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No capítulo 17 do Evangelho narrado por João, Jesus deixou-nos uma das mais belas e tocantes páginas de Sua Sublime Existência — a Oração ao Pai Celestial, em que mostra toda a força do Seu Amor àqueles que Lhe foram entregues por Deus para cuidar. E, como dedicado Pastor do rebanho humano, ensinou a respeito do Seu Mandamento Novo — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Assegurou que “ninguém tem maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35; 15:13). E o Cordeiro de Deus imolou-Se pelo mundo. Até em favor dos que se consideravam Seus adversários e O levaram à crucificação. De fato, não há maior altruísmo que esse — oferecer-se em sacrifício pela Humanidade, alheia à sua sobrevivência coletiva. Ocorre, no entanto, que ao terceiro dia o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, ressuscitou, esteve quarenta dias com os discípulos, e o anúncio de Seu glorioso retorno à Terra — não mais para ser crucificado — é tão presente na Sua Missão, que os Anjos o confirmam no momento de Sua volta ao Plano Espiritual: “E ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem O encobriu dos seus olhos. E, estando todos com a visão fita no Céu, enquanto Ele subia, eis que dois Anjos vestidos de branco se puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o Alto? Este Jesus, que dentre vós foi alçado aos Céus, assim voltará como O vistes subir” (Atos dos Apóstolos, 1:9 a 11).

 

MAIOR ÊNFASE À RESSURREIÇÃO

Em 1o de abril de 1983, Sexta-Feira Santa, na Casa D’Itália, Salvador/BA, ao lançar o Livro Jesus, declarei: Na Sua vitória sobre a morte está a mola impulsionadora do Cristianismo, a certeza do triunfo, sobre si mesmos, dos Seus discípulos. A grande Mensagem da Semana Santa na atualidade, quando os povos insistem em invocar a morte, fazendo dela a sua deusa, é que o Divino Chefe nunca esteve realmente morto. O Espírito não se extingue. Razão por que somos imortais. Fomos criados à imagem e semelhança do Altíssimo. E “Deus é Espírito”, consoante revelou o Educador Celeste à samaritana no poço de Jacó (Evangelho segundo João, 4:24). Jesus Espírito ressurgiu aos olhos humanos. Com esse ato extraordinário, criou na alma dos Seus seguidores coragem capaz de enfrentar todos os ódios e perseguições mundanas, sem que sejam também portadores desse comportamento malsão. Por isso sempre destaco que valentia é aceitar uma incumbência, por mais difícil que pareça, e levá-la, com todo o brio, até o término. Sem desanimar, com os olhos fitos no Cristo de Deus.

 

JESUS VENCEU A MORTE

Conta o Evangelho conforme Lucas, 9:60, que certa feita a um jovem que desejava segui-Lo, contudo antes pretendia sepultar o pai, que morrera, o Excelso Pedagogo, com o intuito de testá-lo, aconselhou: “Deixa aos mortos enterrarem seus mortos. Tu, porém, vai, e anuncia o Reino dos Céus”. E nas anotações de Marcos, 12:27: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos”, isto é, de seres eternos. E completou: “Por não crerdes nisto, errais muito”.

O inesquecível recado de Sua Paixão, principalmente para esta época de Tempos chegados, é a vitória sobre a morte.

Na Primeira Carta aos Coríntios, 15:55, encontramos esta contundente indagação do Apóstolo Paulo: “Morte, onde está a tua vitória? Onde, o teu aguilhão?”.

Na verdade, os mortos não morrem. Para os que têm olhos de ver e ouvidos de ouvir, a morte é um boato.

Ao suplantá-la, Jesus pôde demonstrar o que dissera na Boa Nova dos relatos de João, 16:33: “Eu venci o mundo”. E o Mestre quer que, com Ele, igualmente o façamos. Quando as nações conhecerem melhor a realidade da vida espiritual, eterna, vão reformular tudo nos relacionamentos sociais, inclusive no âmbito planetário. Por enquanto, a sociedade permanece firmada quase que unicamente na matéria, que é um manto a esconder do ser humano o verdadeiro sentido de sua existência. Daí os equívocos, por vezes trágicos, não apenas na religião, mas na política, na arte, nos esportes, na ciência, na filosofia, e por aí vai. É comparável à lenda egípcia dos peixes que, vivendo no fundo de um laguinho, não davam crédito às notícias da presença de rios, mares e oceanos imensamente superiores ao seu restrito hábitat, preferindo, temerosos, vagar pela escuridão da mediocridade.

É o caso das criaturas terrenas imprevidentes, ameaçando-se a si mesmas com os perigos inenarráveis de uma destruição indescritível, pois o pequeno lago veio a secar e todos sucumbiram estorricados. Entretanto, como afirmava Teócrito (320-250 a.C), “enquanto há Vida, há esperança”. E a Vida é eterna.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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A Secretaria de Direitos Humanos, em 21/11/2011, informou em seu site (www.direitoshumanos.gov.br) que “a III Comissão da Assembleia-Geral das Nações Unidas (AGNU) adotou, por consenso, o projeto de resolução apresentado pelo Brasil, intitulado ‘World Down Syndrome Day’ (Dia Mundial da Síndrome de Down). A data será comemorada a partir de 2012. A ONU propôs que os Estados membros comemorassem com a adoção de medidas para promover maior conhecimento sobre a Síndrome de Down”.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população de um país em tempo de paz apresenta algum tipo de deficiência intelectual. No Brasil, isso corresponde a quase 10 milhões de pessoas. Entre as mais conhecidas está a síndrome de Down.

RECOMENDAÇÕES AOS PAIS E EDUCADORES

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), a terapeuta ocupacional Fabiana Alencar, especialista no assunto, abordou algumas recomendações aos pais e educadores no trato com crianças portadoras de deficiência intelectual.

Por natureza, a criança com síndrome de Down tem um processo de desenvolvimento mais lento. Contudo, se houver uma intervenção precoce, com o imprescindível apoio da família, ela vai longe. Hoje é muito comum ver pessoas com síndrome de Down trabalhando e, até mesmo, se casando”, esclareceu ela.

Porém, faz uma ressalva: apesar dos avanços, o portador da deficiência necessitará, durante toda a vida, de alguns cuidados especiais. “Até por conta do comprometimento intelectual, da dificuldade em compreender as regras sociais. Entretanto, é uma pessoa que pode (tendo uma supervisão) morar numa residência apoiada. É importante trabalhar essas crianças vislumbrando que, no futuro, elas possam fazer sua própria comida, cuidar das suas roupas, lidar com dinheiro, mas é preciso ensiná-las e supervisioná-las sempre”, pontuou a terapeuta.

É notório o amadurecimento da sociedade com relação aos direitos e desenvolvimento de pessoas com deficiência. As escolas especiais ainda existem, mas as regulares já disponibilizam vagas para crianças com deficiência intelectual. “Trabalhei numa instituição de educação especial, e era impressionante. Tínhamos adultos de 20, 30 anos, que passaram a vida inteira nela, porque não tinham outra oportunidade. Hoje se vislumbram algumas coisas diferentes para essa geração de pessoas com síndrome de Down, que para as outras não eram tão comuns. Nos dias atuais, a criança com deficiência está na escola para, quando ela se formar, poder, por exemplo, trabalhar. Já temos pessoas com síndrome de Down que conseguiram entrar para a faculdade”, conta Fabiana.

Sobre os desafios da integração dessas crianças no universo escolar, explicou que “elas, desde muito cedo, em geral, fazem acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. Uma vez ingressando na escola, já vão ter um arcabouço de vivências, de conceitos e de conhecimento; porém, quando o processo começa a se desenvolver, é muito importante o trabalho terapêutico com a escola.” E esclareceu: “A gente procura trabalhar sempre, por exemplo, a repetição; para essas crianças a repetição é muito importante. Muitas vezes o material que elas vão usar é diferente do dos coleguinhas, mas elas precisam disso, e a escola tem que ter disponibilidade de mudar, de tentar outros caminhos. Às vezes, algumas professoras falam: ‘Ah, mas eu nunca tive experiência com isso, não tenho formação para isso’. A formação, lógico, é importante! Mas também é valiosíssimo ter disposição de mudar”.

