GAECO realiza 6º fase da Operação Calvário, e cumpre mandados de busca e apreensão » Gaeco descobre que advogado de Ricardo defendeu empresa envolvida em esquema criminoso » Tabata Amaral diz que vai à Justiça para sair do PDT sem perder mandato » Legalidade de contratação de advogados por inexigibilidade de licitação é defendida pelo CF da OAB » Waldonys fará salto de paraquedas e cantará música em homenagem a Gabriel Diniz » Advogado de delator cita nova testemunha-chave contra Trump » Nobel de Medicina de 2019 vai para pesquisas sobre como células percebem oxigênio »


Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. Evidenciar essa data, celebrada em 20 de fevereiro, é valioso para a saúde em geral, em particular a de nossos jovens. É desde cedo que se aprende como é ingrato o destino que as drogas e o álcool apresentam às criaturas.

As lamentáveis consequências saltam aos olhos de todos. Basta ver quantas vítimas no trânsito, a infelicidade no seio das famílias, os altíssimos custos que acarretam ao sistema de saúde. Apenas para citar o álcool, segundo o Ministério da Saúde, estima-se um número de dependentes entre 10% e 15% da população mundial.

As iniciativas que têm por finalidade tratar humanamente dos que caíram nessas armadilhas do vício ou cuidar da prevenção contra esses males merecem todo o apoio e incentivo. Combater o que faz mal às pessoas é também legítima caridade.

BONIFÁCIO, KENNEDY, SHAW E O MUNDO INVISÍVEL

John Fitzgerald Kennedy (1917-1963), em seu discurso diante do Parlamento, no dia 28 de junho de 1963, em Dublin, Irlanda, afirmou que “George Bernard Shaw, falando como um irlandês, sugeriu uma nova perspectiva à vida. ‘Algumas pessoas’, ele disse, ‘veem as coisas e perguntam: Por quê? Mas eu sonho com coisas que nunca existiram — e questiono: Por que não?’”.

E, como um descendente de imigrantes irlandeses, prossegue JFK: “É esta a qualidade do povo irlandês: a notável combinação de esperança, convicção e imaginação — que, mais do que nunca, é preciso ter. Os problemas do mundo não podem ser resolvidos por céticos ou cínicos, cujos horizontes se limitam às realidades evidentes. Precisamos de homens capazes de imaginar o que nunca existiu e de questionar ‘por que não?’”.

Ora, essas também são qualidades do nosso bom povo brasileiro, iluminado de esperança, por pior que seja a conjuntura. Numa hora de satisfação, exclamou o notável José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o Patriarca da Independência: “Os brasileiros são entusiastas do belo ideal, amigos da sua liberdade”.

Ditas todas essas coisas, fica claro aos que “têm olhos de ver e ouvidos de ouvir” que o aprendizado neste mundo ainda é incompleto. O entendimento hodierno da Vida Espiritual é semelhante ao da Lei da Gravitação Universal, de Newton (1643-1727), com as presentes contribuições de Einstein (1879-1955). Apenas como argumento, poderíamos dizer que não adiantaria simplesmente negá-la, porquanto nosso saber científico contemporâneo não alcançou por inteiro todas as leis que a regem.

Realmente, é necessário reiterar o ensinamento: a reforma do social começa no Espiritual. Ponto de vista que viemos discutindo e desenvolveremos no transcurso das explicações do Evangelho-Apocalipse de Jesus, em Espírito e Verdade pelo prisma do Seu Mandamento Novo, “amai-vos como Eu vos amei”.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Retorno hoje a um assunto que merece atenção. Aproveitemos para refletir sobre ele.

Aos poucos, a criatura humana vai aumentando a consciência de que a continuidade da vida após a “morte” não é um conceito que diz respeito apenas aos que professam alguma crença religiosa ou filosófica, mas é objeto de estudo sério para todos. A compreensão correta de que somos, acima de tudo, Espírito intensifica a força de vontade no enfrentamento de tudo o que não seja recomendável à nossa existência, coletiva ou individual.

Para ilustrar convenientemente esse poder de que dispomos, observem este ensinamento do dr. André Luiz, na obra “Evolução em dois mundos”, por intermédio dos conhecidos médiuns Chico Xavier (1910-2002) e Waldo Vieira: “O Espírito encontra no cérebro o gabinete de comando das energias que o servem, como aparelho de expressão dos seus sentimentos e pensamen­tos, com os quais, no regime de responsabilidade e de autoes­colha, plasmará, no espaço e no tempo, o seu próprio caminho de ascensão para Deus”.

Na publicação “Ciência e Fé na trilha do equilíbrio” (2000), que escrevi para o I Fórum Mundial Espírito e Ciência, da LBV, exponho que a inteligência situa-se além da estrutura física, como se houvesse um cérebro psíquico fora do somático. Por conseguinte, conclui-se que a essência espiritual não é uma projeção da mente humana e que o homem não é um corpo que tem um Espírito. Contudo, um Espírito eterno que possui um corpo passageiro.

- “Ah!, mas a Ciência ainda não comprovou nada”... Porém, como asseverou o astrofísico norte-americano ateu Carl Sagan (1934-1996): “A ausência da evidência não significa evidência da ausência”.

Em “É Urgente Reeducar!”, comentei que não nos podemos ancorar apenas em nossos limitadíssimos cinco sentidos físicos. Eles não são bastantes para nos fazer devidamente avançados, pois a Cultura tem origem verdadeira no Mundo Espiritual. Quando soubermos estabelecer a perfeita sintonia Terra/Céu para merecer a ligação permanente Céu/Terra, receberemos de lá conhecimento crescente. Antes de tudo, somos Espírito.

 

MICHEL TEMER

Na capital paulista, em 31 de janeiro, ocorreu movimentada sessão de autógrafos para o lançamento de “Anônima Intimidade”, primeiro título de poemas do vice-presidente da República, dr. Michel Temer. Segundo ele mesmo conta, seus versos foram escritos em guardanapos de papel, durante viagens entre Brasília/DF e São Paulo/SP.

Com prazer, tenho em mãos um exemplar com estas palavras: “Ao líder José de Paiva Netto, com a amizade do Michel Temer”.

 

IRINEU MARINHO

Igualmente recebi o livro “Irineu Marinho — Imprensa e cidade”, da historiadora e socióloga Maria Alice Rezende de Carvalho. Resultado de dois anos de pesquisas, a obra, conforme sua sinopse, “não se trata de uma biografia, mas, sim, de uma vigorosa análise do cidadão que, ao longo de seus 49 anos de vida, expressou sua paixão por comunicação e pelo entretenimento de maneira geral”. Irineu Marinho, empreendedor pioneiro, fundou os jornais “A Noite” e “O Globo”.

Grato à autora pela dedicatória que me endereçou: “Ao Paiva Netto, com o abraço da Maria Alice”.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Começou com entusiasmo o ano letivo de 2013 nas escolas da LBV. Direciono especial atenção a essa frente de trabalho da Legião da Boa Vontade empenhada em contribuir para uma melhor qualificação material, moral e espiritual de crianças, jovens e adultos.

Para o início das atividades, milhares de kits de material escolar e pedagógico, da Campanha “Criança Nota 10 — Sem Educação não há Futuro!”, estão sendo entregues às gurias e guris atendidos pela LBV no país.

 

AULA DE CONVIVÊNCIA

A aluna Vitória Alves dos Santos, de 9 anos, ao expressar sua felicidade em receber o kit e por estudar na Instituição, falou à Boa Vontade TV (canal 23 da SKY): “Quando entrei aqui, pensei que estava sonhando. Aí, quando soube que era verdade, verdade verdadeira, pulei de alegria. Ao chegar em casa, cantei, chorei e tudo mais. Ah, estou tão feliz de estar nesta escola! (...) Aqui é muito bom para todas as crianças do mundo, porque a educação é boa. Com essa educação, quando crescermos, vamos ser respeitados e vamos respeitar as pessoas. Eu aprendo muitas coisas: inglês, espanhol, libras, dança, cultura ecumênica, convivência. Convivência: o que quer dizer? Conviver uns com os outros. Isso faz muita diferença para o crescimento e o desenvolvimento das crianças. E, se a gente crescer assim com respeito e tudo mais, com as outras pessoas, o mundo não vai ter sujeira. Só vai ter beleza. O respeito vai ser uma das coisas principais na sociedade”.

