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Conforme recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas viciadas em crack no Brasil ultrapassa a impressionante marca de um milhão de usuários. Especialistas em saúde comparam a epidemia da aids na África à do crack em nosso país. Outro dado alarmante é a média de idade dos que o experimentam pela primeira vez: 13 anos. Contudo, engana-se quem acha que somente as camadas da sociedade em situação de pobreza estão à mercê desse perigo mortal. A droga também se faz presente nas classes sociais mais abastadas de modo devastador.

O desastroso abalo físico e mental provocado pela pedra de crack é disparado na primeira ocasião em que se acende o cachimbo artesanal poderia se dizer infernal , pois não arruína apenas a vida do usuário, mas a de toda a família. A ilusória sensação de bem-estar e de euforia fica tragicamente evidenciada pela progressiva degradação do corpo e da Alma dos dependentes.

Segundo a dra. Solange Nappo, pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), “no início da entrada do crack no Brasil, mais precisamente em São Paulo/SP, o perfil do usuário era do sexo masculino. A presença de mulheres era pontual, algo raro. No princípio da década de 2000, começamos a receber indicativos e informações dos próprios usuários de que as mulheres aderiram à cultura do uso do crack.

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, transmitido pela Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), a dra. Solange comentou que o fato de a mulher transformar-se em consumidora do entorpecente mudou toda a dinâmica do vício. O usuário masculino tornou-se, em geral, um transgressor. Ele rouba para comprar a pedra. Não é um profissional do crime. Diante disso, com sua inexperiência, é facilmente preso e acaba criando um problema para o tráfico, que perde um cliente em potencial, na maioria das vezes já devedor da droga que consome. Quando a mulher é inserida no submundo do crack, ela passa a ser linha de frente, pois o risco de ser presa é bem menor. Ao invés de roubar, ela vai vender o seu corpo, explicou.

CONTAMINAÇÃO PELO HIV

Para agravar a situação, a mulher, ao se prostituir a fim de conseguir a droga, vira foco de doenças sexualmente transmissíveis, principalmente do vírus HIV.

Sobre isso, esclareceu a dra. Solange: “Uma mulher que faz programa por conta da compulsão pela droga o faz sem proteção, a qualquer hora e em qualquer lugar. Não fica num local aguardando que alguém passe. Ela vai em busca desse parceiro na tentativa de que ele, rapidamente, lhe dê o dinheiro que lhe possibilitará comprar a pedra de crack. Sem falar das que ficam grávidas sem nenhuma estrutura para ser mãe. Essa situação de vulnerabilidade traz para a mulher complicações físicas, psíquicas e orgânicas de todos os tipos. Quando a mulher entra nessa cultura, traz com ela um problema social enorme. De um grupo de 80 mulheres que entrevistamos, pelo menos 40% delas eram portadoras do HIV”.

Grato, dra. Solange, pelas elucidações. É uma triste realidade que não pode ser ignorada. Além das imprescindíveis políticas públicas de combate ao crack, urge fortalecer, com a Espiritualidade Ecumênica, os valores da Família. É nela que se encontra a solução de muitos problemas que hoje afligem a Humanidade.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Em 6 de agosto, precisamente às 8h15, completam-se 67 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, depois foi a vez de Nagasaki, também no Japão. Data que jamais será varrida das consciências sob risco de que — esquecidos desse abominável atentado à vida humana — o repitamos num grau de intensidade ainda maior, devastando não apenas uma cidade, mas o próprio planeta.

Um pouco de história

Agosto de 1945. Na Europa, Hitler se encontrava derrotado e morto. Berlim, destruída e ocupada pelos russos. Em 25 de julho, dias antes do impacto de “Little Boy” — apelido do petardo de cinco toneladas que matou cerca de 100 mil pessoas em solo japonês —, o presidente norte-americano, Harry Truman, decide usar contra o naquele tempo inimigo asiático o que ele mesmo designou em seu diário como “a coisa mais terrível já descoberta”.


Paul Tibbets foi o piloto da marinha escolhido para comandar o B-29 que decolou da ilha de Tinian. O avião, batizado com o nome de sua mãe, Enola Gay, levantou voo às 2h45min. Ao seu lado, na missão que entraria para a história e mudaria a geopolítica do século 20, estava o copiloto Robert Lewis, autor da famosa exclamação: “Meu Deus, o que fizemos!”


Décadas se foram. Todavia, o relato de muitos sobreviventes a respeito do sofrimento atroz por que passaram, é, sem dúvida, uma das mais importantes bandeiras na luta pelo desarmamento e pela não-proliferação de armas nucleares.

O perigo é real”

Contudo, acontecimentos diversos continuam sugerindo que a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial não é ilusória. A humanidade corteja a morte. Basta lembrar os maus-tratos que promove contra sua própria moradia. A paz quase que não tem passado de figura de retórica. Em grande parte da trajetória humana, o período em que ela prevaleceu é ínfimo. Se é que já houve verdadeira paz neste mundo... Somente na alma de alguns bem-aventurados é que tem conseguido habitar. Por isso, com certeza, advertiu o papa João Paulo II (1920-2005), numa memorável alocução, na década de 1980, que “o perigo é real”.


A concórdia entre religiosos é a primeira a ser conquistada. A paz de consciência dos seres terrenos, gerada por uma nova postura ecumênica, porquanto altamente fraterna, prenuncia a paz social, a paz entre as instituições e a desejada paz mundial, sob a proteção do Pai Celeste, o maior diplomata da história deste orbe, não obstante nosso recorrente mau uso do livre-arbítrio. Para os que riem dessa realidade, uma pequena recordação do cético Voltaire (1694-1778): “Se Deus não existisse, precisaria ser inventado”.

John Kennedy e a paz

Muitas nações não estão diretamente envolvidas nos conflitos armados que nos flagelam, porém todas sofrem a opressão do medo ou da miséria, pela violência dos armamentos novos ou pelo desvio global de verba para a indústria da morte, em prejuízo da justa economia que gera instrução, educação, espiritualização, segurança, alimentação e saúde dos povos. Portanto, a guerra nos ofende a todos nestes tempos de comunicação rápida e de temporais de informações, que ameaçam, com seus raios e trovoadas, dar curto-circuito nos cérebros. Daí a inclusão que faço, neste bate-papo com Vocês, do pensamento de John Kennedy (1917-1963): “Só as armas não bastam para guardar a paz. Ela deve ser protegida pelos homens (...). A mera ausência de guerra não é paz”.


A Terra só descobrirá a paz quando viver o amor espiritual e souber reconhecer a verdade divina. No entanto, a divina verdade de um Deus que é Amor. Não a de um ser brutal e vingativo, inventado pelos desatinos humanos.


De fato, o perigo continua real. E nós, como tontos, no meio dele, nessa “briga de foice no escuro”. Quousque tandem, Catilina?


É essencial salientar as propostas e ações de autêntico entendimento. Conflitante rota para os povos será a do remédio amargo.


Por isso mesmo, não percamos a esperança. Perseveremos trabalhando “por um Brasil melhor e uma humanidade mais feliz”. Eis a direção da vitória. E não se trata de argumento simplório. A vida ensina, mas quantos de nós aprendemos a tempo?