Meus agradecimentos à terapeuta ocupacional Fabiana Alencar. O tema nos remete ao respeito às diferenças, passo primacial para o surgimento da tão sonhada sociedade solidária, altruística e ecumênica.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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No artigo “Apocalipse e Genoma do Universo”, aqui publicado, procurei, de forma sucinta, analisar com Vocês as diversas teorias a respeito do surgimento da Terra e do Universo, pelo prisma do Apocalipse de Jesus que, libertado do estigma catastrófico recebido pelos séculos, traz boa sorte aos seres humanos.

O despertar do cidadão incorruptível também está associado às profecias. Observemos a ilustrativa palavra do Apóstolo Paulo, na sua Epístola aos Romanos, 13:11 e 12: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz”.

É urgente demonstrar que Profecia não é forçosamente sinônimo de flagelo, mas a exposição das correlações entre causa e efeito. Ela é somatório daquilo que antes realizamos de bem ou de mal. Torna-se necessário que aprendamos isto para fazer delas elemento para o progresso consciente, que nos transformemos, em pleno juízo, em agentes do nosso futuro, na Terra e no Céu. Não é vão este comentário do escritor francês Joseph Joubert (1754-1824): “Quando de um erro nosso surge uma infelicidade, injuriamos o destino”.

TEMER O APOCALIPSE?

A Lei de Causa e Efeito é onisciente, para dar a cada um de acordo com as próprias ações. Nem sempre vemo-la agir de imediato, visto que sua atuação é natural, orgânica. Por isso, raras vezes conseguimos perceber sua mecânica. No momento certo, segundo o Relógio de Deus, todos colhemos o que semeamos. Este aforismo de Vauvenargues (1715-1747) é bem apropriado para esta oportunidade: “A perfeição de um relógio não reside no fato de andar depressa, mas no fato de regular perfeitamente”. Portanto, não é contra o Apocalipse que nos devemos precatar; ao contrário, porque ele é, para os que o leem sem ideias preconcebidas, um belo recado divino com dois milênios. Maléficos são, estes sim, os atos humanos, quando desvairados, particulares ou coletivos.

 

SONS DO SILÊNCIO

O amigo José Medrado, conferencista e médium de singular talento, lançou recentemente, em Salvador/BA, a obra “Sons do Silêncio”, pelo Espírito Janete.

Na apresentação desse seu primeiro romance mediúnico, Medrado informa-nos que “é um misto de realidade e ficção. O espírito partiu de uma história que realmente aconteceu, mas a descaracterizou um pouco para que os personagens não fossem identificados”.

Ao autor, o meu agradecimento pela fraterna dedicatória: “Ao Irmão Paiva Netto, com votos de Paz de José Medrado”.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Brasília está na expectativa de ser nomeada para sediar, em 2018, o 8º Fórum Mundial da Água. Nossa capital lidera a candidatura latino-americana e concorre com Copenhague, Dinamarca. No próximo dia 26 de fevereiro, conheceremos o local escolhido. O anúncio ocorrerá em Daegu, Coreia do Sul, cidade do Fórum em 2015.

O evento é promovido pelo Conselho Mundial da Água, criado em 1996 e composto por mais de 50 países. O órgão, que tem sede em Marselha, na França, é presidido pelo brasileiro Benedito Braga, engenheiro e professor da USP.

 

ÁGUA E SEUS DESAFIOS

O precioso líquido que sustenta a vida merece atenção constante e atitudes sem delongas. A população segue crescendo. E, de forma lamentável, o aumento dos poluentes no ar, nas águas, nas florestas, por toda a parte, não fica atrás. Ora, a disponibilidade de água potável tem um limite, não consente desperdícios. Além disso, há outros problemas complexos a resolver. A própria Paz entre nações depende de medidas acertadas.

Segundo o dr. Benedito Braga, “o Brasil avançou muito nos últimos 10, 15 anos do ponto de vista da gestão dos recursos hídricos. Em 1997, promulgou a Lei das Águas. Em 2000, instituiu a Agência Nacional de Águas. Portanto, é um país que se destaca no cenário internacional, por ter mecanismos de gestão de água bastante modernos, eu diria sofisticados”.

Naturalmente, uma extensão territorial como a nossa comporta também desafios na mesma magnitude. Por exemplo, o Brasil possui 12% da água doce do mundo. “É muita água!”, exclamou o dr. Benedito Braga. Contudo, ele prossegue: “Setenta por cento dessa água está na Amazônia, onde somente 7% da população vive. Então, onde a água está, as pessoas não estão; onde as pessoas estão, a água não está”. E concluiu o professor à apresentadora do programa Biosfera, Jully Anne, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY): “Esse é o grande problema brasileiro que hoje enfrentamos”.

SIMPLES ASSIM: CÉLULAS-TRONCO

Em São Paulo/SP, no dia 6/2, os médicos Adelson Alves e Alysson Muotri receberam mais de 300 convidados, entre médicos, profissionais de saúde de distintas áreas, empresários, escritores e universitários, para o lançamento de “Simples assim: Células-tronco”, cuja capa traz a assinatura de Ziraldo. O livro tem ainda a colaboração dos doutores Andresa Forte, Edilson da Costa Ogeda, Elíseo Joji Sekiya, Telma Ingrid Borges de Bellis Kühn e Wirla Pontes em capítulos complementares.

Aprender conceitos básicos sobre células-tronco com simplicidade e humor é a proposta dos autores, que ilustram “a persistente fascinação do homem pela regeneração e pela vida eterna”.

Fiquei honrado com as dedicatórias que recebi em um exemplar da obra: “Ao dr. Paiva Netto um forte abraço. Elíseo”; “Ao amigo Paiva Netto, um grande abraço do amigo cientista! Parabéns pelo trabalho. Alysson”; “Ao amigo Paiva Netto, com carinho e admiração. Adelson”.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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No último dia 10, chegou-nos a triste notícia do falecimento do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da Rede Bandeirantes, ferido na cabeça por um rojão quando cobria protesto realizado no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro.

A ele, na Pátria Espiritual, nossos votos de Paz. À sua esposa, Arlita Andrade, filha e enteados, e aos colegas de trabalho, nossas orações e condolências.

Em um gesto de humanidade, a família autorizou a doação dos órgãos de Santiago para ajudar outras vidas. Belo exemplo de que a violência jamais pode ter espaço na Alma do brasileiro.

 

O QUE ESTÁ HAVENDO COM A TERRA?

As visíveis mudanças climáticas no mundo vêm acarretando grandes transtornos, sofrimentos e mortes. No Brasil, por exemplo, virou rotina os índices que medem as condições meteorológicas baterem recordes. Agora mesmo, o calor excessivo está causando muitos problemas.

Há quem acredite que tudo isso faça parte de um ciclo natural do planeta. Mas será que a ação humana, quando ignora a própria sustentabilidade, não tem intensificado esse processo?

SÓ AMIGO ADVERTE AMIGO

Lembrem-se de que hoje tudo é mais rápido. Ouve-se falar e se assiste em tempo real sobre a expansão de desertos onde havia florestas frondosas, a ponto de a ONU dedicar os anos de 2010 a 2020 ao tema da desertificação; seca em locais onde jamais ocorrera tal coisa. E o pessoal continua dizendo impropriedades a respeito do Apocalipse de Jesus, como se ele fosse o culpado de tudo.

Por acaso, são as folhas de papel nas quais estão impressas as profecias bíblicas que provocam essas catástrofes, ou nossa estupidez militante e ganância sem termo? (...)

O pastor Jonas Rezende, em seu livro “O Apocalipse de Simão Cireneu”, refere-se a essa distorção histórica: “O Juízo Final poderia acontecer, não por arbítrio divino, não como um evento inevitável, como sempre se compreendeu, a partir das Escrituras, mas por conta da ação predatória do próprio homem”.

Análise incontestável. Aliás, é o que comentei em “Jesus, o Profeta Divino” (2011), tema sobre o qual venho discorrendo nas últimas décadas.

