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Urge impedir o desperdício. É providência sensata, humanitária, em todas as áreas e das mais diferentes classes sociais. É um crime, por exemplo, deixar estragar alimentos, quando milhões de pessoas ainda passam fome.

O dr. Alan Bojanic chamou a atenção para esse fato em entrevista ao programa “Biosfera”, da Boa Vontade TV. Engenheiro agrônomo boliviano, ele é representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil:

“A FAO fez um estudo amplo para ver a porcentagem de perdas de alimentos no mundo. Temos uma cifra que é muito — vamos dizer — dolorosa! Depois que o produto é coletado, até chegar ao consumidor, e mesmo na casa dos consumidores, temos perdas muito altas. É quase um terço de toda a produção mundial que vai — se pode dizer — para o lixo. Uma produção muito importante, que tem implicações de todo tipo, em primeiro lugar, humanitárias, porque é comida que poderia ser dada para muitas pessoas carentes. É um absurdo ambiental, pois muita energia foi gasta na produção. E também tem a ver com a ineficiência econômica. Então, é um absurdo humanitário, ambiental e econômico-financeiro”.

Em “O Capital de Deus”, livro que estou preparando, comento uma passagem evangélica, que nos traz instrutiva lição.

Conhecedor dos Soberanos Estatutos da Economia de Deus, ainda ignorados pelos seres humanos, Jesus, o Cristo Ecumênico, logo, universal, pôde realizar o milagre da multiplicação de peixes e pães, conforme o relato de Mateus, 14:13 a 21.

 

A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES E PEIXES

“13 Jesus, ouvindo que João Batista fora decapitado por ordem de Herodes, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte. Sabendo disso, as massas populares vieram das cidades, seguindo-O por terra.

“14 Desembarcando, Ele viu uma grande multidão. Compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.

“15 Ao cair da tarde, aproximando-se Dele, os discípulos Lhe disseram: Senhor, o lugar é deserto, e vai adiantada a hora. Despede, pois, esse povo para que, indo pelas aldeias, compre para si o que comer.

“16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, o alimento.

“17 Ao que Lhe responderam: Senhor, não temos aqui senão cinco pães e dois peixinhos!

“18 Então, o Mestre ordenou-lhes: Trazei-os a mim.

“19 E, tendo mandado que todos se assentassem sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixinhos, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, havendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões.

“20 Todos comeram e se fartaram. E, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos repletos.

“21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças”.

Além disso, não nos esqueçamos do que o Divino Benfeitor nos ensinou a respeito da capacidade pessoal de cada ser humano, ao dizer: “—Vós sois deuses. Eu voltarei ao Pai, vós ficareis aqui na Terra, portanto, podereis fazer muito mais do que Eu” (Evangelho, segundo João, 10:34 e 14:12).

A quem, talvez por ócio, analisando o trecho anterior, argumentasse que Jesus é um caso especial e, por isso, não há parâmetros para se comparar a nossa competência à Dele, divinamente superior, poderíamos considerar que não seria necessário subirmos a tamanha grandeza, bastando que os que têm posses deixassem de desperdiçar tanto. Seria um passo. Sim, mas um passo considerável. Como observou Confúcio: “— Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha”.

Destaquemos que, no versículo 20 do capítulo 14, o Evangelista Mateus revela: “— Todos comeram e se fartaram. E, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos repletos”.

Quer dizer, não jogaram fora o que lhes sobejou. As apreciáveis porções haveriam de, em nova oportunidade, beneficiar aquela gente ou outra. Costumo dizer que a migalha de hoje é a farta refeição de amanhã. Reflitamos sobre isso.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Embora já tenha trazido, há alguns anos, em meus livros, artigos e palestras, exemplos citados pela mídia acerca da tragédia da guerra pela água — lutas sangrentas que se arrastam pelo globo terrestre por séculos —, é válido reproduzir o que disse o professor de Economia Jeffrey Sachs ao jornal The Guardian, em 26 de abril de 2009, e que publiquei em minha mais recente obra, Jesus, a Dor e a Origem de Sua Autoridade.

No texto, intitulado “Stemming the water wars” (Guerras hídricas), o diretor do Instituto Terra, da Universidade de Columbia, relata: “Muitos conflitos são provocados ou inflamados por escassez de água. Conflitos — do Chade a Darfur, ao Sudão, ao deserto Ogaden, na Etiópia, à Somália e seus piratas, bem como no Iêmen, Iraque, Paquistão e Afeganistão — acontecem em um grande arco de terras áridas onde a escassez de água está provocando colapso de colheitas, morte de rebanhos, extrema pobreza e desespero”.

O conselheiro especial do secretário-geral da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio faz grave advertência ao narrar que governos perdem legitimidade perante as populações ao não ser capazes de atender às necessidades mais básicas de sua gente. Ele conta que políticos, diplomatas e generais tratam dessas crises como se fossem problemas comuns no campo administrativo ou militar. No entanto, as medidas de arregimentar exércitos, organizar facções políticas, combater líderes guerreiros locais ou enfrentar extremismos religiosos não atingem o resultado de suprir as comunidades com água, alimento e meios de subsistência — que são demandas urgentes —, pois o desafio estrutural não é resolvido. O economista norte-americano ainda avisa: “(...) Os problemas da água não evaporarão por si mesmos. Pelo contrário, se agravarão, a menos que nós, como comunidade mundial, implementemos uma reação. Uma série de estudos recentes mostra quão frágil é o equilíbrio hídrico para muitas regiões pobres e instáveis do mundo”.

Eis o sério alerta do professor Sachs. É mais que inadiável o empenho conjunto em torno da resolução de problemas como esse, conforme observamos ocorrer no Estado de São Paulo, Brasil. A água é um bem básico, sem o qual não pode existir vida. A sua justa distribuição precisa estar acima de interesses político-religiosos, econômicos e militares. Só uma mobilização internacional pode pôr fim ao drama vivido pelos nossos Irmãos em humanidade e, daqui a pouco, por nós próprios.

Convém contritamente pedirmos o auxílio de Deus, do Cristo e do Espírito Santo na tomada de decisões a fim de que, com maior eficácia, encaminhemos providências corretas, de modo que alcancemos bom desfecho para tão grave problema, que assola multidões. Com muito acerto, o saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979), ensinou que “o segredo do governo dos povos é unir a Humanidade da Terra à Humanidade do Céu [Espiritual Elevado].

Isto é, precisamos ouvir os componentes do Mundo (ainda) Invisível, por meio da prece, da invocação direta, da meditação ou da intuição.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Em 28 de março, sábado, das 20h30 às 21h30, teremos mais uma edição do movimento “A Hora do Planeta”. Trata-se de um ato simbólico, promovido em todo o mundo pela Rede WWF. A iniciativa mobiliza governos, empresas e povo em geral a expressar sua preocupação com o meio ambiente, apagando suas luzes durante sessenta minutos.

É inspirador o slogan da campanha deste ano: #UseSeuPoder. Ele incentiva a capacidade que possuímos de ser agentes na preservação dos recursos naturais da Terra, a partir da própria criatura humana. Afinal, a sobrevivência no orbe depende da harmonia da Natureza em todos os seus reinos.

Uma boa estratégia para proteger o planeta e oferecer segurança aos seus habitantes passa por decisivos atos de prevenção. E para eficientemente pô-la em prática é necessário também buscar experiências e informações catalogadas pela História, que, no dizer de Cícero (106-43 a.C.), “é a mestra da vida”.

Essa providência urge ser cada vez mais empreendida pelos países na solução da crescente crise hídrica, a exemplo da que vem ocorrendo no Brasil.

Em 22 de março, celebramos o Dia Mundial da Água. Se quisermos sobreviver e deixar como herança um garantido abastecimento de água às novas gerações, esse assunto deve ser pauta diária, acompanhada de atitudes pontuais.

Atentar para os estudos da Meteorologia, em avanço constante, e agir preventivamente é caminho acertado.  Falando ao programa “Biosfera”, da Boa Vontade TV, o professor Antonio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), citou um dos motivos da recente escassez de chuva em São Paulo:

“Acredito que isso é o resultado cíclico natural da atividade solar, que a gente chama em Hidrologia de ‘Efeito José’. Ele prevê, ao longo do tempo, um período de baixas precipitações sucedido por longo período de altas precipitações, e assim sucessivamente. Então, observamos na década de 1930 até os anos 1960 precipitações abaixo de uma determinada média, a média era inferior; houve esse aumento a partir da década de 1970 e, agora, acredito que vamos passar por mais ou menos de 30 a 40 anos de precipitações mais baixas do que aquelas que verificamos nesses últimos 40 anos”.