 

“UMA ESCOLA QUE RESPIRA”

Recebi uma simpática publicação, o jornal mural “Resumo da Semana”, do Instituto Educativo da LBV, em São Paulo/SP, e desejo aqui compartilhar com vocês alguns trechos. Descreve um pouco o que vimos desenvolvendo nessa área e do sentido de humanidade que existe nesse — podemos dizer — mutirão permanente em prol do crescimento do Brasil:

“A base e o diferencial da nossa escola, assim como da rede de ensino da LBV, são a Pedagogia do Afeto e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico, que compõem a linha pedagógica criada pela LBV. Essa linha educacional propõe um ensino que alie qualidade pedagógica à Espiritualidade Ecumênica, visando à formação de cidadãos mais fraternos, o que não significa dizer desprovidos de senso crítico ou despreparados para enfrentar um mundo repleto de riscos e reveses, conforme postula o seu propositor.

“O sucesso dessa prática pedagógica é observado no grande número de alunos da LBV que, pelos bons resultados obtidos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e em vestibulares, dão continuidade à carreira acadêmica. Para que se tenha ideia do que isso significa, mais de 75% dos estudantes que concluíram o ensino médio no Instituto de Educação da LBV em 2012 cursarão uma faculdade já em 2013. (...)

“No Instituto da Legião da Boa Vontade, onde livros, tintas; cadernos, tijolos, azulejos, cimento; alunos, um batalhão de profissionais se desdobram para deixar a escola ‘brilhando’ para o início do ano letivo. O nosso informe mostra um pouco do que aconteceu por aqui nesse período de férias. (...)

“Agora, imagine a reforma sem o trabalho zeloso da dedicada equipe da limpeza. Impossível, não é?! Por isso, nossa homenagem a esses trabalhadores que deixaram a escola ‘aquele luxo’ para receber cerca 1.500 alunos (Educação infantil, ensino fundamental e médio e Educação de Jovens e Adultos — EJA) que desfrutarão de uma educação de qualidade, assim como de toda a estrutura oferecida pela LBV.”

Aos estudantes e a toda a equipe que integra a nossa rede de ensino, meus votos de sucesso na experiência e no aprendizado que conquistarão em 2013.

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Minhas palavras hoje invocam solidariedade aos nossos Irmãos do Rio Grande do Sul e de todos os Estados brasileiros que sofrem com a tragédia que se abateu sobre a cidade de Santa Maria, onde o incêndio em uma boate deixou mais de duas centenas de mortos e dezenas de feridos, na madrugada do último domingo, 27/1. Entre os que faleceram estavam 5 jovens santo-angelenses. Já é considerado o segundo mais trágico incidente com fogo da história do país.

A presidenta Dilma Rousseff, que estava no Chile participando da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos com a União Europeia, assim que tomou conhecimento, emocionou-se em sua declaração à imprensa, cancelou sua agenda e se dirigiu a Santa Maria para estar junto dos entes queridos das vítimas: “Quem precisa de mim hoje é o povo brasileiro e é lá que eu tenho de estar”.

Esse lamentável episódio chocou o mundo e chama à responsabilidade poderes constituídos e população para as medidas de segurança que devem ser aprimoradas e realmente respeitadas. As providências em andamento não podem ser esquecidas depois que as manchetes na mídia mudarem, na natural dinâmica dos acontecimentos.

Que os familiares e amigos das vítimas guardem a certeza de que a generosidade de Deus ampara aqueles que estão hospitalizados e as Almas dos que retornaram ao Mundo Espiritual, pois a morte não tem poder diante da eternidade da Vida.

Do meu livro “Ao Coração de Deus”, as linhas a seguir constituem prece, fonte de grande conforto a todos nós neste momento de dor:

 

JESUS!

Na Terra, o Cristo é o Senhor!/ Estará comigo aonde eu for./ Desço ao mar, subo aos Céus,/ Venço o ódio e os labéus./ Canto à Luz,/ Grito forte: Jesus!

Céus e Terra sempre existirão./ E a Verdade e o Amor governarão./ E Deus ditará nosso destino, então,/ Com a Fraternidade e a Glória/ Do Seu Coração.

[Ditei essa prece ao Legionário da Boa Vontade Luciano Duarte Pereira, em 26/11/1994, numa viagem pela autoestrada do Porto a Lisboa. Posteriormente, recebeu melodia do maestro Vanderlei Alves Pereira, tornando-se uma das mais belas composições interpretadas pelo Coral Ecumênico Boa Vontade.]

 

AMPARO ESPIRITUAL E MATERIAL

Pregadores e integrantes da Religião de Deus dirigiram-se a Santa Maria para levar apoio a tantos Irmãos que estão sofrendo.

A Legião da Boa Vontade rapidamente se mobilizou, reunindo voluntários para doação de sangue em Porto Alegre/RS, onde parte dos feridos se encontra em tratamento. Na cidade, quem desejar outras informações pode ligar para (51) 3325-7000. Aqueles que estiverem em Santa Maria ou nas proximidades podem se dirigir ao Hemocentro Regional do município, na Alameda Santiago do Chile, 35 — Nossa Senhora das Dores — tel.: (55) 3221-5192, para realizar sua doação de sangue.

 

ELEVADO ESPÍRITO ALTRUÍSTA

Da capital gaúcha, a leitora Helena Caetano relatou-me que Eliane Barbosa, ao conversar com a senhora Joreci sobre o trabalho da LBV na área educativa e identificar que ela era de Santa Maria, informou-lhe a respeito das iniciativas de solidariedade que a Instituição estava tomando para auxiliar as famílias das vítimas do incêndio. A senhora contou-lhe então que é mãe de uma jovem de 22 anos que estava no local e também faleceu. Imediatamente, Eliane transmitiu-lhe o conforto legionário, ficando as duas muito emocionadas. Dona Joreci, forte mulher gaúcha, ainda na ocasião, soube demonstrar elevado espírito altruísta.

Deixo aqui o meu especial agradecimento a ela e a nossa fraternidade expressa na mais sentida oração, a suplicar a Deus, o Pai Celestial da Humanidade, que a abençoe, aliviando sua intensa dor, bem como a de todas as famílias dos demais jovens.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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A Nave do Templo da Boa Vontade, o Templo da Paz, em Brasília/DF, abrigou na terça-feira, 22 de janeiro, um Ato Ecumênico promovido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH). A cerimônia celebrou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e o Dia Mundial da Religião.

A solenidade também marcou oficialmente a instalação do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa, com a assinatura da portaria governamental pelos ilustres ministros de Estado presentes: dr. Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, e dra. Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH). A convite da SDH, assinaram o documento todos os religiosos que ali compareceram. Pela Religião de Deus, estavam o ministro-pregador Émerson Damásio e meu filho Alziro de Paiva, que me representaram na ocasião solene.

A ministra Maria do Rosário declarou: “O que desejamos para o Brasil, neste ano de 2013, é a coerência, um encontro que há entre o sentimento da presidenta Dilma Rousseff e o sentimento de vocês; o sentimento de um Brasil unido, onde sejamos capazes, sempre, cada vez mais, de assumirmos os desafios de construção da Paz, todos os dias — que significa justiça social (não naturalização da violência) —, de respeito à diversidade e de entendimento amplo do que significam, enfim, direitos humanos”.

