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A Maçonaria entre a história e as lendas de fundação

 

O que não se tem escrito sobre a Maçonaria e suas origens!

A tarefa do historiador torna-se mais árdua devido a todo o tempo em que os próprios maçons procuraram adornar a instituição maçônica com lendas, atribuindo-lhe uma tradição secular. Referências bíblicas, pegada Templaria, imagem de construtores de catedrais moldaram a imaginação desta sociedade iniciática, dando-lhe peso e credibilidade no correr dos séculos.

O desafio parece, no entanto, grande de distinguir o que é mito ou história.

 

Batalhas em torno da “primeira” obediência maçônica


Em 1988, o estudioso escocês David Stevenson publicou na prestigiada editora universitária de Cambridge, The Origins of Freemasonry: Scotland’s Century, 1590-1710. (As origens da Maçonaria: o século da Escócia, 1590-1710)

Concebido segundo padrões acadêmicos, com um importante aparato crítico e sem relação com os empreendimentos editoriais de “maçonólogos” e historiadores oficiais de Obediências britânicos, este trabalho erudito era destinado a um público limitado no mundo acadêmico. No entanto, tornou-se rapidamente uma referência e um verdadeiro sucesso editorial.

Relançado em inglês, ele foi ainda traduzido para o francês em 1992 porque causou, em sua época, um terremoto de que certos aduladores da Grande Loja Unida da Inglaterra e de sua “maternidade universal”, como a Grande Loja dos modernos escrevia em francês no texto no século XVIII, ainda não se recuperaram…

Leia mais em : https://bibliot3ca.wordpress.com/a-maconaria-entre-a-historia-e-as-lendas-de-fundacao/

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N E Ó F I T O

 

 

Palavra de origem grega, que significa “recém-plantando”.

Em maçonaria, designa o candidato recém-iniciado. Neo significa “novo”, portanto diz respeito ao “novo maçom”.

Trata-se de um estágio que perdura por longo tempo, inexistindo a previsão de seu término, uma vez que se o maçom recém-iniciado encontra novidade sobre novidade em seu grau de aprendiz. Passando para o segundo grau, o de companheiro, encontrará ainda mais novidades e assim por diante, até atingir uma estabilidade plena, dentro dos preceitos do ritual que observa.

O iniciado é um “recém-nascido” que durante a cerimônia de iniciação provou das dificuldades e da harmonia que lhe foram apresentadas.

Não basta ter participado da iniciação, é preciso que a tenha compreendido, e isso sucederá quando assistir a próxima iniciação de um novel irmão.

O processo iniciático é longo e cada palavra deve ser “absorvida” e “digerida”, e isso demanda um longo estágio.

A iniciação é permanente e continua; mesmo fora da loja, quando no recesso do lar, o maçom esta descobrindo novos significados, novas interpretações e novos conhecimentos.

Portando, “Neófito” é um estado permanente e o maçom deve aproveitá-lo, lembrando que, se esta no mundo, é para aprender a viver afim de em tempo oportuno alcançar graus sobre graus.

 

 

N E  V A R I E T U R

 

Expressão latina que significa “que não varia”, ou seja, o inalterável e o permanente.

Denomina-se de Ne Varietur, em maçonaria, a assinatura no livro de presença da loja, contudo, essa expressão em uso não reflete a realidade, pois a assinatura não é constante, cada assinatura difere da outra e muda a cada instante, pois a estrutura psíquica do maçom é alterada a cada momento, bastando que o pensamento mude para que a assinatura apresente diversificações nos pequenos traços. ondulações, ângulos etc.

São essas pequenas essas pequenas alterações que orientam os grafólogos na análise do momento psicológico ; as assinaturas mantêm certas tendências no formato das letras, mas em geral as alterações abrangem toda a assinatura; para pericia, os grafólogos encontram esses pontos comuns com muita dificuldade, tanto que são especialistas no assunto.

A assinatura é acolhida porque simboliza a projeção do indivíduo no papel; obviamente de um “novo indivíduo”, de um neófito que pela primeira vez apõe seu nome no livro de Presenças.

A rigor (o que está sendo relaxado), o neófito recebe um “nome simbólico” e será com esse nome que assinará.

Saber usar o próprio nome é uma ciência; desse uso dependerá o resultado em sua vida.

 

 

Enviado por GILVAN NÓBREGA

Venerável Mestre

da Loja Maçônica Navegantes do Oriente nº 35

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A conclusão de que o Partido dos Trabalhadores recebe, desde 2010, dinheiro desviado da Petrobras gerou uma iniciativa drástica do ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Em despacho enviado à Corregedoria-Geral Eleitoral na sexta-feira (21/8), o ministro propõe a quebra do sigilo bancário do partido, o que pode, em tese, anular a eleição não apenas da presidente Dilma Rousseff, mas de todos os governadores, prefeitos, senadores e deputados eleitos pelo PT nos últimos cinco anos.

Doações podem ser feitas para o partido ou diretamente para os candidatos. Cada candidatura tem uma conta específica. Nada garante que todas as candidaturas receberam recursos da mesma origem.

Gilmar é o relator da prestação de contas da campanha para a reeleição da presidente Dilma Rousseff, de 2014. Ele chegou à conclusão descrita no despacho depois de analisar as receitas e despesas da campanha e conferir as informações com o que já foi descoberto na operação "lava jato".

Sobrepreço pago a empreiteiras era repassado ao PT, diz Gilmar Mendes.
Gil Ferreira/SCO/STF

O cruzamento de dados está em despacho enviado pelo ministro Gilmar  Mendes ao corregedor-geral Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, para que ele determine a quebra do sigilo bancário do PT.

Caso o ministro Noronha entenda que há ilícitos nas contas do partido, pode denunciar os fatos ao TSE. Caberá, então, ao tribunal decidir se os atos apontados como ilegais são motivo ou não para cassação dos registros de candidatos.

O despacho preocupa a defesa do PT no TSE, já que é mais uma tese contrária ao partido que surge na corte. É dada como certa a decisão do ministro Noronha de concordar com Gilmar, já que ele tem se mostrado contrário ao PT em sua atuação no tribunal.

"Lava jato"
Pelo que se apontou na operação "lava jato", empreiteiras como Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS, formaram cartel para fraudar licitações e assinar grandes contratos com a estatal, sempre com sobrepreço.

De acordo com o ministro Gilmar Mendes, esse sobrepreço era depois repassado pelas empresas ao PT, por meio de doações de campanha. E o partido usava a verba para contratos duvidosos com empresas “com incerta incapacidade de cumprir ou entregar os respectivos”, em sua maioria gráficas.

No entendimento do ministro, como há indícios de que o dinheiro repassado pelas empresas ao PT  veio da Petrobras, o partido pode ter sido financiado pela estatal. Pelo que diz o artigo 31, inciso III, da Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995), sociedades de economia mista, como é o caso da Petrobras, não podem financiar legendas e nem campanhas eleitorais.

Gilmar Mendes também determina o envio das informações à Procuradoria-Geral da República, já que as informações têm “potencial relevância criminal”.

Segundo o ministro, a campanha da reeleição contabilizou “expressiva entrada de valores depositados pelas empresas investigadas”. “As doações contabilizadas parecem formar um ciclo que retirava os recursos da estatal, abastecia contas do partido, mesmo fora do período eleitoral, e circulava para as campanhas eleitorais.”

Aí estariam os indícios de crime eleitoral cometido pelo PT. De acordo com Gilmar, “há indicativos de que o partido teria recebido doações indiretas vedadas, mediante publicidade, procedente, indiretamente, da própria Petrobras”.

O despacho cita as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, UTC e Engevix, investigadas na “lava jato” por formação de cartel para fraudar licitações da Petrobras por meio de pagamento de propina.

Gilmar Mendes identifica, junto ao site do TSE, que todas essas empresas doaram à campanha para reeleição de Dilma. A UTC, por exemplo, doou R$ 7,5 milhões para a campanha e mais R$ 10,8 milhões ao partido durante o ano de 2014. As doações da Andrade chegaram a R$ 14,6 milhões e as da OAS, a R$ 11,4 milhões.

Do outro lado da equação, estão os gastos da campanha, escreve o vice-presidente do TSE. Segundo o ministro, o partido assinou contratos com fornecedores “com incerta incapacidade de cumprir ou entregar os respectivos”.

Um dos exemplos é a Focal Confecção e Comunicação Visual, que recebeu R$ 24 milhões. É a segunda maior despesa da campanha, depois do gasto com a equipe de marketing político. A gráfica, diz o ministro, tem sede em São Bernardo do Campo (SP) e tinha, até 2013, como um dos sócios um “motorista contratado pela empresa”.

Outro grande gasto foi com a Gráfica VTPB, para quem foram R$ 22,9 milhões “para fornecer material impresso”. “De acordo com o noticiado pela imprensa”, escreve Mendes, um dos delatores da “lava jato” disse ao Ministério Público Federal que parte do valor desse contrato teve origem “no esquema de corrupção que envolve a Petrobras”.