A palavra do professor Antonio Zuffo nos mostra a importância dos registros climáticos do passado. O “Efeito José” é um conceito de Hidrologia de 1968, nascido de um trabalho dos pesquisadores Benoit Mandelbrot (1924-2010) e James R. Wallis. Eles estudaram os dados fluviométricos históricos de alguns dos grandes rios do mundo, em particular do Nilo, no Egito. O nome faz referência à passagem do Velho Testamento, em que José anuncia sete anos de fartura seguidos de sete anos de fome, depois de analisar o enigmático sonho do faraó, no qual sete vacas magras devoram sete vacas gordas e sete espigas mirradas consomem sete espigas graúdas (Gênesis, capítulo 41).

Contudo, o famoso personagem bíblico não só previu os tempos difíceis, mas percebeu como impedir a carestia total. E, assim, sob a aprovação do faraó, utilizou a estratégia da prevenção, salvando o povo egípcio.

Em qualquer área, administrar é chegar antes.

 

PARA O FIM DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Comemoramos o Dia Internacional contra a Discriminação Racial em 21/3. Aproveito para destacar aqui o livro “Racismo: cotas e ações afirmativas”, do jornalista e cartunista Maurício Pestana, elaborado a partir de entrevistas da seção “Páginas Pretas”, da revista “Raça Brasil”.

Ao prezado autor, meu agradecimento pela fraterna dedicatória: “Para o Paiva Netto, o qual muito admiramos pelo brilhante trabalho e contribuição que tem dado ao longo dos anos para os que realmente precisam”.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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A verdadeira alforria do ser humano e de seu Espírito imortal será aquela fortalecida pela cultura do respeito mútuo, cuja riqueza consiste na multiplicidade de ideias em favor da Paz entre todos. Igualmente virá pela Instrução e pela Educação, iluminadas pelo sentido da Espiritualidade, que é Amor e Justiça, Ciência e Amor, para todas as etnias. Libertar-se é ter, acima de tudo, discernimento espiritual, de preferência em consonância com esta instigante sugestão do Sublime Reformador: “Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas” (Jesus — Mateus, 6:33). Porquanto, de uma maneira ou de outra, todos reconhecem Nele personalidade ímpar.

A Sua passagem pelo Planeta tem afastado da soberba o sentimento de multidões inumeráveis: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, seja esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja esse servo de todos” (Jesus — Marcos, 10:43 e 44).

“Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra” (Jesus — João, 8:7).

Ora, quem não erra neste mundo?!...

Jesus projetou-se na História para ensinar-nos, com o Seu próprio exemplo, um roteiro ideal para a Paz: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Jesus — João, 13:34 e 35).

 

Mensagem aos crentes e ateus

A mensagem desse Excelso Benfeitor sobrepaira além de religiões, ideologias, etnias. Fala às almas de crentes e ateus e nada tem a ver com os excessos de diferentes gerações que se martirizaram pelos séculos. Os seres humanos deveriam ecumenicamente estudá-la, esmiuçando o Seu pensamento ético, social, econômico, filosófico, político e religioso, singularizado no gesto de socorrer, na angústia e no desespero, as viúvas e os órfãos, os sedentos e os famintos, os nus, os enfermos e os presos, de corpo e de Alma (Jesus — Mateus, 25:34 a 40).

A nossa homenagem, pois, ao Libertador Divino, que primeiro nos alforria de nós mesmos, indicando-nos o caminho da Luz Celeste. A síntese do Seu Evangelho, a Solidariedade, emancipa as criaturas de todas as origens, visto que as transforma de dentro para fora: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto aprendi com meu Pai vos tenho dado a conhecer” (Jesus — João, 15:15).

 

A essência da Fraternidade

Que a noção de Sua elevada sapiência possa levar-nos a melhor compreendê-Lo, para melhor senti-Lo no Seu ingente esforço pelo congraçamento dos povos, de modo que venha a acontecer, na essência da Fraternidade, “um só Rebanho para um só Pastor” (Jesus — João, 10:16), que é Deus, ou, para os que Nele não acreditam, a aspiração mais exalçada de que tanto carecemos para que haja a continuidade da vida no Planeta que nos acolhe. É a harmonia de gente amadurecida, formada por negros, brancos, amarelos, mestiços, enfim, seres humanos e espirituais, porquanto só existe uma raça, a Raça Universal dos Filhos de Deus. Afinal, desde a monera, quem não é miscigenado neste mundo?

Eis a mais inadiável caridade que Ele nos oferece nesta época de tanto egoísmo: para libertarmo-nos, precisamos libertar; para salvarmo-nos, necessitamos salvar. É a Lei da Reciprocidade (de que também falava Confúcio — 551-479 a.C.). “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Jesus — Mateus, 7:12).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Oito de março é o Dia Internacional da Mulher, que tem sido vítima, em pleno século 21, das maiores atrocidades, entre elas o execrável estupro. Crime inafiançável. Uma vergonha para a Humanidade.

No Preâmbulo da Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), aprovada em 16 de novembro de 1945, temos a descrição desta realidade: “Se as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos homens que devem ser construídos os baluartes da Paz”. Em 2003, fiz questão de abrir meu livro “Reflexões da Alma” com esse ensinamento. Ele realmente traça os nossos planos de trabalho. Contudo, considero importante evidenciar que essa acurada advertência diz respeito aos seres humanos em geral e não apenas ao gênero masculino.

Este mês, na revista “Boa Vontade Mulher”, edição especial para a ONU, destaco o protagonismo da mulher na construção da Paz.

Eis a abertura do documento que preparei, editado em português, inglês, francês e espanhol:

Meus cumprimentos às delegações internacionais, às autoridades e a todos os participantes que decididamente se reúnem aqui, em Nova York, EUA, entre os dias 9 e 20 de março de 2015, durante a 59ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, organizada pelas Nações Unidas (ONU), com o nobre intuito de discutir o tema central: “Beijing+20 (2015)”. Promove-se, assim, profunda reflexão a respeito dos avanços e retrocessos havidos desde 1995, quando ocorreu em Pequim, na China, a Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, que definiu como foco principal trabalhar pela igualdade de gênero e lutar contra a discriminação de mulheres e meninas em todo o orbe terrestre.

É sempre com muita honra que a Legião da Boa Vontade (LBV), desde o início, tem prestigiado tais debates com sua contribuição e se empenhado na defesa desse fundamental objetivo, sobretudo em um globalizado mundo belicista.

Quando participamos daquele memorável encontro, em 1995, endereçamos aos conferencistas mensagem publicada anteriormente na revista “International Business and Management”, em 1987, com o seguinte título: “Não há mundo sem a China”. Nela, entre outros tópicos, escrevi:

O caminho da LBV é a Paz. Chega de guerras! A brutalidade é a lei dos irracionais, não do ser humano, que se considera superior. Defendemos a valorização da criatura humana, dentro da imprescindível igualdade, antes de tudo espiritual, de gênero, porquanto a riqueza de um país é o seu povo. (...)

Façamos nossas estas palavras do Apóstolo Pedro, constantes de sua Primeira Epístola, 3:11: “— Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz e siga-a”.

Essa tão almejada Paz, legítima, necessária, antídoto para os problemas espirituais, sociais e físicos, a exemplo das crises globais, será alcançada quando também não tivermos mais toda e qualquer discriminação contra as mulheres e as meninas (na verdade, as crianças de ambos os sexos). Assim, garantiremos a elas o empoderamento e a autonomia para serem protagonistas no desmantelamento da crueldade absurda, que campeia o íntimo endurecido de indivíduos, com o sentimento materno que nasce no coração de cada uma — independentemente se forem mães de filhos carnais, pois brado, com todas as minhas forças, que todas as mulheres são mães.

(Continua)

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Infelizmente, até os dias que correm, costumamos, em geral, nos lembrar de Deus quando sérios problemas batem à porta da nossa vida. É o que mais se vê. No entanto, a despeito disso, Ele se manifesta com Seu Amor a todos os Seus filhos, independentemente de crenças ou descrenças, em suas várias gradações. É só observar os modelos notáveis de Fé, de superação da Dor, por toda a jornada humana.

E mais: a Promessa Dele acerca do fim da Dor punitiva — que só existe por consequência das más ações do ser humano —, encontramo-la no Apocalipse de Jesus, 21:3 a 5, de acordo com a narrativa do Profeta de Patmos, João Evangelista:

“3 Então, ouvi grande voz vinda do trono [na Nova Jerusalém], dizendo: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão Seu povo, e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus.

“4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima; não haverá mais morte, não haverá mais luto, não haverá mais pranto, nem gritos, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

“5 Então, Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”.

Como se vê, o Apocalipse de Jesus é principalmente um anunciador de alegrias. Seres humanos inclinados a só enxergar tristezas são os que o andam, pelos milênios, caluniando. Quanto às notícias referentes a punições e dores, elas foram semeadas por nós. Façamos, pois, a todo momento, as melhores semeaduras! Eis o recado do Profeta Jó, desde o Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, 34:11:

“— Pois Deus retribui ao homem segundo as suas [próprias] obras (...)”.