As soluções dos graves problemas de nossa sociedade passam pela devida valorização do Capital de Deus, ou seja, o Ser Humano e seu Espírito eterno. Do contrário, acabaremos por enfrentar um conflito mundial maior que as duas grandes guerras do século 20 que, numa análise histórica, podem ser classificadas como uma só dividida em duas partes. Que Deus nos livre da terceira!

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Londres, a milenária capital da Inglaterra e do Reino Unido, sedia, desde 27 de julho, sua terceira Olimpíada. Estamos na 30ª edição da era moderna desta que é uma das mais fascinantes competições esportivas. É excelente oportunidade para o melhor dos exercícios: o da Paz entre as nações.

Dois fatos assinalaram a história dos Jogos na pátria de Isaac Newton (1643-1727). Em 1908, no fim da prova da maratona a primeira a ser disputada com a distância de 42.195 metros , o italiano Dorando Pietri (1885-1942), que se encontrava na liderança, ao adentrar o Estádio White City, visivelmente esgotado, só conseguiu ultrapassar a linha de chegada com a ajuda de dois oficiais. Esse ato de solidariedade o desclassificou, ficando a medalha de ouro com o americano Johnny Haves (1886-1965). Entretanto, no dia seguinte, o esforço de Pietri e o gesto dos oficiais foram reconhecidos pela Rainha Alexandra (1884-1925). Um troféu foi concedido ao corredor italiano. E, em 1948, a holandesa Fanny Blankers-Koen (1918-2004) entrou para o hall dos supercampeões ao conquistar quatro das cinco medalhas de ouro para seu país. Com 30 anos e mãe de duas crianças, ela, que competia no atletismo, ganhou a alcunha de “a dona de casa voadora”.

DE VOLTA PARA O PRESENTE

Até o dia 12 de agosto, mais de 10 mil atletas de centenas de países protagonizarão as Olimpíadas 2012. Como Londres é a anfitriã deste ano, todos eles, heróis de carne e osso, buscarão triunfar também imantados pela magia vitoriosa do popular agente fictício James Bond. Aos que porventura queiram estragar a festa por exemplo, com o lamentável doping —, é bom que desistam de praticar reprováveis atos. O Comitê Olímpico Inglês promete rigidez e controle comparados à astúcia e habilidade de outro célebre personagem londrino, Sherlock Holmes, para desvendar os mais intrincados mistérios.

CURIOSIDADES

A primeira Olimpíada com participação do Brasil ocorreu em Antuérpia, na Bélgica, em 1920. De lá para cá, foram 91 medalhas: 20 de ouro, 25 de prata e 46 de bronze. O iatismo puxa a fila, com seis delas.

A delegação brasileira em Londres é composta de 259 atletas, 18 a menos do que a enviada a Pequim, na China. Apesar da redução, é grande a expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro de que seja ultrapassada a marca de medalhas conquistadas na capital chinesa: 15, ao todo.

Fica aqui a torcida de todos nós, na certeza de que honrar as cores de nosso país vai além de subir ao pódio. Revela-se, antes de tudo, respeito a um povo que não foge da luta, que tem conseguido superar-se nas olimpíadas da vida diária.

80 ANOS DE AUDÁLIO DANTAS

Os 80 anos do jornalista e escritor Audálio Dantas, em 8 de julho, foram comemorados com o lançamento, no dia 17 deste mês, em São Paulo/SP, de seu livro “Tempo de reportagem — Histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro”.

Conforme está na descrição da obra, “Audálio, grande repórter, volta à juventude para refletir sobre o seu legado e ajudar as novas gerações de jornalistas e de leitores a pensar sobre a enorme tarefa de contar a história cotidiana de sua época”.

Ganhador do Prêmio de Defesa dos Direitos Humanos da ONU, em 1981, ele foi presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP), presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Atualmente, é conselheiro da União Brasileira de Escritores (UBE) e do Instituto Vladimir Herzog.

Com muita honra, tenho comigo esse seu mais novo trabalho, com uma cordial dedicatória: “Para José de Paiva Netto, com admiração pelo trabalho de unir pessoas. Grande abraço, Audálio Dantas.

 

 


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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No 11o Congresso Internacional de Educação da LBV, ocorrido em São Paulo/SP, em junho, a professora Barbara Clark, dos Estados Unidos, destacou: “Foi um congresso muito gratificante e realizador, um dos melhores de que já participei em 40 anos como educadora. Os oficineiros nos fizeram pensar fora da caixa e nos desafiaram a manter nossos olhos no prêmio: a criança”. É importante esse raciocínio, pois um aluno bem formado é resultado de muita criatividade e excelência das ações educativas. Daí perseverarmos nesse caminho, promovendo Educação e Cultura com Espiritualidade Ecumênica. Nosso ideal é o cidadão esclarecido intelectualmente e prodigioso nos mais elevados princípios éticos.

HUMANISMO JUDAICO

Recebi, com satisfação, um exemplar de “Humanismo Judaico na Literatura, na História e na Ciência”. A sinopse da obra nos fala da ética judaica, seguida por grandes figuras da História, uma ética comum a todos os seres humanos de bem: “É a prática de um comportamento interpessoal que conduz ao respeito mútuo, à convivência fraternal, à correspondência entre direitos e responsabilidades, à elevação conjunta do nível moral, à garantia dos direitos dos fracos e das minorias (...)”.

Aos ilustres escritores — professor Arnaldo Niskier, jornalista Osias Wurman, padre Jesus Hortal, professor Alberto Alfredo Tolmasquim e dr. Marcelo Itagiba, meu agradecimento pelas cordiais dedicatórias com que me honraram.

NOBRE CASAL BUDISTA

Tenho o prazer de saudar aqui um nobre casal, os meus amigos monges budistas Yvonete e Ricardo Mário Gonçalves, de São Paulo. Dona Yvonete, no dia 14 de julho, completou mais um aniversário. Nossos parabéns a ela.

TECNOLOGIAS ASSISTIVAS

Recentemente, apresentei-lhes trechos de uma entrevista de Karolline Fernandes Sales, analista de tecnologia assistiva da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY). A matéria teve o objetivo de estimular a inclusão, no mercado de trabalho, daqueles que possuem algum tipo de deficiência.

Karolline Sales se manifestou satisfeita com a repercussão do artigo, inclusive entre os portadores de deficiência visual. Um exemplo é o do analista de sistemas Valdenito de Souza. Ele tomou conhecimento pelo jornal “O Nortão”, que circula nos Estados de Mato Grosso e de Rondônia, e compartilhou a publicação no seu mailing. Karolline nos escreveu: “Muito legal a matéria. Olha só como está repercutindo! Fico feliz pela divulgação desse tema em meios tão importantes de comunicação. Em nome da Avape, agradeço e me coloco à disposição para contribuir sempre que precisarem”.

Trata-se de assunto que merece realmente um apoio maior da sociedade.

 


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Voltou ao Mundo Espiritual no dia 9 de julho, aos 91 anos, o cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro.