 

UTILIDADE PÚBLICA

O verão este ano e a falta de chuva em vários Estados reforçam a necessidade de economizarmos água, energia elétrica, enfim, não sermos perdulários. E, com as altas temperaturas, cuidados básicos para preservar a saúde não podem ser ignorados.

Além de manter uma alimentação saudável e hidratar-se, é preciso atenção com o sol, principalmente ao ar livre, na praia, na piscina.

O dr. Adilson Costa, chefe de serviço de dermatologia da PUC de Campinas/SP, recomendou: “Primeiro: evitar exposição solar entre 10 e 16 horas. Segundo: aplicar fotoprotetores na pele de forma muito exagerada a cada duas horas. Nós orientamos um fotoprotetor com FPS de no mínimo 30.  E de preferência que a pessoa use óculos escuros, chapéus de abas largas, aquelas roupas que tenham fatores de proteção solar nas suas formas (...)”.

O câncer de pele é ainda um dos mais frequentes no Brasil. Oportunas, pois, as observações do dr. Adilson ao programa “Viver é Melhor!”, da Super Rede Boa Vontade de Rádio. A relação de frequências encontra-se disponível no portal www.boavontade.com.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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O mundo todo fala em sustentabilidade, mas firmada em quê? Num pensamento econômico que sobrevive pela avidez, não matando apenas as criaturas humanas por força da fome, do desemprego em várias regiões do planeta, no entanto, igualmente pela falta de instrução que não mostra perspectiva à juventude. E não basta instruir, é preciso educar, reeducar! Senão ela vai viver de quê? Em diversos lugares, onde a economia tornou-se mais forte, após certo tempo, por falta de alguma coisa, a violência que diminuíra ressurgiu, advinda tantas vezes da arrogância contra os que têm menos em suas fronteiras ou fora delas. Aí se atinge o relacionamento internacional. Por quê? Porque faltou o ensino, muito mais, a Reeducação, que é a Educação com Espiritualidade Ecumênica.

Os seres humanos e as nações ainda pensam que o seu futuro depende unicamente das coisas que podem apalpar, segurar, quando tudo isso é um grande engodo. Aquilo que parece ser o concreto não o é. Porquanto, o real é o Espírito, que antes de tudo somos, aguardando por ser esclarecido, iluminado pela Verdade e pelo Amor. Uma fórmula, cujo resultado constitui a elevada Justiça, aquela que alcançará a eficiência de ser, de acordo com o que dizia Confúcio, “o castigo para acabar com o castigo”. Ou seja, corrigir a criatura, livrando-a de seus enganos e conduzindo-a por caminhos acertados. A Reeducação, portanto, nos faz entender que tudo tem ínicio onde muitos pensam que nada existe, pois o governo da Terra começa no Céu.

Essa minha palavra vem de alguns temas que desenvolvi com os jovens em 24/11/2009. Quando foi ao ar pela Super Rede Boa Vontade de Rádio (em Porto Alegre, 1.300 kHz), chamou a atenção do professor doutor Marco Antonio Azkoul, ouvinte da nossa programação. Segundo ele, “é realmente providencial para a prevalência do principal sobre o acessório, isto é, do Espírito sobre a matéria”.

 

FORMANDO CÉREBRO E CORAÇÃO

Compartilho com vocês uma boa notícia que nos trouxe o “Jornal mural de circulação interna do Conjunto Educacional Boa Vontade”, na capital paulista.

“Este informativo abre sua edição inaugural de 2014 com as cerimônias de formatura da Educação Infantil ao Ensino Médio do Conjunto Educacional Boa Vontade, ocorridas no último mês de dezembro. Foram momentos marcados pelo entusiasmo dos educandos que galgaram mais um degrau na trajetória escolar, pela emoção das famílias com o feito dos estudantes e pela satisfação dos educadores pela certeza do dever cumprido. Destaque para os formandos do Ensino Médio, dos quais muitos iniciaram os estudos na Supercreche Jesus, aos 4 meses de idade.”

E a nota nos traz ainda um número bem expressivo: “Vale observar que mais de 85% desses alunos, pelos bons resultados obtidos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e em outros vestibulares, garantiram vaga no Ensino Superior. Outros optaram pela formação técnica, buscando assim o seu espaço no mercado de trabalho”.

“PROTEJA BRASIL”

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República promoveu, no dia 24/1, ao lado do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre/RS, o Ato de Assinatura do Termo Adesão à Agenda de Convergência “Proteja Brasil”, para a proteção integral dos direitos da criança e do adolescente nos megaeventos, a exemplo da Copa do Mundo este ano.

O legionário Alziro Paolotti de Paiva, da LBV, na hora de composição da mesa de abertura da solenidade, convidado pela ministra Maria do Rosário Nunes a falar em nome do Terceiro Setor, apresentou a todos o meu recente artigo “Segurança infantojuvenil”, em que trato justamente da boa guarda que devemos oferecer aos pequeninos.

Na ocasião, a professora

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Em 21 de janeiro, celebra-se o Dia Mundial da Religião. Na Folha de S.Paulo, década de 1980, arguido por um leitor, ponderei que não vejo Religião como ringues de luta livre, nos quais as muitas crenças se violentam no ataque ou na defesa de princípios, ou de Deus, que é Amor e que, por isso, não pode aprovar manifestações de ódio em Seu Santo Nome nem precisa da defesa raivosa de quem quer que seja. Alziro Zarur (1914-1979) dizia que “o maior criminoso do mundo é aquele que prega o ódio em nome de Deus”.

Compreendo Religião como Solidariedade, respeito à Vida, iluminação do Espírito, que todos somos. Só posso entendê-la como algo dinâmico, vivo, pragmático, altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas almas e que, por essa razão, deve estar na vanguarda ética. Não a entenderia, se não atuasse também de modo sensato na transformação das realidades tristes que ainda atormentam os povos. Esses, cada vez mais, andam necessitados de Deus, que é antídoto para os males espirituais e morais, por consequência os sociais, incluídos o imobilismo, o sectarismo e a intolerância degeneradores, que obscurecem o Espírito das multidões. (...) E, de maneira alguma, devem-se excluir os ateus de qualquer providência que venha beneficiar o mundo.

Religião, como sublimação do sentimento, é para tornar o ser humano melhor, integrando-o no seu Criador, pelo exercício da Fraternidade e da Justiça entre as Suas criaturas. Com apurado senso de oportunidade, preconiza o profeta Muhammad (570-632) — “Que a Paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele” — no Corão Sagrado: “Cremos no que nos foi revelado e no que vos foi revelado. Nosso Deus e vosso Deus é o mesmo. A Ele nos submetemos”

 

Deus, Sabedoria e Entendimento

O Pai Celestial é fonte inesgotável de Sabedoria e Entendimento, quando não analisado sob forma estereotipada ou caricaturada. Vêm-me à lembrança estas palavras de Santa Teresa d’Ávila (1515-1582): “Procuremos sempre olhar as virtudes e as coisas boas que virmos nos outros e tapar-lhes os defeitos com os nossos grandes pecados”.

Tudo evolui. Ontem se afirmava que a Terra seria o centro do Universo. Por que então as crenças teriam de parar no tempo? Pelo contrário, Religião, quando sinônimo de misericórdia, tem de iluminar harmoniosamente os demais estratos do pensamento. Bem a propósito, esta meditação do nada menos que cético Voltaire (1694-1778): “A tolerância é tão necessária na política como na religião. Só o orgulho é intolerante”. (...)

 

Para amainar a frieza de coração

Cabe ainda recordar esta máxima abrangente de Zarur: “Religião, Filosofia, Ciência e Política são quatro aspectos da mesma Verdade, que é Deus”.

Ora, querer conservar esses ramos do saber universal confinados em departamentos estanques, ou em preconceituoso conflito, tem sido a origem de muitos males que nos afligem, em especial tratando-se de Religião, entendida no mais alto sentido. É principalmente de sua área que deve provir o espírito solidário, que, se às demais faltando, resulta na frieza de sentimentos a qual vem caracterizando as relações humanas, mormente nestes últimos tempos.

