormento, porquanto não há morte após a morte: “Tão corajoso é aquele que sofre valentemente as dores da Alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido”*2.

Finalmente, confiantes, sigamos o caminho apontado pelo Senhor no livro Deuteronômio, 30:19: “Como podes ver, coloquei hoje diante de ti a Vida e o Bem, a morte e o mal... portanto, escolhe a Vida, para que vivas tu e a tua semente”.

Meus Amigos e Irmãos em Humanidade, a grande fortuna é sabermos que viver é melhor!

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Para ampliar a conscientização de todos, alguns temas devem estar sempre em pauta. Um deles é o autismo, que atinge mais de dois milhões de brasileiros, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diagnóstico precoce pode fazer enorme diferença no desenvolvimento do indivíduo. Este, ainda que seja portador de limitação física ou psíquica, possui a extraordinária capacidade para se adaptar e alcançar importantes objetivos de vida. O mundo está repleto de exemplos. O que falta às vezes é o devido investimento no Capital de Deus, ou seja, na própria criatura humana.

 

SINTOMAS E CUIDADOS

Alguns autistas apresentam determinadas habilidades que superam as da média da população. “Eles têm bastante facilidade para números, decorar, resolver expressões matemáticas e para várias questões diferenciadas da vida. Mas não conseguem dar funcionalidade a isso”, explica a assistente social Simone Bruschi.

Um ponto que prejudica o acompanhamento especializado do autista é, num primeiro momento, a negação do problema, situação frequente no seio familiar. Simone, integrante da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads), em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), comenta: “Quando falamos do autismo, abordamos algo que não se pode identificar por exame de sangue, eletroencefalograma, tomografia. E o diagnóstico é muito difícil de ser aceito pela família. Existe a avaliação clínica — que é muito rica —, porém, os familiares sempre questionam: ‘Ah, não. Acho que pode ser algo diferente’”.

Nesses casos, de acordo com Simone, devem-se buscar outros profissionais, inclusive para que também eles se envolvam na vida dessa família, dessa criança ou desse adolescente.

É fundamental procurar um especialista ao perceber na criança qualquer indício constante de preferir ficar sozinha, de apatia diante dos brinquedos, de não reclamar por ser deixada no berço, em vez do colo dos pais. “Existem famílias que só começam a levar para o tratamento na idade escolar, quando o professor sinaliza: ‘Olha, o seu filho precisa de auxílio’. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as possibilidades de tratamento.”

Simone ressalta que “algumas pessoas com autismo podem apresentar uma deficiência intelectual, mas não é necessariamente uma regra”.

E aí entra um desafio, o de inserir no mercado de trabalho portadores de deficiência intelectual. “É mais fácil — não sei se posso usar essa expressão — contratar um jovem com deficiência física, por conta das acessibilidades existentes, do que alguém com deficiência intelectual, para o que não temos ainda a tecnologia assistiva. Por isso, é um desafio para o consultor de emprego apoiado. Ele tem de ir à empresa e provar que a pessoa com transtorno é capaz. É necessário um trabalho de sensibilização tanto com os empregados e colaboradores quanto com os empregadores e a família”.

É preciso ampliar as condições para a inclusão social dos portadores de qualquer deficiência, seja física, seja intelectual.

 

23 ANOS IRRADIANDO PAZ

No dia 20/10, sábado passado, tive a honra de comandar a sessão solene dos 23 anos do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF. Milhares de peregrinos vindos de várias partes do Brasil e exterior superlotaram os ambientes do Templo da Paz e do ParlaMundi da LBV.

O tema desse ano foi “O Mistério de Deus Revelado”, numa alusão ao Apocalipse de Jesus, 10:7. Dentre os assuntos abordados, apresentei trechos de minha obra: “Jesus, a dor e a origem de Sua Autoridade”, que em breve lançarei.

 

 

José  de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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É digna de respeito e louvor a biografia da célebre ativista social, escritora e conferencista norte-americana Helen Keller (1880-1968). Embora se saiba que, aos dezoito meses de vida, estava cega e surda, tornou-se, com o imprescindível apoio de sua amiga e professora Anne Sullivan Macy (1866-1936), um dos mais importantes ícones da luta pela qualidade de vida dos que têm deficiência. Um de seus pensamentos que mais admiro adverte: “Até que a grande massa de pessoas seja preenchida com o senso de responsabilidade para o bem-estar de todos, a justiça social jamais será alcançada”.


CORAGEM E PERSEVERANÇA

Apesar do encantamento que histórias como essa despertam, enganam-se os que acreditam que se trata de acontecimentos esporádicos da coragem e perseverança humanas. Na verdade, exemplos semelhantes ao de Helen estão por todo lugar, habitando, com frequência, o cotidiano. No que se refere à perda da audição, temos, atualmente no Brasil, quase 6 milhões de pessoas nesse estado.

 

COMPANHIA ARTE E SILÊNCIO

Numa entrevista conduzida por Daniel Guimarães, no programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), os atores Sueli Ramalho e Rimar Segala, irmãos surdos de nascença, narraram belas experiências da trajetória de vida de ambos.

Fundadores da Companhia Arte e Silêncio, eles perceberam, desde muito cedo, pela influência do pai, que a educação e a arte poderiam ser instrumentos valiosíssimos no auxílio ao deficiente auditivo. Rimar explicou: “Em minha casa tinha muita cultura. Meu pai ficava contando histórias da Bíblia, de Moisés, e quando fui para a escola especial de surdos, percebi a falta de sensibilidade com a parte didática, da história da educação do surdo. Consegui com a minha família tudo o que aprendi. Então me sobressaía nessa escola. Quando me graduei em Matemática, acabei criando uma história, uma adaptação através dela. Comecei a ser um criador de histórias. Isso acabou me direcionando para o teatro”.