O ministro “vislumbra ter havido financiamento indireto por empresa impedida de doar”. Isso porque o dinheiro recebido pelas empreiteiras nos contratos assinados com a Petrobras “teria sido” repassado “em forma de propina” ao PT, “entregue diretamente ao seu tesoureiro, ou oculta por meio de financiamento de publicidade”.

 

 

Por Pedro Canário

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Todos nós sabemos que o senador Cássio dá as cartas em muitos partidos, além do PSDB, sua própria legenda. São agremiações menores, onde existem no comando pessoas suas e que rezam politicamente na cartilha do tucano. Mas daí dizer que o poder de Cássio chega ao PMDB, é de não acreditar. Pois isso está para ocorrer, na Paraíba.

 

Na última campanha eleitoral, Cássio teve pelo menos três diretos “representantes” seus no PMDB: Manoel Júnior, André Gadelha e Trocolli Júnior. Além, é claro, de outros que simpatizavam com a sua candidatura, mas tiveram mais prudência em suas posições, trabalhando por Cássio mais discretamente.

 

Dentre eles, vários prefeitos peemedebistas que votaram em Cássio na eleição pra governador e, para segurar o comando do PMDB em suas cidades, votaram em Maranhão para senador. Claro que, dando o voto em Maranhão, este, como presidente, não faria ‘caça às bruxas’ após o pleito, quando o PMDB, mesmo sofrendo como sofreu, saiu-se vitorioso, podemos dizer assim, sendo o único partido a eleger um senador, três deputados federais (a maior bancada) e quatro estaduais (a segunda maior bancada). E ainda contribuir para a vitória do governador no segundo turno.

 

Passada a eleição, os que mais sofreram com o ‘racha’ peemedebista, Veneziano – que teve sua candidatura a governador rifada dentro da legenda; e Vitalzinho, o candidato a governador mais traído da história da Paraíba – resolveram dar um crédito a Maranhão e aos peemedebistas traíras, acreditando que a proximidade com Cássio ocorrera, apenas, na eleição de 2014, não perdurando para o pleito de 2016 e nem para o de 2018. Puro engano!

 

O que vemos agora é a atuação destes peemedebistas em consonância com o que pensa, o que determina e o que quer Cássio. Manoel Júnior quer Cássio e o PSDB junto com o PMDB no ano que vem, em João Pessoa. Foi à convenção tucana na capital, inclusive vestindo camisa nas cores do PSDB e dando declarações de ‘namoro’ com Cássio e com os tucanos.

 

Em Sousa, André Gadelha ‘peita’ o comando peemedebista ao receber Cássio no aniversário da cidade, passear pelas ruas, bater fotos e elogiar quem tramou para reduzir o seu partido a nada, no ano passado. E André quer, desta forma, que o PMDB lhe dê legenda para disputar a reeleição no ano que vem? Para depois, em 2018, fazer a mesma coisa que fez em 2014, dar um chute naquele canto de Veneziano – o pré-candidato do partido a governador – e apoiar Cássio ou um indicado do ninho tucano novamente?

 

No caso de Sousa, o mais grave é que existe uma liderança emergente de lá que pode surpreender. Falo do empresário Zenildo Oliveira, que tem feito de tudo para aparecer bem junto aos sousenses. E tem conseguido. Eu não conheço Zenildo pessoalmente, mas perguntei a alguns amigos que tenho na imprensa e a algumas pessoas de Sousa com as quais tenho ligação e todas me deram as mesmas credenciais.

 

Trata-se de um empresário bem sucedido, que fez fama e criou um império empresarial com muito trabalho, esforço, dedicação, competência e, acima de tudo, uma gestão diferenciada, que sabe lidar com os funcionários e, mais que isso, procura deixa-los sempre empolgados e satisfeitos com a gestão empresarial. Este é, inclusive, o mote da campanha de Zenildo, caso ele seja candidato a prefeito de Sousa, como almeja: levar o sucesso de sua gestão empresarial para a gestão pública.

 

Zenildo tem paparicado os líderes peemedebistas para se filiar ao partido, prometendo a fidelidade que André não teve, não tem e, podem escrever, não terá com o PMDB. E olhe que ele está bem na fita lá em Sousa. Os colegas de lá me disseram que existem pesquisas que colocam a gestão de André na Prefeitura em patamares parecidos com uma certa presidente de um certo país. E já colocam Andrpé em pé de igualdade com o candidato do governador, Fábio Tyrone. E André... este fica em terceiro.

 

Então, gente, pra quê ficar a reboque de André, de Manoel Júnior e de outros que só trabalham para diminuir um partido tão grande como o PMDB? É preciso que essas pessoas tenham consciência disso. Antes que seja tarde demais e o PMDB acabe fechando pra balanço. Se Maranhão não vê isso – ou não quer ver – que outros vejam por ele. Afinal, um partido deve se posicionar pelo que pensa a maioria de seus membros, não pelo que quer apenas o seu presidente.

Professor Jônatas Frazão

 

* Professor aposentado da UFPB. Este artigo também está publicado no meu facebook

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Açudes e barragens estão com apenas 780 milhões dos 3,7 bilhões de metros cúbicos d’água 

 

Em quatro anos consecutivos de seca a Paraíba perdeu cerca de 3 bilhões de metros cúbicos d’água, o equivalente a 80% da capacidade total dos 121 açudes monitorados pela Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa). Os mananciais hoje acumulam no total apenas 780 milhões, que equivale a 20,83% dos 3.744.547.815 bilhões, que é a capacidade máxima de todos os mananciais monitorados. A situação ainda é mais crítica em outros estados do Nordeste.

O Portal AgendaParaiba, que acompanha há vários anos os índices de chuvas no Estado apresenta hoje a redução dos volumes d’água desde 2011 nos reservatórios gerenciados pela Aesa.
Em 7 de maio de 2011 as 121 barragens acumulavam cerca de 3,5 bilhões de metros cúbicos d’água, quase 100% da capacidade total de reserva total de 3,7 bilhões). Passados quatro anos a Paraíba tem hoje 3 bilhões de metros cúbicos d’água a menos, portanto, somente 20,83% de toda sua capacidade de reserva hídrica.
Esse é o efeito da seca que atinge o semiárido nordestino desde 2012. Como 2015 é mais um ano com pouca chuva, a questão é extremamente preocupante. De acordo com a Aesa hoje existem 48 reservatórios com capacidade armazenada superior a 20% do seu volume total; 38 açudes com menos de 20% do seu volume total e 39 reservatórios em situação crítica (menor que 5% do seu volume total), ou seja, secos.

No mês de maio de 2011 a Aesa informava que 38 barragens sangraram no inverno daquele ano, inclusive o açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão, com seus 411,6 milhões de metros cúbicos, além da barragem Acauã, em Itatuba, que atingiu a capacidade máxima de 253 milhões de metros cúbicos.
O complexo Coremas/Mãe D’Água, maior manancial do Estado, está com apenas 241 milhões de metros cúbicos d’água, quando sua capacidade total soma pouco mais de 1,1 bilhão. Essa barragem, gerenciada pelo Departamento de Obras Contra a Seca (DNOCS), já teve capacidade máxima de 1 bilhão 358 milhões de metros cúbicos d’água.

Em 20 de junho daquele ano de bom inverno o volume total acumulado no Estado era cerca de 3,3 bilhões. Nesse 25 de maio de 2015 o Epitácio Pessoa está com apenas 18,8% de seu volume total e a barragem Acauã com 16,5%.

Veio o ano de 2012 e com ele o começou a seca. Em 31 de outubro daquele ano o Portal AgendaParaiba divulgava que o volume total acumulado nos 121 mananciais era cerca de 1,8 bilhão de metros cúbicos d’água, o equivalente a cerca de 48% da capacidade total de acúmulo d’água.
Já nesse ano apenas quatro das 15 Bacias Hidrográficas da Paraíba estavam com segurança hídrica de 85.4% a 96.7% de água em seus açudes e barragens. Essas bacias eram: Curimatau, Gramame, Baixo Paraiba e Mamanguape. Hoje, os melhores percentuais estão nos patamares de 77,4% 77,1%. Na região de Taperoá, no Cariri, a bacia hidrográfica está com apenas 4,6%.

No ano de 2013, no dia 3 de abril, a Aesa registrava volume total nos 121 açudes de 1.451.893.540 (1,4 bilhão). Bem menos da metade acumulada no ano de 2011.
Em fevereiro de 2014 o volume total havia caído para 1.098.774.080 (1,1 bilhão de metros cúbicos d’água). Passados um ano e três meses nossa reserva hoje está em 780 milhões de metros cúbicos d’água.

Ações governamentais – O Governo do Estado está monitorando os mananciais com mais vigor para proibir desvio de água para irrigação e desperdício. Mais de 700 km de adutoras estão sendo construídos e o Canal Acauã-Araçagi, com extensão de 112,4 km vai receber águas do São Francisco e garantir água para 600 mil paraibanos de 38 cidades, além de assegurar irrigação de 16 mil hectares. Carros-pipa, perfuração de poços e implantação de cisternas são outras medidas emergenciais em andamento. Falta o governo federal reconhecer a importância do Nordeste e a urgência para que sua população um dia tenha segurança hídrica. Fortes apelos têm sido feitos a presidente Dilma Rousseff para que não haja cortes nos financiamentos das obras e ações na área hídrica. Essa é a pauta mais urgente dos tempos atuais.