E também em Salmos, 37:4:

“— Regozija-te no Senhor, e Ele concederá o que deseja o teu coração”.

Não são de hoje, portanto, os alertamentos.

E vejam mais o que o Pai Celestial revela, agora por intermédio do Profeta Isaías, no Antigo Testamento, 65:17 a 19:

“17 Porque eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas nem mais se recordarão.

“18 Mas vós festejareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que instituo para Jerusalém uma alegria e, para o seu povo, regozijo.

“19 E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem de clamor”.

Quando isso ocorrerá? As Profecias se cumprem no Tempo de Deus, cuja contagem difere do calendário humano. Mas cada um pode apressar ou não a vivência dessa época bem-aventurada de acordo com seu empenho pessoal em construí-la.

O eminente educador, político, jornalista e médium brasileiro Eurípedes Barsanulfo (1880-1918), em mensagem espiritual transmitida pelo sensitivo legionário Chico Periotto, realçou a necessidade de não nos apegarmos ao sofrimento, e sim encararmos os desafios, desvencilhando-nos deles e perseverando na construção de tempos mais auspiciosos:

“— Tropeços e percalços que atravancaram a nossa felicidade, não obstante as chagas que nos impõem a dor, descarreguemo-los como um para-raios no chão que nos abriga, pois surgem novos tempos de amor e alegria”.

A Dor não é um fatalismo na vida humana. Nós é que a criamos. Paremos um pouco para pensar e reconheçamos essa realidade. Se fizermos por merecer, o que nos espera é o melhor possível.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Comentarei hoje com Vocês sobre a volta de um Grande Amigo da Humanidade. É assunto que muita emoção traz às nossas Almas. Independentemente da linha de pensamento que qualquer um de nós adote, é unânime em nossos corações o anseio de ter por perto alguém que nos direcione por bons caminhos, nos exemplifique elevados caracteres de convivência espiritual, humana e social.

Observo no retorno de Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, Universal, o Divino Estadista, ao planeta Terra uma bem-aventurança para todas as comunidades.

Em minhas palestras pelo rádio, pela televisão, pela internet e pela imprensa, tenho sempre procurado analisar esse Sublime Acontecimento. Em uma delas, no meu livro Apocalipse sem medo, ainda antes de ingressarmos no atual milênio, assim considerei:

Tempo de Deus

Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Vejam bem: ressuscitou! (Evangelho, consoante Lucas, 24:1 a 12):

 

“1 No primeiro dia da semana, as mulheres que tinham acompanhado Jesus desde a Galileia foram ao túmulo, de madrugada, levando os aromas que haviam preparado.

 

“2 E acharam a pedra removida do sepulcro;

 

“3 todavia, ao entrar, não acharam o corpo de Jesus.

 

“4 Estando perplexas com o acontecimento, surgiram-lhes à frente dois Anjos com vestes resplandecentes.

 

“5 Tomadas pelo temor, baixaram os olhos para o chão. Eles então lhes falaram: Por que procurais entre os mortos Aquele que vive?

 

“6 Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que vos prometeu, quando ainda se encontrava na Galileia.

 

“7 Ele vos advertiu que o Filho de Deus seria entregue nas mãos de pecadores e, crucificado, ressuscitaria ao terceiro dia.

 

“8 Então se recordaram das Suas palavras.

 

“9 Voltando do túmulo, anunciaram todos estes fatos aos onze e àqueles que ali estavam.

 

“10 Eram Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago. Também as demais que vieram com elas confirmaram tais maravilhas aos Apóstolos.

 

“11 Esses relatos lhes pareciam como um delírio, e não deram fé ao testemunho delas.

 

“12 Pedro, contudo, levantou-se e correu ao sepulcro. Lá chegando, nada mais viu além dos lençóis de linho. Retirou-se então para casa, maravilhado com o que ocorrera”.

 

A Divina Referência

Jesus, ao terceiro dia, voltará. Mas no Tempo Dele, não conforme a contagem humana, que é cheia de equívocos. Que o diga Dionísio Exíguo (470-544). Errou nos cálculos que foram usados por Gregório XIII (1502-1585), na sua reforma do calendário, em 1582. O Cristo não se pode valer de uma cronologia que já nasceu errada e que, ainda mais, não é utilizada por muitas das nações.

Digamos, para argumentar, que o Tempo, para análise dos assuntos proféticos, deveria ser contado desde que a Terra surgiu no Universo. A partir dessa marcação, encontraríamos a data correta para a época do Retorno de Jesus, posto que assim estaríamos de acordo com o Planejamento Divino, segundo o qual este planeta foi estruturado.

Acima de tudo, não podemos nos esquecer de que o Cristo retorna todos os dias nos corações de Boa Vontade, mesmo nos daqueles que não O louvam declaradamente, porque Ele é uma Sagrada Referência ao Bem, para o qual não devem existir fronteiras intransponíveis. É um fenômeno espiritual que se dá conosco, para o qual precisamos exercitar olhos de ver e ouvidos de ouvir, como aconselha o Celeste Professor nas mensagens às Sete Igrejas da Ásia, que hoje estão no mundo inteiro envolvendo a Política, a Ciência, a Filosofia, a Economia, a Religião, a Arte, o Esporte e assim por diante.

“— Quem tem ouvidos de ouvir ouça o que o Espírito diz às igrejas do Senhor. Ao vencedor, darei a comer dos frutos da Árvore da Vida Eterna que se encontra no paraíso de meu Deus” (Carta de Jesus à Igreja em Éfeso, Apocalipse, 2:7).

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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A professora de História Iramara Fluminhan, ao chegar recentemente em sala de aula, foi surpreendida pelos alunos com um inesquecível gesto de amor e solidariedade.

A turma de estudantes cursa o 9º ano do Conjunto Educacional Boa Vontade, em São Paulo/SP, e seu nobre propósito foi manifestar carinho à querida educadora ao saber que ela enfrenta grande desafio em sua vida.

Os jovens colocaram lenços na cabeça, semelhantes ao usado por Iramara, que provisoriamente adotou o acessório por causa de tratamento quimioterápico.

Isabele Vasquez, 15 anos, autora da feliz iniciativa, que imediatamente teve a adesão dos demais colegas, explicou: “Ela é uma professora que dá conselhos, além de ser muito competente e exigente. Todos gostam muito dela, pois sabemos que isso é para o nosso bem”. Renata Santana, 13 anos, também comentou: “Isso é um carinho para uma pessoa que a gente ama muito”.

Iramara Fluminhan leciona no Conjunto Educacional Boa Vontade há 15 anos, onde são aplicadas a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico.

O testemunho de perseverança e entusiasmo dessa dedicada educadora é igualmente um destacável exemplo: “Eu falo que os desafios são presentes, sejam eles quais forem. Acredito que, em todos os momentos da vida, eles aparecem, e aqui dentro apreendi a fé, que me fortalece. (...) Estaria longe de minha prática se estivesse derrubada, completamente longe daquilo em que acredito e que tenho certeza. Então, os planos não mudam. Vivo o dia a dia e continuo o meu trabalho. Faço aquilo em que acredito, e tudo que é realizado com prazer faz com que você se levante todos os dias e fale: ‘vou realizar mais um dia na minha vida’”.

Quanto à dificuldade que vivencia na saúde, diagnosticada em meados de 2014, Iramara não se abate. “Observo tantas pessoas que enfrentam problemas muito mais graves do que o meu, de modo que não tenho o direito de me sentir mais vitimada do que qualquer outro ser humano que esteja vivendo a fome ou o abandono, por exemplo. Eu me sinto agradecida pela qualidade das coisas que tenho, desde os médicos até os meus colegas de trabalho e os meus alunos”, afirma.

A meritória ação estudantil, realmente digna de receber nota 10, tem uma razão, segundo a docente: “Amor, que é o que a gente ensina aqui dentro [no Conjunto Educacional]. Sou uma pessoa extremamente exigente, cobro o tempo todo deles, porque sabem que o futuro só depende deles mesmos, de maneira que vejo essa ação dos alunos como uma atitude de amor, de respeito, de solidariedade. Tudo aquilo que a gente ensina aqui se consegue visualizar nas atitudes de todos os nossos estudantes. Não são diferentes de nenhum outro adolescente, (...) mas eles têm amor uns pelos outros, amor pela escola em que estudam e amor pelos seus professores”.

Eis, portanto, uma mostra de que a formação de seres humanos solidários, generosos e justos não é utopia. Aliás, essa lição dos moços, cujos dados colhi no site da LBV, tem sido apreciada pelos internautas, que a estão espalhando pelas redes sociais. As boas causas merecem ser compartilhadas.

Professora Iramara, que Deus lhe abençoe a saúde!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

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Volto a falar-lhes do gravíssimo problema da falta d’água, que persiste em invocar nossa meticulosa atenção, seguida de atitudes acertadas.