Dom Eugenio foi um ardoroso defensor da Vida. No artigo de sua autoria “Um mundo de contrastes”, publicado pelo “Jornal da LBV”, em agosto de 1989, fez-se ouvir seu brado, que continua ressoando: “Os cristãos são convocados à defesa dos direitos humanos, especialmente dos mais desprotegidos, como a criança antes de vir à luz. A firmeza de atitudes contra o crime do aborto será uma valorização da Vida em nosso país. As consequências desse esforço vão além do nascituro, pois fortalecem o respeito à dignidade humana em nosso Brasil”.

A LBV registra justa homenagem a essa destacada figura religiosa do país.

HUMANISMO JUDAICO

Recebi, com satisfação, um exemplar de “Humanismo Judaico na Literatura, na História e na Ciência”. A sinopse da obra nos fala da ética judaica, seguida por grandes figuras da História, uma ética comum a todos os seres humanos de bem: “É a prática de um comportamento interpessoal que conduz ao respeito mútuo, à convivência fraternal, à correspondência entre direitos e responsabilidades, à elevação conjunta do nível moral, à garantia dos direitos dos fracos e das minorias (...)”.

Aos ilustres escritores — professor Arnaldo Niskier, jornalista Osias Wurman, padre Jesus Hortal, professor Alberto Alfredo Tolmasquim e dr. Marcelo Itagiba, meu agradecimento pelas cordiais dedicatórias com que me honraram.

NOBRE CASAL BUDISTA

Tenho o prazer de saudar aqui um nobre casal, os meus amigos monges budistas Yvonete e Ricardo Mário Gonçalves, de São Paulo. Dona Yvonete, no dia 14 de julho, completou mais um aniversário. Nossos parabéns a ela.

 


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Neste mundo globalizado, em que as tecnologias se aprimoram a uma velocidade que impressiona, abre-se um leque de oportunidades para a inclusão, no mercado de trabalho, de pessoas com deficiência. Contudo, muitas dessas novas ferramentas esbarram no despreparo e na desinformação de uma parcela da sociedade.

Segundo a analista de tecnologia assistiva da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), Karolline Fernandes Sales, ela própria deficiente visual, as empresas usam três argumentos para não contratar alguém com baixa ou nenhuma visão.Um deles é o desconhecimento. Para a maioria dos empregadores, o cego não tem condições de trabalhar, de chegar ao local de trabalho. Outro empecilho é o de não saber utilizar um computador; sem falar do custo do leitor de tela, que varia de R$ 1,3 mil a R$ 1,7 mil ou um pouco mais. O terceiro argumento é o de que não existem pessoas qualificadas no mercado”, afirmou.

Em entrevista ao programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), Karolline Sales, que também exerce a função de assessora de comunicação da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), contestou: “Conheço várias pessoas com deficiência visual graduadas, pós-graduadas, que já concluíram o mestrado. Então, esse argumento da falta de qualificação é mais hipotético do que real. Claro que existem indivíduos sem qualificação, não só com deficiência, mas sem deficiência também. A Avape, inclusive, é uma das pioneiras em capacitar pessoas com deficiência, não só a visual”.

Um dos principais avanços no que diz respeito à inclusão social foi a implementação da Lei de Cotas. Karolline Sales esclareceu: “Essa lei determina, de acordo com a quantidade de empregados, a contratação do trabalhador deficiente. A grande dificuldade dos empresários, dos gestores, é como contratar, onde buscar esse profissional? É aí que entra a Avape”.

OPORTUNIDADE E COMPETÊNCIA

No programa, foi apresentada uma matéria com o depoimento do deficiente visual Edi Carlos de Souza. Com apenas 1% de visão, ele procurou a Avape para recolocação profissional e começou a prestar serviço para a Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), do Estado de São Paulo. Sobre a sua capacitação, Edi Carlos comentou: “Precisei passar por treinamentos porque uso dois sistemas. Um de leitor de tela — para acompanhar as informações do computador — e outro do próprio sistema do ‘Emprega São Paulo’”. Orgulhoso de sua profissão, ele desabafou: “Infelizmente, no Brasil temos falta de informação em relação ao deficiente. Hoje em dia, a tecnologia e os mecanismos de acesso estão aí para todo o mundo verificar. O que a pessoa deficiente precisa? De uma oportunidade. Esse é o xis da questão. Ninguém pode ser julgado pela deficiência. Primeiro, o empregador tem que avaliar a capacidade, e não a deficiência”.

E arrematou: “Você, que tem alguma deficiência, nunca se esconda. Estude, faça cursos, procure, pois o mercado está precisando. E vocês, que são empregadores, sempre acreditem e nunca prejulguem um deficiente. Deem a ele uma oportunidade, depois o avaliem”.

Diante do exposto, é gratificante saber que, apesar dos obstáculos, mais deficientes conquistam a cada dia maior reconhecimento na sociedade e, principalmente, no mercado de trabalho.

 


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No dia 29 de junho, tivemos a conclusão do 11o Congresso Internacional de Educação da LBV, em São Paulo. Profissionais da área prestigiaram o evento com sua importante contribuição, o que foi destacado na solenidade de abertura pelo professor dr. João Grandino Rodas, reitor da Universidade de São Paulo (USP): “Ele congrega pessoas de dentro e de fora da LBV, brasileiras e não brasileiras, portanto, pessoas que vêm trazer visões distintas”.

O sociólogo Pedro Demo, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), fez questão de saudar os congressistas, numa mensagem em vídeo, ressaltando a relevância do tema em debate: “Avaliação: uma visão além do intelecto”.

Entre os palestrantes: José Pacheco, fundador da Escola da Ponte (Portugal); Marco Antonio Ferraz, diretor comercial da Abril Educação – Sistemas de Ensino; Sérgio Behnken, membro da Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho; Eliana Maria Ormelezi, da Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual Laramara; Edimara de Lima, diretora da Associação Brasileira de Psicopedagogia; e Maria Suelí Periotto, supervisora da linha pedagógica da LBV.

“EDUCAÇÃO HUMANISTA E INCLUSIVA”

A Pedagogia do Afeto (para crianças de até 10 anos) e a Pedagogia do Cidadão Ecumênico (a partir dos 11 anos), aplicadas pela LBV em sua rede de ensino, que objetiva educar sentimento e raciocínio, vem encontrando expressiva acolhida. É o que observamos nas palavras do professor Marco Antonio Ferraz: “Acho que a LBV se caracteriza por uma educação extremamente humanista e inclusiva. (...) É aquela educação que valoriza o aluno enquanto ser humano, que faz com que ele perceba que é capaz de superar as suas dificuldades e que seja um ser humano realizado e feliz com auxílio da escola”.

ESPIRITUALIDADE ECUMÊNICA NO ENSINO

A presidente da Instituição Assistencial Meimei, de São Bernardo do Campo/SP, pedagoga Miltes Apparecida Soares de Carvalho Bonna, comentou: “Alegria imensa, porque estamos fazendo uma descoberta de um mundo novo através da proposta da LBV. Parabéns a toda a equipe! A nossa luta é muito grande, porque infelizmente a escola laica proposta não atinge a realidade da criança brasileira. O Amor faz a diferença, e a busca de uma Espiritualidade Ecumênica, norteando o sistema educativo, é o sonho que desejamos realizar um dia, o qual vocês, da LBV, já estão conquistando. Tenho certeza de que cada professor, cada educador que aqui chegar, voltará levando um mundo de esperança para a renovação do sistema de ensino”.