 

Não haverá Paz enquanto persistirem cruéis discriminações e desníveis sociais criminosos

A ausência de Fraternidade tem suscitado grande defasagem entre progresso material e amadurecimento moral e espiritual. Mas é sempre hora de aplacar ressentimentos. Contudo, não haverá Paz enquanto persistirem cruéis discriminações e desníveis sociais criminosos, provocados pela ganância, que, pela eficiente Educação com Espiritualidade Ecumênica, devemos combater. Se não optarmos por caminhos semelhantes, estaremos sentenciados à realidade denunciada pelo Gandhi (1869-1948): “Olho por olho, e a Humanidade acabará cega”.

Sempre um bom termo pode surgir quando os indivíduos nele lealmente se empenham. E isso tem feito que a civilização, pelo menos o que vemos por aí como tal, milagrosamente sobreviva aos seus piores tempos de loucura. A sabedoria do Talmud dá o seu recado prático: “A Paz é para o mundo o que o fermento é para a massa”. Exato.

Há quem prefira referir-se ao espírito religioso, exaltando desvios patológicos ocorridos no transcorrer dos milênios. (De modo algum incluo nestes comentários os historiadores e analistas de bom senso.) Creio que essa conduta beligerante, que manchou de sangue a História, deva ser distanciada de nossos corações, por força de atos justos, porquanto maiores são as razões que nos devem confraternizar do que as que servem para acirrar rancores. O ódio é arma voltada contra o peito de quem odeia. Muito oportuna, pois, esta advertência do pastor Martin Luther King Jr. (1929-1968), que não negou a própria vida aos ideais que defendeu: “Aprendemos a voar como os pássaros e a nadar como os peixes, mas não a arte de conviver como irmãos”.

Ademais, o milagre que Deus espera dos seres humanos (e espirituais) é que aprendam a amar-se, para que não ensandeçam de vez, como na pesquisa para o uso bélico da antimatéria. O melhor altar para a veneração do Criador são Suas criaturas. Torna-se urgente que a Humanidade tenha humanidade.

 

A virtude da temperança

Em Reflexões da Alma, anotei que não haverá Paz duradoura enquanto prevalecerem privilégios injustificáveis, que desonram a condição humana, pela ausência de Solidariedade, que deve iluminar homens e povos. Escreveu Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865): “A Paz obtida com a ponta de uma espada não passa de uma simples trégua”. Por isso, nestes milênios de “civilização”, multidões morreram sob a chacina das armas, da fome e da doença. (...) Jesus sempre pregou e viveu a Fraternidade. Como realmente acreditamos no Divino Chefe, temos de batalhar pelo que apresentou como solução para os tormentos que ainda afligem as nações. A temperança é virtude indispensável nesta peleja. Entretanto, diante dos desafios, não confundamos pacifismo com debilidade de caráter. Bem a propósito, estas palavras da autora Eleanor L. Doan: “Qualquer pusilânime pode louvar a Cristo, todavia é preciso ânimo forte para segui-Lo”. Não podemos também nos esquecer dos exemplos dos cristãos primitivos, mas, sim, neles buscar a vivência que precisa ser repetida neste mundo, qual seja, a da Paz: “Da multidão dos que creram, era um o coração e a alma. (...) E assim, perseguidos por todos os meios, passaram a viver em comunidade, não havendo necessitados entre eles, porque todos se socorriam, cada qual com o que possuía” (Atos dos Apóstolos de Jesus, 4:32 a 34).

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Falando a uma simpática plateia, no ano de 1991, em Portugal, revelei-lhe que, ainda na minha meninice, a primeira noticia pela qual tive conhecimento da Bíblia Sagrada, em particular a Boa Nova de Jesus, veio por intermédio de meu saudoso pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000). Ele me falou sobre uma comovente história contada ao povo pelo Cristo de Deus: a Parábola do Bom Samaritano. E a leu para mim. A passagem se encontra no Evangelho segundo Lucas, 10:30 a 37.

Disse Jesus:

“Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, retiraram-se, deixando-o semimorto. Descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo um levita chegando àquele lugar, e, avistando o pobre homem, passou também de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, fitando-o, tomou-se de infinita compaixão; e, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e pondo-o sobre um animal de sua propriedade, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No outro dia, partindo, tirou dois denários (antiga moeda romana), e deu-os ao dono da hospedaria e lhe disse: Cuida bem deste ferido, e tudo o que de mais gastares, eu te pagarei quando aqui voltar. Qual, pois, destes três — perguntou Jesus ao homem da lei — te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Ao que o doutor da lei lhe respondeu: Claramente o que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, então, calmamente Jesus: ‘Vai, pois, e faze da mesma forma’”.

Ao reler a Parábola, medito, profundamente tocado em minha Alma, sobre mais esta bela lição do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, Aquele que se dispõe a socorrer a qualquer necessitado em suas agruras, e que me despertou para o valor da Solidariedade, e me fez disposto, de todo o coração, ainda adolescente, a participar dessa divina empreitada (Legião da Boa Vontade) sem jamais dela desertar. Afinal, aprendemos com Jesus a persistir até o fim: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas almas” (Evangelho de Jesus segundo Lucas, 21:19).

Aliás, para os de Boa Vontade, ser tenaz no Caminho do Senhor deve desenrolar-se além do chamado fim humano, porque a Vida continua, pois os mortos não morrem. Nem os Irmãos ateus, entre os quais se encontram criaturas de esmerada generosidade.

Agradecimento

Meus sinceros agradecimentos a todos os que têm colaborado pelo sucesso da LBV: os seus voluntários e contribuintes. Nosso muito obrigado, também, às autoridades, religiosos, ateus, artistas, à mídia. Enfim, a todas as criaturas de Boa Vontade que nos ajudam. Aos mantenedores do Clube Cultura de Paz, meu incentivo.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Mundo em guerra, ou melhor, mundo sempre em guerra. Então, é igualmente hora, no raiar de mais um ano, de falar na Paz e de lutar por ela, até que seja alcançada, incluída a paz no trânsito, em que os desastres vitimam tanta gente. Um dos perigos que a Humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária mídia, parcela dos povos pode passar a tê-lo como coisa que não possa ser mudada. Eis o assassínio da tranquilidade entre pessoas e nações quando se deixam arrastar pelo “irremediável”. Ora, tudo é possível melhorar ou corrigir nesta vida, como no exemplo de Bogotá.

 

Se, pelo massacre das notícias trágicas, as famílias se acostumarem ao absurdo, este irá tomando conta de suas existências.

 

Todos estão profundamente preocupados com a selvageria que campeia na Terra, à cata de uma solução para pelo menos diminuir a violência, que saiu dos lugares ocultos, das madrugadas sombrias, ganhou as ruas e os lares, pois invadiu as mentes. Contudo, hoje, cresce o entendimento de que, se há violência, não é só problema dos governos, das organizações policiais, marcantemente, porém, um desafio para todos nós, sociedade. Se ela saiu da noite escura e mostrou-se à luz do dia, é porque habita o íntimo das criaturas. Existindo nas Almas e nos corações, se fará presente onde estiver o ser humano.

 

SOCIEDADE SOLIDÁRIA E ALTRUÍSTICA

Debate-se em toda a parte a brutalidade infrene e fica-se cada vez mais perplexo por não se achar uma eficiente saída, apesar de tantas teses brilhantes. É que a resposta não está longe, e sim perto de nós: Deus, que não é uma ilusão. Paulo Apóstolo dizia: “Vós sois o Templo do Deus Vivo” (Segunda Epístola aos Coríntios, 6:16). Ora, João Evangelista, por sua vez, asseverou que “Deus é Amor” (Primeira Epístola de  João Evangelista, 4:8). Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, pelos milênios, vem pacientemente ensinando e esperando que, por fim, aprendamos a viver em comunidade. Trata-se da perspectiva nascida do Seu coração, que é solidária e altruística, firmada no Seu Mandamento Novo: “Amai-vos como Eu vos amei” (Evangelho segundo João, 13:34), a Lei da Solidariedade Espiritual e Humana, sem o que jamais este planeta conhecerá a justiça social verdadeira.

 

Num futuro que nós, civis e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual.