Na série de palestras que proferi no início dos anos 1990, a respeito do Apocalipse de Jesus, a fim de torná-lo mais acessível aos simples de coração, trouxe, por exemplo, ao debate a questão da possível guerra pela água em várias regiões do planeta, já àquela altura noticiada pela imprensa.

Com tristeza e preocupação, vivenciamos nos dias atuais, até mesmo em metrópoles brasileiras, o trágico fantasma da carência de água.

Além dos fatores climáticos, que, desde a Revolução Industrial, mais fortemente influenciamos de forma condenável, o que temos feito com esse precioso líquido, fator básico da vida?

É fácil observar no mundo o ato criminoso do desperdício. Às crianças, aos jovens e aos adultos, insisto neste ensinamento: a migalha de hoje é a farta refeição de amanhã. E, por extensão, a gota d’água de hoje é o abundante manancial do amanhã. E, nestes tempos, de agora mesmo. Ajudemos a evitar o pior.

Em “Apocalipse sem medo” (2000), ressaltei que, apesar dos esforços ecológicos de muita gente boa, o ser humano ainda vive a poluir tudo, como na advertência do Profeta Isaías, 24:5: “Na verdade, a Terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a Aliança Eterna”.

A água tornou-se pouca em diversos pontos do orbe, mas continua sendo maltratada. E o líquido potável corresponde a menos de 3% do que existe no planeta. O restante é principalmente água salgada, em torno de 97%. Como é que as coisas ficam? (...) Preservá-la não se resume a medidas de governos. Exige decisivos cuidados que precisamos nós, cidadãos, ter também com ela. É necessário que deixemos de ser meros observadores e passemos a atuar como ativos participantes. Afinal de contas, está em jogo a nossa própria existência. Exato: nossa própria vida! E a correção disso demanda Justiça e Boa Vontade, vistos como antídoto contra a ganância, que, de tão cega, não percebe estar cavando a sepultura inclusive para si mesma.

 

AQUECIMENTO GLOBAL

No dia 16/1, a Agência Brasil divulgou que 2014 foi o ano mais quente desde o início dos registros de temperatura, em 1880. A informação é da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. O órgão norte-americano acrescenta que “o aumento da temperatura se espalhou por todo o mundo. As regiões onde foram registrados recordes de calor estão no extremo Leste da Rússia, a Oeste do Alasca, no interior da América do Sul, na maior parte do continente europeu, no Norte da África e também nas regiões costeiras do Leste e do Oeste da Austrália”.

A cada pesquisa nova apresentada, a Ciência se convence de que a atuação humana tem apressado o aquecimento global. E as consequências estão aí, à vista de todos. A complexidade dos desafios se intensifica, incluída a que afeta diretamente a economia das nações.

O Apóstolo Paulo, há dois milênios, em sua Epístola aos Gálatas, 6:7, deu uma lição que poderia repetir hoje literalmente: “Ninguém se iluda, porque Deus não se deixa escarnecer. Aquilo que o homem semear, terá de colher”.

Ouçamos o alertamento bíblico. O Pai Celestial certamente aguarda de nós bom senso e muito trabalho em prol do bem-estar da Humanidade. Peçamos a Ele proteção para as providências terrenas; chuva para os lugares secos; um clima mais equilibrado para a saúde das pessoas. E não desprezemos o poder da oração e da vigilância coletivas.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com


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Em 21 de janeiro, promovemos, nas cidades de Brasília/DF, Maringá/PR, Recife/PE e Salvador/BA, Atos Ecumênicos pela Paz, para celebrar o Dia Mundial da Religião.

O Ecumenismo Divino, que propomos seja vivenciado pelas populações da Terra, visa à união de todos pelo bem de todos; por exemplo, na decidida busca de soluções dos graves problemas, como o da falta d´água em vários lugares no Brasil e no mundo.

Trabalhamos diuturnamente a fim de que os corações conquistem o estado ideal de entendimento justo, respeitoso e fraterno, que deve imperar na Religião, na Política, na Ciência, na Filosofia, no Esporte, na Arte, nas relações internacionais, na Cultura em geral, em qualquer parte.

Tivemos o prazer de contar, no Templo da Boa Vontade (TBV), com a presença da dra. Ideli Salvatti, ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República.

Suas palavras à Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV, imprensa e internet) demonstram a relevância desse modesto esforço de Fé Realizante:

Foi uma grata surpresa visitar o Templo da Boa Vontade, e eu a faço num dia também muito especial, porque Deus é fonte de Vida. Então, é muito importante estarmos aqui, participando deste momento. É a garantia de que, no nosso país, há gente que trabalha arduamente para dar respeito à liberdade de crença; que cada brasileiro ou brasileira tem o direito de escolher a sua religião ou o direito de não ter uma religião; de poder praticar o seu culto; e de que o Estado continue absolutamente laico, permitindo a todos expressar, manifestar e praticar a sua religião.

“Então, é um momento especial. O Brasil pode dar um grande exemplo, como já damos na convivência entre as etnias, entre as diversas raças, culturas. Que a gente também dê este exemplo para o mundo de Paz e convivência pacífica, pela profissão de Fé que cada um tem o direito de ter!”.

E prossegue a ilustre ministra: “Hoje, o Templo da Boa Vontade, que é um local ecumênico, recebe esse evento, inclusive num dia que foi instituído pela Presidência da República como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Para nós, realmente é uma forma muito simbólica de marcar o compromisso do governo da presidenta Dilma, do Estado brasileiro, com respeito à diversidade religiosa. Que todas as pessoas possam exercitar e professar a sua Fé e com plena e ampla liberdade de culto, respeitosamente!

O Paiva Netto é um grande parceiro, a LBV é uma grande parceira, um ator importante na luta da garantia da promoção e da defesa dos Direitos Humanos no nosso país”.

Aos que se encontravam na Nave do TBV, ela gentilmente declarou: “Em meu nome, em nome da presidenta Dilma Rousseff, quero saudar de forma fraterna, de forma solidária, a todas as lideranças religiosas que comparecem a este tão importante ato que a Legião da Boa Vontade propicia neste Dia Mundial da Religião e Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”.

Ao término de seu pronunciamento, a sra. Ideli fez uma saudação por demais significativa: “Que a Paz de Deus, sob todas as formas que Ele se apresenta, esteja no meio de nós, esteja conosco. (...) E que a paz de todos esteja sintonizada com a Paz de Deus!”.

Assim seja para nós, cidadãos do mundo, hoje e sempre!

 

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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A revista científica “Explore”, editada em Amsterdã, na Holanda, divulgou importante trabalho do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora/MG (NUPES-UFJF) em parceria com o Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

Trata-se da análise de treze cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier (1910-2002) atribuídas a Jair Presente, autor espiritual que falecera em 1974. O conteúdo delas, seguindo os devidos critérios de avaliação, foi considerado autêntico.

O estudo foi assinado pelos doutores Alexandre Caroli Rocha, Denise Paraná, Elizabeth Schmitt Freire, Francisco Lotufo Neto, sob a orientação do psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, diretor do NUPES-UFJF.

O site www.explorejournal.com/article/S1550-8307(14)00108-6/abstract disponibiliza ao internauta resumo desse interessante artigo, extraído da edição de setembro-outubro/2014.

Esses fatos me fazem recordar trecho da entrevista que concedi, em 2000, ao jornalista Alcione Giacomitti, publicada por ele no livro “Os Pilares da Sabedoria de um Novo Mundo”:

Afirmei, na década de 1980: a Ciência, iluminada pelo Amor, eleva o homem à conquista da Verdade. A posição filosófica adotada pela Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo ante os desafios do conhecimento universal obedece ao bom senso: a questão não é acreditar ou deixar de crer, mas, sim, saber se determinado fato constitui ou não uma verdade absoluta. E cabe, evidentemente, à Ciência a sua devida comprovação. Por sinal, costumo dizer que o que a Religião intui a Ciência um dia comprovará em laboratório. (...) A ciência convencional terá (sempre) de ser reapreciada para absorver os muitos dados novos coligidos pela chamada ciência de ponta. Entretanto, precisará incluir também nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois essa conclusão é muito cômoda. Deverá fazê-lo como realidade pluridimensional, em que existe o prolongamento da vida consciente e ativa do Ser, nas esferas ainda invisíveis ao sentido visório. (...)

Chegaremos lá.

A espiritualidade, em suas mais diversas formas de manifestação, é marcante na história do Brasil. Melhor, nenhum país no planeta está isento dessa decisiva influência. Tenho-lhes afirmado que o espírito de religiosidade, outro nome que igualmente identifica a espiritualidade, nasce com o ser humano. E o seu desenvolvimento na prática do Bem é roteiro acertado.

Esse tema, ainda que alguns não queiram lhe dar o justo crédito, está sempre na pauta de atividade dos estudiosos, dos pesquisadores, dos historiadores, dos religiosos e dos cientistas de vanguarda.