Ainda sobre o papel da educação, Sueli afirmou que “a maior dificuldade que as crianças surdas têm é da comunicação na própria família. É nela a primeira educação. Muitos pais querem aprender a se comunicar com seus filhos, mas não sabem como. Alguns deles ‘jogam’ as crianças na escola achando que o professor tem que fazer um milagre, como se a surdez fosse uma doença, por não possuírem a correta informação. Daí termos montado a peça ‘A Orelha’. Começamos a dar aulas de Libras [Língua Brasileira de Sinais] aos pais das crianças e, ao mesmo tempo, a ensiná-los a apresentar uma peça de teatro para os filhos. A peça mostra, através do humor, a realidade da cultura surda e como você pode abordar um surdo. A língua de sinais me ajudou a falar. Não proíbam o uso das mãos. É o nosso recurso, nossa visão”.

(...) Por fim, o ator Rimar Segala revelou coincidência envolvendo a estampa de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, bastante difundida pela LBV. “Desde pequeno sempre via na televisão um símbolo muito importante, a imagem de Jesus Cristo. Hoje vi a mesma imagem aqui. Quero agradecer à LBV, porque é fundamental para todo o Brasil pensar em inclusão. Estou muito agradecido. Parabéns!”.

Grato a vocês por compartilhar tanta perseverança e coragem. Uma experiência de vida que inspirará muita gente. Para outras informações, acesse www.ciartesilencio.com.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Apontado pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) como “referência no ecumenismo mundial”, o Templo da Boa Vontade completa 23 anos em 21 de outubro. No sábado, dia 20, a partir das 17 horas, comandarei a sessão solene das festividades. O evento será transmitido pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY) e por toda a Super RBV de Comunicação (TV, rádio e internet).

Sou grato aos milhares de peregrinos e simpatizantes que estão mandando suas mensagens. Eis algumas delas:

“No que concerne à ação para a Paz e para a educação da nova geração, em especial a do século 21, em seu meio, o trabalho do TBV representa um exemplo a ser seguido por todos. Caros amigos, com meus votos de sucesso, eu os felicito por ocasião do 23º aniversário do TBV” (Bardhyl Selimi, esperantista e professor universitário na Albânia).

“A presidência da Sociedade Alemã Internacional Esperantista de Ulm parabeniza o valoroso trabalho de vocês e deseja que a ação no Templo da Boa Vontade seja frutífera. Com saudações coidealísticas da Alemanha!” (Michael J. Scherm, professor).

“Com prazer, envio minhas felicitações por ocasião do 23º aniversário do Templo da Boa Vontade. Viva a ação dos que batalham pela Paz!” (Prof. dr. Hans Michael Maitzen, astrônomo, presidente honorário da Federação Austríaca de Esperanto e representante da Associação Universal de Esperanto na sede da ONU em Viena, Áustria).

“Visitei pessoalmente o Templo durante uma viagem em 2002. Impressionou a mim e à minha esposa a sensação de boa energia que paira nesse Templo. Fazem-se necessários no mundo atual locais, como esse, que oferecem coisas boas. A Humanidade está carente dessas ações. Desejo a vocês longa vida e que continuem a fazer o Bem” (Normand Fleury, técnico em botânica no Canadá).

“Envio-lhes de coração esta mensagem de saudação da distante China, desejando a todos que, pelo seu esforço, seja permanente o funcionamento do TBV em prol da Humanidade. Oro para que a Paz entre os homens — propósito ao qual vocês se dedicam diariamente — também permaneça abundante em seus corações” (Gabrielo Olubunmi Osho-davies, professor de inglês na China).

 

JESUS, O ETERNO EDUCADOR

Em 15 de outubro, comemoramos o Dia do Professor. Para homenageá-los, apresento este trecho de meu livro “É urgente reeducar!”.

Tudo tem o seu tempo. Jesus, o Cristo Ecumênico e Divino Estadista — inspirador modelo de dedicação ao próximo com o qual inúmeros heróis do ensino se identificam — permanece!

Ele disse: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho segundo Lucas, 21:33).

Alguém pode exclamar: “Mas e minha mãe, e meu pai, e os companheiros que partiram?!...”

Mas quem disse que eles se foram?! Apenas ocorre o que descreveu o talentoso escritor e poeta português Fernando Pessoa (1888-1935): “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”.

Ora, na verdade, os mortos não morrem!

É preciso esclarecer, então, que nessa minha assertiva procuro exaltar o sentido do que realmente é perene neste mundo: o Amor Fraternal, exemplificado pelo Divino Mestre em sacrifício por todos nós. O verdadeiro Amor nunca se extingue, ipso facto, persiste, mesmo durante as piores tormentas.


José  de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Refletindo sobre em que períodos a música se vem decisivamente manifestando pelas eras, podemos concluir que ela existe desde antes dos tempos. De fato, é instrumento dessa grande obra-prima do Pai Celestial, o Universo.

Ao lermos os capítulos iniciais do Gênesis mosaico, sentimos a forte harmonia nascida do surgimento dos rios, das árvores, dos animais, da separação das terras, da expansão dos mares e da própria formação do nosso Espírito eterno.

A partir daí, é possível estabelecer diversos e significativos momentos em que a música se casa com a história das muitas civilizações e correntes de pensamento que dão vida à Terra. (...) A boa música é um elo inquebrantável que une a criatura ao Criador.