 

OUTRO PARADIGMA

Deve haver um paradigma para a Paz. Qual? Os governantes do mundo? Todavia, na era contemporânea, enquanto se põem a discuti-la, seus países progressivamente se armam. Tem sido assim a história da “civilização”... “Quousque tandem, Catilina?” (Até quando, Catilina?) A Sabedoria Divina, no entanto, adverte que, se queremos a Paz, devemos preparar-nos para ela. E Jesus nos apresentou um excelente caminho: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a paz do mundo. Eu vos dou a Paz de Deus, que o mundo não vos pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim dos tempos” (Evangelho segundo João, 14:27). Que tal experimentá-lo?

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Dezembro, além do Natal de Jesus, reserva expressivas datas no que diz respeito à valorização da vida. Em 1o/12 logo lembramos o Dia Mundial de Luta contra a Aids, criado a partir de decisão da Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987.


Sobre o tema, há décadas escrevi que os nossos Irmãos que padecem com o vírus HIV e os que sofrem de outros males físicos, mentais ou espirituais precisam em primeiro lugar de Amor Fraterno, aliado ao socorro médico devido. Se a pessoa se sentir humanamente amparada, criará uma espécie de resistência interior muito forte, que a auxiliará na recuperação ou na paciência diante da dor. Costumo afirmar que o vírus do preconceito agride mais que a doença.

 

(...) Longe do Amor Fraterno, ou Respeito, se assim quiserem apelidá-lo, o ser humano jamais saberá viver em Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, porque a sua existência ficará resumida a um terrível “cosmos”, o mesquinho universo do egoísmo. Por esse motivo, escreveu o pensador e sociólogo francês Augusto Comte (1798-1857): “Viver para os outros é não somente a lei do dever, mas também da felicidade”. Trata-se de uma lição que ninguém deve esquecer em circunstância alguma.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Estamos mobilizados na Campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia! Atitude em prol de um Natal mais feliz para famílias em situação de pobreza, amparadas pela Legião da Boa Vontade durante o ano em seus programas socioeducacionais. A iniciativa alcançará ainda pessoas atendidas por instituições parceiras da LBV.

Agradecemos a imprescindível participação do povo, da classe artística, esportiva, da mídia, enfim, gente muito fraterna. Juntos, garantiremos o sucesso desse empreendimento solidário. O bom coração de tantos amigos fica bem expresso nas palavras da respeitada jornalista e empresária Ana Paula Padrão: “Usar a minha imagem a favor de uma bela causa e saber que com isso estou proporcionando um fim de ano melhor para tanta gente que realmente precisa é uma emoção. Esses 30 anos em que fiquei exposta na televisão fizeram com que as pessoas acreditassem em mim, e essa credibilidade é o que eu doo para a LBV e para essas famílias que terão um Natal mais feliz. Por isso, meus colegas e eu estamos participando desta campanha”.

 

FEIRA DO LIVRO DE BRASÍLIA

Até o dia 1º de dezembro, ao lado da Biblioteca Nacional, os brasilienses podem visitar a 31ª edição da Feira do Livro de Brasília. Sob o lema “Leitura, um direito fundamental”, o evento está diariamente aberto ao público das 10 às 22 horas. O acesso é gratuito. Vale a pena conferir. E é uma satisfação ter minha obra “Jesus, o Profeta Divino”, em seu formato popular, presente nesse espaço cultural. Encontra-se no estande da WRC Livros.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.    paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Não há nada mais valioso na Terra do que a existência humana. No planeta, somos os únicos seres conscientes da finitude física, embora prossigamos nossa jornada de aprendizado, no âmbito espiritual, após o fenômeno chamado morte. A partir do momento que valorizamos a vida desde o seu estágio físico, construímos, verdadeiramente, uma Sociedade Solidária Altruística Ecumênica.

A doação de sangue, aplaudível vereda que aproxima o ser humano de sua humanidade, é indispensável em favor de tantos que lutam para sobreviver.

No Brasil, em período de férias e feriados, justamente quando ocorrem mais acidentes de todo tipo, cresce a demanda por sangue e diminui o número de doadores. Um cálculo cujo saldo preocupa os hemocentros do país.

 

DÉFICIT NACIONAL

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária’, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), a dra. Selma Soriano, médica hematologista e hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, fez um apelo: “Que a população antes de tirar férias, de sair em viagem, faça a sua doação de sangue. Normalmente, a demanda de sangue em feriados aumenta em torno de 30%, e a doação cai em torno de 40%. Daí trabalharmos sempre com os estoques no limite. Desse modo, priorizamos o atendimento de urgência (...)”.

A transfusão de sangue é imprescindível não somente no socorro às vítimas de graves acidentes, de catástrofes como deslizamentos de terra, inundações etc. A dra. Selma explica: “Precisamos, e muito, de doações de sangue no tratamento de pacientes que estão em Unidade de Terapia Intensiva; para os que lutam contra o câncer que, às vezes, carecem de reposição de sangue; e para os pacientes de transplante de órgãos. No caso de doenças congênitas, temos a hemofilia. Isso sem falar nas cirurgias. Nas de grande porte, 60% delas necessitam de transfusão de sangue”.

Segundo o Ministério da Saúde, 3,5 milhões de pessoas doam sangue anualmente no Brasil. Está longe de ser o ideal, já que deveríamos ter cerca de 5,4 milhões de doadores. Para suprir esse déficit são feitas campanhas de apelo à sociedade. “Temos 1,8% da população brasileira que doa sangue, e a gente deveria estar entre 3% e 5%. Faltam componentes sanguíneos para algumas situações específicas”, revela a hematologista.

MINUTOS QUE SALVAM

Que essa ação caritativa se torne um hábito saudável e permanente, já que é algo que não exige sacrifício algum. “Entre a pessoa chegar a um banco de sangue e fazer a sua doação, ela permanece de 40 a 50 minutos no máximo. O ato em si, propriamente dito, leva apenas 7 minutos”, afirma a dra. Selma.

Inúmeros são os postos de coleta no Brasil. No site www.prosangue.sp.gov.br , você encontra vários deles e se informa quanto aos requisitos básicos para ser um doador de sangue.

Eis nosso contributo no esclarecimento geral a respeito desse importante assunto. Doar sangue, gesto que merece o devido apoio de todos, pode ser a própria salvação do ofertante amanhã.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Dia 14 de julho. Completam-se 224 anos da Queda da Bastilha, episódio que deflagrou a Revolução Francesa (infelizmente manchada pelo sangue dos guilhotinados e dos famintos), cujas origens remontam aos enciclopedistas, vanguardeiros do Iluminismo. Relativo ao tema, selecionei apontamentos meus, ao longo do tempo, de palestras, programas de rádio, TV e de artigos publicados no Brasil e no exterior.

Não tenho pretensão de discutir aspectos históricos ― existem bons livros para isso ―, contudo extrair uma importante analogia sobre quanto ainda é forçoso trilhar a fim de que as populações da Terra deixem ruir de suas mentes e corações a pior de todas as bastilhas: a ignorância acerca da realidade gritante da Vida após o fenômeno da morte. Fator decisivo para que a valorização do Ser integral (corpo e Espírito) dite as regras dos governos das nações no terceiro milênio:

Quando garoto, devia ter 9 para 10 anos, assisti com meu pai, Bruno Simões de Paiva (1911-2000), no Rio de Janeiro, a um filme sobre o 14 de Julho.

Nos séculos 17 e 18, o Absolutismo monárquico atingira intenso desvario na terra de Diderot (1713-1784) e Montesquieu (1689-1755). Como geralmente acontece nas relações cotidianas, se afastadas do respeito ao ser humano e seu Espírito Eterno, houve por parte da monarquia francesa um descaso tremendo com as necessidades básicas do seu povo, cuja expressão mais grotesca seria a frase atribuída à rainha Maria Antonieta (1755-1793), ao ser informada por um dos cortesões de que o barulho que a importunava vinha das massas famintas clamando por pão: “Por que não comem brioche?”.

Tal contingência desumana tinha de desmoronar por força do curso inexorável da História.

A população de Paris, em 14 de julho de 1789, desesperada, marchou contra a prisão, símbolo da tirania de que desejava livrar-se.