Há pouco tempo, a renomada historiadora brasileira Mary del Priore lançou “Do outro lado”, em que procura descrever a maneira com que nossos antepassados lidavam com o mundo dos Espíritos. Segundo a sinopse da obra, “é uma narrativa instigante sobre um assunto que chama a atenção tanto daqueles que creem em tudo quanto daqueles que não creem em nada, mas que desejam acima de tudo conhecer cada vez mais um pouco da história de nosso país”.

Meu particular agradecimento à competente autora pela fraterna dedicatória que me enviou: “Ao caríssimo Paiva Netto, com admiração e o abraço de Mary”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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O exemplo de Jesus simboliza, há mais de dois mil anos, a possível convivência pacífica entre os povos permanentemente.

Um dos mais nobres propósitos de todos os cristãos de Boa Vontade é perseverar, com fé realizante, no anúncio da Volta Triunfal do Cristo Ecumênico, ou seja, universal, o Divino Estadista, ao nosso convívio no planeta. Considero sempre oportuno tratar com vocês a respeito desse tema.

A abrangência da Boa Nova, que o Benemérito e Altruísta Filho de Maria e José nos apresentou, demonstra que Sua presença entre os seres da Terra jamais deve sugerir receio aos irmãos em humanidade que não professem o Cristianismo.

Jesus não gera incômodo ao bom senso humano. Sublime Benfeitor, Ele vem para somar no pleno progresso sustentável, espiritual, material, ético e social que trabalhamos por atingir.

 

O CRISTO SOBRE AS NUVENS

Para dar minha modesta contribuição ao assunto, lancei, há alguns anos, “Apocalipse sem Medo”, no qual reuni algumas das palestras que venho fazendo pelo rádio, pela TV (e pela internet) desde a década de 1960.

Mas vejamos este ponto: que significa também Jesus vir sobre as nuvens?

No Apocalipse, 1:7 e 8, lemos:

“7 Eis que Jesus vem com as nuvens, e todos os olhos O contemplarão, até mesmo os daqueles que O traspassaram. E todas as nações da Terra se lamentarão sobre Ele. Sim. Amém.

“8 Eu sou o Alfa e o Ômega, o A e o Z, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, Aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso Deus”.

Quem profere essa previsão confortadora sobre a Volta Triunfal de Jesus é o próprio Deus (versículo 8).

Não temamos, pois, o Livro das Revelações, que anuncia que Ele vem sobre as nuvens, isto é, no Alto, para sublimar nosso conhecimento na Religião, na Ciência, na Filosofia, na Política, na Economia, na Arte, nos Esportes etc., por força do que Ele conhece muito bem: o Amor Fraternal e a Justiça Divina.

Dia virá em que testemunharemos toda a sabedoria terrestre receber a Sua incomparável Claridade. É necessário que os jovens concebam isso e passem a analisar os fatos humanos, pessoais e internacionais, sob a luminosidade dos ensinos Dele; livres, porém, de qualquer fanatismo. Jesus não é algema, mas liberdade sem libertinagem ou drogas e outros desatinos que nada mais significam do que a implacável destruição do indivíduo.

 

APOCALIPSE SUPERIOR A NOSTRADAMUS

A expressão marcadamente cifrada do Livro das Profecias Finais serve para provocar nossa curiosidade. Se tudo estivesse destrinchado, vocês o leriam de uma só vez e ainda exclamariam: “Bah!”.

Bom exemplo para essa argumentação é o de Nostradamus (1503-1566). Todos falam nele... Mas poucos alcançam uma definição palatável do que previu. É porque o vidente de Salon escreveu de tal maneira labiríntica que há mil e uma interpretações para o que pretendeu transmitir. (...) Eles vivem, então, mesmo sem o demonstrar, atentos ao que o áugure francês disse, justamente pelo apetite de decifrar seus escritos e conceituar tais vaticínios. Isso faz parte do espírito das gentes.

Ora, o Apocalipse, por ser de Jesus, é superior às previsões do autor das Centúrias. Notamos isso claramente quando, tendo “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, procuramos interpretá-lo em Espírito e Verdade, à luz do Mandamento Novo do Cristo (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35): “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros”. Isto é, jamais sob a visão do ódio que procura esmagar as criaturas.

Salve o Natal Permanente de Jesus!

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Entre as ilustres personalidades que prestigiaram a sessão solene do Jubileu de Prata do Templo da Boa Vontade, TBV, em 8/11, estava o professor doutor Jair de Carvalho e Castro, chefe do Serviço de Otorrinolaringologia, da 2ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Ao falar às mais de 100 mil pessoas que participaram dos 25 anos do Templo do Ecumenismo Divino, ele ressaltou o modelo de superação da escritora e conferencista norte-americana Helen Keller (1880-1968), que viu representada no Painel “A Evolução da Humanidade”, do Salão Nobre do TBV: “Eu, como médico, observei a figura de uma mulher americana que ficou cega e surda. Ela conseguiu ser uma grande ativista, a primeira pessoa a defender os direitos dos pacientes com deficiência física. É isso aí! Então, é exemplo para todo o mundo até hoje”.

Na sequência, o competente clínico nos transmitiu uma esperançosa informação: “Hoje, temos a felicidade de poder dizer, por exemplo, na minha área de atuação, que é a otorrinolaringologia, que ninguém precisa mais ficar surdo. Temos 99% de chance de trazer a audição para as pessoas. A audição é que coloca o ser humano em contato com outros. Temos a televisão, o rádio, mas é o som, é a voz humana que leva o carinho e leva a emoção para todos. Estou muito honrado, emocionado de conhecer esse trabalho. O Templo se destaca, se levanta acima do Planalto e abençoa os que aqui vêm do Brasil e do mundo”.

E prosseguiu: “Queria agradecer primeiro a vocês, legionários, porque sozinho ninguém faz nada. Se o presidente Paiva Netto construiu uma obra é porque se cercou de boas pessoas e de pessoas como vocês, que são o maior patrimônio da LBV”.

Exato! Não há estrutura — seja ela espiritual, material, social — que se torne expressiva sem o decisivo apoio de seres humanos e espirituais de Boa Vontade. Um país só realmente progride com a multiplicação dos bons caracteres e a capacidade realizadora de seu povo.

O dr. Jair teve ainda a gentileza de me encaminhar uma correspondência sobre sua estada no TBV, da qual compartilho com Vocês alguns trechos: “A viagem a Brasília foi um grande e maravilhoso momento, no qual pude observar que aqueles que têm o coração e a mente voltados para o bem comum e a felicidade adquirem uma Força Celestial. E esta se transforma em energia renovadora, que se expande para todas as partes deste nosso grande Brasil e além de nossas fronteiras, levando a palavra e Jesus para aqueles que Nele creem, acolhendo outras religiões e os que dizem que não têm nenhuma crença (a meu ver é uma forma de crença também).

“Agradeço a acolhida e a oportunidade de estar em um evento ímpar e da maior importância social e de acolhimento a uma multidão maior do que a maioria de nossas cidades; um encontro transmitido por quase 2 mil emissoras de rádio, TV e internet para o Brasil e vários outros países. (...)

“Forte abraço do amigo e admirador, Jair de Carvalho e Castro”.

Ao amigo professor doutor Jair, o meu agradecimento e o fraterno abraço dos legionários da Boa Vontade.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 

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É digna de respeito e louvor a biografia da célebre ativista social, escritora e conferencista norte-americana Helen Keller (1880-1968). Embora se saiba que, aos dezoito meses de vida, estava cega e surda, tornou-se, com o imprescindível apoio de sua amiga e professora Anne Sullivan Macy (1866-1936), um dos mais importantes ícones da luta pela qualidade de vida dos que têm deficiência. Um de seus pensamentos que mais admiro adverte: “Até que a grande massa de pessoas seja preenchida com o senso de responsabilidade para o bem-estar de todos, a justiça social jamais será alcançada”.

Coragem e Perseverança

Apesar do encantamento que histórias como essa despertam, enganam-se os que acreditam que se trata de acontecimentos esporádicos da coragem e perseverança humanas. Na verdade, exemplos semelhantes ao de Helen estão por todo lugar, habitando, com frequência, o cotidiano. No que se refere à perda da audição, temos, atualmente no Brasil, quase 6 milhões de pessoas nesse estado.

Numa entrevista conduzida por Daniel Guimarães, no programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), os atores Sueli Ramalho e Rimar Segala, irmãos surdos de nascença, narraram belas experiências da trajetória de vida de ambos.

Ao ser indagada sobre de que modo encarava ausência de som na infância, Sueli comentou: “Sou filha de pais, avós paternos e bisavós surdos. Para mim, era normal. Minha língua materna sempre foi a de sinais. Eu achava que o mundo lá fora era deficiente. A gente morria de dó das crianças na rua, pois achava que mexiam a boca porque estavam com fome, porque não tinham chiclete ou bala na boca. Que mundo diferente é esse que não tinha chiclete? (risos) Queria ensinar todas essas pessoas a falar com as mãos. Era essa a minha preocupação”.