Em seu discurso, comentou o ministro Gilberto Carvalho: “Nem preciso dizer da conveniência de estarmos reunidos com esse objetivo, de estimular o diálogo, a Cultura de Paz, justamente num Templo que é destinado para o cultivo da Paz, lugar de acolhida de tantos milhões de pessoas, que vêm em busca da Paz espiritual e da Paz do mundo. (...) Em nome da presidenta Dilma, tanto a ministra Maria do Rosário quanto eu estamos aqui exatamente para lhes dizer, para firmar a vontade clara do governo brasileiro de nos incluirmos nessa perspectiva da Cultura de Paz. (...) A nossa palavra, portanto, de gratidão às lideranças religiosas, às lideranças espirituais que estão aqui, representando os seus grupos, é de um convite para que continuemos nessa perspectiva. Como diz muito bem o Irmão Paiva Netto: ‘Religião não rima com intolerância’. (...) Essa iniciativa [o Comitê Nacional de Diversidade Religiosa] contribui para esse diálogo, para a construção dessa verdade múltipla que vai chegar a Deus e chegar à Paz”.

Na mesma data, extraímos uma lição do depoimento de dona Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa, representante do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic): a pessoa pode na escola, no ônibus, em qualquer lugar, sentar-se ao lado de outra e conversar. Mas por que, quando falam de suas confissões religiosas, isso serve para separá-las?

Fortaleçamos, portanto, a partir da Religião, o aprendizado do respeito, que deve reger a convivência humana.

 

José  de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Aprendamos a respeitar a Vida, do contrário a deusa morte multiplicará o seu trabalho. Foi o que reafirmei em 1991, na Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, Portugal, gravando o programa “Boa Vontade”, para a Rede Bandeirantes de Televisão, do Brasil.

Muita gente pensa que o Armagedom (Apocalipse de Jesus, 16:16) se refere apenas à possibilidade de guerra nuclear, química, bacteriológica, cibernética. Mas qualquer desrespeito às criaturas, que nem mesmo podem defender-se no útero materno, é um Armagedom. O crime organizado é um Armagedom. O analfabetismo material e espiritual é um Armagedom. A implosão da família é um Armagedom. O avanço tecnológico sem o espírito de solidariedade social é um Armagedom. O fanatismo religioso é um Armagedom. O materialismo desbragado é um Armagedom. A fome é um Armagedom. O Armagedom está à nossa mesa: os vegetais cheios de agrotóxicos, as carnes repletas de antibióticos e hormônios. O Armagedom reflete-se nas águas poluídas dos oceanos, lagos, rios e, mesmo, fontes. Os flagelados da seca e das inundações padecem um Armagedom. Sair às ruas para o serviço, o estudo ou a diversão, sem a certeza de um retorno tranquilo ao lar, diante da violência e da insegurança que por toda parte hoje se manifestam, o que é isso senão um Armagedom? A falta de Amor nos corações é um gerador de Armagedons. As pessoas ficam esperando o Armagedom, e ele já está aí... criado por nós.

E vejam só a conclusão do recente estudo inglês, “Global Food; Waste not, Want not”, que constitui outro inacreditável Armagedom. Ele aponta que, a cada ano, cerca de dois bilhões de toneladas de alimentos têm como destino o lixo. É simplesmente metade da comida do planeta. Esses números, sobre o desperdício que ocorre no mundo, revelam paradoxo capaz de questionar nossa própria condição de civilizados.

 

RESPEITO À VIDA

Entretanto, os problemas têm solução quando os seres humanos realmente se dispõem a resolvê-los. É uma questão de respeito ao divino privilégio de existir. Por isso, aqui se encaixa como uma luva este pensamento de Henry Ford (1863-1947), que certa vez definiu a Boa Vontade como a maior força da Vida: “Os tempos de riqueza não nascem por acaso. Surgem como resultado de muito esforço e pertinácia”.

Esse mesmo empenho devemos empregar no combate às drogas que infelicitam tantas famílias e na devida reabilitação dos seus usuários. O crack, o álcool, o tabaco, só para citar alguns, são, portanto, lamentáveis Armagedons a serem superados. Diz uma campanha do governo brasileiro: “Com o compromisso de todos é possível vencer o crack”. Eis uma consciência imprescindível em qualquer frente de trabalho.

 

PERTO DE JESUS, LONGE DOS PROBLEMAS

Digo sempre aos jovens na LBV: Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas.

No Evangelho do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, encontramos excelentes diretrizes do comportamento ideal para a vivência em sociedade, tendo o bom senso como guia de todas as horas.

 

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Atravessamos um momento de transformação no mundo, radical e turbulento sob muitos aspectos, o que exige de nós capacidade superior no enfrentamento de obstáculos de todos os matizes. Assim comecei mais uma palestra no rádio. E prossegui: Não me refiro a uma correria neurótica porque há gente que corre, corre, corre sem chegar a ponto algum. Falo aqui de uma preparação sistemática e corajosa em prol de tempos melhores, sempre desejados, mas até agora não devidamente conseguidos pela Humanidade (...). O que lhe anda talvez faltando é perspicácia e perseverança no tocante a certos ensinamentos básicos que Jesus, o Profeta Divino, farta e esperançosamente, nos transmite. Bom exemplo encontramos na Parábola do Grão de Mostarda, em que um homem planta pequena semente e, apesar de miúda, ela desabrocha, cresce e se torna frondosa árvore, de forma que as aves, dela se aproximando, formam morada nos seus ramos (Evangelho segundo Mateus, 13:31 e 32).

O semeador teve, digamos, uma visão profética, porque possuía conhecimento acerca do extraordinário valor contido na sementinha e seu consequente futuro. É essa uma das lições que Jesus, nessa parábola, nos quer transmitir. O contrário seria deixar o diminuto grão largado no caminho, e lá abandoná-lo sem germinar. Assim, quando não temos ciência da força que traz a Palavra Divina, arriscamo-nos a chutar a semente e desprezar a grande fortuna que Deus nos oferece, prejudicando o porvir. Ora, o que hoje aprendemos senão que aquele que possui informação e comunicação é dono do mundo?...

Vê-se logo que o chutador de semente anda desinformado. Imaginemos o que ocorre com quem desconhece Evangelho e Apocalipse, de preferência em Espírito e Verdade à luz do Novo Mandamento de Cristo Rei. Quantas oportunidades perde! Não considerar isso é andar mal avisado.

Todos os empreendimentos humanos e espirituais, dos modestos aos mais destacados, foram antes pequeninos, assim como um novo ano que se inicia (2013). A origem pode ter sido um diálogo familiar, uma reunião de trabalho, uma intuição... E, se a ideia nova é cultivada segundo os princípios humanitários evangélicos e apocalípticos, os benefícios para a coletividade hão de ser incontáveis.

 

CORRIDA PELA INCLUSÃO

O artigo “Autismo e desafios da inclusão”, que publiquei nesta coluna, agradou muito a sra. Eufrásia Agizzio, presidente da Amai-SBO (Associação de Monitoramento dos Autistas Incluídos de Santa Bárbara D’Oeste/SP), que considerou o texto bastante esclarecedor. Ela é mãe de Victor, jovem autista de 13 anos, cuja história de vida está na origem da Amai-SBO, que nasceu para ajudar outras famílias com situações semelhantes.

Recentemente, a Boa Vontade TV, no programa “Sociedade Solidária”, repercutiu a 1ª Corrida Pela Inclusão, realizada pela Amai-SBO no mês de dezembro, na sua cidade-sede. Da louvável mobilização esportiva, participaram atletas com e sem deficiência. Autoridades, profissionais da saúde, da educação, da mídia, pessoas da melhor idade, moços, crianças, povo em geral prestigiaram o evento com o seu apoio.

Dona Eufrásia, ao agradecer, sensibilizada, a cobertura feita pela LBV, ressaltou: “É fundamental a divulgação do autismo, o conhecimento diminui o preconceito”.

Aos pais: fiquem atentos aos sinais de alerta na criança. Por exemplo: “Não balbucia aos 12 meses; Não faz gestos (adeus, apontar) aos 12 meses; Não diz palavras soltas aos 18 meses; Não diz frases espontâneas de 2 palavras (não é ecolalia/repetição) aos 24 meses; Perda de qualquer capacidade social ou de linguagem em qualquer idade”. (Filipek e cols., 1999)

Oportunamente, voltarei ao assunto.