 

ABRIR CAMINHOS

Nesse filme há uma cena impressionante. (Não sei se é uma verdade histórica, mas está carregada de muito simbolismo). Ela representa as pessoas que não temem abrir caminhos: o povo estava de um lado e aqueles que protegiam a Bastilha, do outro. Entretanto, os que ameaçavam invadi-la, com temor, não avançavam. De repente, um homem destacou-se do meio daquela multidão e atravessou a ponte que cobria o fosso, sendo abatido por uma descarga de tiros. Esse ato de coragem fez com que os demais o imitassem e, assim, conseguissem entrar na fortaleza. Parece perspectiva romântica de um momento trágico, porém retrata de modo irretocável uma verdade: há sempre alguém que se sacrifica pela mudança substancial do status quo. Não é preciso levar bala para que as transformações ocorram. Há outros choques que ferem mais os vanguardeiros, a exemplo da incompreensão, da inveja, do preconceito, da perseguição e do boicote.

Na sequência do longa-metragem, observamos a tomada da prisão, destruída de cima a baixo.

Existem aqueles que, tentando minimizar o fato histórico, apresentam uma argumentação frugal de que o famoso cárcere não mais tinha relevância naquele período, pois apenas uns poucos presos lá se encontravam.

Ora, o que o povo demoliu não só foi a construção de pedra; no entanto, o mais expressivo emblema, para ele, do Absolutismo dinástico!

E a palavra dinastia pode, por extensão, significar muita coisa, uma vez que funciona tanto no feudalismo quanto na burguesia, no Capitalismo e no próprio Comunismo. Dinastia não implica somente a sucessão por sangue. Existe uma pior: a da ambição desmedida que arrasa o ser vivente, sob qualquer regime.

 

UMA NOVA CIVILIZAÇÃO

Hoje se faz necessário pôr abaixo as bastilhas invisíveis, todavia, de consequências bem palpáveis: espirituais, morais, psicológicas, do sentimento.

Façamos florescer uma civilização nova a partir da postura mental e espiritual elevada de cada criatura. Já dizia o filósofo: “A fronteira mais difícil a ser transposta é a do cérebro humano”. O homem foi à Lua, mas ainda não conhece a si mesmo.

O Templo da Boa Vontade — aclamado pelo povo uma das Sete Maravilhas de Brasília e que, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), é o monumento mais visitado da capital do país — convida as criaturas a essa epopeia de empreender uma viagem ao seu próprio interior. Feito isso, sair até mesmo da Via Láctea será facílimo: desde que descubramos o âmago celeste de nosso ser, pois, na verdade, para o Espírito, o espaço não existe.

Assegurou Jesus: “Tudo é possível àquele que crê” (Evangelho segundo Marcos, 9:23).

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Esse foi o tema escolhido pelo povo para homenagear os 24 anos do Templo da Boa Vontade (TBV), que teve movimento intenso no dia 26/10, conforme destacou o Jornal de Brasília. Paz esta “que o mundo não vos pode dar” (Evangelho de Jesus segundo João, 14:27) e que as exigências da vida moderna, aliadas à crescente onda de violência em todo o planeta, seja no âmbito particular seja no público, têm dificultado à criatura humana desfrutá-la em sua plenitude.

Por sinal, um dos fundamentais contributos do Templo da Paz é devolver ao cidadão o equilíbrio d’Alma, por meio do silêncio interior, fazendo com que desperte, em si mesmo, a essência do Pai Celestial que o sustenta, pois fomos, em Espírito, criados à Sua imagem e semelhança.

Com o TBV temos interiorizada a Paz de Deus, prometida por Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos corações. Com o Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, estamos convidando os seres humanos e espirituais a exteriorizarem, de maneira mais incisiva, essa mesma Paz que o mundo, até os dias que correm, não ousou experimentar.

A proposta do TBV não é utopia. A Fé Realizante que ele inspira nos seus frequentadores proporciona serenidade, esperança, saúde material e espiritual. Aliás, de acordo com recente pesquisa do Datafolha, para 85% dos brasileiros, acreditar em Deus, num Ser transcendente, torna as pessoas melhores.

Essa especial cultura, ao lado das providências do Estado e da sociedade, também explica as vitórias que o país conquista, como a exemplar redução da mortalidade infantil.

A Agência Brasil, ao noticiar, em 23/10, relatório da organização do Terceiro Setor Save the Children, publicou: “O relatório ressalta que, em 1990, a taxa de mortalidade infantil no Brasil era 62 mortes por mil nascidos vivos. ‘Em uma geração, o país reduziu a mortalidade infantil em mais de três quartos, para 14 mortes por mil nascidos vivos’. O documento enfatiza que, com isso, o país conquistou patamar inferior ao considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como limite para classificar o cenário de erradicação da mortalidade infantil — 20 mortes por mil nascidos vivos”.

 

AGRADECIMENTOS

Nossos agradecimentos às mais de 400 emissoras de rádio, além de jornais, TVs e sites que repercutiram os 24 anos do TBV, entre eles: Jornal de Brasília; Correio Braziliense; Jornal Alô Brasília; O Estado de Minas, de Belo Horizonte/MG; Diário da Manhã, de Goiânia/GO; site do G1; TV Globo (Jornal DF TV 1ª edição).

Que a Paz de Deus — que se singulariza na satisfação do dever cumprido — possa estar e permanecer sobre todos, eternamente!

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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O problema do mundo não é primordialmente o pecado, mas a carência de Amor que o gera. “Deus é Amor”, definiu João, Evangelista e Profeta, o Discípulo Amado do Divino Mestre, em sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é Amor,  e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele”.

No filme “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli, há uma cena antológica: na ocasião em que recebeu, em Roma, Francisco de Assis (1181-1226), o Papa Inocêncio III (1160-1216), profundamente comovido pela presença e pelas palavras de “Il Poverello”, quase que em êxtase exclamou: “Erros podem ser perdoados. Nossa obsessão com o pecado original nos faz muitas vezes esquecer nossa inocência original!”.

Jesus trouxe aos povos a correta visão do Pai Celeste: Caridade, Fraternidade, Compaixão, Solidariedade e também a perfeita Justiça, porque, sem ela, vigora a impunidade, fomentadora da corrupção que estabelece o caos.

No livro “Os Mensageiros”, do Espírito André Luiz, na psicografia de Francisco Cândido Xavier (1910-2002), lemos explicação de Alfredo, administrador de um Posto de Socorro no Plano Espiritual, que diz: “Enquanto não imperar a lei universal do amor, é indispensável persevere o reinado da justiça”.

É evidente que, quando me refiro à Justiça, não estou tratando de oportunismo nem de vingança, porquanto esses são a mais completa negação daquela. Nesse sentido, o famoso escritor e libretista italiano Pietro Metastasio (1698-1782) declarou: “Sem piedade, a justiça é crueldade. E é fraqueza a piedade sem justiça”.

De minha parte, também, tantas vezes tenho ponderado que — premiar quem não merece é crime.

A mensagem do Cristo Ecumênico é eterna, mesmo quando demore a tornar-se realidade. “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho de Jesus segundo Lucas, 21:33), pois Ele divinamente apregoa o Amor do Novo Mandamento como a definitiva solução para os males que afligem a Humanidade: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35 e 15:13).

Nesta oportunidade, a todos convido para participarem da sessão solene comemorativa do 24o aniversário do Templo da Boa Vontade, sábado próximo, 26, às 17 horas. Mas, por toda a semana, haverá festividade. O TBV fica no SGAS 915, Lotes 75 e 76. Para outras informações, acesse www.tbv.com.br/24anos

O DFTV, 1a edição, da Globo, esteve, em 21/10, no TBV, onde realizou excelente reportagem. Nossos agradecimentos.