Por sua vez, Rimar Segala, por gestos traduzidos pela irmã, comentou: “A trajetória da Sueli foi diferente da minha. Embora sejamos surdos, a forma de comunicação é totalmente diferente. Sueli aprendeu [com ajuda de aparelho] a falar. Eu ainda não desenvolvi a fala. Quero muito falar com a sociedade ouvinte (termo que utilizamos para a pessoa que normalmente escuta)”. Sueli complementou: “Foi muito difícil aprender a língua portuguesa. Levei muitos anos para aprender a me comunicar com a sociedade ouvinte, porque o nosso recurso é totalmente visual. Ainda ‘apanho’ da língua portuguesa!”. [risos]

Companhia Arte e Silêncio

Fundadores da Companhia Arte e Silêncio, eles perceberam, desde muito cedo, pela influência do pai, que a educação e a arte poderiam ser instrumentos valiosíssimos no auxílio ao deficiente auditivo. Rimar explicou: “Em minha casa tinha muita cultura. Meu pai ficava contando histórias da Bíblia, de Moisés, e quando fui para a escola especial de surdos, percebi a falta de sensibilidade com a parte didática, da história da educação do surdo. Consegui com a minha família tudo o que aprendi. Então me sobressaía nessa escola. Quando me graduei em Matemática, acabei criando uma história, uma adaptação através dela. Comecei a ser um criador de histórias. Isso acabou me direcionando para o teatro”.

Ainda sobre o papel da educação, Sueli afirmou que “a maior dificuldade que as crianças surdas têm é da comunicação na própria família. É nela a primeira educação. Muitos pais querem aprender a se comunicar com seus filhos, mas não sabem como. Alguns deles ‘jogam’ as crianças na escola achando que o professor tem que fazer um milagre, como se a surdez fosse uma doença, por não possuírem a correta informação. Daí termos montado a peça ‘A Orelha’”.

Cônscios do valor da arte no processo de incluir socialmente os que não possuem a audição, em especial crianças, Sueli e Rimar montaram a peça “A Orelha”. Comenta Sueli: “Começamos a dar aulas de Libras [Língua Brasileira de Sinais] aos pais das crianças e, ao mesmo tempo, a ensiná-los a apresentar uma peça de teatro para os filhos. A peça mostra, através do humor, a realidade da cultura surda e como você pode abordar um surdo. A língua de sinais me ajudou a falar. Não proíbam o uso das mãos. É o nosso recurso, nossa visão”.

LIBRAS

Em 24 de abril de 2002, tivemos a promulgação da Lei 10.436, que oficializou a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Entretanto, equivocam-se os que a consideram uma tradução [por gestos] da língua portuguesa. Ela tem estrutura e gramática próprias. Rimar Segala explica: “O português é uma língua oral, a Libras é visual [gestos, expressão corporal e facial]. (...)”.

O que poucos sabem é que os surdos também têm sotaques diversos: “Citemos, como exemplo, o gesto para significar ‘Mamãe’. Existe uma série de sinais linguísticos para essa palavra”. E para demonstrar a riqueza da Libras, apresentou diferentes formas de dizer “boa tarde” nos Estados do país.

Realidade Brasileira

Analisando a realidade de muitas famílias, Rimar assinala: “Todas as mulheres quando engravidam sonham ter um filho saudável, lindo. Quando nasce com problema de surdez, elas levam um susto pela diferença e, então, bate o desespero. Sem preparo, tratam a criança surda no modelo da ouvinte. Não percebem que esse diferencial é simplesmente outra cultura. Esse programa está sendo muito importante, ao passar informações para todas as mães que estão nos assistindo. Se vocês tiverem um filho surdo, por favor, procurem aprender a língua de sinais, entender todas as culturas. Respeitar essa grande diferença é um extraordinário investimento para o futuro do surdo, para unir a família”.

Outro ponto de relevância é a inserção no mercado de trabalho. “Será que surdo pode trabalhar? Qual cargo certo? Posso deixar o telefone na mesa? O desconhecimento é muito grande. A peça ‘Palhaços no RH’, que criamos, mostra qual é o parâmetro que podemos utilizar numa empresa que tem uma pessoa com deficiência auditiva”, acrescenta Rimar.

Os dois irmãos atores trazem, ainda, dicas de bom convívio: “O surdo é visual. Não adianta nem gritar, caso não esteja na visão dele. Se houver um interruptor por perto, acender e apagar as luzes faz parte da cultura surda”, explica Sueli. “Ou então chegue perto do surdo e chame-o. Também é importante que todos os funcionários possam conhecer pelo menos o básico da Libras. ‘Oi, tudo bem?’ é um cumprimento que nos faz sentir inseridos na sociedade”, completa Rimar.

Por fim, o ator Rimar Segala revelou coincidência envolvendo a estampa de Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, Universal, o Divino Estadista, bastante difundida pela LBV. “Desde pequeno sempre via na televisão um símbolo muito importante, a imagem de Jesus Cristo. Hoje vi a mesma imagem aqui. Quero agradecer à LBV, porque é fundamental para todo o Brasil pensar em inclusão. Estou muito agradecido. Parabéns!”.

Grato a vocês por compartilhar tanta perseverança e coragem. Uma experiência de vida que inspirará muita gente. Para outras informações, acesse www.ciartesilencio.com.

Aliás, o assunto vem despertando interesse entre os leitores, a exemplo de Haroldo Rocha (Porto/Portugal), Marcos Antônio Franchi e Mário Augusto Brandão (Glorinha e Gravataí/RS, respectivamente) e Regina Santos (Curitiba/PR). Minha saudação a todos.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Ampliemos a solidariedade, não apenas naquilo que se vê fácil; há dor muito maior que não se mostra, até por timidez. Aprendamos a acudir, antes que seja tarde, os que não conseguem nem buscar ajuda. Eis a elevada Caridade espiritual e social, cuja percepção e prática devemos desenvolver. São palavras simples, que o povo sabe viver e entende.

Expus esse tema na sessão solene dos 25 anos do Templo da Boa Vontade, o Templo do Ecumenismo Divino, em Brasília, no sábado (8/11). Foi uma satisfação imensa para mim interagir com as ilustres personalidades presentes e os milhares de peregrinos de Boa Vontade que compareceram, abrilhantando o Jubileu de Prata do TBV.

Segundo a comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, tenente-coronel Sheila Sampaio: “A quantidade de pessoas que passaram pelo Templo da LBV, durante as festividades de aniversário, superou a marca de 100 mil”. E tudo transcorreu em paz, conforme ela também destacou.

Apresentei-lhes e aos que me acompanhavam pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação, formada por mais de 1.900 emissoras de rádio, além de rede nacional de TV e internet, um trabalho, no qual estive empenhado. Trata-se de “Jesus, a Dor e a origem de Sua Autoridade”. Nesse livro e nas demais obras que tenho lançado, apenas almejo expressar aquilo que penso ser bom para os que me honram com a leitura. Essa não é uma peça com aspirações literárias, mas somente o resultado de tantos diálogos meus com os Simples de Coração, acerca do Evangelho-Apocalipse de Cristo Jesus, em Espírito e Verdade, sempre à luz do Seu Mandamento Novo, o qual atesta a importância do Amor Divino na existência de homens, povos e nações.

E quando me dirijo aos Simples de Coração, não faço escolha de classe social, nível cultural, preferência política, religiosa, étnica. Falo à inteligência do sentimento, riqueza inestimável do Espírito.

Na abertura, escrevi: Tudo é espiritual, seja para o Bem ou tristemente para o mal. Rimou e é verdade. Daí a minha preocupação em demonstrar-lhes, por exemplo, que a reforma do social vem justamente pelo espiritual (...).

Pode parecer, algumas vezes, a certos leitores ou leitoras, que eu não entenda espiritual e religioso como sinônimos. É que, no campo mais elevado das ideias, deste modo geralmente não o são. Pelos conceitos humanos, Religião é aquilo que todo mundo compreende como tal: a-p-e-n-a-s r-e-l-i-g-i-ã-o! Isto é, aquilo que se enquadra numa respeitável tradição de fé. Mas chegará o dia em que qualquer um poderá alcançar, pelo entendimento desenvolvido, que, como já lhes afirmei, tudo é espiritual, não somente na esfera religiosa, bem como na política, na filosófica, na científica, na artística, na econômica, na esportiva, na vida doméstica ou pública, e assim por diante.

Desejo-lhes uma boa viagem nas cordiais páginas desta obra.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Até 8 de novembro, ocorrem as celebrações dos 25 anos do Templo da Boa Vontade (TBV), completados no último dia 21 de outubro.