 

 

Josélio Carneiro

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O pontapé inicial na articulação para tirar Romero Rodrigues da Prefeitura de Campina Grande foi dado através da mídia, pelo radialista Fabiano Gomes. Ao ‘detonar’ Romero e sua administração, no Correio Debate, em cadeia estadual de rádio, Fabiano cumpriu um script bem conhecido de muita gente na Rainha da Borborema, e até fora dela: uma fórmula que já deu certo no passado e que, apostam os cassistas, continuará a dar certo.

E nem preciso repetir aqui as críticas pesadas, as acusações e até mesmo o desafio feito por Fabiano a Romero, para que aparecesse desmentindo tudo o que disse, pois, se isso ocorresse, ameaçou Fabiano, apresentaria provas do que estava afirmando: dentre outras acusações, a de que empresas irregulares na cidade recebiam pagamentos vultosos da Prefeitura, enquanto artistas que se apresentaram no São João do ano passado ainda não receberam os seus cachês (ou receberam após ameaçar a Prefeitura).

Vamos historiar. No final de semana, Fabiano Gomes, que é radialista e bem sucedido empresário da comunicação, inaugurou mais uma emissora de sua propriedade, em Cajazeiras. E o convidado ilustre, que veio de Brasília especialmente para participar do momento, foi o senador Cássio Cunha Lima. Há quem diga que Fabiano não diz um ‘ai’ sem que seja sob a orientação de Cássio.

O próprio jornalista Wellington Farias, colega de Fabiano na bancada do Correio Debate, disse certa vez que todo comentário que Fabiano faz na rádio chega através do whatsapp. Vindo de quem? “Eu vejo você anotando no seu papelzinho o que seu líder lhe passa pelo whatsapp”, disse Wellington, num dos debates acalorados que, vez por outra, ele e Fabiano fazem.

Fabiano, que nos quatro primeiros anos do governo Ricardo, enquanto RC e Cássio eram aliados, entrava sem bater no gabinete do governador e nas salas dos secretários (e fazia questão de dizer isso no ar, na rádio), chegou a recusar um cargo de secretário de primeiro escalão, quando do racha político entre Cássio e Ricardo, para acompanhar Cássio em sua aventura de tentar voltar ao Palácio da Redenção.

 

Essa fidelidade tem um motivo mais que aceitável: foi Cássio o responsável por trazer Fabiano de Cajazeiras para esta cidade, na época pra fazer frente aos ‘Meninos do Sertão’ (Josival Pereira, Gutemberg Cardoso e Rui Dantas), que comandavam a audiência no Sistema Correio e tinham postura bem crítica em relação ao governo da época, de Cássio.

Foi Fabiano quem, na campanha, acompanhou Cássio em todas as cidades, nas visitas, nos debates (inclusive orientando-o sobre a postura que deveria adotar e acusações que deveria fazer contra Ricardo) e, mais que isso, foi escalado para articular muitos dos acordos políticos feitos nos municípios, com lideranças das mais diversas, para apoio ao projeto político de eleger o tucano governador de novo.

 

Então, ninguém me convence de que o que Fabiano fez, o fez sob orientação. Perceberam que, no mesmo dia, Ronaldo Cunha Lima Filho, que estava ao lado de Romero, como vice-prefeito de Campina Grande, lançando o São João da cidade, tratou de repercutir junto aos jornalistas o sentimento de que não queria ser candidato a prefeito, mas que apoiaria Romero? Por quê?

Lembram o que aconteceu com Cozete Barbosa, vice-prefeita de Cássio em Campina Grande e prometida como a candidata do grupo? Cozete acreditou na promessa de ser a candidata a prefeita quando resolveu se aliar a Cássio, e continuou acreditando quando Cássio se desincompatibilizou para ser candidato a governador, mesmo diante das críticas ácidas que lhe eram desferidas, à época, pelo ‘escalado’ para fazê-lo, o hoje deputado federal Rômulo Gouveia – que, diga-se, foi o escolhido por Cássio para ser seu candidato a prefeito de Campina, contra Cozete, sendo derrotado, à época, por Veneziano?

Então, amigos, esse enredo faz parte de uma sinfonia bem articulada e já conhecida dos que acompanham a política de perto, com o cuidado de observar as movimentações políticas sobre todos os ângulos. Resta saber como se comportará Romero, diante de tantas evidências de que está a caminho do cadafalso. Povo ingênuo esse envolvido nesta sinfonia, não?

 

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook

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Existe como separar o profissional do pessoal?
O texto foi enviado pelo leitor Luiz Cotta,
que faz uma análise sobre o assunto

Vivi uma situação complicada recentemente. São ainda poucas horas desde que novos termos foram ajustados para que sigamos em frente e cá estou pensando sobre tudo, como se existisse distanciamento histórico suficiente para tanto. Não há. Mesmo assim, arrisco.

Sou empregado formal faz muito pouco tempo, 3 ou 4 anos em agosto, acredito. Fui freelancer, empreendedor e tive dois empregos de pouco tempo até chegar nos dois últimos, incluindo o atual. Meu ambiente de trabalho sempre fora meu, do meu jeito. Não tenho nenhuma malevolência para os ardis do convívio diário em ambiente de trabalho. Ainda tenho a mania de estar no meu posto como estaria em casa ou no meu próprio escritório. Mesmo assim, vou arriscar dizer que a lição melhor que tirei da situação é que não há, nem nunca poderia existir, separação entre pessoal e profissional.

Eu mesmo desejei que essa lenda fosse verdade e foi esse o motivo inicial de uma jornada que começa agora a ser revertida - “se o bom deus der bom tempo”. Desejei que os universos do trabalho e das relações afetivas/amorosas/esportivas/religiosas estivessem distantes entre si como a Terra e Plutão, que, vira e mexe, deixa até de ser planeta. Não bastou querer: não são.

Pessoas vão ao trabalho. São elas que se relacionam umas com as outras, enquanto pensam, produzem. São pessoas que tomam aquele cafezinho juntas - café, esse, que foi feito por uma pessoa. Quando você entra no local de trabalho, não entrega a mente - ou a alma - na porta e entra pra realizar tarefas. Você carrega tudo o que sabe, tudo o que aprendeu, tudo o que faz de você quem você é, e transfere uma grande porção disso para o que faz. Enquanto faz isso, você conversa, você se emociona. No trabalho, ao contrário do que se pensa, também se sente.

Não há como separar o profissional do pessoal. Há, naturalmente, como portar-se no trabalho, da mesma maneira que não se usa snorkel numa igreja. Mas, as pessoas vão estar lá, trabalhando. Falando de filhos, de cabelos, de noitadas, de esportes. Pessoas no trabalho vão se ver todos os dias mais do que veem seus esposos, suas mães. O trabalho não isenta ninguém de ser uma pessoa. Quem trabalha erra, dói, sangra, dá topada na mesa do mesmo jeito que quem é. As pessoas continuam sendo pessoas enquanto trabalham. São duas coisas rigorosamente simultâneas.

Por isso, não dá pra desejar que haja separação. Há pessoas sem trabalho. Portanto, pode haver pessoal sem profissional. Profissional sem pessoal é impossível. A força de trabalho vai junto com a pessoa. É a última que realiza a primeira. Quando a coisa engrossa, todo mundo faz questão de querer separar as coisas. "Pactuamos que vamos manter no nível profissional", está na primeira advertência que recebi na vida. "Ela trouxe para o profissional o que era pessoal", aleguei eu, eventualmente. "Manda quem quer, obedece quem tem juízo". Sentir, como pessoas, sentirão ambos. E responder a uma ordem de trabalho, de pronto, não significa internalizá-la como pessoa.

O que entendi é que, entre pessoas, trabalhando ou não, é preciso haver cuidado. Se não há cuidado, não há relação entre pessoas, trabalhando ou não. Querer tirar o pessoal do profissional é desconsiderar a própria capacidade de realização dela, a pessoa. Se fosse possível separar o profissional do pessoal, de nada valeriam os talentos, as aptidões, o rebolado. Todo o trabalho, na mesma área, seria exatamente igual. E o que faz as coisas tão diversas são as pessoas que se dispuseram a realizá-las.

Cuidado é o que garante o laço. A vontade de realizar só existe nas pessoas. Seus sonhos, suas lutas diárias, suas convicções, seu propósito é o que as tira da cama todos os dias. Quando visito um cliente, nas minhas aventuras independentes, a primeiro coisa que percebo é como gostam quando você passa a tratar a coisa como sua. “A gente vai”, “a nossa empresa”, “nós realizamos”. Fazer parte, misturar-se. Empatizar. As pessoas não se importam apenas depois do expediente. Enquanto interagem, realizando trabalho, descobrem-se e descobrem as outras pessoas. As pessoas passam a integrar as histórias alheias mutuamente. “Colega aqui do trabalho”; “o Sicrano da manutenção”. Dividem seus tempos, pedaços de suas vidas. happy and sad hours. Peladas de futebol.