 

José  de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Desde a Antiguidade o tema “fim do mundo” povoa a mente de religiosos, cientistas e leigos, não importando a influência geográfica, cultural, aspectos sociais e o que mais o seja, sofrida por eles. Na ânsia de prever o caos derradeiro, muitos marcaram datas para o dia fatídico, criando, de certa forma, dificuldades para um entendimento mais realista das profecias contidas nos mais diversos livros sagrados da Humanidade.

Recentemente, uma megaprodução hollywoodiana, baseada em suposta profecia maia, ou de forma errônea compreendida, atraiu a atenção mundial, sugerindo o 21 de dezembro de 2012 como o dia da extinção da vida na Terra.

 

A INFLUÊNCIA DOS ASTROS

Na minha mais recente obra literária, “Jesus, o Profeta Divino”, transcrevo trecho de análise de Ricardo Lindemann, mestre em Astrologia, membro do Conselho Mundial da Sociedade Teosófica Internacional, a partir do estudo da influência dos astros no curso dos acontecimentos no planeta:

“Por outro lado, o fim do Calendário Maia previsto para o solstício de 21 de dezembro de 2012 (...) não apresenta mais do que duas quadraturas significativas de Urano com Sol e Plutão. Dessa forma, não parece justificar as graves mudanças que alguns creem que deverão ocorrer nessa data.

“Alguns argumentam que o alinhamento galáctico traria forças maiores diretamente do centro da galáxia, e portanto de fora do sistema solar, mas deveria haver algum indício significativo refletido mesmo no nível menor de um mapa astral calculado apenas dentro do nosso sistema solar, pois, caso contrário, se estaria ferindo o Grande Princípio Hermético, ou Princípio da Correspondência, no qual toda a Astrologia sempre se baseou.

Isso seria o mesmo que quebrar as leis básicas da natureza e afirmar absurdamente que o macrocosmo entraria em contradição ou desarmonia com o microcosmo, não mais refletindo este reciprocamente. Porém, Einstein também dizia que ‘Deus não joga dados com o mundo’. Portanto, caso se compare o mapa astral do fim do Calendário Maia com o mapa do eclipse de 11 de agosto de 1999, mesmo um leigo é capaz de observar que os dois estão longe de apresentar a mesma magnitude de aspectos.

“Dessa forma, não há indicativos de um fim do mundo em 2012, pois isso não aconteceu nem mesmo em 1999, onde se apresentaram indícios muito maiores. (...)”.

 

O EXEMPLO DA MAÇÃ

Na década de 1980, com a proximidade do novo milênio, questionado sobre o fim do mundo, esclareci que vivemos período de excepcionais transformações. Fim de século, de milênio e de um ciclo apocalíptico. Mas, igualmente, início de extraordinária época para o mundo. Como na maçã que, mesmo quando podre, encerra futurosas sementes, nesse fim lateja o embrião de um início totalmente novo para a Humanidade.

Vejam, não estou afirmando que o que está previsto não ocorrerá, mas daí a determinar o término da vida planetária, existe uma distância absurda. Portanto, a questão é confiar em Deus e seguir em frente, respeitando nossa única morada coletiva: o planeta Terra.

 

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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A onda de violência que atinge várias regiões no mundo, inclusive o Brasil, atemoriza cada vez mais as populações. O massacre que ocorreu na última sexta-feira, 14/12, em uma escola de Newtown, no Estado de Connecticut/EUA, deixou-nos consternados. Após matar a mãe em casa, um jovem de 20 anos invadiu o local e assassinou 26 pessoas. Entre elas, 20 crianças. Em seguida, suicidou-se. Fervorosamente, oramos a Deus, pedindo conforto espiritual às famílias das vítimas na superação de tamanho drama.

Buscam-se respostas que esclareçam por que chegamos a tal ponto de desatino. Se fizermos análise mais aprofundada das causas que levam a essa brutalidade, à fome e a tantos outros infortúnios, notaremos tratar-se principalmente da própria instabilidade emocional da criatura.

Pari passu com as políticas públicas de segurança, do acesso à educação de qualidade para todos e programas que trabalhem na erradicação da miséria, é imprescindível zelar pelas Almas. Cuida do Espírito, reforma o ser humano. E tudo se transformará para melhor.

Robbie Parker, pai de uma das vítimas, Emilie, menininha de 6 anos, no trágico episódio no colégio norte-americano, ao dirigir-se à mídia, corajosamente demonstrou o exemplo que nos deve nortear. Emocionadíssimo, encontrou forças para oferecer apoio a todas as famílias afetadas pelo massacre, incluída a do atirador: “Ao seguirmos em frente a partir do que aconteceu aqui, o que aconteceu com tanta gente, que isso não seja algo que nos defina, mas que nos inspire a ser melhores, que tenhamos mais compaixão e sejamos mais humildes”.

Apesar do momento atribulado pelo qual passamos, é preciso não perder a fé, como acima demonstrado, e batalhar pela vitória do Bem. Aos que, porventura, não consigam ainda compartilhar dessa crença, dedico reflexão de minha autoria, constante do livro “Cartilha de Reeducação Espiritual”: Pouco a pouco, a organização egoísta da sociedade foi abalando o acervo de tradições reunido por todos os que lutaram e sofreram na construção dos povos. Tudo isso vem sendo sacudido, e a muitos pode parecer que entramos em indesviável rota de colisão e que a Humanidade inteira se desfará definitivamente em destroços. Mas tal não se dará, por pior que as coisas se mostrem. O que irá colidir e destruir-se é a civilização da maldade. (...) E como escreveu Pedro Apóstolo, em sua Segunda Epístola, 3:13: “Esperamos novos céus e novas terras, nos quais habita a Justiça”.

 

ORAÇÃO

Convido os amigos leitores e leitoras para, juntos, entoarmos uma tocante prece de Francisco de Assis (1181-1226), patrono da Legião da Boa Vontade. Ele amava muito as criancinhas. Versão de Alziro Zarur (1914-1979):

“Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz;/ Onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;/ Perdão, onde haja injúria;/ Fé, onde haja dúvida;/ Verdade, onde haja mentira;/ Esperança, onde haja desespero;/ Luz, onde haja treva;/ União, onde haja discórdia;/Alegria, onde haja tristeza.

“Ó Divino Mestre!/ Permiti que eu não procure/ Tanto ser consolado quanto consolar;/ Compreendido quanto compreender;/ Amado quanto amar./ Porque é dando que recebemos;/ Perdoando é que somos perdoados;/ E morrendo é que nascemos para a Vida Eterna”.

Em tempo: quanto ao “fim do mundo”, segundo o Calendário Maia, em 21 de dezembro corrente, podemos dormir em paz, porque o nosso esforçado planeta vai continuar. Aliás, quem pode acabar com ele somos nós mesmos (Isaías, 24:5 e 6).

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Uma das Campanhas de Valorização da Vida, da LBV (“Aids — O vírus do preconceito agride mais que a doença”), foi destaque no site da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS no Brasil).

Falando ao portal Boa Vontade, o coordenador-geral do Programa, dr. Pedro Chequer, comentou: “Essa mensagem é extremamente positiva e mobilizadora. Parabenizamos a Legião da Boa Vontade, com a sua agenda humanista e de respeito aos direitos humanos. Nós apoiamos a iniciativa e gostaríamos inclusive de ter essa campanha em nosso site, a fim de distribuí-la em nossa rede social”.

Aqueles que desejarem compartilhar essa campanha podem acessá-la na página da Unaids.br ou da LBVBrasil no facebook. Ela marcou o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado no dia primeiro deste mês.

 

OSCAR NIEMEYER

Nossa saudação de Paz ao internacionalmente reconhecido arquiteto Oscar Niemeyer, que faleceu no Rio de Janeiro/RJ, na última quarta-feira, 5/12. No próximo dia 15, completaria 105 anos. Não é por ter sido ateu que deixou de ser Espírito Eterno. Segue ele, portanto, agora sua jornada no Mundo Espiritual. Como dizia o jornalista e radialista Alziro Zarur (1914-1979): “Não há morte em nenhum ponto do Universo”.