Quando inaugurei o Templo do Ecumenismo Divino, em 1989, tivemos a primeira audição mundial da “Sinfonia Apocalipse”, que compus, em 1987, com a parceria do saudoso maestro Almeida Prado (1943-2010). Sob a regência de Achille Picchi, ela foi apresentada pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro para a multidão que lotava a Praça Alziro Zarur, em frente ao TBV. O coro, nessa melodia, chama, repetidas vezes e com grande Fé: “Vem, Senhor Jesus!”. Trata-se de uma forte invocação à Paz.

O propósito do TBV, portanto, é contribuir para que ela seja uma realidade construída pela confraternização ecumênica de todos. Daí a oportuna sugestão do jornalista Gilberto Amaral de que o batizássemos também de Templo da Paz.

A alguém que possa argumentar que defendemos uma utopia, recordo comentário que fiz, em 1981, durante uma entrevista ao jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Parisi Rappoccio: É justo considerarmos: tudo com Boa Vontade verdadeira tem saída. De fato, os problemas nacionais e mundiais são imensos, mas por que ir por aí estigmatizando-os como situação irremediável? Decisivo realmente, e no mais esperançoso sentido, só a Vida Eterna. Este é um planeta de possibilidades para todos, inclusive no campo econômico; uns alcançam mais, outros menos. Até quando será assim? Depende de nós!

Ouçamos a defesa de Rui Barbosa (1849-1923), diplomata, político e jurista brasileiro notável, que afirmou: “— Não se evita a guerra preparando a guerra. Não se obtém a paz senão preparando a paz. Si vis pacem, para pacem”. Essa avançada máxima consta da Conferência “Os Conceitos Modernos de Direito Internacional”, conhecida como “O dever dos neutros”, que pronunciou, em 14 de julho de 1916, na Faculdade de Direito de Buenos Aires, Argentina.

Quem quer que se pense libertar das manipulações do avidíssimo mercado bélico deve conceber o espírito que inspirou o corajoso Águia de Haia, quando disse: “Se queres a Paz, prepara-te para a Paz”. É evidente que é necessária a derrubada da antiga bastilha: “Si vis pacem, para bellum” (Se queres a paz, prepara-te para a guerra), erguida desde os tempos cruéis do Império Romano. Ave, Rui!

E aqui o testemunho da bela atriz Paolla Oliveira, que recentemente esteve no TBV e se expressou sobre a Paz do local: “Isso é vida, onde todas as pessoas podem se reunir com o seu credo, com a sua fé, e seguir em frente, ficarem mais tranquilas de mente e de espírito. Ele é maravilhoso, calmo, é tudo que se espera de um lugar com arte, vida, tranquilidade. É especial mesmo. Quem estiver em Brasília, recomendo conhecer”.

 

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Os meses de outubro e novembro são marcados por datas que nos fazem recordar a genialidade de dois dos mais famosos compositores de nosso país: Heitor Villa-Lobos e Claudio Santoro. Isso porque em 1o de outubro comemoramos o Dia Internacional da Música. Já no mês de novembro, no dia 17, do ano de 1959, partia para a Grande Pátria Espiritual o consagrado carioca Villa-Lobos. Na edição 220 da revista Boa Vontade, prestei-lhe tributo à memória. Ainda em novembro, 23, mas do ano de 1919, nascia o ilustre manauara, Claudio Santoro, cuja “Sinfonia da Paz” — gravada sob sua regência, pela Orquestra Estadual e Coro Stepanov de Moscou, Rússia — abre a minha pregação do Evangelho de Jesus na Super Rede Boa Vontade de Comunicação.

Como admirador dos gênios da cultura planetária e reconhecendo na música um papel transcendente de elevação do ser humano, sempre que posso utilizo-me do tesouro melódico para estabelecer analogia entre ele e os augúrios divinos, de modo a facilitar o entendimento do povo a respeito do código aparentemente indecifrável do Apocalipse de Jesus. O escritor e crítico literário José Geraldo Nogueira Moutinho, em “Musicália”, esclarece que “a música absorve o caos e o ordena.

Em Apocalipse sem Medo (1999), no capítulo “Apocalipse e universalismo”, comento que Arturo Toscanini ensinava, mutatis mutandis, que ouvir música não é escutar notas. De fato, porquanto se deliciar com a grande arte de Verdi, Tchaikovisky, Wagner, Borodin, Schumann, Debussy, Ravel, Grieg, Sibelius, Irving Berlin, Gershwin, Grofé, Chiquinha Gonzaga, Noel, Cartola, Caymmi, Jobim, João Gilberto, Caetano, Gil, Chico Buarque, Toquinho, Guerra Peixe, Carlos Gomes, Padre José Maurício, Francisco Braga, Lorenzo Fernandez, Augusto e Alberto Nepomuceno, Guerra Vicente, e tantos mais, é integrar-se no sentimento da mensagem melódica que o compositor quis transmitir ao ouvinte.

Assim é com o Apocalipse, seu recado não está na letra, “que mata”, mas no espírito de salvação que, por meio do amor de Quem fraternalmente adverte, desce do Criador à criatura.

 

Para que existe a Mensagem Divina

O que procuro destacar, na pregação ecumênica do Evangelho-Apocalipse, é a parcela de Deus que habita todo ser humano, seja ele religioso ou ateu; amarelo, branco, negro ou mestiço; civil ou militar; analfabeto ou letrado; da direita, esquerda ou centro ideológicos, ou mesmo apartidário.

Se o homem não for ao encontro da solidariedade, na vivência particular ou coletiva, onde iremos parar?

O cosmos é música, que, na definição de Paul Claudel (1868-1955), “é a alma da geometria”. Logo, temos de achar os sons que com abrangência universal nos confraternizem. Para isto é que existe a Mensagem de Deus, que frontalmente se contrapõe à intolerância indesculpável.

 

Trombetas e compositores

Ainda na citada obra, no capítulo “Trombetas e compositores”, aponto que até hoje há quem exclame: “O Apocalipse é o desamor de Deus para com a Humanidade!”. Estarão certos? Veremos que não.

Vamos por partes: o que diz a sabedoria antiga? “O pensamento é o alfaiate do destino”.

Com as nossas ideias e atos, acabamos por desvendar a nossa intimidade. Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, Universal, o Divino Estadista, declara isto no Evangelho, segundo Lucas, 6:45: “O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau, do mau tesouro tira o mal; porque fala a boca do que está cheio o coração”.

Diante disso, os Anjos das Sete Trombetas, que, em simples análise, significam fatos políticos e fatos político-guerreiros, quando as tocam, não o fazem aleatoriamente. Estão externando o que os Sete Selos (Apocalipse, capítulos 6 e 8) revelaram acerca do nosso sentimento, expresso na partitura musical que, com as nossas atitudes, compusemos. Nós é que produzimos a trágica, ou bela, melodia que os Anjos executarão. O Apocalipse é, portanto, traçado por nós, quando respeitamos ou infringimos as normas do Criador.

Em A Divina Comédia — Paraíso, Canto XXII —, Dante Alighieri (1265-1321) poeticamente ilustra a justiça de Deus: “Nunca se apressa a espada celestial,/ nem se atrasa, a não ser pela opinião / de quem a invoca ou teme, por sinal”.

Por sua vez, Alziro Zarur (1914-1979) sentencia: “A Lei Divina, julgando o passado de homens, povos e nações, determina-lhes o futuro”.

 

Direitos, deveres e Apocalipse

Se pensarmos apenas em direitos e esquecermos os deveres, amanhã seremos cobrados pelos deveres e esquecidos pelos direitos.

Não queiramos que o Pai Celestial nos trate como crianças, quando fazemos questão de ser adultos. Cabe, aqui, feito uma luva, este pensamento do escritor francês Martin Du Gard (1881-1958): “Não há ordem verdadeira sem a Justiça”.

Evidentemente, no tocante aos dignificadores atos que realizarmos, o Apocalipse apresentará composições maravilhosas para aqueles que merecerem um mundo melhor nos milênios que conheceremos adiante. Sempre viveremos, porque a eternidade é real e a lei das vidas sucessivas é ordenação divina. Zarur conceituava: “A reencarnação é a chave da profecia”.

É preciso, pois, afinar os corações dos povos no diapasão de Deus.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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A Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena.

De vez em quando, surge alguém a falar sobre o suicídio, como se ele fosse uma glória, a do desaparecimento das dores e das perturbações da vida.

No entanto, isso é um grande engano, no qual ninguém deve precipitar-se, porquanto todo aquele que procurar no fim da existência humana o esquecimento de tudo encontrará o supremo despertar da inteligência flagrada em delito, porque, buscando o fim, achará vida e suas cobranças a respeito do que o suicida terá feito com ela.

A morte não é o término da existência humana. Como dizia o saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979), “ela não existe em nenhum ponto do Universo”.

Realmente, porque nem o cadáver está morto. Ao desfazer-se, libera bilhões de formas minúsculas que vão gerar outras maneiras de existir.