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Numa de suas declarações na Rio+20, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou: “A Natureza não negocia com os seres humanos”. Incontestável!

Prossigamos na construção da consciência planetária de sustentabilidade espiritual e de um crescimento econômico compartilhado por todos. Para isso, qualquer iniciativa deve revestir-se do espírito de solidariedade humana. Insisto nesse ponto porque é a mais eficiente das estratégias.

Ainda que o documento final da Rio+20, encerrada na sexta-feira, 22/6, não seja o esperado, é possível reconhecer que mais um importante passo foi dado. Debates, esforços e providências continuam. E que ganhe o meio ambiente, pois sua preservação é indicativo de nossa sobrevivência.

Parabéns ao Brasil e à ONU pelo grandioso evento!


CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO


De 27 a 29 de junho, ocorrerá em São Paulo/SP o 11o Congresso Internacional de Educação da LBV. Neste ano, o tema central é “Avaliação: uma visão além do intelecto”.

A solenidade de abertura terá a palavra do dr. João Grandino Rodas, reitor da Universidade de São Paulo (USP). Para outras informações, acesse o site www.boavontade.com/congressodeeducacao/.

 


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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É notório que o instinto de sobrevivência nos recomenda um desenvolvimento econômico sustentável, que a todos inclua. Meta ousada que requer adesão geral.

Se bem esclarecido e educado desde o berço, qualquer um pode colaborar. Imaginemos uma família. No início de sua formação, o pai e/ou a mãe é quem abastece o lar, proporcionando aos filhos alimento, educação, vestimentas etc. Contudo, até as crianças, quando devidamente instruídas, prestam expressivo serviço à economia da casa. Pequenos gestos, como não deixar a luz acesa desnecessariamente nem a torneira aberta durante a escovação dos dentes, fazem grande diferença. Para visualizar o excelente resultado dessas medidas simples, basta somá-las ao total de lares no planeta. Teremos assim uma boa iniciativa + bilhões de outras.

A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro/RJ, de 13 a 22 de junho deste ano, é um ótimo ensejo para aumentar essa consciência pelo mundo. Com vontade política e forte envolvimento da sociedade, imensos benefícios globais podem ser atingidos. Se soubermos igualmente nos colocar sob a Proteção de Deus, a capacidade de alcançar milagres se estabelecerá em nossas agendas.

LBV NA RIO+20

Contando com o suporte do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN/Desa) — Seção de Organizações Não Governamentais (NGO Section) do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), a LBV coordenará o painel temático “Cooperação Construtiva” na Rio+20. O evento, em 17/6, domingo, das 11h30 às 13 horas, receberá autoridades e delegações governamentais no auditório T9, designado pela ONU no Riocentro, local da conferência. Ilustres palestrantes comporão a mesa: dr. Andrei Abramov, chefe da Seção de ONGs do Ecosoc; senador Rodrigo Rollemberg, coordenador da Cúpula de Legisladores da Rio+20; professor Daniel Nava, secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos do Amazonas; dr. Fabio Feldmann, advogado, ambientalista e ex-secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo; professor Neilton Fidelis da Silva, pesquisador do Instituto Virtual de Mudanças Globais (IVIG/Coppe-UFRJ) e assessor técnico da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; e o líder indígena Marcos Terena.


A todos os responsáveis pela realização da Rio+20, os votos de sucesso da LBV.

 


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Cinco de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. Como anda nosso engajamento em preservá-lo? Possuímos real consciência de que somos parte dele? Neste ano, as comemorações da data têm por sede o Brasil. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) acredita que será o maior e o mais celebrado evento de sua história. O tema proposto nos faz uma pergunta: “Economia Verde: Ela te inclui?”. O posicionamento e as atitudes que tomarmos construirão nosso futuro. Que seja o melhor!

MUITO + SUSTENTÁVEL

É notório que o instinto de sobrevivência nos recomenda um desenvolvimento econômico sustentável, que a todos inclua. Meta ousada que requer adesão geral.

Se bem esclarecido e educado desde o berço, qualquer um pode colaborar. Imaginemos uma família. No início de sua formação, o pai e/ou a mãe é quem abastece o lar, proporcionando aos filhos alimento, educação, vestimentas etc. Contudo, até as crianças, quando devidamente instruídas, prestam expressivo serviço à economia da casa. Pequenos gestos, como não deixar a luz acesa desnecessariamente nem a torneira aberta durante a escovação dos dentes, fazem grande diferença. Para visualizar o excelente resultado dessas medidas simples, basta somá-las ao total de lares no planeta. Teremos assim uma boa iniciativa + bilhões de outras.

A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, no Rio de Janeiro/RJ, de 13 a 22 de junho deste ano, é um ótimo ensejo para aumentar essa consciência pelo mundo. Com vontade política e forte envolvimento da sociedade, imensos benefícios globais podem ser atingidos. Se soubermos igualmente nos colocar sob a Proteção de Deus, a capacidade de alcançar milagres se estabeleceem nossas agendas.

LBV NA RIO+20

Contando com o suporte do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN/Desa) Seção de Organizações Não Governamentais (NGO Section) do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), a LBV coordenará o painel temático “Cooperação Construtiva” na Rio+20. O evento, em 17/6, domingo, das 11h30 às 13 horas, receberá autoridades e delegações governamentais no auditório T9, designado pela ONU no Riocentro, local da conferência. Ilustres palestrantes comporão a mesa: dr. Andrei Abramov, chefe da Seção de ONGs do Ecosoc; senador Rodrigo Rollemberg, coordenador da Cúpula de Legisladores da Rio+20; professor Daniel Nava, secretário de Estado de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos do Amazonas; dr. Fabio Feldmann, advogado, ambientalista e ex-secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo; professor Neilton Fidelis da Silva, pesquisador do Instituto Virtual de Mudanças Globais (IVIG/Coppe-UFRJ) e assessor técnico da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas; e o líder indígena Marcos Terena.

REGISTRO

Recentemente, Eliel Brum e Pedro Paulo Torres, da LBV no Rio de Janeiro, tiveram um encontro cordial com o ministro Laudemar Aguiar, secretário nacional do Comitê Nacional de Organização da Rio+20. A todos os responsáveis pela realização dessa destacada conferência, os votos de sucesso da LBV.


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Em maio, o Dia das Mães (sempre no segundo domingo do mês) e o Dia Nacional da Adoção (25/5) guardam especial afinidade. O sagrado dom da maternidade, também expresso no belo gesto da adoção, deve compartilhar amor e afeto igualmente de forma inclusiva.

Esse importante tema foi discutido recentemente na Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), no programa Sociedade Solidária. O apresentador e graduando em Ciências Sociais Daniel Guimarães entrevistou Mônica Natale de Camargo, gerente executiva do Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo (Gaasp).