Em dezembro de 1996, Niemeyer foi um dos homenageados com a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica do ParlaMundi da LBV, na categoria “Arte e Cultura”. Ao agradecer a escolha, declarou: “Sinto-me feliz de estar entre gente tão boa e correta”. Sua produtiva existência está imortalizada em numerosas obras na arquitetura, na literatura, no design, na escultura... Destaque especial para os edifícios públicos que projetou para Brasília. Ele compõe ainda o painel “A Evolução da Humanidade”, no Salão Nobre do Templo da LBV, na capital federal.

À sua esposa, Vera Lúcia G. Niemeyer, e demais familiares, a nossa solidariedade.

 

HOMENAGEM DE NOVA JERSEY

A Assembleia Legislativa do Estado de Nova Jersey, em 2/12, homenageou a LBV dos Estados Unidos pelos serviços prestados à comunidade norte-americana, marcando seus 26 anos no país. A resolução pública de agradecimento foi entregue pelo representante da Assembleia, Alberto Coutinho, durante evento beneficente da LBV, no Sport Club Português, em Newark.

 

José de Paiva Netto é  jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Na quinta-feira, 29/11, em Newark/NJ, nos Estados Unidos, ocorreu o Consulado Itinerante, promovido pelo Consulado-Geral do Brasil em Nova York, em auxílio às comunidades brasileiras. Esse programa do Itamaraty foi um dos projetos vencedores do 3º Concurso de Inovações na Gestão Pública Federal (prêmio Hélio Beltrão), em 1998.

Entre os benefícios prestados, encontram-se o serviço militar e adiamento de incorporação, procuração, atestado de vida, passaporte, legalização de documentos, registro de casamento e de nascimento, atestado de residência, CPF e título de eleitor.

A Legião da Boa Vontade dos Estados Unidos, convidada para participar do evento, colaborou com aferimento de pressão; agendamento de consultas e exames gratuitos pelo Programa de Saúde da LBV, realizado em parceria com o Hospital Universitário de New Jersey; e inscrição para serviços comunitários e voluntariado nas atividades sociais de apoio a pessoas em situação de rua e às de baixa renda atendidas pela LBV.

Vera Reis, jornalista do “Brazilian Voice”, na ocasião, agradeceu: “Muito obrigada a vocês e parabéns pelo trabalho, que é maravilhoso e extremamente necessário para as pessoas que realmente precisam de ajuda. Sou muito fã da LBV”.

 

HOMENAGEM A JOELMIR BETING

Joelmir Beting, 75 anos, nosso velho amigo, retornou no dia 29/11 ao Mundo Espiritual. Sociólogo, soube exercer com maestria o jornalismo ao falar para os mais simples sobre a complexidade de variados assuntos, em especial dos econômicos. Atualmente, trabalhava no Grupo Bandeirantes de Comunicação.

Em maio de 2005, durante uma viagem de Porto Alegre/RS a São Paulo/SP, prestei-lhe homenagem, em uma publicação da LBV, destacando sua reconhecida qualidade: o homem que livrou a Economia da torre de marfim e levou-a à planície, onde está o povo.

Ao seu Espírito Eterno, nossas vibrações de Paz na nova jornada que se inicia no Céu. Aos amigos Dona Lucila, sua estimada esposa, e os filhos, Gianfranco e Mauro, a solidariedade da LBV.

 

AUDÁLIO DANTAS

Na capital paulista, em 26/11, o Teatro do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) abriu espaço para a palestra “Jornalismo e Literatura”, ministrada pelo jornalista e escritor Audálio Dantas a profissionais e estudantes da área.

Representantes da LBV, que levaram meus cumprimentos ao respeitado palestrante, trouxeram-me um de seus trabalhos com estas fraternas palavras: “Para o meu amigo Paiva Netto, ‘As duas guerras de Vlado Herzog’, livro com o qual espero contribuir para que essa história não se repita. Grande abraço. Audálio Dantas”.

 

José  de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Temos acompanhado um expressivo amadurecimento na cultura de nosso país. Forte indicativo disso foi a posse em 22/11, do eminente ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), com mandato para dois anos. Primeiro negro a assumir o comando da Casa, ele é uma demonstração, entre inúmeras outras, de que competência não tem a ver com etnia, classe social ou gênero, mas com trabalho, esforço e dedicação às boas causas.

Parabéns, Brasil!

 

SAUDAR ALÉM DOS IRMÃOS

Há tempos observo-lhes que a miscigenação do mundo é inevitável. Da mesma forma, destaco que o Ecumenismo dos corações é o bom futuro da Humanidade.

As criaturas não sobrevivem no isolamento. A confraternização geral é um legítimo anseio que ignora fronteiras e segue unindo, apesar dos pesares, etnias, filosofias, religiões, pátrias, enfim, seres humanos e espirituais. Em Sua passagem pela Terra, Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, testemunhou, a todo momento, que esse é o caminho. Uma de suas frases didáticas ilustra bem isso: “Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais?” (Evangelho segundo Mateus, 5:47).

Nosso país, ainda que precise avançar muito, incentiva e trabalha pelo respeito às diferenças. Um exemplo é a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, criada pelo governo brasileiro em 21 de março de 2003, atualmente sob o comando da ministra Luiza Bairros.

Em novembro, Mês da Consciência Negra, vale ressaltar a relevância das iniciativas dedicadas a tão nobre finalidade. A luta histórica de Zumbi dos Palmares (1655-1695) prossegue, alcançando crescente vitória nas consciências. O mundo se tornará mais feliz à medida que seus habitantes, sem exceção, receberem o devido apoio e usufruírem da liberdade seguramente adjetivada como responsável.

 

IDENTIFICANDO O PRECONCEITO

Um importante passo para que haja fraternidade mútua é o reconhecimento do preconceito, às vezes velado, que a maioria nem percebe que pratica.

Durante sua participação no programa “Conexão Jesus”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o professor doutor Kabengele Munanga, antropólogo do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (USP), comentou: “Como o próprio termo diz, preconceito é um julgamento preconcebido sobre os outros, os diferentes, sobre os quais não temos, na realidade, um bom conhecimento. O preconceito é um dado praticamente universal, porque todas as culturas o produzem. Não há uma sociedade que não se defina em relação às outras. E, nessa definição, nos colocamos numa situação, achando que somos o centro do mundo: a nossa cultura é a melhor, a nossa visão do mundo é a ideal, a nossa religião é a melhor. Assim, julgamos os outros de uma maneira negativa, preconcebida, sem um conhecimento objetivo. A matéria-prima do preconceito é a diferença”.

Aliás, em “Reflexões da Alma” (2003), reafirmei que racismo é obscenidade (assim como preconceitos sociais, religiosos, científicos ou de qualquer outra espécie). Vai solapando não somente os esforços da etnia negra, mas também dos brancos pobres, dos índios, dos imigrantes... É preciso erradicá-lo, pois em seu bojo surgem os mais tenebrosos tipos de perseguição, que vêm dificultando o estabelecimento da Paz no planeta.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes e das doenças a ele correlacionadas.

Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde pública ainda não suficientemente difundido na população.

 

PASSAPORTE
Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que “para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. Calcula-se em torno de 230 milhões o número de pessoas com diabetes no planeta. No Brasil são, em média, 10 milhões. Uma parte, cerca de 40%, tem a doença e não sabe. Ela é silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível que você venha a desenvolver o diabetes”.

 

O EXEMPLO DO CARRO

Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: “A mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol, o seu açúcar... O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos, sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por complicações gravíssimas”.

 

DADOS ALARMANTES

De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, “é a primeira causa de cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas que fazem hemodiálise — quando o rim vai à falência — diabéticas. Em 40% das coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (...) Eu tenho pacientes que já estão com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se exercitam, fazem dieta”.

SOBREMESA

Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: “O doce, na realidade, acaba levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do que é um alimento não saudável. É preferível, ao invés de habitualmente comer doce, você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás, um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e evidentemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (...) As frutas, as fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para equilibrar a quantidade de carboidrato”.