Colegas de trabalho - também conhecidas como pessoas que trabalham juntas - que gostam de futebol sempre organizam o futebolzinho da firma. Devia haver mais peladas nas empresas. Muito se aprende na quadra. A entrada dura do dia anterior merece punição gerencial ou é tema para as pessoas que trabalham juntas? “Aquele pontapé que destes na canela não pode ser e, por isso, vou mudá-lo de setor.” “Roubaste à grande ontem e, por isso, daqui por diante, tratamos apenas em nível profissional.” A querela tem que ficar onde ela aconteceu, com atenção ao fato de que aquelas pessoas estarão juntas amanhã, produzindo de novo. Mais do que isso: biqueiradas à parte, aquela pode ser a pessoa que você vai precisar amanhã, enquanto trabalha.

Não há separação. Há procedimentos, é verdade. Comportamentos. Códigos de conduta até, como há regras para o futebol. Há, sobretudo, pessoas que se dispõem a realizar juntas, todos os dias, que dividem seu tempo e experiências para viver novas experiências no tempo do trabalho. Não há máquinas de reprogramação fácil, que de nada reclamam, que tudo aceitam, desde que estejam lubrificadas.

Para um bom trabalho, é preciso ter cuidado com as pessoas. É o custo da manutenção.

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Jônatas Frazão

 

Todos lembram que, na pré-campanha, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) – ocupando o cardo de Ministro das Cidades – obteve a garantia do PT e da presidente Dilma Rousseff (PT) de que seria mantido no cargo de ministro. Essa garantia era dada ao paraibano até mesmo para que ele abrisse mão da disputa pela Câmara Federal e coordenasse a campanha petista na Paraíba, ou se candidatasse a Senador, apoiando Dilma no estado e garantindo seu palanque.

 

Passou a eleição e o que vimos é que Dilma acabou por ceder o Ministério das Cidades ao PSD de Gilberto Kassab, fazendo com que o paraibano sobrasse na curva. Podemos dizer que não ter confiado em Dilma foi a garantia para Aguinaldo de sua reeleição e da manutenção do importante espaço político para a família Ribeiro.

 

É certo que Dilma teve suas razões para querer Aguinaldo fora de seu ministério. Essas razões foram explicitadas pelo jornal Folha de São Paulo, em reportagem publicada no final de semana. Segundo a matéria, Aguinaldo não foi nomeado porque pode estar envolvido com a operação Lava Jato.

 

A matéria apresenta os motivos pelos quais a presidente Dilma deixou de nomear pessoas consideradas peças-chave em seu grupamento político e, no caso de Aguinaldo, a razão é que, no PP, poucos estão fora do esquema da Petrobras.

 

Apresentando uma foto do deputado paraibano, a Folha diz que “o Planalto está preocupado com o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, segundo quem só ‘dois deputados do PP se salvam’ do escândalo de corrupção na estatal”.

 

Considero que Aguinaldo ou sabia o que lhe esperava, ou não confiou cegamente na presidente, para decidir manter a garantia de seu espaço político – uma vaga na Câmara dos Deputados – por conta própria.

 

A reportagem diz ainda que Dilma ainda aguarda “manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre políticos envolvidos no esquema de desvio de recursos da Petrobras” para poder, até, fazer algumas substituições em sua equipe de governo. Segundo a Folha, a presidente “tem apreço” por Aguinaldo Ribeiro, mas, “assim como no caso do Turismo, Dilma aguarda a lista de políticos envolvidos na Lava Jato para fazer a troca na Integração”, ministério que caberia ao PP.

 

O jornal diz ainda que, em depoimento à Justiça, Paulo Roberto Costa afirmou que “o esquema de corrupção na estatal (Petrobras) irrigou campanhas de PP, PT e PMDB”.

 

Será que Dilma cumpriria a sua palavra com Aguinaldo, mesmo se ele for confirmado como um dos envolvidos com a Lava Jato, bancando a nomeação do paraibano para o Ministério da Integração Nacional e pagando o preço da exposição negativa na mídia? Quebraria a palavra e não nomearia Aguinaldo, em caso de envolvimento dele com o esquema? Ou será que Aguinaldo vai provar que nada tem a ver com o assunto e garantir seu ministério?

 

Só o tempo dará a resposta.

 

 

* Professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook (https://www.facebook.com/jonatas.frazao)

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(Professor Jônatas Frazão)

 

Eu já tive oportunidade de escrever sobre os devaneios de Gilvan Freire e pensei que as asneiras que ele tinha falado, naquela oportunidade, fossem coisa passageira, de algum problema momentâneo que ele estivesse enfrentando. Mas percebo que não. Caso contrário, não teria escrito tamanha bobagem ao se referir à cada vez mais provável ida do senador Vital do Rêgo para o Tribunal de Contas da União.

Primeiro Gilvan diz que Vital, que recebeu o voto dos paraibanos, vai “entregar a representação popular que o povo lhe deu a quem o povo nem pensava em dar”.  Só se for Gilvan que vota em um senador sem olhar quem são os seus suplentes. Eu mesmo não. Votei em Vital por ele, por Raimundo Lira e por Tavinho Santos, que são os seus dois suplentes.

Dizer que é um golpe contra o eleitor, Gilvan, é dizer que o eleitor é burro e vota sem se aperceber quem são os seus companheiros de chapa. Eu não me enquadro nesse time. Se você se enquadra, Gilvan, está na hora, tardia, é claro, de mudar seu jeito de votar.

Dizer que Raimundo Lira mora nos Estados Unidos é desconhecer totalmente sobre sua vida. Aliás, reza a ética que não se pode falar daquilo que se desconhece, mas Gilvan cai neste erro de forma escancarada. Raimundo Lira, sertanejo de nascença, campinense por muitos anos, morando e investindo em Campina Grande, mora atualmente em Brasília, onde tem sede boa parte de suas empresas.

E Lira se preocupa, sim, com os paraibanos. Tanto que mantém residência em Campina Grande e empresas na cidade também, geando empregos e renda. Tem mais: a transferência do mandato de Vital para Lira não é um negócio entre amigos, como Gilvan disse. Está na lei. O suplente assume. É para isso que os suplentes existem. Agora, resta a quem tem inteligência – eu falei quem tem inteligência – observar quem são os suplentes, os vices, etc, na hora de escolher em quem votar. Coisa que, ao que parece, Gilvan não fez.

Aliás, com tanto desprezo pelos suplentes como Gilvan Freire demonstra, vejo que José Maranhão fez bem em não colocá-lo como suplente na sua chapa, como chegou a ser especulado. Talvez, quem sabe, a raiva que Gilvan Frente demonstra ter de Vital pode ter sido gerada quando, a pedido da esposa, Fátima Bezerra, Maranhão decidiu trocar Gilvan por Nilda Gondim, mãe de Vital, na chapa para o Senado. Tá explicado.

Dizer que os eleitores de Vital, Lira e Tavinho foram “enganados e traídos” é um atestado da mais alta incompetência. Os paraibanos votaram nos três, não apenas no titular, meu caro Vidente Cego.

Mas, de uma coisa tenho que concordar com Gilvan: quando ele diz que a Paraíba está, sim, formando uma classe política nova. Talvez por isso não queira mais, como representante, pessoas tão atrasadas quanto Gilvan, que depois de várias derrotas desistiu de disputar, pois não ganha mais pra nada nesse estado.

 

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook

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Desde que a nova Mesa Diretora do Senado Federal assumiu, no início de 2013, estamos implementando vários programas internos no sentido de conferir economia e aprofundar a transparência da Casa. No discurso de posse afirmei que tornaria a instituição número 1 em transparência. Cheguei a citar no mesmo discurso que nossa ambição não era modesta.

Para tal criamos, sem custo, a Secretaria de Transparência e instalamos o Conselho de Transparência com especialistas no assunto, como Cláudio Abramo, do Transparência Brasil, Jorge Abrahão, do Instituo Ethos e Domingos Meireles, da Associação Brasileira de Imprensa. São profissionais da área que trabalham, lado a lado, com servidores do Senado Federal.

Depois de muito trabalho, resistências naturais e a inclusão de todos os dados relativos ao Senado no Portal da Transparência – só não estão disponíveis as informações protegidas por sigilo – veio o resultado de tudo o que estávamos falando naquele período.

Segundo a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas em 138 órgãos públicos, o Senado Federal é a instituição que respondeu 100% das demandas solicitadas. Este é o mais abrangente estudo feito sobre o cumprimento da Lei de Acesso à Informação de 2011.

No âmbito do Legislativo, a Câmara dos Deputados respondeu a 81% das demandas, as assembleias legislativas apenas 58% e as câmaras de vereadores responderam 56% do que foi solicitado. O Senado respondeu 100% do que lhe foi demandado. Além disso, o Senado foi mais ágil nas respostas, consumindo um tempo médio de 15,8 dias, quando o tempo determinado pela Lei é de 30 dias.

Por este motivo, o baixo retorno das Assembleias Legislativas e Câmara de Vereadores, é que, agrupado, o poder Legislativo ficou com uma taxa de resposta de 67%. Mas analisando os dados individualmente constatamos que chegamos onde queríamos: o Senado Federal é a instituição mais transparente do Brasil.