Diante disso, temos a noção exata de que o pulsar da Vida, o Bem, a Solidariedade, o Respeito e a Caridade são igualmente melodias, sons, ritmos que afinam nossos pensamentos, palavras e ações pelo diapasão da Justiça e do Amor.


DEUS EM CADA CRIATURA

Aproveito o ensejo para agradecer a correspondência que recebi da professora Adriane Schirmer, de São Paulo/SP, na qual comenta sobre minha modesta produção: “Gostaria de parabenizá-lo por suas melodias. Tocam profundamente nossa Alma e despertam em nós os melhores sentimentos. Valem por uma súplica, uma oração ao Pai Celestial. Quando as entoamos, sentimos, tal qual nos momentos de prece, o coração limpo. E, quando isso acontece, vemos Deus em cada criatura, em cada planta, em cada pôr do sol... Assim, de coração limpo e Alma ajoelhada, nos tornamos aptos a aprender a amar sem imposições, a amar com o Amor de Jesus”.


MÚSICA E MEDICINA

Grato, leitora Adriane, inclusive por me ter encaminhado o belo texto de apresentação da obra “O Médico”, do meu amigo Rubem Alves, intelectual, teólogo e até foi dono de restaurante. É um brasileiro múltiplo.

“Instrumentos musicais existem não por causa deles mesmos, mas pela música que podem produzir. Dentro de cada instrumento há uma infinidade de melodias adormecidas, à espera de que acordem do seu sono. Quando elas acordam e a música é ouvida, acontece a Beleza e, com a Beleza, a alegria. O corpo é um delicado instrumento musical. É preciso cuidar dele, para que ele produza música. Para isso, há uma infinidade de recursos médicos. E muitos são eficientes. Mas o corpo, esse instrumento estranho, não se cura só por aquilo que se faz medicamente com ele. Ele precisa beber a sua própria música. Música é remédio. Se a música do corpo for feia, ele ficará triste – poderá mesmo até parar de querer viver. Mas se a música for bela, ele sentirá alegria e quererá viver. Em outros tempos, os médicos e as enfermeiras sabiam disso. Cuidavam dos remédios e das intervenções físicas – bons para o corpo – mas tratavam de acender a chama misteriosa da alegria. Mas essa chama não se acende com poções químicas. Ela se acende magicamente. Precisa da voz, da escuta, do olhar, do toque, do sorriso. Médicos e enfermeiras: ao mesmo tempo técnicos e mágicos, a quem é dada a missão de consertar os instrumentos e despertar neles a vontade de viver...”.

Fica aqui então minha homenagem aos bons músicos, bons criadores de instrumentos musicais e, é claro, aos bons médicos e enfermeiras.

 

José  de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Um levantamento da Academia Brasileira de Neurologia, ficamos sabendo que de 1999 a 2008 houve no país aumento descomedido do número de vítimas da doença de Alzheimer. Os óbitos saltaram de 1.343 para 7.882, caracterizando um acréscimo de quase 500%. Outro dado que chama a atenção aponta para o fato de que a maioria deles é de brancos e da Região Sudeste.

No programa “Viver é Melhor!”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), a especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, abordou as causas e as formas de tratamento.


TABUS E DIAGNÓSTICO

Em seus comentários iniciais, destacou que a doença tem sido cercada de muitos tabus: “Existem famílias que não querem nem contar para vizinhos que o parente está com Alzheimer. As pessoas já pensam na enfermidade numa fase avançada e acabam se esquecendo de que, no início, o doente tem muita coisa boa para viver e realizar”.

Ela também comentou o estigma que o idoso carrega por não possuir uma memória tão ativa quanto antes: “Na verdade, se eu me esquecer de alguma coisa é porque estou estressada, mas se o ancião esquece é porque ele está senil. O idoso já possui raciocínio um pouco mais lento, uma natural perda de memória, mas isso é muito mais acentuado numa demência, e ela vem sempre agregada a alguns distúrbios de comportamento, que acabam nos mostrando a característica específica da doença”.

O diagnóstico, segundo a especialista, é feito por exclusão, ou seja, elimina-se a possibilidade de serem outras doenças, a exemplo da depressão ou mesmo de distúrbio da tireoide: “A família é um dos principais mecanismos para ajudar num diagnóstico, porque ela é que vai apontar para o médico quais sintomas estão aparecendo naquele idoso. Essa percepção de que ele está esquecendo raramente vai partir do paciente”.


QUALIDADE DE VIDA

Fabiana Satiro enfatizou que “um dos principais métodos para desacelerar a progressão da doença é a informação. Ela é aliada dos medicamentos e dos tratamentos multiprofissionais. Os familiares e todos aqueles que estão em volta do paciente necessitam conhecer sobre a enfermidade. Tendo o maior número de informações possível, com certeza, a terapêutica será mais adequada. Sendo um mal neurodegenerativo e sem cura, vai progredir, mas pode ser de uma forma mais lenta. Com isso, você ganha um paciente com uma melhor qualidade de vida por muito mais tempo”.

Ao lado da medicação, que é fundamental, existe o tratamento não medicamentoso. A médica explica: “Quanto menos coisa o paciente fizer, mais rápido a doença vai progredir. Além da medicação, a gente vai trabalhar a adequação do ambiente, um treino de memória, criar estratégias para que ele tenha a independência preservada por mais tempo. Em tudo ele vai precisar da supervisão de alguém. O problema é que o ‘ajudar’ é confundido com o ‘fazer por’. Com o tempo ele vai tendo cada vez mais problemas para ficar sozinho”.