 

FATOR DE RISCO

Quanto à famosa “barriguinha”, o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator de risco: “Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando a esses problemas”.

Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e silencioso inimigo.

 

José  de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Ensinava Alziro Zarur (1914-1979): “O suicídio não resolve as angústias de ninguém”.

Estava com a razão o autor de “Poemas da Era Atômica”.

Matar-se abala, por largo tempo, a existência do Espírito, pois ofende a Lei Divina, que é Amor, mas também Justiça.

Quando a dor apertar, por favor, lembre-se desta página de André Luiz, na psicografia do venerando Francisco Cândido Xavier (1910-2002):

 

Mais um pouco*¹

Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio te poupará enormes desgostos.

“Quando fores tentado a colaborar na maledicência, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência te livrará de muitas complicações.

“Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-te-á gloriosa bênção de luz.

“Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o bom entendimento mais um pouco e não sofrerás o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.

“Quando a lição oferecer dificuldade à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será divina resposta à tua expectativa.

“Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-te-á coroa santificante.

“Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao teu campo de ação.

“Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue ajudando a todos, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.

“Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco de paciência, amor, renunciação e Boa Vontade, a favor de teu próprio bem-estar.

“O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte de aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco”.

O Salmo 31:24 da Bíblia Sagrada adverte fraternalmente: “Tende coragem, e Ele fortalecerá o coração de todos vós que esperais no Senhor”.

O Rabino Henry Sobel pondera: “Não somos donos da Vida, mas apenas os guardiões dela”.

Honremos, pois, o extraordinário dom que Deus nos concedeu, que é a Vida, e Ele sempre virá em nosso socorro pelos mais inimagináveis e eficientes processos.

Substancial é que saibamos humildemente entender os Seus recados e os apliquemos com a Boa Vontade e a eficácia que Ele espera de nós.

A permanente sintonia com o Poder Divino só nos pode adestrar o Espírito, para que tenhamos condições de sobreviver à dor, mesmo que em plena conflagração dos destemperos humanos.

Do livro “Billy Graham responde”, emerge esta elucidação do respeitado pastor norte-americano: “A vida nos foi concedida por Deus e só Ele tem o direito de tirá-la. Além disso, até mesmo no meio das circunstâncias mais difíceis, Deus está conosco. (...) Devo enfatizar o fato de o suicídio ser um erro, não fazendo parte do plano de Deus”.

Na Quarta Surata do Alcorão Sagrado, encontramos este conforto numa admoestação do Profeta Muhammad (570-632) — “Que a Paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele”:

“29. Ó crentes, não defraudeis reciprocamente os vossos bens por vaidade, realizai comércio de mútuo consentimento e não pratiqueis suicídio, por que Deus é misericordioso para convosco”.

Santa Teresa d’Ávila (1515-1582), a grande mística da Espanha, incentiva-nos à perseverança: “Que nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa. Só Deus nunca muda. A paciência tudo alcança. A quem tem Deus, nada falta. Só Deus basta”.

A continuação da existência após a morte jamais poderá ser justificativa para o suicídio. Todos continuamos vivos.

Acertadamente escreveu Napoleão Bonaparte (1769-1821), quando lamentou essa inditosa escolha, que infelicita o Espírito de quem se deixa seduzir por ela, porque a chegada ao Outro Mundo daquele que destrói o seu próprio corpo é um grande tormento, porquanto não há morte após a morte: “Tão corajoso é aquele que sofre valentemente as dores da Alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido”*2.

Finalmente, confiantes, sigamos o caminho apontado pelo Senhor no livro Deuteronômio, 30:19: “Como podes ver, coloquei hoje diante de ti a Vida e o Bem, a morte e o mal... portanto, escolhe a Vida, para que vivas tu e a tua semente”.

Meus Amigos e Irmãos em Humanidade, a grande fortuna é sabermos que viver é melhor!

 

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Para ampliar a conscientização de todos, alguns temas devem estar sempre em pauta. Um deles é o autismo, que atinge mais de dois milhões de brasileiros, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O diagnóstico precoce pode fazer enorme diferença no desenvolvimento do indivíduo. Este, ainda que seja portador de limitação física ou psíquica, possui a extraordinária capacidade para se adaptar e alcançar importantes objetivos de vida. O mundo está repleto de exemplos. O que falta às vezes é o devido investimento no Capital de Deus, ou seja, na própria criatura humana.

 

SINTOMAS E CUIDADOS

Alguns autistas apresentam determinadas habilidades que superam as da média da população. “Eles têm bastante facilidade para números, decorar, resolver expressões matemáticas e para várias questões diferenciadas da vida. Mas não conseguem dar funcionalidade a isso”, explica a assistente social Simone Bruschi.

Um ponto que prejudica o acompanhamento especializado do autista é, num primeiro momento, a negação do problema, situação frequente no seio familiar. Simone, integrante da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social (Abads), em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), comenta: “Quando falamos do autismo, abordamos algo que não se pode identificar por exame de sangue, eletroencefalograma, tomografia. E o diagnóstico é muito difícil de ser aceito pela família. Existe a avaliação clínica — que é muito rica —, porém, os familiares sempre questionam: ‘Ah, não. Acho que pode ser algo diferente’”.

Nesses casos, de acordo com Simone, devem-se buscar outros profissionais, inclusive para que também eles se envolvam na vida dessa família, dessa criança ou desse adolescente.

É fundamental procurar um especialista ao perceber na criança qualquer indício constante de preferir ficar sozinha, de apatia diante dos brinquedos, de não reclamar por ser deixada no berço, em vez do colo dos pais. “Existem famílias que só começam a levar para o tratamento na idade escolar, quando o professor sinaliza: ‘Olha, o seu filho precisa de auxílio’. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as possibilidades de tratamento.”

Simone ressalta que “algumas pessoas com autismo podem apresentar uma deficiência intelectual, mas não é necessariamente uma regra”.

E aí entra um desafio, o de inserir no mercado de trabalho portadores de deficiência intelectual. “É mais fácil — não sei se posso usar essa expressão — contratar um jovem com deficiência física, por conta das acessibilidades existentes, do que alguém com deficiência intelectual, para o que não temos ainda a tecnologia assistiva. Por isso, é um desafio para o consultor de emprego apoiado. Ele tem de ir à empresa e provar que a pessoa com transtorno é capaz. É necessário um trabalho de sensibilização tanto com os empregados e colaboradores quanto com os empregadores e a família”.

É preciso ampliar as condições para a inclusão social dos portadores de qualquer deficiência, seja física, seja intelectual.

 

23 ANOS IRRADIANDO PAZ

No dia 20/10, sábado passado, tive a honra de comandar a sessão solene dos 23 anos do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF. Milhares de peregrinos vindos de várias partes do Brasil e exterior superlotaram os ambientes do Templo da Paz e do ParlaMundi da LBV.

O tema desse ano foi “O Mistério de Deus Revelado”, numa alusão ao Apocalipse de Jesus, 10:7. Dentre os assuntos abordados, apresentei trechos de minha obra: “Jesus, a dor e a origem de Sua Autoridade”, que em breve lançarei.

 

 

José  de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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É digna de respeito e louvor a biografia da célebre ativista social, escritora e conferencista norte-americana Helen Keller (1880-1968). Embora se saiba que, aos dezoito meses de vida, estava cega e surda, tornou-se, com o imprescindível apoio de sua amiga e professora Anne Sullivan Macy (1866-1936), um dos mais importantes ícones da luta pela qualidade de vida dos que têm deficiência. Um de seus pensamentos que mais admiro adverte: “Até que a grande massa de pessoas seja preenchida com o senso de responsabilidade para o bem-estar de todos, a justiça social jamais será alcançada”.


CORAGEM E PERSEVERANÇA

Apesar do encantamento que histórias como essa despertam, enganam-se os que acreditam que se trata de acontecimentos esporádicos da coragem e perseverança humanas. Na verdade, exemplos semelhantes ao de Helen estão por todo lugar, habitando, com frequência, o cotidiano. No que se refere à perda da audição, temos, atualmente no Brasil, quase 6 milhões de pessoas nesse estado.