Você não acredita? Tem todo o direito. Mas se for verídico?! Premie-se, minha amiga, meu amigo, com o direito à dúvida, base do discurso científico, que, na perquirição incessante, continua rasgando estradas novas para a Humanidade.

Pense no fato de que, se o que afirmamos aqui for realidade, Você encontrar-se-á, após um pseudoato libertário (o suicídio), terrivelmente agrilhoado (ou agrilhoada). Achar-se-á em uma situação para a qual, de jeito algum, estava preparado, ou preparada. Para quem apelar se, de início, afastou de si todos os entes queridos e alegrias que teimava em não ver?! Naquele momento, tardiamente, gostaria de voltar a enxergá-los. E, somente à custa de muitas orações, que Você, talvez, jamais, ou raras vezes, tenha proferido na Terra, perceberá, num gesto de humildade, uma luz que se lhe acendam nas trevas. Apenas desse modo poderá reencetar, depois de muitas dores, cobradas por seu próprio Espírito, uma caminhada que se terá tornado mais áspera.

Como se diz aqui, na Religião Divina, “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”; portanto, nem as suas.

Meu Irmão, minha Irmã, a Vida continua sempre, e lutar por ela vale a pena. Por pior que seja a escuridão da noite, o Sol nascerá, trazendo claridade aos corações.

Ainda mais, se passarmos os olhos pelo redor do nosso dia a dia, veremos que existem aqueles, seres humanos e até mesmo animais, em situação mais dolorosa, precisando que lhes seja estendida mão amiga. Não devemos perder a oportunidade de ajudar. Àquele que auxilia não faltará nunca o amparo bendito que lhe possa curar as feridas.

Viver é melhor.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Antes que seja tarde para os inquilinos da Terra.

Há décadas, venho insistindo que a destruição da Natureza é a extinção da Raça Humana. Fica evidente que essa não é uma simples frase de efeito para chamar a atenção dessa Humanidade sempre apressada, muitas vezes, rumo ao próprio extermínio.

Em geral, as criaturas agem como se não houvesse amanhã. Desse modo, deixam de avaliar o resultado futuro de seus atos no presente. É preocupante, porque, quando os efeitos devastadores da má semeadura chegam, o quadro pode ser irreversível ou acompanhado de imensos prejuízos.

Sustentabilidade é palavra da moda. Contudo, agimos em consonância com o seu significado? Os problemas quanto aos recursos naturais aumentam a cada dia. Vejam a diminuição dos reservatórios de água em diversas cidades brasileiras!

Vez por outra, vêm à tona estudos demonstrando que qualquer ação desenfreada contra o meio ambiente traz algum tipo de desequilíbrio local ou à distância. Mesmo assim, as árvores continuam sendo “estorvo” ou objetivo de ganância sem fim na Amazônia, na Mata Atlântica, em qualquer lugar. Até quando?

Na década de 1980, pesquisadores já alertavam para o risco de a capital bandeirante vivenciar clima semelhante ao do Nordeste do Brasil. Com seguidas massas de ar seco sobre a região, falta de chuva recorrente, poluição sem controle, sua famosa marca de “terra da garoa” vai ficando no passado. Ainda que o comportamento climático também seja cíclico, isso não sugere que devamos baixar a guarda.

A esperança é que o povo, e isso em todo o orbe, desde as pessoas mais simples às que dirigem as nações, tomem atitudes decididas de preservação de nossa espécie. Se as coisas persistirem como andam, lá na frente poderemos ler anúncios assim: “Restam poucos exemplares humanos em tal localidade. A região, antes repleta de vida, se tornou hostil, foi totalmente prejudicada pela aridez, pela falta de visão de seus moradores”. Pode ser chocante, mas os filhos da atual geração e posteriormente seus netos, pedem socorro aos que hoje gastam, de maneira condenável, o que o planeta lhes oferece.

É claro que muita gente idealista e também pragmática vem dando voz ativa à fauna, à flora que nos cerca. Entretanto, é preciso que essa consciência se multiplique por toda a parte, a partir das crianças, em casa e nas escolas. E nada melhor que abordar o tema neste mês, quando, no hemisfério sul, a primavera, diligente, consegue proporcionar vida renovada aos animais, às plantas, iluminando-nos com a exuberância multicolorida das flores. Tudo isso representa uma tentativa de comover o coração e o Espírito que se move no mundo na forma humana.

Aliás, do calendário de datas comemorativas das Nações Unidas, temos, em 16 de setembro, o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Protegê-la significa a sobrevivência na Terra. Sem essa camada, ficaremos totalmente vulneráveis aos raios ultravioleta B (UVB) originados do sol. Trata-se de grande frente de batalha aguardando maior empenho da sociedade.

Confiantes, rogamos a Deus que aplaque as intempéries meteorológicas que levam, todos os anos, sofrimento a multidões pelo mundo! E sejamos cidadãos conscientes de que, se merecedores, Jesus, o Cristo Ecumênico, ou seja, universal, em pessoa novamente fará os prodígios relatados no Evangelho, segundo Lucas, 8:24. O Divino Mestre virá e repreenderá o vento e a fúria da água, hoje simbolizada igualmente pela escassez dela própria. Usufruir de bonança na atualidade depende do convívio harmônico com a Natureza.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Dezesseis de setembro é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, da qual dependemos para não morrer torrados. Sem ela, ficaríamos completamente vulneráveis aos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Alertamento que podemos divisar no Apocalipse de Jesus, em “O Quarto Flagelo”, 16:8 e 9: “O quarto Anjo derramou a sua taça sobre o Sol, e lhe foi dado afligir os homens com calor e fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus que tem a autoridade sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória”. Voltarei ao assunto.

Em 21/9, comemoramos o Dia da Árvore. Destaco, por oportuno, a iniciativa, de abrangência global, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. No site da United Nations Environment Programme (www.unep.org), encontramos detalhes dessa desafiadora empreitada: “Pessoas, comunidades, empresas, indústrias, organizações da sociedade civil e governos são incentivados a fazer um compromisso de participação on-line. A campanha encoraja o plantio de árvores nativas e árvores que são apropriadas para o meio ambiente local. Até o final de 2009, mais de 7,7 bilhões de árvores já tinham sido plantadas no âmbito desta campanha – muito acima da meta de 7 bilhões de árvores – por participantes de 170 países. (...) As árvores desempenham um papel crucial como componentes fundamentais da biodiversidade que constitui a base das redes da vida e dos sistemas, permitindo-nos saúde, bens, alimentação, combustível e outros serviços ecossistêmicos dos quais a nossa vida depende. Elas ajudam a fornecer ar puro, água potável, solos férteis e um clima estável. Os bilhões de árvores plantadas por meio do esforço coletivo dos participantes da campanha contribuirão significativamente para a biodiversidade em todo o planeta”.

O Brasil, muitas vezes castigado com a seca e as queimadas, tem muito a recuperar de sua flora destruída pelos incêndios, grande parte deles lamentavelmente provocada pelo próprio ser humano.

E não fechemos nossos ouvidos ao Cerrado brasileiro, que segue pedindo socorro. Sua extinção traria graves consequências para todos.

Preservação da Natureza

A LBV desenvolve em suas unidades socioeducativas a consciência ambiental desde a mais tenra idade.

Há décadas, a Legião da Boa Vontade desenvolve diversas campanhas educativas pela preservação da Natureza. Na Super Rede Boa Vontade de Comunicação (TV, rádio, publicações e internet), é divulgado com frequência conteúdo sobre o tema. Por meio de entrevistas e reportagens, dá-se ênfase às atividades que visam diminuir o impacto das ações humanas no meio ambiente, além do incentivo ao plantio de árvores.

Fé, Esperança e Vida Eterna

Não obstante os benefícios para a qualidade de vida dos seres vivos de nossa morada coletiva, a árvore, durante milênios, foi considerada símbolo de fé, esperança e poder. Resumindo: vida e espiritualidade. No Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, o Profeta Jeremias (17:7 a 10) prediz: “Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto. Enganoso é o coração humano, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá compreender? Eu, porém, que sou o Senhor, sondo rins e corações, a fim de recompensar a cada um segundo o seu comportamento e os frutos de suas ações”.

Já na Nova Escritura, o Evangelista João registra no capítulo 15, versículo 5, este ensinamento basilar do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista: “Eu sou a Árvore, vós sois os ramos. Quem comigo permanece e Eu nele, esse dá muito fruto. Nada podereis fazer sem mim”.

O livro que fecha a Bíblia, o Apocalipse de Jesus, na Sétima Bem-Aventurança, 22:14, anuncia: “Bem-Aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à Árvore da Vida Eterna, e entrem na cidade pelas portas”.

Essas são algumas das muitas passagens em que a palavra “árvore” é citada nos textos bíblicos, convidando-nos a refletir sobre o respeito e admiração que devemos ter para com esse ser vivo, aliás, fundamental para a sobrevivência de todos nós.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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