MANTER-SE ATIVO

Sobre a prevenção, a também pedagoga Fabiana Satiro esclareceu: “Mesmo que você tenha uma predisposição, se praticar ao longo da sua vida atividade física e intelectual, se ingerir uma boa alimentação, conseguirá retardar a manifestação da enfermidade”.

Nossos agradecimentos à especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, por elucidar o tema. Outros dados podem ser obtidos pelo site www.abrazsp.org.br.

Que lição essa misteriosa doença nos oferece? A de que a dor deve ser corajosamente encarada. Se dela tentarmos fugir pelo atalho do faz de conta, perderemos o caráter sublime de seus ensinamentos.

 

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Sempre tenho chamado a atenção das pessoas para que tomem cuidado com o trânsito nas estradas e nas metrópoles.

Num editorial da conceituada Folha de S. Paulo, de maio de 1994, encontrei este pensamento de Goethe (1749-1832), famoso vate e escritor alemão: A morte é, de certa forma, uma impossibilidade que, de repente, se torna realidade. Realmente, a maioria dos Seres Humanos não pensa que um dia terá de passar desta para melhor ou para pior, de acordo com o seu comportamento na Terra.

O grande equívoco da Humanidade é viver como se depois da morte nada houvesse. Certamente, conforme nos revelam os Mentores Espirituais, um dos maiores dramas na Pátria da Verdade é a chegada de multidões livres das algemas da carne, mas completamente ignorantes do que seja o Mundo Invisível.

Mas voltemos ao editorial da Folha de S. Paulo, sobre violência no trânsito, cujo conteúdo, infelizmente, ainda é atualíssimo: (...) a frase do grande poeta alemão reflete com admirável precisão a maneira como muitos encaram a morte. E não resta dúvida de que essa visão é especialmente comum entre os jovens, cuja inexperiência aliada a um arrebatamento natural como que lhes confere um sentimento de onipotência e imortalidade. E esse sentimento, por ser extremamente enganoso, tem muitas vezes consequências terríveis. As mais notáveis e perversas se fazem ver no alto índice de envolvimento de jovens em acidentes de trânsito no mundo inteiro. Desastres do tráfego já são a principal causa de morte nessa faixa etária, fazendo mais vítimas do que a aids ou outras doenças incuráveis".

Não adianta dispor leis para os Seres Humanos. É preciso prepará-los para a Lei. O código de trânsito já existe. Todos sabem que têm de utilizar o cinto de segurança, diminuir a velocidade e respeitar sinais e faixas. No entanto, por que muitos não cumprem essas normas? Talvez porque não valorizem a própria existência.

A Campanha Vá sem pressa, faça uma prece!, promovida pela Legião da Boa Vontade, visa à conscientização de motoristas e pedestres, para que venham a acatar as leis de trânsito por Amor à sua vida e à dos semelhantes.

Fica aqui, portanto, a nossa contribuição para o fim da violência no trânsito, de forma que a velocidade irresponsável ainda existente nas ruas se sublime em atos cada vez mais velozes de socorro às pessoas em situação de pobreza e de respeito a todos. Eis o nosso lema: Promover Educação e Cultura com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos, no despertar do Cidadão Planetário.

Vá sem pressa, faça uma prece!

 


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A Prece do Motorista

(Extraída da Revista Boa Vontade, no 26, de agosto de 1958, a Oração ficou famosa na interpretação de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV, em seus programas radiofônicos.)

Jesus,/ quero que sejas/ a Luz dos meus olhos,/ para que eu veja sempre o caminho certo!
O Guia de meus braços,/ para que eu me dirija sempre para o Bem!
A Força de minha vida,/ para que eu resista na luta diária pelo pão!
O meu Amigo constante,/ para que eu sirva a todos com Boa Vontade!
O Amor de meu coração,/ para que eu ame a todos como a mim mesmo!

 


José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Ao comentar aqui sobre a camada de ozônio do planeta, prometi voltar ao assunto, intrinsecamente ligado à nossa sobrevivência. E inicio citando trecho de reportagem da Agência Estado, assinada por Jamil Chade: “Segundo a ONU, a agência espacial americana (Nasa) e 300 cientistas de todo o mundo, a capa que protege a vida na Terra dos níveis nocivos da radiação ultravioleta parou de diminuir, mas não começou a se recuperar. O estudo mostrou que os gases que provocavam a perda da camada de ozônio foram substituídos com sucesso. Porém, em seu lugar são usados produtos que poderão impactar de forma mais intensa as mudanças climáticas, se não houver controle”.

Uma esperançosa notícia que certamente merecerá outros estudos e análises dos especialistas no tema. Acompanhemos os acontecimentos sem perder de vista que muito ainda precisa ser feito para ficarmos livres desse tormento.


OS SETE FLAGELOS E AÇÃO HUMANA

Chamou a atenção dos meus leitores a similitude da mensagem do Apocalipse de Jesus, no Quarto Flagelo, 16:8 e 9, com o tema em questão: “O quarto Anjo derramou a sua taça sobre o sol, e lhe foi dado afligir os homens com calor e fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus que tem a autoridade sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória”. Uma linguagem profética de há quase dois mil anos que diz muito dos tempos atuais. Apesar do conhecimento que se têm dos efeitos nocivos de uma exposição exagerada ao sol, há quem isso não reconheça (que significa "ranger os dentes contra Deus") e se coloque entre os que poderão desenvolver, por exemplo, câncer de pele, catarata ou outras doenças.