 

 

Do Blog

Renan Calheiros é presidente do Senado Federal e, consequentemente, do Congresso Nacional, cargo que exerce pela terceira vez desde 1º de fevereiro de 2013. Como senador, foi eleito nas eleições de 2010 para o 3º mandato.

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Vi com muita atenção a movimentação dos apoiadores do candidato a governador Ricardo Coutinho (PSB) que inventaram de criar comitês Aécio-Ricardo aqui na Paraíba. Os comitês tem o DNA dos Morais – Efraim pai e Efraim filho – e o apoio de meia dúzia de três ou quatro ‘lideranças’, a exemplo de Artur Bolinha, em Campina Grande. Ou seja, coisa muito pequena mesmo, mas que tomou grandes contornos.

A ‘pixotada’ começou por Efraim que, alçado ao cargo de coordenador geral da campanha de Ricardo neste segundo turno, tinha que se tocar e saber que, nesta condição, deveria respeitar a posição política anunciada pelo governador de votar em Dilma para presidente. A decisão pessoal de Efraim de votar em Aécio deveria, sim, ter sido colocada em segundo plano, pois a posição ‘de grupo’ era outra.

Depois, vejo a dubiedade dos irmãos Cartaxo – Luciano e Lucélio – ao criticar os comitês e o próprio Efraim e escalar os seus mais próximos para fazer o mesmo. Quer dizer que Efraim, o DEM e essa meia dúzia de três ou quatro serviam para votar em Lucélio, mas ao anunciar voto em Aécio não valem mais nada? Como membros da ‘direita ultrapassada’ eles serviam para votar no PT e em Lucélio, mas agora não podem externar sua posição de votar em Aécio, contrária aos interesses do PT?

A verdade é que estão fazendo uma tempestade em copo d’água com essa história dos comitês. Uma coisa tão simples e tão corriqueira aqui em nossa Paraíba, tomar contornos tão grandes a ponto de alguém sugerir um ‘racha’ entre os irmãos e o Mago? Maior que isso foi a união do PT a Ricardo e nem por isso se ouviu nada em contrário desse povo. Essa tempestade toda só faz sentido se for para servir a outros interesses. Até mesmo os inconfessáveis.

Aliás, numa próxima análise vou mostrar que os erros cometidos por Luciano e Lucélio Cartaxo foram responsáveis pelo pífio resultado obtido por eles nesta campanha. Depois de ter se saído bem da disputa eleitoral de 2012, elegendo-se prefeito, Luciano parece que desaprendeu e por conta de seus próprios erros não fez o irmão Senador da República. Depois conto os detalhes.

 

Professor Jônatas Frazão

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook

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(Professor Jônatas Frazão)

 

Nesta quarta-feira, dia 15, comemoramos o dia do professor. Ou seja, nosso dia. Dia daquele profissional que possui as mais sublimes e admiráveis das missões: ensinar e instruir o ser humano; ajudar a desenvolver pessoas e transformar vidas; contribuir na educação não só de crianças, mas também de jovens e adultos. Em suma: cabe a este profissional, o professor, estar diariamente imbuído em dedicar horas da sua vida transmitindo conhecimentos e levando o saber que transformam vidas. E ele faz isso, justamente, por intermédio da educação; da “arte do educar”.

 

A meu ver, educar é algo mais que mágico; é algo fascinante. Ao longo de minha vida, desde que me conheço por gente, tenho sido aquilo a quem muitos chamam de ‘educador nato’. Tenho me dedicado à nobre e bela arte do ensinar; do lecionar.

Como se sabe, o termo educar vem do latim: “educare”. E, de acordo com o que preconiza o próprio dicionário, o significado de educar é o de “oferecer a alguém o necessário para que esta pessoa consiga desenvolver plenamente a sua personalidade. Propagar ou transmitir conhecimento (instrução) a; oferecer ensino (educação) a; instruir”.

 

Isso quer dizer que, como educadores, temos uma enorme responsabilidade dentro da sala de aula. Afinal, nós (professores e educadores) estamos preparando nossos alunos e jovens para o futuro; para serem justamente os líderes de suas próprias vidas. E aonde começa e se inicia este “preparo”? Como bem sabemos, tudo começa pela base. Como em tudo na vida, é na base que começamos também a formar uma boa criança, um bom aluno, um bom cidadão, um bom líder. E, partindo deste princípio, a qualidade do ensino - e dos professores - da educação básica é extremamente fundamental.

 

Fiquei muito feliz ao pesquisar e constatar que, de acordo com o Censo do Ensino Superior, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) o número de professores formados em pedagogia quase dobrou nos últimos sete anos. E isso já é um grande avanço! Como professor e apaixonado pela educação, óbvio que vejo isso com bons olhos. Mesmo sempre defendendo que ainda podemos - e precisamos – avançar mais.

 

Abro aqui um parêntese para registrar que nossa profissão precisa ser mais valorizada, mais reconhecida e, bem mais bem remunerada, desde a base. É como no dito popular: ‘chover no molhado’. Concorda? Aliás, já escrevi no passado abordando estas questões, mas hoje não me adstringirei a isso neste breve artigo. Pelo contrário, me prenderei a questionar, justamente, a nós mesmos, professores (mesmo que eu já esteja aposentado).

 

Pois bem, pense comigo e faça sua própria reflexão: “Estamos sabendo lidar eficazmente com esta quantidade de informações e tecnologias dos dias atuais? Estamos preparados para lidar com este ‘novo aluno’ que chega à sala de aula com novos anseios e novas motivações para aprender? Estamos utilizando em sala de aula uma comunicação mais efetiva entre professor-aluno? Aluno esse que, muitas vezes, chega às escolas e encontra na figura do seu professor um “ser especial”, como que um ‘super-herói’, já que muitas famílias estão desintegradas, muitos pais e mães estão tão ocupados trabalhando e ganhando a vida que “se esquecem de lembrar” que são eles, sim, os primeiros (e principais) modelos para os seus filhos? E aí o professor, que já tem uma vida bem atribulada de tantos compromissos e responsabilidades, precisa também, em muitos casos, ficar fazendo o papel não só de educador, como também de pai, mãe, psicólogo, etc. Ou seja, vejo que cada vez mais os professores enfrentam problemas como estes em sala de aula. Problemas bem complexos, não?

 

Sejamos sinceros. Como professor, sua aula vem despertando o interesse dos seus alunos? Você tem proporcionado um ambiente rico em estímulos e vivências? Sua linguagem tem sido adequada a este novo momento em que estamos vivendo? Enfim, você tem se portando de forma que seus alunos se sintam acolhidos e compreendidos em suas necessidades?

 

Estes são questionamentos profundos, concorda? Na verdade, venho me fazendo-os ao longo do tempo, mas só hoje resolvi escrever sobre eles. Aliás, quando os fiz à minha própria esposa – uma educadora também, já aposentada – ela não pestanejou e me respondeu:

 

“Jonatas, ser um professor nos dias de hoje não significa mais só saber ensinar ‘bem’ a matéria. Significa mais que isso. Significa também compreender este novo tempo em que vivemos; compreender este novo aluno que temos. Significa ainda ter uma comunicação mais efetiva em sala de aula”. E isso é bem verdade, não?

 

Há pouco mais de um mês minha querida esposa, que defende também estes conceitos, me presenteou com o livro PNL para Professores. Confesso que, assim como ela, também fiquei meio intrigado com o título. Para minha surpresa (boa surpresa), o livro é fascinante. Trata de um compêndio que reúne quinze estudiosos e especialistas apresentando conceitos e ferramentas da PNL, ou seja - Programação Neurolinguistica.

 

No livro, como apregoa o próprio título “Profissionais de PNL abordam dicas e estratégias para uma aula dinâmica com o foco na comunicação eficaz e alta performance do aluno”. Mesmo sendo um livro de fácil leitura, não posso deixar de registrar que é de grande qualidade. Aliás, penso que é um livro que agregará ao educador e ao professor oportunidades para o seu aperfeiçoamento e desenvolvimento em sala de aula. A obra – produzida pela Editora Leader – além de me proporcionar um bom aprendizado do universo da PNL, proporcionou-me, também, uma grata surpresa: a de ver desfilar em suas páginas um interessante capítulo, muito bem escrito, por um conterrâneo nosso. Refiro-me ao jovem especialista em coaching e PNL Gilson Lira. Pelo que se pode observar, ele é um apaixonado pelo campo da educação e do desenvolvimento pessoal. Pelo que pude ver, ele compartilha da bela visão de que a transformação de qualquer ser começa, justamente, pela educação.