 

COMPANHIA ARTE E SILÊNCIO

Numa entrevista conduzida por Daniel Guimarães, no programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), os atores Sueli Ramalho e Rimar Segala, irmãos surdos de nascença, narraram belas experiências da trajetória de vida de ambos.

Fundadores da Companhia Arte e Silêncio, eles perceberam, desde muito cedo, pela influência do pai, que a educação e a arte poderiam ser instrumentos valiosíssimos no auxílio ao deficiente auditivo. Rimar explicou: “Em minha casa tinha muita cultura. Meu pai ficava contando histórias da Bíblia, de Moisés, e quando fui para a escola especial de surdos, percebi a falta de sensibilidade com a parte didática, da história da educação do surdo. Consegui com a minha família tudo o que aprendi. Então me sobressaía nessa escola. Quando me graduei em Matemática, acabei criando uma história, uma adaptação através dela. Comecei a ser um criador de histórias. Isso acabou me direcionando para o teatro”.

Ainda sobre o papel da educação, Sueli afirmou que “a maior dificuldade que as crianças surdas têm é da comunicação na própria família. É nela a primeira educação. Muitos pais querem aprender a se comunicar com seus filhos, mas não sabem como. Alguns deles ‘jogam’ as crianças na escola achando que o professor tem que fazer um milagre, como se a surdez fosse uma doença, por não possuírem a correta informação. Daí termos montado a peça ‘A Orelha’. Começamos a dar aulas de Libras [Língua Brasileira de Sinais] aos pais das crianças e, ao mesmo tempo, a ensiná-los a apresentar uma peça de teatro para os filhos. A peça mostra, através do humor, a realidade da cultura surda e como você pode abordar um surdo. A língua de sinais me ajudou a falar. Não proíbam o uso das mãos. É o nosso recurso, nossa visão”.

(...) Por fim, o ator Rimar Segala revelou coincidência envolvendo a estampa de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, bastante difundida pela LBV. “Desde pequeno sempre via na televisão um símbolo muito importante, a imagem de Jesus Cristo. Hoje vi a mesma imagem aqui. Quero agradecer à LBV, porque é fundamental para todo o Brasil pensar em inclusão. Estou muito agradecido. Parabéns!”.

Grato a vocês por compartilhar tanta perseverança e coragem. Uma experiência de vida que inspirará muita gente. Para outras informações, acesse www.ciartesilencio.com.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Apontado pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) como “referência no ecumenismo mundial”, o Templo da Boa Vontade completa 23 anos em 21 de outubro. No sábado, dia 20, a partir das 17 horas, comandarei a sessão solene das festividades. O evento será transmitido pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY) e por toda a Super RBV de Comunicação (TV, rádio e internet).

Sou grato aos milhares de peregrinos e simpatizantes que estão mandando suas mensagens. Eis algumas delas:

“No que concerne à ação para a Paz e para a educação da nova geração, em especial a do século 21, em seu meio, o trabalho do TBV representa um exemplo a ser seguido por todos. Caros amigos, com meus votos de sucesso, eu os felicito por ocasião do 23º aniversário do TBV” (Bardhyl Selimi, esperantista e professor universitário na Albânia).

“A presidência da Sociedade Alemã Internacional Esperantista de Ulm parabeniza o valoroso trabalho de vocês e deseja que a ação no Templo da Boa Vontade seja frutífera. Com saudações coidealísticas da Alemanha!” (Michael J. Scherm, professor).

“Com prazer, envio minhas felicitações por ocasião do 23º aniversário do Templo da Boa Vontade. Viva a ação dos que batalham pela Paz!” (Prof. dr. Hans Michael Maitzen, astrônomo, presidente honorário da Federação Austríaca de Esperanto e representante da Associação Universal de Esperanto na sede da ONU em Viena, Áustria).

“Visitei pessoalmente o Templo durante uma viagem em 2002. Impressionou a mim e à minha esposa a sensação de boa energia que paira nesse Templo. Fazem-se necessários no mundo atual locais, como esse, que oferecem coisas boas. A Humanidade está carente dessas ações. Desejo a vocês longa vida e que continuem a fazer o Bem” (Normand Fleury, técnico em botânica no Canadá).

“Envio-lhes de coração esta mensagem de saudação da distante China, desejando a todos que, pelo seu esforço, seja permanente o funcionamento do TBV em prol da Humanidade. Oro para que a Paz entre os homens — propósito ao qual vocês se dedicam diariamente — também permaneça abundante em seus corações” (Gabrielo Olubunmi Osho-davies, professor de inglês na China).

 

JESUS, O ETERNO EDUCADOR

Em 15 de outubro, comemoramos o Dia do Professor. Para homenageá-los, apresento este trecho de meu livro “É urgente reeducar!”.

Tudo tem o seu tempo. Jesus, o Cristo Ecumênico e Divino Estadista — inspirador modelo de dedicação ao próximo com o qual inúmeros heróis do ensino se identificam — permanece!

Ele disse: “Passará o Céu, passará a Terra, mas as minhas palavras não passarão” (Evangelho segundo Lucas, 21:33).

Alguém pode exclamar: “Mas e minha mãe, e meu pai, e os companheiros que partiram?!...”

Mas quem disse que eles se foram?! Apenas ocorre o que descreveu o talentoso escritor e poeta português Fernando Pessoa (1888-1935): “A morte é a curva da estrada. Morrer é só não ser visto”.

Ora, na verdade, os mortos não morrem!

É preciso esclarecer, então, que nessa minha assertiva procuro exaltar o sentido do que realmente é perene neste mundo: o Amor Fraternal, exemplificado pelo Divino Mestre em sacrifício por todos nós. O verdadeiro Amor nunca se extingue, ipso facto, persiste, mesmo durante as piores tormentas.


José  de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Refletindo sobre em que períodos a música se vem decisivamente manifestando pelas eras, podemos concluir que ela existe desde antes dos tempos. De fato, é instrumento dessa grande obra-prima do Pai Celestial, o Universo.

Ao lermos os capítulos iniciais do Gênesis mosaico, sentimos a forte harmonia nascida do surgimento dos rios, das árvores, dos animais, da separação das terras, da expansão dos mares e da própria formação do nosso Espírito eterno.

A partir daí, é possível estabelecer diversos e significativos momentos em que a música se casa com a história das muitas civilizações e correntes de pensamento que dão vida à Terra. (...) A boa música é um elo inquebrantável que une a criatura ao Criador.

Diante disso, temos a noção exata de que o pulsar da Vida, o Bem, a Solidariedade, o Respeito e a Caridade são igualmente melodias, sons, ritmos que afinam nossos pensamentos, palavras e ações pelo diapasão da Justiça e do Amor.


DEUS EM CADA CRIATURA

Aproveito o ensejo para agradecer a correspondência que recebi da professora Adriane Schirmer, de São Paulo/SP, na qual comenta sobre minha modesta produção: “Gostaria de parabenizá-lo por suas melodias. Tocam profundamente nossa Alma e despertam em nós os melhores sentimentos. Valem por uma súplica, uma oração ao Pai Celestial. Quando as entoamos, sentimos, tal qual nos momentos de prece, o coração limpo. E, quando isso acontece, vemos Deus em cada criatura, em cada planta, em cada pôr do sol... Assim, de coração limpo e Alma ajoelhada, nos tornamos aptos a aprender a amar sem imposições, a amar com o Amor de Jesus”.


MÚSICA E MEDICINA

Grato, leitora Adriane, inclusive por me ter encaminhado o belo texto de apresentação da obra “O Médico”, do meu amigo Rubem Alves, intelectual, teólogo e até foi dono de restaurante. É um brasileiro múltiplo.