AVISOS DO SUPREMO CRIADOR

Trago, por oportuno, trecho de improviso radiofônico, de 1991, com a análise dos Sete Flagelos, na série “A Instituição dos Diáconos”, que apresentei nas aulas do Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração:

(...) Advertiu um mentor das Claridades Divinas que — “Se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória”. Daí entendermos o porquê dos Sete Flagelos, citados nos capítulos 15 e 16 do Apocalipse. Trata-se da vindima de uma semeadura irresponsável. Paulo Apóstolo aconselhou, em sua Epístola aos Gálatas, 6:7: “Não vos deveis enganar, porque Deus não se deixa escarnecer; aquilo que o Homem semear, isso mesmo terá de colher”.

Vamos ao versículo primeiro do capítulo 15 da Revelação de Jesus segundo João — Os Sete Flagelos: “E vi no céu outro sinal grande e admirável, sete Anjos que tinham os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a Cólera Divina”.

Um sinal do céu já é algo muitíssimo significativo. Mas João faz questão de ressaltar que este outro sinal é grande e admirável. É como a nos chamar a atenção para o fato de que não podemos andar distraídos diante do que nos poderá sobrevir, pois a manifestação celeste é realmente grandiosa, admirável mesmo: nada menos do que Sete Anjos traziam os Sete Flagelos, que eram os últimos da série de coisas graves — por que não dizer terríveis? — que nós, Seres Humanos, fomentamos pelos milênios, tais como os males causados à camada de ozônio, muito mais prejudiciais do que pode imaginar a Humanidade desatenta, principalmente os jovens, tão esperançosos no futuro; porém, em sua maioria, distraídos dos avisos do Supremo Criador de todos nós.

O EXEMPLO DO TELHADO

Para ilustrar essa realidade realmente apocalíptica, criada pelos homens e não por Deus, é como se, levianamente, tivéssemos derrubado o telhado de nossa casa e exposto a família e nós próprios às intempéries, em um clima já afetado pela irresponsabilidade de seres gananciosos. Só que o “aguaceiro” que cai do Cosmos, atravessando o telhado aberto no topo atmosférico da Terra, deixa passar coisas piores que chuva, mesmo quando ácida. Aí está algo sobre a ação dos Sete Flagelos, provocados pela nossa incúria, que reforça a validade dos alertamentos divinos contidos no Livro das Profecias Finais. Exemplo disso temos na descrição do Sétimo Flagelo, capítulo 16, versículo 21 do Apocalipse: “Também desabou do céu sobre os homens grande chuva de pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da saraivada, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu tormento (causado pelos próprios Seres Humanos) era sobremodo grande”.

Temos, portanto, que — perdendo o medo do Apocalipse — serenamente desvendar suas advertências, enquanto há tempo, e criar juízo para defender nossas vidas, porque a esperança é infinita. (...)

Inspirado no Cristo, tenho afirmado: o Ser Humano preferencialmente cresce quando desafiado pelos problemas da existência. Por isso, também com o pensamento elevado ao Divino Educador, venho lembrando a Vocês que é nos momentos de crise que se forjam os grandes caracteres e surgem as mais poderosas nações. Quando estamos integrados em Deus, as dificuldades só nos fazem crescer. Ensinam-nos a lutar com acerto.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Em Sete de Setembro, Dia da Pátria, comemoramos mais um aniversário da Independência do Brasil. Logo nos vem à memória a famosa tela na concepção do pintor paraibano Pedro Américo (1843-1905) na qual Dom Pedro I (1798-1834) ergue o braço e brada: “Independência ou morte!”. Antes, teria clamado: “Laços fora!”, arrancando-os da vestimenta, porquanto portavam as cores portuguesas, no que foi entusiasticamente seguido pelos seus soldados. Daí em diante, começamos a caminhar por uma estrada nova. Mas será que verdadeiramente conquistamos a independência tão almejada pelos patriotas daquele tempo?

Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, no Seu Evangelho segundo João (a Boa Nova da Iniciação Espiritual), 15:5, diz: “Eu sou a videira verdadeira, vós sois os ramos. Quem permanece em mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podereis fazer”.

Certa ocasião, inspirado nessa advertência do Mestre, afirmamos que — o Novo Mandamento de Jesus pode ser compreendido como estrutura espiritual de um mundo novo, a levar sua excelente contribuição ao seio da Ciência, da Filosofia, da Arte, da Economia, da Religião. Ele nos orienta a direcionar nossas ações, na Seara do Amor, visando primordialmente ao ser humano e seu Espírito Eterno.

Estamos aqui meditando acerca da ordem suprema do Provedor Celeste e, possivelmente, alguns dos que nos honram com a sua leitura a desconheçam. Ei-la aqui:

“Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. E vós sereis meus amigos se fizerdes o que Eu vos mando. E Eu vos mando isto: amai-vos como Eu vos amei. Já não mais vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer. Não fostes vós que me escolhestes; pelo contrário, fui Eu que vos escolhi e vos designei para que vades e deis bons frutos, de modo que o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vos conceda. E isto Eu vos mando: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor”. (Evangelho segundo João, 13:34 e 35; 15:12 a 17 e 9o)

É o Amor elevado à enésima potência, ao infinito, capaz de realizar os mais extraordinários portentos, iluminando a própria verdade e a justiça. Por isso, a compreensão dessa lei sublime traz uma estrutura nova para a Humanidade. Pode demorar o tempo que for preciso, mas, com certeza, ocorrerá.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Em 3 de abril de 1991, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, tive a oportunidade de, pregando, dirigir-me aos que me honravam com a sua atenção:

A Profecia serve para alertar, fortalecer e dar esperança. Ela assusta apenas os que não a querem estudar sob a Intuição de Deus, os quais, por isso, vivem atemorizados. O Apocalipse não foi feito para apavorar com os caminhos obscuros do mistério, mas para iluminar as estradas da nossa vida, porque Apocalipse significa Revelação. E, como é Revelação, mostra-nos o que estava oculto. E, se descobrimos o que estava encoberto, perdemos o temor das coisas. O desconhecimento é o pai e a mãe da ignorância, a geradora do medo.