 

Gilson demonstra, de maneira simples e eficiente, uma inexplicável facilidade de falar diretamente ao universo do “leitor-professor”. E, como professor, sei que esse não é um universo assim tão fácil de se adentrar, não é mesmo? Mas ele, de forma bem didática, escreveu no capítulo 10, ‘Professor de Alta Performance’, como as estratégias da PNL favorecem um aprendizado focado no aluno. Pelo que li, ele procurou mostrar também a vital importância em se compreender o modelo ou “mapa de mundo” dos nossos estudantes. Procurou ainda demonstrar a necessidade do professor criar em sala de aula rapport (conceito do ramo da psicologia que significa criar rapidamente empatia com outra pessoa) com seus alunos. Ele aborda ainda algo bem curioso: a necessidade de nós, educadores, priorizarmos uma maior flexibilidade em nossa comunicação em sala de aula para melhor interagir com nossos alunos. Afinal, cada vez mais enfrentamos um grande desafio: o da desatenção e o da indiferença por parte dos alunos. Portanto, como entusiasticamente defende este nosso estudioso paraibano, “a Programação Neurolinguistica ajuda a tornar o professor mais eficiente na arte do educar”. E sendo assim, ele saberá habilmente envolver e inspirar pessoas à sua volta.

 

Confesso que queria eu – logo no início de minha carreira como professor - ter tido acesso às ferramentas e estratégias da PNL, como também, aos conceitos que o livro de que estou falando apregoa tão brilhantemente. Sem dúvida alguma eu teria sido um professor não só mais eficiente em sala de aula; teria também sido um educador mais flexível, inspirador, engajado e, principalmente, teria sabido melhor interagir com cada aluno meu.

 

Pois bem, finalizo desejando neste dia dos professores não mais que duas coisas. Primeiro, que cada professor possa refletir sobre seu real papel em sala de aula - nos dias atuais. “Eu tenho sido um bom professor? Tenho sido um efetivo educador? Tenho mantido uma postura de lidar com os meus alunos de forma adequada e eficaz?”. Segundo, o desejo de que cada amigo professor possa também tirar um tempinho em busca de novas competências e habilidades em sala de aula. Isso mesmo. Não dá mais para pensar que só transmitir a matéria já é o suficiente, como já falei.

 

Portanto, acredito que um bom mergulho nesta pequena, mas valiosa obra, pode ser, ao meu ver, já um bom começo; pode ser, ao meu entender, já o primeiro passo no aperfeiçoamento para que se possa tornar aquele professor a quem Lira bem defende e apregoa em seu capítulo, um ‘Professor de Alta Performance’.

 

Feliz diz dos professores!

 

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook

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Estou achando esta campanha muito parada. Tudo começou muito frio, diferente dos outros anos. Se na pré-campanha tivemos algo que nunca antes na história desse estado (!) havia acontecido, passado o período das convenções e registro de candidaturas, agora a Paraíba para, como se não houvesse uma disputa acirrada pela frente.

Eu também parei. Tenho observado a movimentação política dos candidatos a governador e confesso que tenho achado tudo muito estranho. Ao ponto de começar a imaginar cenários impensáveis e disputas bem diferentes daquelas que todos pensavam que iriam ocorrer.

Falemos de Cássio. Não restam dúvidas de que no período de pré-campanha foi quem melhor trabalhou. Conseguiu aglutinar partidos e apoios dos mais diversos e acabou na pole position do tempo de TV. Perdeu o apoio do amigo e senador Cícero Lucena, magoado por ter sido preterido no processo eleitoral. Mas ele deve saber o que está fazendo. Espero.

Falemos de Ricardo. Saiu enfraquecido. Com o governo na mão, perdeu o apoio de Rômulo, perdeu partidos importantes para Cássio, penou para conseguir um vice e teve que engolir Lígia Feliciano, que representa o significado de Damião Feliciano em Campina, mas não soma nada mais à sua chapa. E ainda tem a possibilidade de perder o PT na disputa judicial com o PMDB, o que seria um enorme baque em sua candidatura.

Agora falemos de Vital. Entrou na disputa sem o desgaste da pré-campanha, absorvido em sua totalidade pelo irmão, Veneziano, então pré-candidato até a última volta dos testes oficiais para o grande prêmio. Tem cacife nacional no PMDB e no PT e é provável que ganhe a queda de braço com o PT de Luciano e Lucélio – aliás, dupla que sai muito menor do que entrou nessa disputa.

A trajetória de Vital fala por si. Vereador em Campina Grande, deputado estadual, foi eleito deputado federal com a maior votação, dentre seus concorrentes, em 2006. De um simples deputado federal – mas com um mandato bem avaliado – passou à condição de senador, fato que não é considerado normal na política, pois o tapete azul, geralmente, é reservado para ex-governadores e políticos depois de testados em várias esferas.

Na eleição para o Senado, derrotou Cássio, Efraim e Wilson Santiago em João Pessoa, o maior colégio eleitoral do estado. Foi o segundo colocado no geral, perdendo para Cássio– que até hoje mostra os mais de 1 milhão de votos como troféu – por uma diferença de 134.682 votos. Cássio teve 1.004.183 votos e Vital, 869.501.

O detalhe é que Cássio foi para a disputa ao Senado com o cacife de três mandatos de prefeito em Campina Grande, dois de deputado federal, como ex-superintendente da Sudene e duas vezes governador. Vital foi vereador duas vezes, três vezes deputado estadual e uma vez deputado federal. Só. E teve o monte de votos que teve.

Diante do histórico de cada um, não tenho dúvidas de que teremos uma grande campanha pela frente. E se alguém aí pensar em subestimar Vital, pode estar incorrendo em grande erro. Não é à toa que ele é chamado pelos amigos mais próximos de superman. Será que o silêncio atual seria a busca por uma criptonita?

 

 

Professor Jônatas Frazão

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Professor Jônatas Frazão

 

Às vezes fico me perguntando o que Luciano e Lucélio Cartaxo querem da vida. Luciano, que foi alçado à condição de prefeito de João Pessoa – único prefeito do PT entre as capitais do Nordeste, diga-se – por um cenário propício e um tanto de sorte, não está sabendo tirar proveito dessa benesse que o destino lhe garantiu.

 

Achando que dois raios podem cair no mesmo lugar, Luciano e Lucélio iniciaram o ano eleitoral defendendo o que chamam de Protagonismo PT, em apoio a uma candidatura própria para governador, mesmo sem ter nome com densidade eleitoral para tal. E entraram numa barca furada chamada Blocão que só inviabilizou qualquer entendimento político externo e não levou a lugar nenhum quem acreditou.

 

Depois de muita resistência, optaram pelo óbvio: a formação, junto com o PMDB, mas com a possibilidade de atração de outras legendas, como PROS, PSC, PTB, PR, de uma coligação que garantia tempo de TV para a chapa e um palanque forte para a presidente Dilma na Paraíba.

 

Aí veio mais resistência. Agora na indicação do nome de Lucélio para concorrer ao Senado Federal. Só com muita insistência optaram pelo óbvio. A partir daí, o cenário começava a clarear para os irmãos, que viram a possibilidade real de eleger um Senador da República. Mas isso não foi o suficiente.

 

O PT passou mais de dois meses, entre encontros, reuniões, assembléias, votações, definições e outros moídos que só ocorrem no partido da estrela para decidir pela coligação com o PMDB. Porém, numa manhã, jogou todo esse projeto para o ar e cair nos braços de Ricardo Coutinho, apenas porque o PMDB decidiu retirar a candidatura de Veneziano para colocar a do irmão, Vitalzinho.

 

O PT achou que poderia deitar e rolar sobre Vitalzinho? Logo ele, homem que goza de tanto prestígio com o PT nacional, com Lula e com Dilma? Grande engano. Optaram por se aliar a Ricardo Coutinho e deixaram o PMDB sob a ameaça de ter um palanque reduzido para Dilma. Ou você acha que Dilma terá chance no palanque de Ricardo Coutinho?

 

Lucélio, de potencial candidato a senador, passa a ter a sua postulação ameaçada, com a entrada na disputa do ex-senador e ex-governador José Maranhão. E por ironia do destino, Maranhão entra na disputa justamente no lugar abandonado por Lucélio. A vaga era dele e ele rejeitou, praticamente empurrando Maranhão para ser seu concorrente.

 

Alguém poderá dizer que Lucélio pode ser a novidade desta eleição, que a Paraíba já conhece Maranhão, que o irmão de Luciano tem chances... E eu digo que não. Lucélio não é conhecido nem em João Pessoa direito, quem dirá além do Rio Sanhauá? Já Maranhão tem voto em toda a Paraíba, com dificuldades apenas em Campina Grande, onde Lucélio precisaria, por exemplo, do apoio de Veneziano e Vitalzinho para entrar.

 

Por essas e por outras, não acredito que Lucélio tenha chances. A não ser na composição com o PMDB, ocupando o espaço de Maranhão na chapa. Mas o problema é que os neófitos irmãos não estão conseguindo enxergar o óbvio: ao lado de Ricardo a chance de se sair bem desta eleição é próxima de zero. E para 2016, alguém confia que Ricardo dará seu apoio à reeleição de Luciano? Acho que só os irmãos mesmo.

 

Quando Ricardo Coutinho disse na campanha passada que Luciano Cartaxo era um zero à esquerda, que não havia, na face da terra, qualquer atuação política dele que significasse um bem à população, chegou a ser benevolente. Acho que, depois dessas, Luciano e Lucélio sabem trabalhar. Fazendo gol, contra eles mesmos.