 

CONJUNTO EDUCACIONAL BOA VONTADE

Com muito prazer, estive na sexta-feira, 18/10, na Supercreche Jesus e no Instituto de Educação que mantemos na capital paulista. Visitei as novas instalações da biblioteca Bruno Simões de Paiva, onde o Grupo de Instrumentistas e o Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade interpretaram músicas de seu repertório, incluída uma composição na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Agradeço às crianças, jovens e educadores pelo carinho com que me receberam. A alegria estampada em cada rosto é uma demonstração de que vale a pena lutar por um Brasil melhor e uma Humanidade mais feliz.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Quinze de outubro, Dia do Professor! Um Ser, uma Causa, cujo nobre propósito esclarece criaturas, edifica bons cidadãos. Aos dedicados educadores, idealistas de vulto de nossa Pátria, os parabéns da LBV! E realmente eles precisam de melhores salários.

No mesmo espírito de elucidar seres humanos, o Templo da Boa Vontade (TBV), até o fim do mês, apresenta uma iluminação diferenciada em apoio à campanha internacional Outubro Rosa, que evidencia a importância da prevenção do câncer de mama.

Durante 31 dias, no Brasil e no exterior, o rosa, a cor do laço que simboliza a luta contra a doença, é estampado em monumentos, prédios públicos, pontes, igrejas, estabelecimentos comerciais, enfim, uma rede de solidariedade se forma em torno do tema, levando as pessoas a expressarem sua adesão das mais criativas formas. Assim tem feito também a Super RBV de Comunicação (rádio, TV — canal 20 da SKY —, imprensa e internet).

Realizar periodicamente exames preventivos é uma providência que deve nortear a todos. Segundo o Ministério da Saúde, “o câncer de mama é a segunda causa de morte entre mulheres. Somente no ano de 2011, a doença fez 13.225 vítimas no Brasil”. A detecção precoce, com o exame clínico da mama e a mamografia, pode salvar muitas vidas.

O TBV, que completa seu 24º aniversário em 21 de outubro, reúne neste mês um número ainda maior de peregrinos que desejam usufruir de sua mística de esperança alimentada pelo Ecumenismo Total. Ocasião, pois, modelo para milhares de visitantes adquirirem mais conhecimentos quanto aos imprescindíveis cuidados com a saúde do corpo.

Diariamente, às 18 horas, na Hora do Ângelus, no Templo da Paz, estamos dedicando uma oração às famílias que lutam contra o câncer de mama. Venha compartilhar sua Fé nesse ato de Caridade Espiritual.

O Templo da LBV fica no SGAS 915, Lotes 75 e 76. Para outras informações, ligue: (61) 3114-1070 ou acesse www.tbv.com.br/24anos.

OTAVIO FRIAS FILHO

Na quinta-feira, 10/10, na capital paulista, o jornalista Otavio Frias Filho, diretor de redação da “Folha de S. Paulo”, recebeu personalidades, colegas de profissão e amigos para uma sessão de autógrafos de “Cinco peças e uma farsa”.

O trabalho literário apresenta-nos mais um pouco da obra dramatúrgica do autor que, segundo a sinopse, “pratica com virtuosismo uma variedade grande de registros, da tragédia à farsa, passando por variantes do drama (...)”.

Grato ao ilustre escritor pela dedicatória que me endereçou em um exemplar: “Para Dr. Paiva Netto, com o abraço cordial do Otavio Frias Filho”.

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Temos uma boa notícia para comemorar este ano no Dia da Criança, 12 de outubro. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) comunicou que, entre 2000 e 2013, foi reduzido em um terço os casos de trabalho infantil no mundo. O número de crianças e adolescentes (de 5 a 17 anos) que trabalham caiu de 246 milhões para 168 milhões.

Conforme publicação da Agência Brasil, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, ressaltou que nosso país tem boas novas para a 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, de 8 a 10 de outubro, em Brasília. “Poderemos abrir a conferência com números muito impressionantes. O trabalho infantil despencou em todo o Brasil”, declarou a ministra.

Naturalmente, muito resta por se fazer no que diz respeito à proteção dos pequeninos e em diversas outras frentes de luta pela melhoria das condições de vida das criaturas humanas.

Na revista “Globalização do Amor Fraterno”, que enviamos à ONU em 2007, apresentei, no meu artigo “Oito Objetivos do Milênio”, trechos de uma entrevista que concedi ao jornalista Paulo Parisi, em 1981. Comento que nunca como agora se fez tão indispensável unir os esforços de ecologistas e seus detratores, assim como trabalhadores, empresários, economistas, o pessoal da imprensa (escrita, falada e televisionada, e, agora, eu incluo a internet), sindicalistas, políticos, militares, advogados, cientistas, céticos, ateus, religiosos, filósofos, sociólogos, antropólogos, artistas, esportistas, professores, médicos, estudantes ou não (bem que gostaríamos que todos os jovens, as crianças, e os idosos também, por que não?!, se encontrassem nos bancos escolares), donas de casa, chefes de família, barbeiros, manicures, taxistas, varredores de rua e demais segmentos da sociedade, na luta contra a fome e pela conservação da Vida no planeta. O assunto tornou-se dramático, e suas perspectivas, trágicas. Pelos mesmos motivos, urge o fortalecimento de um ecumenismo que supere barreiras, aplaque ódios, promova a troca de experiências que instiguem a criatividade mundial, corroborando o valor da cooperação sócio-humanitária das parcerias, como, por exemplo, nas cooperativas populares em que as mulheres tenham forte desempenho, destacado o fato de que são frontalmente contra o desperdício. Há realmente muito que aprender uns com os outros. O roteiro diverso comprovadamente é o da violência, da brutalidade, das guerras, que invadem lares por todo o orbe. Alziro Zarur (1914-1979) enfatizava que as batalhas pelo Bem exigem denodo. Simone de Beauvoir (1908-1986), escritora, filósofa e feminista francesa, acertou ao afirmar: “Todo êxito envolve uma abdicação”.

Resumindo: cada vez que suplantarmos arrogância e preconceito, existirá sempre o que absorver de justo e bom dos componentes desta ampla “Arca de Noé”, que é o mundo globalizado de hoje. Daí preconizarmos a união de todos pelo bem de todos, porquanto compartilhamos uma única morada, a Terra. (...)

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE IMPRENSA

Ocorre hoje, às 10 horas, no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, em Brasília, uma homenagem aos 80 anos da Associação Paulista de Imprensa (API).

A sessão solene, convocada pelo presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, atende a requerimento proposto pelo deputado Arnaldo Faria de Sá.

Com grande honra, receberei no ensejo, conforme informação do presidente da API, dr. Sérgio de Azevedo Redó, o título honorífico comemorativo dos 80 anos de fundação da entidade. Grato aos seus diretores e conselheiros por essa distinção.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Ensinava Alziro Zarur (1914-1979):

—O suicídio não resolve as angústias de ninguém.

Estava com a razão o autor de Poemas da Era Atômica.

Matar-se abala, por largo tempo, a existência do Espírito, pois ofende a Lei Divina, que é Amor, mas também Justiça.

Quando a dor apertar, por favor, lembre-se desta página de André Luiz, na psicografia do venerando Francisco Cândido Xavier (1910-2002):

MAIS UM POUCO*¹

“Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio te poupará enormes desgostos.

“Quando fores tentado a colaborar na maledicência, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência te livrará de muitas complicações.

“Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-te-á gloriosa bênção de luz.

“Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o bom entendimento mais um pouco e não sofrerás o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

“Quando a lição oferecer dificuldade à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será divina resposta à tua expectativa.

“Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-te-á coroa santificante.

“Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao teu campo de ação.

“Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue ajudando a todos, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

“Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco de paciência, amor, renunciação e Boa Vontade, a favor de teu próprio bem-estar.

“O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco”.

O Salmo 31:24 da Bíblia Sagrada adverte fraternalmente:

– Tende coragem, e Ele fortalecerá o coração de todos vós que esperais no Senhor.

O Rabino Henry Sobel pondera:

– Não somos donos da Vida, mas apenas os guardiões dela.

Honremos, pois, o extraordinário dom que Deus nos concedeu, que é a Vida, e Ele sempre virá em nosso socorro pelos mais inimagináveis e eficientes processos.

Substancial é que saibamos humildemente entender os Seus recados e os apliquemos com a Boa Vontade e a eficácia que Ele espera de nós.

A permanente sintonia com o Poder Divino só nos pode adestrar o Espírito, para que tenha condições de sobreviver à dor, mesmo que em plena conflagração dos destemperos humanos.