Esse breve comentário faz parte de meu livro “Jesus, o Profeta Divino”, da Editora Elevação. Nesse despretensioso trabalho, procuro demonstrar a universalidade do ensinamento do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Cada vez que se conhece e entende melhor Jesus, a vivência do mais abrangente ecumenismo se torna realidade entre as criaturas humanas.

PROFESSOR HERMÓGENES

Recentemente entrevistado pela equipe da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o professor José Hermógenes de Andrade Filho, pioneiro em terapias holísticas no Brasil, encaminhou-me exemplar de “O Presente”, com fraterna dedicatória: “Irmão Paiva Netto, entrego, confio, aceito e agradeço. Você é o ‘O Presente’ que Deus quer. J. Hermógenes”.

Da obra, trago-lhes uma passagem que vem ao encontro do Natal Permanente da Legião da Boa Vontade (LBV), que a tantas Almas socorre e ampara todos os dias: “Tenha sempre diante dos olhos espirituais o fato de que Deus, com todo seu poder e glória, não paira muito longe, em algum remanso cósmico longínquo, mas está dentro de você. Adore-O em seu altar de tranquilidade e silêncio. Sirva-O na pessoa necessitada. Garanto que Jesus celebra, no templo de seu coração, não uma vez por ano, mas em todos os dias, o mais Radioso Natal”.

SAMUEL RAWET

Recebi do nobre dr. Ariel Apelbaum o título “Samuel Rawet fortuna crítica em jornais e revistas”, organizado por Francisco Venceslau dos Santos, com a seguinte dedicatória: “Ao Irmão Paiva Netto, com carinho do amigo Ariel Apelbaum”.  Será um prazer me inteirar mais sobre o dr. Samuel Rawet (1929-1984), judeu-polonês, ilustre personagem de nossa história. Brasília está aí para confirmar. Além de contista, romancista, dramaturgo e ensaísta, foi engenheiro de cálculo de concreto armado, integrante da equipe da Novacap, quando trabalhou nos cálculos para a edificação do prédio do Congresso Nacional.

FELIPE PENA

Agradeço também ao escritor Felipe Pena pela gentileza do envio de “No jornalismo não há fibrose – e outros ensaios críticos sobre a imprensa”. O autor é jornalista, roteirista, psicólogo e professor de jornalismo na Universidade Federal Fluminense. Ele assim me escreveu: “Para o amigo Paiva Netto, com o perdão por esta edição, que ainda não é definitiva. Abraço. Felipe Pena.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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O clima seco a cada ano preocupa mais a população de várias regiões do Brasil, agravado, principalmente, pelas secas e queimadas. A baixa umidade relativa do ar gera, além de problemas de saúde, transtornos na vida de milhões de brasileiros.

Por isso, torna-se imprescindível hidratar o organismo adequadamente com líquidos (água, água de coco e sucos), manter a residência ou local de trabalho livres da poeira, evitar a prática esportiva em horários em que o sol esteja mais forte e usar soro fisiológico em narinas e olhos. Ainda é aconselhável colocar nos ambientes vasilhas com água, toalhas molhadas ou umidificadores. Toda a atenção é pouca com crianças e idosos, grupos de maior risco.

 

SÍNDROME DO OLHO SECO

Entre os principais prejuízos ao corpo, o clima seco provoca dor de cabeça, sangramento das vias respiratórias, maior incidência de asma e bronquite, além da síndrome do olho seco.

Numa entrevista ao programa “Vida Plena”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o dr. Alessander Tsuneto, oftalmologista, integrante da Associação dos Portadores de Olho Seco (Apos), esclareceu que essa síndrome atinge de 10% a 15% dos indivíduos acima dos 50 anos. É a segunda maior causa de atendimento nos consultórios, e muitos desconhecem essa enfermidade. Alguns fatores, como cirurgia prévia, uso de lentes de contato sem avaliação oftalmológica, diabetes, doenças reumáticas e queimaduras, podem causar a secura ocular.

O médico também comentou que a baixa umidade relativa do ar pode desencadear precocemente a doença. “Os níveis saudáveis, segundo a Organização Mundial da Saúde, são em torno de 60%. Li uma reportagem na internet falando que a umidade relativa do ar em São Paulo está abaixo dos 20%. Só como curiosidade, no deserto do Saara é de 10% a 15%. Isso faz com que aumente a evaporação das lágrimas e agrave o olho seco, ou quem não tem o problema corre o risco de possuí-lo.”

Brasília já conhece bem esses baixos índices.

Para o dr. Alessander, o exame preventivo da síndrome do olho seco pode evitar graves doenças oculares, inclusive a cegueira. “Tudo depende do grau de severidade. Se o paciente tiver uma queixa leve, só um desconforto ou uma irritação ocular, a gente pode tratá-lo somente com colírio ou pomada. Mas, se apresentar alguma gravidade, pode ser até caso de cirurgia.”