MUDANÇA DE CULTURA

Estimativas apontam que para cada criança na fila de adoção, há seis casais ou indivíduos pretendentes. Mônica Natale esclarece: “Ainda temos aquela cultura do perfil. O que a maioria dos pretendentes deseja? Eles querem aquelas crianças menores, bebês, brancos ou da mesma etnia. E as crianças que estão disponíveis geralmente são de grupos de irmãos e com idade avançada, e algumas com necessidades especiais. Então, o que tem de se fazer? Mudar essa cultura de adoção no Brasil. O pretendente tem que entender qual é a realidade do país, e começar a olhar com carinho para as crianças, mudar aquela concepção do filho idealizado para o filho possível”.

LONGE DE NÓS O PRECONCEITO

O alto sentido de humanidade precisa habitar o coração das criaturas, não deixando espaço para preconceitos. A gerente do Gaasp aponta para o que pode ser feito: “Primeiro, uma divulgação maior do que é a adoção, entender o que significa adotar, o que significa um filho na sua vida. Isso é importante! A cultura da adoção tem que ser mudada, sim, com programas como este onde se discute, onde se fala dessas necessidades.

O assunto realmente merece um olhar mais atento da parte de todos, seja das políticas públicas ou da sociedade. É direito básico de toda criança ter uma família que a proteja, ame e respeite.

Quem quiser se informar melhor, acesse o site do Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo: www.gaasp.org.br. Procure também conhecer a legislação brasileira sobre o tema.

TIREM O VIDRO!

No último domingo, 27/5, completaram-se 26 anos de dois grandes eventos da Legião da Boa Vontade na capital federal. Na ocasião, além de inaugurar o primeiro anexo (sede administrativa) do Conjunto Ecumênico, comandei a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental do Templo da Boa Vontade.

Momentos antes do início do cerimonial, um fato curioso proporcionou a todos importante lição. Eu me encontrava no segundo andar do prédio administrativo da LBV com os meus filhos e, ao olhar para o pátio, que estava superlotado, vi que o palco era baixo demais. E decidi: Sabem de uma coisa? Vou falar aqui de cima da marquise de entrada. E perguntei: Essa marquise aguenta o peso da gente? Ao que me responderam que sim, ao mesmo tempo em que me perguntavam: “Mas como é que o senhor vai passar para lá? Tem um vidro na frente!”. Ora, se o vidro atrapalha, tirem o vidro!, disse-lhes. O vidro foi retirado e pude, então, fazer o discurso lá de cima mesmo. Naquele momento, destaquei, lembrando-me de Moisés e de Zarur, que o Templo da Paz surgia para que houvesse a interiorização de valores. Porque não se pode exteriorizar coisa alguma se a criatura não tem nada para oferecer. É a questão do conteúdo.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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O Dia das Mães e da Abolição da Escravatura, comemorados em 13 de maio, nos conduzem a importantes reflexões. O zelo materno no cuidado da saúde dos filhos e o alto significado da Lei Áurea são dois simbolismos que devem iluminar as boas iniciativas de libertação do ser humano dos escravismos que lhe prejudicam a existência. Entre eles estão os comportamentos de risco, a exemplo da falta de critério na alimentação e do vício do fumo.

Recentemente, o Ministério da Saúde apontou que quase metade da população brasileira está acima do peso. E, apesar de os dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) demonstrarem que o número de fumantes no país segue em queda, todos sabemos que muito há que ser feito. Vale ressaltar as palavras da diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan: “O Brasil é um líder no controle do tabaco, deve manter o bom trabalho.

Quanto ao excesso de peso, é inegável que a falta de um bom planejamento alimentar e de exercícios físicos leva a população a pôr em risco o próprio bem-estar. O acesso à informação é fundamental para que tenhamos hábitos melhores. É na infância que se molda igualmente os bons costumes alimentares. Está mais que comprovado que o consumo exagerado de comida industrializada não faz bem ao organismo. Um cardápio saudável, rico em frutas, legumes e verduras, por exemplo, é um bom início para mudar esse quadro preocupante.

Acrescente-se a tudo isso a boa saúde de nossas Almas. Busquemos nas boas obras e na oração os nutrientes do Céu. Não podemos desprezar o Alimento Celeste, com o qual o Criador sustenta Suas criaturas.  Deus é superior aos limites que o ser humano queira impor a Ele.

LUIS ROBERTO PALESTRA A CONVITE DA LBV

Em 12 de maio, no Rio de Janeiro, o jornalista Luis Roberto, narrador esportivo da TV Globo, palestrou aos alunos do curso de Capacitação em Radiojornalismo Esportivo, criado pela Legião da Boa Vontade e pela Super Rádio Brasil940 AM numa parceria com o Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam) e patrocinado pela Honda Rio Tókio.

Em sua apresentação, Luis Roberto, que gostou da interatividade com os universitários, transmitiu a eles orientações, trazendo um pouco de sua experiência profissional. Disse no encontro: “Quero agradecer o convite. Foi muito bom ter contato com um curso específico de formação de gente do rádio, veículo do qual venho. Foi um prazer muito grande.

A respeito das ações da LBV, o jornalista comentou: “Estou muito empolgado por ter acompanhado de perto esse trabalho que é feito pela LBV, um trabalho de altíssimo nível, respeitado não só no Brasil, mas internacionalmente. A gente acompanha há muitos anos esse trabalho. Realmente, é um trabalho muito bonito. O Centro Educacional [da LBV no Rio de Janeiro] trouxe um coral de crianças, que são maravilhosas. Essa é uma prova incontestável de como fazer o Bem faz bem!.

Prezado colega, fica aqui o nosso agradecimento.

COMBATE À EXPLORAÇÃO SEXUAL

Dezoito de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Uma batalha para a qual a sociedade deve permanecer em constante vigília. Proteger a infância e a juventude consiste em providência para todos os dias.

Tenhamos em nossa agenda o Disque Direitos Humanos, o Disque 100. A ligação é gratuita.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Jesus, o Profeta Divino, veio à Terra para salvar as criaturas. Por isso, a nossa constante preocupação em defender a Vida.

Uma das profecias bíblicas — que tanto despertam a atenção dos que delas tomam conhecimento — refere-se ao vaticínio de Jesus, em Seu Sermão Profético. Ao valer-se do forte aviso de Daniel (11:31, 12:11), no Antigo Testamento, o Divino Mestre anuncia derradeiros fatos do ciclo apocalíptico que se encerra:

“15 Quando, pois, virdes a abominação da desolação de que falou o Profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda —qui legit, intelligat),

“16 então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes (...)” (Evangelho de Jesus segundo Mateus, 24:15 e 16).

Na análise que faço dessa passagem em “Somos todos Profetas”, pergunto: que lugar mais santo no mundo pode existir além da intimidade das criaturas de Deus, o coração, o cérebro, a Alma das pessoas?

Deixo à reflexão principalmente daquelas que são mães e tiveram a oportunidade ímpar do emblemático contributo na geração da Vida: imaginem o útero materno!... Lugar sagrado e santo! Ele abriga a Vida, cuja existência preexiste à fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Nossa existência começa no Mundo Espiritual! É algo simples de ser compreendido por elas, porquanto nada há de mais potente e perscrutador que o coração materno.