“Instrumentos musicais existem não por causa deles mesmos, mas pela música que podem produzir. Dentro de cada instrumento há uma infinidade de melodias adormecidas, à espera de que acordem do seu sono. Quando elas acordam e a música é ouvida, acontece a Beleza e, com a Beleza, a alegria. O corpo é um delicado instrumento musical. É preciso cuidar dele, para que ele produza música. Para isso, há uma infinidade de recursos médicos. E muitos são eficientes. Mas o corpo, esse instrumento estranho, não se cura só por aquilo que se faz medicamente com ele. Ele precisa beber a sua própria música. Música é remédio. Se a música do corpo for feia, ele ficará triste – poderá mesmo até parar de querer viver. Mas se a música for bela, ele sentirá alegria e quererá viver. Em outros tempos, os médicos e as enfermeiras sabiam disso. Cuidavam dos remédios e das intervenções físicas – bons para o corpo – mas tratavam de acender a chama misteriosa da alegria. Mas essa chama não se acende com poções químicas. Ela se acende magicamente. Precisa da voz, da escuta, do olhar, do toque, do sorriso. Médicos e enfermeiras: ao mesmo tempo técnicos e mágicos, a quem é dada a missão de consertar os instrumentos e despertar neles a vontade de viver...”.

Fica aqui então minha homenagem aos bons músicos, bons criadores de instrumentos musicais e, é claro, aos bons médicos e enfermeiras.

 

José  de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Um levantamento da Academia Brasileira de Neurologia, ficamos sabendo que de 1999 a 2008 houve no país aumento descomedido do número de vítimas da doença de Alzheimer. Os óbitos saltaram de 1.343 para 7.882, caracterizando um acréscimo de quase 500%. Outro dado que chama a atenção aponta para o fato de que a maioria deles é de brancos e da Região Sudeste.

No programa “Viver é Melhor!”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), a especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, abordou as causas e as formas de tratamento.


TABUS E DIAGNÓSTICO

Em seus comentários iniciais, destacou que a doença tem sido cercada de muitos tabus: “Existem famílias que não querem nem contar para vizinhos que o parente está com Alzheimer. As pessoas já pensam na enfermidade numa fase avançada e acabam se esquecendo de que, no início, o doente tem muita coisa boa para viver e realizar”.

Ela também comentou o estigma que o idoso carrega por não possuir uma memória tão ativa quanto antes: “Na verdade, se eu me esquecer de alguma coisa é porque estou estressada, mas se o ancião esquece é porque ele está senil. O idoso já possui raciocínio um pouco mais lento, uma natural perda de memória, mas isso é muito mais acentuado numa demência, e ela vem sempre agregada a alguns distúrbios de comportamento, que acabam nos mostrando a característica específica da doença”.

O diagnóstico, segundo a especialista, é feito por exclusão, ou seja, elimina-se a possibilidade de serem outras doenças, a exemplo da depressão ou mesmo de distúrbio da tireoide: “A família é um dos principais mecanismos para ajudar num diagnóstico, porque ela é que vai apontar para o médico quais sintomas estão aparecendo naquele idoso. Essa percepção de que ele está esquecendo raramente vai partir do paciente”.


QUALIDADE DE VIDA

Fabiana Satiro enfatizou que “um dos principais métodos para desacelerar a progressão da doença é a informação. Ela é aliada dos medicamentos e dos tratamentos multiprofissionais. Os familiares e todos aqueles que estão em volta do paciente necessitam conhecer sobre a enfermidade. Tendo o maior número de informações possível, com certeza, a terapêutica será mais adequada. Sendo um mal neurodegenerativo e sem cura, vai progredir, mas pode ser de uma forma mais lenta. Com isso, você ganha um paciente com uma melhor qualidade de vida por muito mais tempo”.

Ao lado da medicação, que é fundamental, existe o tratamento não medicamentoso. A médica explica: “Quanto menos coisa o paciente fizer, mais rápido a doença vai progredir. Além da medicação, a gente vai trabalhar a adequação do ambiente, um treino de memória, criar estratégias para que ele tenha a independência preservada por mais tempo. Em tudo ele vai precisar da supervisão de alguém. O problema é que o ‘ajudar’ é confundido com o ‘fazer por’. Com o tempo ele vai tendo cada vez mais problemas para ficar sozinho”.


MANTER-SE ATIVO

Sobre a prevenção, a também pedagoga Fabiana Satiro esclareceu: “Mesmo que você tenha uma predisposição, se praticar ao longo da sua vida atividade física e intelectual, se ingerir uma boa alimentação, conseguirá retardar a manifestação da enfermidade”.

Nossos agradecimentos à especialista em gerontologia, pedagoga e diretora da Associação Brasileira de Alzheimer do Estado de São Paulo, Fabiana Satiro de Souza, por elucidar o tema. Outros dados podem ser obtidos pelo site www.abrazsp.org.br.

Que lição essa misteriosa doença nos oferece? A de que a dor deve ser corajosamente encarada. Se dela tentarmos fugir pelo atalho do faz de conta, perderemos o caráter sublime de seus ensinamentos.

 

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Sempre tenho chamado a atenção das pessoas para que tomem cuidado com o trânsito nas estradas e nas metrópoles.

Num editorial da conceituada Folha de S. Paulo, de maio de 1994, encontrei este pensamento de Goethe (1749-1832), famoso vate e escritor alemão: A morte é, de certa forma, uma impossibilidade que, de repente, se torna realidade. Realmente, a maioria dos Seres Humanos não pensa que um dia terá de passar desta para melhor ou para pior, de acordo com o seu comportamento na Terra.

O grande equívoco da Humanidade é viver como se depois da morte nada houvesse. Certamente, conforme nos revelam os Mentores Espirituais, um dos maiores dramas na Pátria da Verdade é a chegada de multidões livres das algemas da carne, mas completamente ignorantes do que seja o Mundo Invisível.

Mas voltemos ao editorial da Folha de S. Paulo, sobre violência no trânsito, cujo conteúdo, infelizmente, ainda é atualíssimo: (...) a frase do grande poeta alemão reflete com admirável precisão a maneira como muitos encaram a morte. E não resta dúvida de que essa visão é especialmente comum entre os jovens, cuja inexperiência aliada a um arrebatamento natural como que lhes confere um sentimento de onipotência e imortalidade. E esse sentimento, por ser extremamente enganoso, tem muitas vezes consequências terríveis. As mais notáveis e perversas se fazem ver no alto índice de envolvimento de jovens em acidentes de trânsito no mundo inteiro. Desastres do tráfego já são a principal causa de morte nessa faixa etária, fazendo mais vítimas do que a aids ou outras doenças incuráveis".

Não adianta dispor leis para os Seres Humanos. É preciso prepará-los para a Lei. O código de trânsito já existe. Todos sabem que têm de utilizar o cinto de segurança, diminuir a velocidade e respeitar sinais e faixas. No entanto, por que muitos não cumprem essas normas? Talvez porque não valorizem a própria existência.

A Campanha Vá sem pressa, faça uma prece!, promovida pela Legião da Boa Vontade, visa à conscientização de motoristas e pedestres, para que venham a acatar as leis de trânsito por Amor à sua vida e à dos semelhantes.

Fica aqui, portanto, a nossa contribuição para o fim da violência no trânsito, de forma que a velocidade irresponsável ainda existente nas ruas se sublime em atos cada vez mais velozes de socorro às pessoas em situação de pobreza e de respeito a todos. Eis o nosso lema: Promover Educação e Cultura com Espiritualidade Ecumênica, para que haja Consciência Socioambiental, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho para todos, no despertar do Cidadão Planetário.

Vá sem pressa, faça uma prece!

 


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A Prece do Motorista

(Extraída da Revista Boa Vontade, no 26, de agosto de 1958, a Oração ficou famosa na interpretação de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV, em seus programas radiofônicos.)

Jesus,/ quero que sejas/ a Luz dos meus olhos,/ para que eu veja sempre o caminho certo!
O Guia de meus braços,/ para que eu me dirija sempre para o Bem!
A Força de minha vida,/ para que eu resista na luta diária pelo pão!
O meu Amigo constante,/ para que eu sirva a todos com Boa Vontade!
O Amor de meu coração,/ para que eu ame a todos como a mim mesmo!

 


José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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