 

DEFICIENTES VISUAIS

Durante o bate-papo, o telespectador Lucas Fernando Gouveia, de Porto Alegre/RS, perguntou ao dr. Alessander se pessoas com deficiência visual padecem com o problema. De acordo com o oftalmologista, “mesmo uma pessoa que não enxerga, mas possui as estruturas oculares e as glândulas que produzem a lágrima, pode ter alteração da qualidade da lágrima e ter olho seco”.

 

DICAS E CUIDADOS

Ao fim da entrevista, passou importantes dicas para que se saiba se os olhos estão ressecados. “O paciente vai sentir algum grau de desconforto, o olho vermelho, uma irritação ocular. Vai ser difícil piscar, porque, não tendo uma lágrima boa e suficiente na pálpebra, ela não vai deslizar sobre o olho. Então, ela dá uma travadinha.” Também alertou para o fato de que quem fica exposto ao ambiente com ar-condicionado e os que exercem atividades no computador têm maior probabilidade de adquirir a doença, já que o local fica mais seco por causa da falta de umidade, e a fixação por demasia na tela do computador desestimula a pessoa a piscar.

Outra questão de relevância é o perigo da automedicação. “Só o oftalmologista vai saber se o paciente tem o olho seco, que grau e qual colírio deve usar”, evidenciou. Mais informações sobre o tema podem ser obtidas no site www.apos.org.br.

Cabe a todos nós, além de informar a população dos riscos que corre com a baixa umidade atmosférica, iluminar as mentes a respeito das graves consequências da seca e queimadas provocadas pela ganância humana.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Concorrido evento no Rio de Janeiro, em 15/8, reuniu imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL), atores e personalidades para o lançamento do “Livro das Horas”, da nobre escritora e acadêmica Nélida Piñon.

Nesta obra, a autora reflete de forma envolvente sobre a vida, partilha ideias com autores clássicos como Homero e Sófocles e, ao mesmo tempo, interage com grandes escritores contemporâneos:Não tenho filhos, mas leitores, capazes por si sós de defenderem a civilização contra os avanços da barbárie. A eles nomeio sucessores de uma linhagem irrenunciável.

Muito gentil, a querida Nélida Piñon assim me endereçou um exemplar do seu trabalho: Ao querido presidente Paiva Netto, sempre notável homem de cultura e de causa humanística. Da admiradora Nélida Piñon. Rio, 15/8 /2012.

RENATA CERIBELLI E ZECA CAMARGO

Durante a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que se encerrou no domingo, 19/8, os jornalistas Renata Ceribelli e Zeca Camargo me presentearam com o livro “Medida Certa — Como chegamos lá”, em que relatam a importante experiência de perder peso e ganhar saúde, sob o olhar do telespectador, em um quadro de mesmo nome no programa “Fantástico”, da TV Globo. Aliás, de grande interesse para todos nós.

Agradeço aos ilustres colegas pelas respectivas dedicatórias que me enviaram: “Paiva Netto, fiquei feliz em saber que você acompanhou nossa batalha. Com carinho, Renata Ceribelli”. “Paiva Netto, mais uma jornada para você acompanhar com a gente! Abração, Zeca Camargo”.

CRIANÇAS DA LBV FALAM À CBN

Alunos do Instituto de Educação da LBV, em São Paulo/SP, também marcaram presença no maior evento literário da América Latina. Entre as atividades, descontraidamente participaram da Oficina de Rádio da CBN. Aos comunicadores Fábio Pawlyszyn e Oswaldo Bruno, as crianças concederam entrevistas, falando da alegria de estarem na Bienal e do incentivo recebido, na escola da LBV, por intermédio do Programa Permanente de Leitura.


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Conforme recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas viciadas em crack no Brasil ultrapassa a impressionante marca de um milhão de usuários. Especialistas em saúde comparam a epidemia da aids na África à do crack em nosso país. Outro dado alarmante é a média de idade dos que o experimentam pela primeira vez: 13 anos. Contudo, engana-se quem acha que somente as camadas da sociedade em situação de pobreza estão à mercê desse perigo mortal. A droga também se faz presente nas classes sociais mais abastadas de modo devastador.

O desastroso abalo físico e mental provocado pela pedra de crack é disparado na primeira ocasião em que se acende o cachimbo artesanal poderia se dizer infernal , pois não arruína apenas a vida do usuário, mas a de toda a família. A ilusória sensação de bem-estar e de euforia fica tragicamente evidenciada pela progressiva degradação do corpo e da Alma dos dependentes.

Segundo a dra. Solange Nappo, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), “no início da entrada do crack no Brasil, mais precisamente em São Paulo/SP, o perfil do usuário era do sexo masculino. A presença de mulheres era pontual, algo raro. No princípio da década de 2000, começamos a receber indicativos e informações dos próprios usuários de que as mulheres aderiram à cultura do uso do crack.

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, transmitido pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), a dra. Solange comentou que o fato de a mulher transformar-se em consumidora do entorpecente mudou toda a dinâmica do vício. O usuário masculino tornou-se, em geral, um transgressor. Ele rouba para comprar a pedra. Não é um profissional do crime. Diante disso, com sua inexperiência, é facilmente preso e acaba criando um problema para o tráfico, que perde um cliente em potencial, na maioria das vezes já devedor da droga que consome. Quando a mulher é inserida no submundo do crack, ela passa a ser linha de frente, pois o risco de ser presa é bem menor. Ao invés de roubar, ela vai vender o seu corpo, explicou.

CONTAMINAÇÃO PELO HIV

Para agravar a situação, a mulher, ao se prostituir a fim de conseguir a droga, vira foco de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente do vírus HIV.