 

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu facebook

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(Professor Jônatas Frazão)

 

Causou grande repercussão na mídia, semana passada, artigo do ex-deputado Gilvan Freire, no qual tenta sepultar de vez a pré-candidatura do peemedebista Veneziano Vital do Rêgo ao Governo do Estado. Gilvan tentou, através de jogos de palavras e argumentos calcados em sua própria opinião, mostrar à Paraíba que a candidatura de Veneziano estava descartada.

Vi com tristeza o que escreveu Gilvan, que se autodenomina ‘Vidente Cego’ nas redes sociais. E, só após ler o seu artigo, é que pude realmente entender o porquê do codinome. Realmente, Gilvan apresentou uma cegueira incrível. Talvez por isso tenha obido tantos insucessos na política nas suas últimas tentativas. Inclusive uma, frustradíssima, de ser Governador da Paraíba.

Gilvan viveu um tempo da política que não existe mais. Suas teses são ultrapassadas e não cabem mais na realidade atual. É por continuar pensando assim que seus espaços tem sido diminuídos. Inclusive suas análises, que só encontram guarida, ainda, na compreensão de José Maranhão, único político em atividade que ainda lhe dá ouvidos.

Dizer que só José Maranhão acredita na candidatura de Veneziano é, primeiro, de um desconhecimento jornalístico. Na última reunião do PMDB, ocorrida na residência de José Maranhão, todos – eu disse TODOS os deputados estaduais e federais presentes ratificaram a candidatura própria do partido, na pessoa de Veneziano.

Gilvan peca na ironia ao dizer que a administração de Veneziano em Campina Grande deveria ser o melhor espelho de sua candidatura. E será. É isso o que Veneziano tem dito. Afinal, quem construiu uma Vila Olímpica de R$ 6,5 milhões com recursos próprios, após décadas em que Campina não sabia o que era uma obra com recursos do próprio tesouro municipal, mostrou bem como se cuida de recursos públicos.

Além do mais, Veneziano tem no irmão, Vitalzinho, um grande articulador, em Brasília. Prova disso é que ao final dos oito anos de mandato de Veneziano na Prefeitura de Campina Grande, Vitalzinho atingiu a cifra de R$ 360 milhões conseguidos para a cidade, dos quais, R$ 80 milhões foram investidos na pavimentação de 620 ruas – em 22 anos o grupo Cunha lima pavimentou, apenas, 226 ruas, inclusive com os mais de R$ 100 milhões da venda da Celb. E, com os cerca de 52% do tempo de guia de rádio e televisão que Veneziano terá com a aliança PMDB-PT, vai ser batata!

Dizer que o povo de Campina se mostrou desapontado com o governo de Veneziano é desconhecer também as últimas pesquisas feitas na cidade, avaliando a sua gestão: 68% de aprovação e 55% de ótimo e bom (Ibope, 22/10/2012) e 50% de ótimo e bom (Ipespe, 28/10/2012).

O que resta, neste momento, é saber a quem ou a que interesses advoga Gilvam. O que é uma lástima. Emprestar seu nome a interesses inconfessáveis talvez não seja o melhor para tentar ter uma imagem positiva no cenário político de quem, em vida (política) não conseguiu se destacar. Afinal, as visões do ‘Vidente Cego’ não serviram para si próprio. Se não, não seria esta ‘pena’ desacreditada que é hoje. Lamentável para quem, um dia, foi nosso representante e hoje não consegue um lugar ao sol na política.

 

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook

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A vida de João Pessoa tem uma referência imorredoura para milhares de ex-estudantes e gente lutadora de todos os naipes que passaram ou que ainda vivem na capital paraibana. Na descida da Guedes Pereira, pelo lado direito de quem segue na direção Ponto de Cem Réis- Comércio havia o Bar Querubim. Como nome de anjo, o empreendimento matou a fome da estudantada, especialmente dos que residiam na Casa do Estudante, com um cardápio vendido à larga, tendo como base o caldo de cana, servido com pastel de carne, pão doce, ou bolinhos de massa.
“Descendo é o Bar Querubim, subindo é o Querubim Bar”, brincava, em trocadilho, a estudantada. Em dias de domingo, com “trocados” recolhidos entre os colegas no estilo quem tem põe quem não tem tira, muitos estudantes se serviam apenas de uma refeição, segundo me relatou outro dia um ex-residente da Casa, hoje indivíduo bem posto na sociedade graças ao seu esforço, exatamente o caldo de cana do Bar Querubim. Às vezes, me disse ele, apenas o caldo servia de única refeição diária, uma vez que o dinheiro não dava para comprar a, digamos, “mistura”, em forma de pastel, pão doce, ou bolinhos de massa, como já me reportei.
Mas, não era só a estudantada que fazia o sucesso do Bar Querubim. A produção de caldo de cana e o estoque principalmente de pastéis tinha que atender a uma clientela extremamente numerosa que transitava indo ou voltando da cidade baixa. Dezenas de pessoas, não raras vezes, acotovelavam-se em busca de atendimento, após terem pegado as respectivas fichas. Eram quatro ou cinco atendentes que se revezavam entre a moenda e o atendimento direto aos clientes, num ritmo por vezes ensurdecedor de pedidos, moagem e troca de falas entre clientes e trabalhadores.
Entre os frequentadores contumazes do Bar Querubim, no rol dos quais me incluo, eu, pessoense nascido e criado, estava o poeta Caixa D’Água. Por várias vezes encontrei o poeta tomando o seu caldo de cana com pastel, também o meu “prato” preferido. No momento em que degustávamos aquelas delícias esquecíamos completamente os alertas de pais e outros conselheiros com uma possível falta de higiene no local – sobre a qual, aliás, nunca prestei muita atenção – principalmente com relação àqueles pastéis e bolos. Até hoje, nunca soube de ninguém que tenha morrido por causa.
Do ambiente físico, eu me lembro bem, de um balcão em forma de U, que servia ao atendimento da freguesia. Do lado direito da entrada ficava o caixa. Ali você pagava, antecipadamente, a pedida, e, em troca, recebia uma ficha. Aí, você se dirigia ao outro lado da escada, onde estava a moenda que transformava a cana em caldo. No centro, expostos em caixas de vidro sustentadas por metais, ficavam os pastéis e bolos. E, enfim, por trás da moenda, uma maravilhosa escada de ferro, com corrimão, e em forma de espiral, que levava à parte administrativa do Querubim.
Já adulto, tornei-me amigo do advogado Heleno, filho e herdeiro do empreendimento, ele e seus irmãos. Continuei, do mesmo jeito, a frequentar o Bar Querubim, com o entusiasmo de sempre. E ontem, dedicado a escolher mais uma recordação para a série Memória Pessoense, resolvi homenageá-lo, assim como quem homenageia a própria história que é feita também das partes que compõem a história de sua aldeia. No caso, a minha aldeia João Pessoa.

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Em meio à preparação para a guerra contra seus adversários, especialmente o governador Ricardo Coutinho, do PSB, o senador Cássio Cunha Lima, com plenos poderes sobre o PSDB paraibano, outorgado pela cúpula nacional e pelas bases, no estado, resolveu subir o tom de suas críticas a companheiros que não lhe acompanharam.

Como se sabe, parcela de seus aliados, entre os quais tem destaque o vice-governador Rômulo Gouveia, do PSD, decidiu permanecer com Ricardo, após o cisma que desfez a aliança mantida entre tucanos e socialistas, colocando os dois partidos em campos opostos na luta pelo governo estadual, agora, em outubro de 2014.

Na última sexta-feira, 04, em Campina Grande, Cássio discursou para correligionários e aproveitou para fincar as balizas que delimitam a trincheira que ocupa e a do adversário. “O povo é sábio e sabe distinguir quem merece chegar a uma prefeitura, e quem não merece chegar a uma prefeitura”, disparou Cássio.

Foi taxativo, também, um pouco antes, quando enfatizou: “Aqueles que são amigos de verdade se comportam como Romero tem se comportado”. Estava se referindo, neste caso, a seu primo, Romero Rodrigo, do mesmo PSDB de Cássio, que venceu o último pleito para prefeito de Campina Grande, sendo o atual titular do cargo.

Antes da vitória de Romero, o atual vice-governador Rômulo Gouveia foi derrotado duas vezes para a Prefeitura de Campina Grande, nas eleições de 2004 e 2008, quando perdeu, em ambas as oportunidades, para o líder peemedebista campinense, Veneziano Vital do Rego, que será o outro adversário de Cássio, este ano.

Ao reclamar assim tão publicamente, e jogar farpas tão claramente dirigidas, Cássio pode estar antecipando o discurso que fará, durante a campanha, provavelmente colocando os interesses campinenses acima dos interesses pessoais de outro qualquer filho da terra, entre os quais, obviamente, pode Rômulo estar mais claramente citado, lá na frente.

Com o peso que tem Cássio em Campina, e com o evidente campinismo que cerca qualquer pleito na Serra, pode a situação de Rômulo ficar difícil na cidade, no seu propósito de se eleger Senador da República na chapa socialista comandada por Ricardo Coutinho.