A famosa poetisa goiana Cora Coralina (1889-1985), doceira de profissão, só recebeu ensino primário e publicou seu primeiro livro aos 75 anos. Trouxe à luz quatro filhos e pôde belamente salientar: “Tens o dom divino de ser mãe. Em ti está presente a Humanidade”.

E do Mundo Espiritual, o Irmão Flexa Dourada, pela psicofonia do sensitivo Legionário Chico Periotto, endereça a todas as mães esta belíssima mensagem: “Cada criança que nasce na Humanidade é uma luz que se acende por Deus, por Jesus e pelo Espírito Santo. A mãe mostra a beleza que é o convívio da família com a criança no lar. O pequenino é a flor com que Jesus a presenteou”.

ULTRASSOM SALVADOR DE VIDAS

Vamos ao assunto porque é sempre atual.

A “Folha de S.Paulo” publicou — em abril de 2007 — uma pesquisa nacional do Instituto Datafolha, feita em 211 municípios, sobre um novo perfil da família brasileira. Uma das reportagens, assinada por Luís Fernando Viana, informa que de 1998 até a data da apresentação do levantamento, a rejeição ao aborto cresceu dez pontos percentuais. Alegam os estudiosos que a popularização da ultrassonografia contribuiu para o quadro atual. Graças a Deus!

De acordo com a antropóloga Maria Luiza Heilborn, coordenadora do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos e professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, “— ao mostrarem uma imagem assemelhada à imagem humana, as recentes tecnologias de visualização do feto fizeram uma mudança muito grande no imaginário social. Uma coisa que era oculta passou a ser visível. (...) Quando pensam em abortar, é porque muitas mulheres não deram ao feto o status de pessoa. Após o exame, não estão esperando mais uma criança, mas a ‘Verônica’, o ‘Francisco’”.

Nota-se que nem é mais preciso excessiva verbalização em torno de uma postura ética para defender a sobrevivência de seres indefesos. Ironicamente, a tecnologia, vista como sem alma, alcança os corações.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

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Sempre procuro respeitar a opinião de todos, contudo, que a consciência de preservação da vida aumente cada vez mais, de modo que não se repitam situações trágicas, similares à extraída do jornal O Mensageiro, reproduzido pela Revista André Luiz nº. 7, em texto de Francisco Ferreira:

Monsenhor L. B. Lyra, num artigo intituladoContra a nefanda lei do aborto, narra o depoimento de uma enfermeira de determinado hospital inglês: Está diante de mim um ser pequeno e impotente, ligado ainda à mãe pelo cordão umbilical. Era um menino, de cor rósea, muito bem formado. Estava ali e gemia, e quando o toquei, agitou as mãozinhas. Era uma cena que desafiava os instintos maternais de qualquer mulher, e eu, enfermeira, notei que se me revoltavam os sentimentos. Porém, aquele pequeno ser, ao invés de passar aos braços de sua mãe, para ser acariciado e amado, era atirado a um balde de metal, dando-se fim a uma vida que não teve tempo de começar’”.

Não é possível conceber que uma mulher (ou um homem) não se comova perante um drama como esse. Mas, ao término de tudo, o espírito bom que existe no coração das mulheres erguerá o mundo de tanta insensatez. Elas liquidarão a cultura mórbida que turva o horizonte da Terra e se propaga até atitudes tais que, desde o efeito Arrhenius, vão, por exemplo, fomentando o aquecimento global. Os alertas, por tanto tempo desmentidos, o que não impediu a sua progressão, aí se encontram: agora mesmo (estávamos no início de 2010), segundo a mídia internacional, um imenso iceberg, do tamanho de Luxemburgo, se soltou da Antártida pelo impacto de outro iceberg, chamado B9B, à deriva desde 1987. A continuar assim, em poucos anos, cidades litorâneas poderão ser inundadas.

O CORPO DO BEBÊ É DO BEBÊ

Quem traz dentro de si mesma a capacidade de dar a vida não pode amar a morte. Quanto às mães adolescentes e/ou solteiras, que tal aumentar, de todas as formas, o socorro a elas, com políticas públicas eficazes, e combater menos as instituições da sociedade que as amparam, facilitando-lhes acesso ao mercado de trabalho, para que possam criar os seus filhos?

Em Mãezinha, deixe-me viver! (1987), argumentei: os que, por desconhecimento de certos fatores espirituais, infelizmente ainda defendem o aborto, alegando que a mulher é dona do seu corpo, esquecem-se de que, pelo mesmo raciocínio, o corpo do bebê é do bebê...

Jesus, o Profeta Divino, veio à Terra para salvar as criaturas. Por isso, a nossa constante preocupação em defender a Vida.

CARLOS HEITOR CONY NA BIENAL DE BRASÍLIA

O jornalista Carlos Heitor Cony foi uma das presenças ilustres na 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, de Brasília, que ocorreu de 14 a 23 de abril na Esplanada dos Ministérios.

No espaço Café Literário, durante encontro especial entre ele e o poeta Thiago de Mello, Cony dirigiu algumas palavras ao público e à audiência da Super Rede Boa Vontade de Comunicação (rádio, TV e internet). Membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor destacou a extensa agenda de eventos culturais da ABL: “Nós temos uma programação, durante o ano todo, de palestras, de festividades e eventos: teatros, concertos, literatura, basicamente literatura. Fazemos também shows e publicações (...)”.

Sobre a Legião da Boa Vontade, afirmou o acadêmico: “Aprecio muito o trabalho, antigo, tradicional, e acredito que, se houvesse outros movimentos com a mesma honestidade, com os mesmos critérios, o Brasil seria muito melhor”.

A ele, o meu agradecimento pela dedicatória em exemplar de seu “A noite do massacre”: Sr. Paiva Netto, com o abraço amigo e antigo de Carlos Heitor Cony 2012.

 


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Meditando sobre a responsabilidade de pais e educadores na sólida formação humana, ética e principalmente espiritual dos infantes, recordei-me do que, em 1981, disse ao jornalista italiano Paulo Parisi, há décadas radicado no Brasil. Defendi a basilar necessidade de unir ao raciocínio intelec­tual a sabedoria que se origina no coração das criaturas. Sim, porque também existe a inteligência do sentimento, da emoção e, mais que isso, a espiritual, provinda do Mundo ainda invisível aos nossos olhos materiais, por questões de frequência, entre outras. Ninguém morre. Continuamos vivos pela Eternidade.

EDUCAÇÃO COM ESPIRITUALIDADE ECUMÊNICA

No Manifesto da Boa Vontade (1991), escrevi que, intuitivamente, com acerto, assevera o próprio povo, seguido por eminentes pensadores: “Enquanto há vida, há esperança”. O caminho mais acertado permanece na área da Educação com Espiritualidade Ecumênica, um passo à frente no Terceiro Milênio, que se aproxima.

Contudo, a insensibilidade de muitos foi a motivação deste expressivo repto do notável Martin Luther King Jr. (1929-1968): “Ao longo do caminho da História, uma das maiores tragédias do homem tem sido o seu limitado interesse pelo próximo, seja este tribo, raça, classe ou nação”.