Do livro Billy Graham responde, emerge esta elucidação do respeitado pastor norte-americano:

A vida nos foi concedida por Deus e só Ele tem o direito de tirá-la. Além disso, até mesmo no meio das circunstâncias mais difíceis, Deus está conosco. (...) Devo enfatizar o fato de o suicídio ser um erro, não fazendo parte do plano de Deus.

Na Quarta Surata do Alcorão Sagrado, encontramos este conforto numa admoestação do Profeta Muhammad:

29. Ó crentes, não defraudeis reciprocamente os vossos bens por vaidade, realizai comércio de mútuo consentimento e não pratiqueis suicídio, porque Deus é misericordioso para convosco.

Santa Teresa d´Ávila (1515-1582), a grande mística da Espanha, incentiva-nos à perseverança:

— Que nada te perturbe, nada te amedronte.

Tudo passa. Só Deus nunca muda.

A paciência tudo alcança. A quem tem Deus, nada falta.

Só Deus basta.

 

A continuação da existência após a morte jamais poderá ser justificativa para o suicídio. Todos continuamos vivos.

Acertadamente escreveu Napoleão Bonaparte (1769-1821), quando lamentou essa inditosa escolha, que infelicita o Espírito de quem se deixa seduzir por ela, porque a chegada ao Outro Mundo daquele que destrói o seu próprio corpo é um grande tormento, porquanto não há morte após a morte:

Tão corajoso é aquele que sofre valentemente as dores da Alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido*2.

Finalmente, confiantes, sigamos o caminho apontado pelo Senhor no livro Deuteronômio, 30:19:

— Como podes ver, coloquei hoje diante de ti a Vida e o Bem, a morte e o mal... portanto, escolhe a Vida, para que vivas tu e a tua semente.

Meus Amigos e Irmãos em Humanidade, a grande fortuna é sabermos que Viver é melhor!

 

*¹ “Mais um pouco” – Antologia da Boa Vontade, 1955.

*2 Apesar de Napoleão I ter pensado em suicídio durante sua atribulada carreira militar e política, não o praticou. Daí a importância do seu pensamento.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Diante das mais variadas situações, em que a dor e o sofrimento chegam, muitas vezes sem avisar, é imprescindível o gesto solidário das criaturas em prestar socorro material e espiritual ao próximo. E, ao lado desse apoio imediato, é preciso alimentar a força da esperança e da Fé Realizante, que levam o ser humano a se manter sob a proteção do Pai Celestial e o estimulam a arregaçar as mangas e concretizar suas mais justas súplicas.

Nos desafios da existência, recordemos sempre a palavra de conforto e ânimo renovados de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, constante do Seu Evangelho segundo Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25. A seguir, o texto da Boa Nova unificado por Wantuil de Freitas:

“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos; e eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: ‘Salva-nos, Senhor, nós vamos morrer!’. E Jesus lhes respondeu: ‘Por que temeis, homens de pequena fé?’. Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: ‘Afinal, quem é Este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?’”.

ENFRENTAR E VENCER AS TORMENTAS

O que tem sido a vida humana, para muitos, a não ser o atravessar de procelas, que devemos vencer, não fugindo delas? Vejamos o exemplo na própria náutica. Quando há uma tempestade com vagalhões, o comandante embica a proa do navio na direção das vagas, se ele, surpreendido pela tormenta, não pôde fugir dela. Não vira para o lado, não dá às vagas os seus costados. Senão, o barco corre o grave risco de adernar e até submergir. Assim cada um de nós tem de ser. Enfrentar as tormentas do cotidiano com o potente navio que o Excelso Navegador nos oferece, que é o nosso corpo, conduzido pelo Espírito, mesmo quando enfermo. Encarar a tempestade e vencê-la, derrubadas as ilusões da vida. Porque aí é possível sonhar com um mundo melhor. Iludirmo-nos é que não podemos. E, quando o temporal estiver mais forte, a ponto de pensarmos que soçobraremos — ou, o que é pior, acharmos que o Comandante Celeste está distraído, descansando —, tenhamos a certeza de que o Divino Timoneiro não dorme. Jesus sempre se encontra alerta, pronto a orientar a Sua tripulação, indicando-lhe novas viagens pelo planeta inteiro, esperando que mostre a sua capacidade e perseverança.

“Por que temeis, homens de pequena fé?”.

Assimilemos o quanto antes essa repreensão justa de nosso Mestre, pois, de qualquer forma, na hora certa, Ele vai erguer-se, repreender os ventos e o mar, e far-se-á paz nos corações.

Tudo neste mundo pode ficar fora do controle dos homens, mas nada escapa ao comando de Deus. Portanto, quanto mais perto Dele, mais longe dos problemas.

GERSON CAMAROTTI

Aproveito o ensejo para registrar importante trabalho que recebi.

“Segredos do Conclave”, do comentarista político da Globo News Gerson Camarotti, que despertou o interesse do Papa Francisco em sua recente viagem ao Brasil. Grato ao meu colega jornalista pela mensagem cordial que me endereçou: “Ao José de Paiva Netto, presidente da LBV. Um pouco da história dos últimos conclaves. Um abraço”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Escolhi apresentar a Vocês hoje o retrato da violência patrimonial, que provoca lastimável sofrimento, mormente a mulheres e crianças.

A advogada Cíntia de Almeida, fundadora e diretora-executiva do Centro de Integração da Mulher, em Sorocaba/SP, trouxe-nos valiosas informações sobre o assunto:

A violência patrimonial envolve aquela mulher que deseja colocar as suas potencialidades a serviço do trabalho para contribuir com a família, mas seu companheiro, seu marido, a impede. Ele destrói os seus documentos pessoais, a sua carteira de trabalho. É também quando as divergências se instalam na vida da família. Ao optar pela separação, a mulher faz a denúncia competente. Então, o companheiro destrói os seus bens, os bens que ambos adquiriram conjuntamente. Ou quando ele a coloca para fora do lar: ‘A casa é minha. Os filhos são seus. Então, eu fico com a casa’”.

Segundo a dra. Cíntia, “essa outra forma de violência patrimonial depois na Justiça se esclarece, mas há uma demora grande. A Justiça está assoberbada e existem numerosos casos. Até que se resolva tudo, muitas vezes, a mulher é obrigada a sair com os filhos dessa situação constrangedora e violenta para buscar um abrigo, uma casa onde possa falar que é sua por um tempo predeterminado, intermediário, e onde vai ter toda a assistência possível. Mas não é a casa dela. Então, é um constrangimento que ela vive. Essa é uma violência patrimonial, além de psicológica, em que ela vê os sonhos destruídos, e uma violência moral, em que se vê impossibilitada de reação. O companheiro que ela ama a destrói como pessoa e destrói a sua vontade de viver, de ser feliz e de transformar os filhos dessa união em pessoas saudáveis para a sociedade. Ela fica muito vulnerável, muito exposta”.

O AGRESSOR

Atenção agora a esta consideração de nossa entrevistada: “Geralmente, o agressor é alguém que conhece a mulher em todas as situações e como reage; sabe de todos os detalhes do seu dia a dia e conhece o seu cheiro, os seus sonhos”.

Grato, dra. Cíntia, pelas elucidações levadas ao ar no programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY). William Shakespeare (1564-1616) dizia que “aos infelizes o melhor remédio é a esperança”. Contudo, é dever de todos nós e dos poderes constituídos tornar realidade o socorro às vítimas da violência em seus vários aspectos. Mais que isso, chegar antes, não permitindo que ocorram.

REGINA CASÉ E ESTEVÃO CIAVATTA

A 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, encerrada em 8/9, contou com a presença do casal Regina Casé e Estevão Ciavatta. Eles autografaram aos leitores e amigos a obra “Buriti”, da coleçãoUm Pé de Quê?”.

O trabalho é inspirado em um programa de mesmo nome, da TV Futura, apresentado por Regina e dirigido por Estevão.

Grato aos autores pelas fraternas palavras que me endereçaram: “Paiva Netto, Saúde e Sorte! Regina Casé” e “Paiva Netto, um pouco da nossa história para você. Abraços, Estevão”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.


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