A não ser que essa mesma consciência campinista resolva despejar votos em Cássio e Rômulo, estabelecendo uma coligação furtiva, mas, eficaz. O que pode valer também para outro tipo de voto na Serra: Veneziano e Rômulo. Caso isto ocorra, o discurso de Cássio se esvairá no terreno concreto do pensamento campinista.

 

Este artigo está publicado em:

http://botelhonoticias.blogspot.com/2014/04/cassio-delimita-terreno.html?spref=tw

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O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) divulgou artigo em que relata, na ótica de criança, as suas impressões sobre a ditadura militar que neste dia 31 de março completa 50 anos do golpe militar. Cássio aborda o período de cassação do seu pai, o Poeta Ronaldo Cunha Lima, da prefeitura de Campina Grande, semanas após tomar posse, em março de 1969, a necessidade que toda a família teve de sair de Campina Grande e toda a tristeza e danos que aquele momento histórico causou.

Ditadura

Com ditadura, não se brinca! Aprendi desde menino. Ditadura é o comando contrário ao desejo do povo, a quem se deve o Poder, de quem o poder não sai e através de quem o poder tem que ser realizado.

Eu sempre me realizei em casa cheia de gente. Daí, meu afeto por povo! Nasci em eleições e nunca - mas nunca mesmo - deixei os abraços pelos confortos dos gabinetes, tão comuns às ditaduras e a seus gestos. Ditadura é tão ruim, que vicia até a vítima, pelo descrédito na própria força.

Eu era criança, quando meu pai, o Poeta Ronaldo, foi escolhido pelo povo da nossa adorada Campina Grande para conduzir seus destinos na Prefeitura. A eleição foi tão linda quando exigente: o poeta enfrentava um emblema da tradição campinense, mas exibia a renovação e a coragem de enfrentar aquele momento em que o Golpe Militar de 1964 tornava-se ainda mais duro e militarizado.

O poeta venceu!

Na Prefeitura, não passou de alguns dias a esperança do povo.

O Poeta foi cassado com base no Ato Institucional nº 5, editado no final do ano anterior.

Perdeu o povo campinense a indicação e o mandato que outorgara nas eleições! Mas, não apenas o povo! Perdemos também nós: o poeta e a família.

Quando saímos da Campina, porque não podíamos ficar na cidade, sem riscos à vida – inclusive e principalmente social -, deixamos amigos, a rua, o bairro...

Lembro, agora, o campinho do Pé de Jaca, na casa de vovó Nenzinha, onde disputávamos nossas partidas de futebol, imitando a seleção bicampeã do mundo, com os nomes, símbolos e gestos dos jogadores.

Quando saímos da cidade, eu olhei para trás e ainda guardo os rostos de Estélio, do Mago Eduardo, de Henrique Neguin e de Gilbran Asfora. Ainda hoje, eu os vejo cintilando nas lágrimas.

Chegamos ao Rio de Janeiro ainda com lágrimas, com a cultura nordestina, com o sotaque e essas lembranças.

Ainda que a cidade do exílio pudesse ser nossa, Campina foi deixando de ser lembrança e passou a ser objetivo. Mas, tudo a custo de muita discriminação, que superamos com a coragem de quem quer sempre voltar.

Ainda criança, eu aprendi que ditadura não é brincadeira.

 

Cássio Cunha Lima - Senador

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(Professor Jônatas Frazão)

 

Confesso que não sei o que o Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, quer da vida. A sua movimentação política nestes últimos dias pode indicar tudo, menos que ele está decidido e tem ‘cacife’ para enfrentar a eleição majoritária que vem por aí. De sua postura pessoal à postura de seu partido na Paraíba, o PP, conclui-se que o que lhes falta é uma coisa bem simples: voto.

O Ministério das Cidades é uma das pastas mais importantes do Governo Federal, pois tem verbas e ações em todos os estados e em várias frentes. Tem ‘sustância’ para angariar prefeitos, apoios, visibilidade, votos. Qualquer cidadão, de qualquer estado da Federação, que tenha experimentado a importância de ser ministro, pavimenta uma candidatura a senador nestas eleições. Muito mais se for Ministro das Cidades. Menos Aguinaldo.

Qualquer deputado federal que tenha uma certa projeção cresce os olhos e começa a mirar o tapete azul. Isso é mais que natural. O exemplo mais recente foi o do campinense Vital do Rêgo, que de primeiro mandato de deputado federal viu a possibilidade de alçar este voo mais alto, arriscou e chegou lá. Menos Aguinaldo.

É bom lembrar também que a imprensa nacional divulgou por diversas vezes a intenção da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e do PT como um todo em apoiar o nome de Aguinaldo para governador, na Paraíba. Assim, o PT teria o álibi de não lançar uma candidatura própria sem musculatura e, ao mesmo tempo, ter um candidato que, se não era petista, era do ministério do governo do PT. Mas Aguinaldo não se encorajou a encarar a disputa.

O pior é que ele não se arrisca, mas não dá o braço a torcer. Fica incentivando a opinião pública a ter esperança de sua candidatura a senador ou a governador e adia o anúncio do nome do PP que o blocão indicará para compor uma possível chapa majoritária, arriscando ter suas bases invadidas por pretensos candidatos à Câmara Federal, num alucinado e perigoso jogo político.

E por que Aguinaldo faz isso? A resposta é simples: Aguinaldo, embora não diga claramente, tenta barrar a pretensão de Veneziano de conseguir o apoio do PT à sua postulação. Se não, como explicar o blocão já ter nomes postos, a exemplo de Nadja Palitot e Leonardo Gadelha, e, segundo Enivaldo, Aguinaldo e Daniela, para o PMDB iniciar uma coversa com o blocão tem que retirar no nome de Veneziano? Se os outros podem, porque o PMDB não pode ter o seu nome também?

Escutei recente entrevista da Deputada Daniela Ribeiro afirmando que o PMDB quer impor o nome de Veneziano e o blocão não aceita isso. Como, se está aceitando a ‘imposição’ de Nadja Palitot por parte do PT e de Leonardo Gadelha pelo PSC? E o próprio PP que está para lançar o seu nome? Então o PP não aceita a imposição do PP também? Nem Freud explica.

Enquanto isso, Aguinaldo não pode anunciar que é candidato a Senador para, com isso, segurar o blocão, porque perde as suas bases. Não pode anunciar que é candidato a deputado federal porque, neste caso, o blocão se desfaz e Veneziano surfa livre com PT e PSC. Não pode anunciar outro nome do PP no blocão porque, com isso, o bloco estaria pronto para negociar com o PMDB, o que Aguinaldo não aceita. Como diz Hélder Moira: eita!

O que Aguinaldo não consegue esconder é que a aproximação do PT ao PMDB e a Veneziano tem lhe incomodado. Resta saber qual o sentimento predominará nos Ribeiro para as definições que 2014 urge em pedir rapidez. Se demorar muito nesta ‘birra’, pode ficar complicado para a família. Afinal, vivemos numa corrida contra o tempo.

 

 

*professor aposentado da UFPB. Este comentário também está publicado no meu Facebook

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Por Fernando Caldeira

Votei em Cássio Cunha Lima nas eleições de 2002 e 2006, e sou admirador de seu estilo político. E sem adentrar ao mérito de sua cassação, arrisco opinar que o mesmo encontra-se inelegível até 29 de outubro do próximo ano e, desta forma, não tem condições legais em disputar a sucessão governamental que se avizinha. Porque? Vamos aos fatos!

Cássio foi reeleito Governador da Paraíba dia 29 de outubro de 2006 (2º turno), e foi cassado pelo TSE em 2008, com base na alínea ‘J’ do parágrafo I do artigo 1º da Lei Complementar 64/90, modificada pela Lei Complementar 135/10 (Ficha Limpa), que diz:

“ Art. 1º São inelegíveis:

I – para qualquer cargo:

j) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição.”

Bem, vejamos: Cássio foi condenado por órgão colegiado (TRE e TSE) e por conduta vedada. Quem lhe imputa 8 anos de inelegibilidade é o mesmo diploma legal. Até aqui penso não termos divergência alguma.

Então, agora, é só questão de fazer contas. Ele foi eleito dia 29/10/2006. Oito anos de inelegibilidade, portanto, terminarão dia 29/10/2014. Sem problemas! Ora, a eleição do próximo ano se dará dia 5 de outubro, portanto, 24 dias antes de expirar a inelegibilidade do sr. Cássio. Logo ele não pode disputar a eleição. Simples assim! Nem para Governador nem para nenhum cargo. Após essa data, aí sim, Cássio retoma integralmente seus direitos políticos podendo disputar o que bem entender.

Vejam: interpretando fielmente a letra fria da Lei, Cássio está inelegível. Contudo, existe no Direito uma tal de Hermenêutica, que é um método de interpretação do “espírito da lei” que pode, dentro de suas variantes, autêntico, doutrinário, jurisprudencial, literal, histórico, sistemático e teleológico, entender diferente desse nosso posicionamento.

Só mesmo o TSE, consultado, é quem poderá por um ponto final nesse assunto.

Pessoalmente acho difícil que o senador tucano consiga candidatar-se à eleição de 2014. Literal e teleológicamente, pelo menos, a Lei não lhe favorece.

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