Sobre isso, esclareceu a dra. Solange: “Uma mulher que faz programa por conta da compulsão pela droga o faz sem proteção, a qualquer hora e em qualquer lugar. Não fica num local aguardando que alguém passe. Ela vai em busca desse parceiro na tentativa de que ele, rapidamente, lhe dê o dinheiro que lhe possibilitará comprar a pedra de crack. Sem falar das que ficam grávidas sem nenhuma estrutura para ser mãe. Essa situação de vulnerabilidade traz para a mulher complicações físicas, psíquicas e orgânicas de todos os tipos. Quando a mulher entra nessa cultura, traz com ela um problema social enorme. De um grupo de 80 mulheres que entrevistamos, pelo menos 40% delas eram portadoras do HIV”.

Grato, dra. Solange, pelas elucidações. É uma triste realidade que não pode ser ignorada. Além das imprescindíveis políticas públicas de combate ao crack, urge fortalecer, com a Espiritualidade Ecumênica, os valores da Família. É nela que se encontra a solução de muitos problemas que hoje afligem a Humanidade.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Em 6 de agosto, precisamente às 8h15, completam-se 67 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, depois foi a vez de Nagasaki, também no Japão. Data que jamais será varrida das consciências sob risco de que — esquecidos desse abominável atentado à vida humana — o repitamos num grau de intensidade ainda maior, devastando não apenas uma cidade, mas o próprio planeta.

Um pouco de história

Agosto de 1945. Na Europa, Hitler se encontrava derrotado e morto. Berlim, destruída e ocupada pelos russos. Em 25 de julho, dias antes do impacto de “Little Boy” — apelido do petardo de cinco toneladas que matou cerca de 100 mil pessoas em solo japonês —, o presidente norte-americano, Harry Truman, decide usar contra o naquele tempo inimigo asiático o que ele mesmo designou em seu diário como “a coisa mais terrível já descoberta”.


Paul Tibbets foi o piloto da marinha escolhido para comandar o B-29 que decolou da ilha de Tinian. O avião, batizado com o nome de sua mãe, Enola Gay, levantou voo às 2h45min. Ao seu lado, na missão que entraria para a história e mudaria a geopolítica do século 20, estava o copiloto Robert Lewis, autor da famosa exclamação: “Meu Deus, o que fizemos!”


Décadas se foram. Todavia, o relato de muitos sobreviventes a respeito do sofrimento atroz por que passaram, é, sem dúvida, uma das mais importantes bandeiras na luta pelo desarmamento e pela não-proliferação de armas nucleares.

O perigo é real”

Contudo, acontecimentos diversos continuam sugerindo que a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial não é ilusória. A humanidade corteja a morte. Basta lembrar os maus-tratos que promove contra sua própria moradia. A paz quase que não tem passado de figura de retórica. Em grande parte da trajetória humana, o período em que ela prevaleceu é ínfimo. Se é que já houve verdadeira paz neste mundo... Somente na alma de alguns bem-aventurados é que tem conseguido habitar. Por isso, com certeza, advertiu o papa João Paulo II (1920-2005), numa memorável alocução, na década de 1980, que “o perigo é real”.


A concórdia entre religiosos é a primeira a ser conquistada. A paz de consciência dos seres terrenos, gerada por uma nova postura ecumênica, porquanto altamente fraterna, prenuncia a paz social, a paz entre as instituições e a desejada paz mundial, sob a proteção do Pai Celeste, o maior diplomata da história deste orbe, não obstante nosso recorrente mau uso do livre-arbítrio. Para os que riem dessa realidade, uma pequena recordação do cético Voltaire (1694-1778): “Se Deus não existisse, precisaria ser inventado”.

John Kennedy e a paz

Muitas nações não estão diretamente envolvidas nos conflitos armados que nos flagelam, porém todas sofrem a opressão do medo ou da miséria, pela violência dos armamentos novos ou pelo desvio global de verba para a indústria da morte, em prejuízo da justa economia que gera instrução, educação, espiritualização, segurança, alimentação e saúde dos povos. Portanto, a guerra nos ofende a todos nestes tempos de comunicação rápida e de temporais de informações, que ameaçam, com seus raios e trovoadas, dar curto-circuito nos cérebros. Daí a inclusão que faço, neste bate-papo com Vocês, do pensamento de John Kennedy (1917-1963): “Só as armas não bastam para guardar a paz. Ela deve ser protegida pelos homens (...). A mera ausência de guerra não é paz”.


A Terra só descobrirá a paz quando viver o amor espiritual e souber reconhecer a verdade divina. No entanto, a divina verdade de um Deus que é Amor. Não a de um ser brutal e vingativo, inventado pelos desatinos humanos.


De fato, o perigo continua real. E nós, como tontos, no meio dele, nessa “briga de foice no escuro”. Quousque tandem, Catilina?


É essencial salientar as propostas e ações de autêntico entendimento. Conflitante rota para os povos será a do remédio amargo.


Por isso mesmo, não percamos a esperança. Perseveremos trabalhando “por um Brasil melhor e uma humanidade mais feliz”. Eis a direção da vitória. E não se trata de argumento simplório. A vida ensina, mas quantos de nós aprendemos a tempo?


As soluções dos graves problemas de nossa sociedade passam pela devida valorização do Capital de Deus, ou seja, o Ser Humano e seu Espírito eterno. Do contrário, acabaremos por enfrentar um conflito mundial maior que as duas grandes guerras do século 20 que, numa análise histórica, podem ser classificadas como uma só dividida em duas partes. Que Deus nos livre da terceira!

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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