Por isso há que se orientar os esforços mundiais, aplicando-os na tarefa de resgate da parcela desfavorecida do planeta, colocando, assim, os valores da sociedade na devida ordem e fazendo a marcha do desenvolvimento econômico dirigir-se em prol da criatura humana, porquanto o ser vivente é a geratriz do progresso, a despeito das máquinas. Do contrário, os governos poderão não estar governando para seus povos.

O velho Gandhi afirmava que “uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias. E aí, na indiferença de muitos para com os demais, reside a sua fraqueza, se nada fizerem para mudar o rumo dos fatos, para o que é necessário igualmente que parem de culpar a Deus e os Seus preceitos pelos tropeços que dão. Atualíssima, portanto, esta advertência de antigo aforismo do escritor latino Publilius Syrus (85 a.C.-43 a.C.):Tolo é aquele que afunda seus navios duas vezes e continua acusando o mar de culpado.

ATENÇÃO MERECIDA ÀS CRIANÇAS

Para que isso não venha a ocorrer com os nossos pequeninos que se preparam para a vida, com honra inaugurei, em São Paulo/SP, em 25 de janeiro de 1986, data natalícia da colossal cidade sul-americana, a Supercreche Jesus, que integra um grande Instituto, hoje responsável pela educação diária de 1.400 crianças, jovens e adultos.

Reflitamos acerca deste ensinamento do Profeta Muhammad (570-632) “Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre ele!”no Corão Sagrado:As crianças são os ornamentos da vida neste mundo.

Delas, Jesus, no Evangelho segundo Mateus, 19:14, declara: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os impeçais, porque deles é o Reino dos Céus”. E Salomão, em Provérbios, 22:6, aconselha: “Educa a criança no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.

Ao anunciar, ainda durante a inauguração da Supercreche Jesus, o advento do Instituto de Educação da LBV, que surgiria em 25 de janeiro de 1993, também na capital bandeirante, assim resumi sua filosofia de trabalho: Aqui se estuda. Formam-se Cérebro e Coração.

 


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O Brasil é o berço de esperança de uma sociedade em que, a despeito de todos os dissabores, será possível viver em Paz consigo mesmo e com o próximo. Trata-se de terra generosa, em que a Solidariedade assumirá o papel de garantir o ensejo de uma vida próspera para todos, como descreveu o filósofo e sociólogo italiano Pietro Ubaldi (1886-1972): “A grande qualidade do Brasil, o que estabelece sua função vital, é o sentimento, o coração. Nesta terra estão as raízes daquela expansividade de afetos, que é a qualidade humana que, mais tarde, evoluindo, será a mais apta a sublimar-se no amor evangélico”.

Ainda teremos uma pátria em que cada um se sentirá incluído no significado maior da existência humana e cidadã: louvar o Criador enquanto serve à criatura, porque esta particulariza o sagrado altar no qual Ele deve ser adorado. Não há outra forma de engrandecer a Divindade, que é Amor, aliando Fé à Ação, construindo uma Política que tenha o bem-estar do povo, a ter início no elevado ensino para a sua Alma, como meta. É um trabalho que leva tempo? É um ideal ilusório?! Grande equívoco o de quem pensa assim. Há bastante tempo, Jean-Baptiste Descuret (1795-1872) demonstrou que “muito se engana quem acredita poder afirmar que a paciência é a força dos fracos, pois é preciso ser muito forte e moderado para tê-la em qualquer ocasião”. (...) Há leitores ateus que me honram com sua cortesia às minhas modestas considerações. A eles, com humildade, digo que, no tocante a Deus, pode ser entendido como Fraternidade e Solidariedade, a melhor maneira de viver como povo. (...) O Brasil realmente será o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho-Apocalipse, apesar de todos os que ainda querem espalhar frustração por onde a Esperança persevera. Ensinou Jesus: “O que não é possível ao Homem para Deus é sempre possível” (Boa Nova segundo Mateus, 19:26).

* Jean-Baptiste Felix Descuret — Autor de Médecine des passions, ou les passions considérées dans leurs rapports avec les maladies, les lois et la religion [Medicina das paixões, ou as paixões consideradas por suas relações com as doenças, as leis e a religião], Paris, Béchet Jeune et Labé, 1841.

 


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Os registros históricos relatam que no I Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido no México, em 1940, representantes de diversos países convidaram os índios a se sentarem à mesa para o debate cujo tema central era a própria situação deles no continente americano. A princípio, os protagonistas do evento, receosos, não compareceram. Porém, no dia 19 de abril, numa demonstração de cordialidade, aceitaram participar do acontecimento. Por isso, nessa data foi instituído o Dia do Índio. O objetivo principal era o de exigir dos governos a criação de políticas que salvaguardassem a cultura e a qualidade de vida dos povos indígenas. No Brasil, em 2 de junho de 1943, o presidente Getúlio Vargas assinou o decreto de lei no 5.540, determinando que no país aquela data também fosse dedicada ao índio.

Ao longo do tempo, apesar dos esforços de garantir a eles o direito de viver em suas terras com dignidade, há muito o que fazer ainda. Eles são merecedores do maior respeito. Os versos do entusiasta Jorge Ben Jor, na composição em parceria com o saudoso Tim Maia e imortalizados na voz de Baby do Brasil cá na Terra Brasilis, valem nossa reflexão:(...) Pois todo dia, toda hora, era dia de índio/ Mas agora eles só têm um dia / O dia dezenove de abril (...)”.

Sepé-Tiaraju

A história de nosso povo e de sua luta por tornar o país soberano tem, na atuação dos índios, capítulo dos mais relevantes. Grandes guerreiros o grafaram com as tintas da coragem e do amor ao torrão natal. Um deles, Sepé-Tiaraju, guarani de São Miguel das Missões, teve seu nome inscrito em 18/4/2006, pelo Senado Federal, no “Livro dos Heróis da Pátria”. A honrosa distinção partiu de um projeto do senador pelo Rio Grande do Sul dr. Paulo Paim.

O Brasil que desejamos ver progredir, nunca deixando de lado seu natural espírito solidário e fraterno, é composto também por decididas almas, como a de um Sepé-Tiaraju que, a 7 de fevereiro de 1756, na resistência à invasão dos Sete Povos das Missões, bradou: “Esta terra tem dono!”.

De fato, esta terra é de Jesus, a presença que a todos ilumina! E como gosta de saudar um Irmão Índio, grande amigo nosso, conhecido como Flexa Dourada (Espírito): “Salve, Jesus!”.

 


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Numa excelente matéria produzida pelo programa Viver é Melhor!, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), o dr. Fadlo Fraige Filho, endocrinologista, presidente da ANAD (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) e da FENAD (Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes), trouxe importantes esclarecimentos sobre o perigo do diabetes e das doenças a ele correlacionadas.

Abordamos, mais uma vez, esse relevante tema por se tratar de assunto de saúde pública ainda não suficientemente difundido na população.

PASSAPORTE
Acerca do impacto do diabetes na área da saúde, dr. Fadlo afirmou que “para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o diabetes e a obesidade são duas epidemias de males crônicos. Ambas andam juntas porque a obesidade acaba sendo um passaporte para o diabetes. É um fator desencadeante para aqueles que geneticamente já têm a doença. São dois os tipos básicos de diabetes. O tipo 1, que se manifesta na infância e adolescência, é autoimune, não muito ligado à genética (5% a 10% de todos os diabéticos). Já de 90% a 95% dos doentes são do tipo 2, que se manifesta na fase adulta e geralmente vem com a obesidade: 80% deles são obesos. Calcula-se em torno de 230 milhões o número de pessoas com diabetes no planeta. No Brasil são, em média, 10 milhões. Uma parte, cerca de 40%, tem a doença e não sabe. Ela é silenciosa, evolui sem que percebamos. Você que é parente de diabéticos, ou que é obeso, tem hipertensão, tem de fazer seus exames periodicamente, porque é possível que você venha a desenvolver o diabetes”.


O EXEMPLO DO CARRO

Quanto à prevenção masculina, o especialista fez uma interessante analogia: “A mulher brasileira aprendeu a ter precaução com as doenças em geral. O ginecologista pede os exames e ela os faz. Já o homem não se previne. Costumo dizer que o brasileiro aprendeu a fazer manutenção do automóvel. Quer dizer, ele sabe fazer a revisão do carro. Contudo, nunca leva seu corpo ao médico para ver o seu colesterol, o seu açúcar... O diabetes é uma doença pouco conhecida em seus fundamentos. Se não tratada, a pessoa aparentemente não sente nada, mas ao fim de talvez 7, 8, 9 anos, sem tratamento adequado, ou às vezes sem um diagnóstico, pode se manifestar por complicações gravíssimas”.


DADOS ALARMANTES

De acordo com a OMS, hoje, a cada cinco segundos, uma pessoa no planeta contrai o diabetes. E ainda consoante o endocrinologista, “é a primeira causa de cegueira e de amputações de membros inferiores no mundo. É também praticamente a primeira causa de insuficiência renal. Você tem em torno de 40% a 50% das pessoas que fazem hemodiálise quando o rim vai à falência diabéticas. Em 40% das coronariopatias que levam aos infartos, são indivíduos com diabetes. Tudo isso não é para assustar, mas para alertar. Podemos evitar todas essas complicações desde que tenhamos conscientização e saibamos nos tratar. (...) Eu tenho pacientes que já estão com 30, 40 anos de diabetes e não têm nenhum problema, porque se cuidam, se exercitam, fazem dieta”.


SOBREMESA
Durante o programa, respondendo a uma telespectadora, que questionou se a sobremesa diária pode oferecer algum risco, explicou: “O doce, na realidade, acaba levando, de início, a um aumento de formação de gorduras, aumento de peso. Além do que é um alimento não saudável. É preferível, ao invés de habitualmente comer doce, você se alimentar de frutas na sobremesa. É uma forma de prevenção da doença. Aliás, um estudo feito em 2002 pela Associação Americana de Diabetes mostrou exatamente isso; pegou pessoas que já tinham propensão à doença, fase inicial, que a gente chama de intolerantes à glicose ou pré-diabéticas, e dividiram-nas em três grupos: um fazendo dieta, exercícios; outro tomando remédios; e o outro apenas controle. Aquele grupo que fez dieta e exercícios foi o que mais se beneficiou no sentido de regredir a patologia. Então é possível prevenir a doença tipo 2, desde que você tenha uma vida mais saudável, uma alimentação pobre em açúcar, pobre em carboidratos, e evidentemente faça exercícios, mexa-se, isso é muito importante. (...) As frutas, as fibras e os vegetais são fundamentais na alimentação de uma forma geral, para equilibrar a quantidade de carboidrato”.

FATOR DE RISCO

Quanto à famosa “barriguinha”, o dr. Fadlo atestou tratar-se também de um fator de risco: “Já se sabe que ela é reflexo do acúmulo da gordura visceral. Aquela que é depositada não embaixo da pele, mas dentro das vísceras entre os intestinos, entre os órgãos internos. É a pior de todas porque, na realidade, a gordura visceral está relacionada muito mais com as complicações cardiovasculares, com infarto do miocárdio, derrame, porque ela produz citoquinas inflamatórias, que acabam levando a esses problemas”.


Eis a nossa contribuição para que mais e mais pessoas se conscientizem da real necessidade de cuidar da saúde. Somente assim poderemos vencer o diabetes, terrível e silencioso inimigo.

 


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A mensagem da Semana Santa não é a da ruína, mas de vitória. Vitória sobre a morte!

Em “O Drama Milenar do Cristo e do Anti-Cristo”, escreveu Huberto Rohden (1893-1981):(...) o Cristo sempre ressuscita, mesmo de túmulos fechados, sigilados e guardados por Seus inimigos. É proibido ressuscitar mas Ele sempre ressuscita... Os Seus verdadeiros amigos O encontram sempre glorioso, por toda a parte, em todos os tempos”.

Realmente, contra todas as perspectivas, vencendo dramas, lutas e guerras, o Celeste Taumaturgo a todo momento ressurge nos corações de Boa Vontade. É o triunfo do Amor, que se manifesta das mais surpreendentes formas, dando continuidade à existência. Porque a Paixão de Jesus não canta a morte, mas exalta a vida, Vida Eterna.

Aí está. Onde há vida, diz o povo, há Esperança.

LEVANTA E ANDA, HUMANIDADE!

No Evangelho do Cristo, Mateus relata, nos versículos de 1 a 8 do capítulo 9º, que “entrando Jesus num barco, passou para a outra banda do lago e foi para a Sua própria cidade.

“E eis que Lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.

“Mas alguns escribas diziam consigo: Este blasfema.

“Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, perguntou: Por que cogitais o mal nos vossos corações?

“Pois o que é mais fácil dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou: Levanta-te e anda?

“Ora, para que saibais que o Filho de Deus tem sobre a Terra autoridade para perdoar pecados determinou ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.

“E, levantando-se, partiu para sua casa.

“Vendo isto, as multidões, possuídas de temor, glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens”.

Que cada criatura tenha a fé daqueles que carregaram até Jesus o paralítico, a ponto de comover o Divino Mestre, que então lhe ordenou: “ Surge et ambula!”. Levanta e anda, Humanidade!

Curioso este mundo!... Multidões consideram-se cristãs. Mas quando se fala a respeito do Evangelho, há quem exclame surpreso: “Hein?!”. A impressão que passa é que muitos jamais sequer abriram o Novo Testamento.

Eis o caso da Semana Santa: como gerações e gerações não se debruçaram do modo que deveriam sobre o Livro Sagrado, quando os povos alcançam períodos de transição semelhantes a este que vivemos, percebe-se em parte da mídia menor cuidado ao fato que marca a afirmação do Cristianismo desde os seus primeiros passos: a Ressurreição de Cristo Jesus!

Ademais, muita gente acostumou-se a guardar da Semana Santa a imagem da Crucificação (morte) de Jesus, embora o seu grande recado se encontre estampado na Ressurreição, que é Vida, e Vida perene.

O Evangelho não é um livro ocioso. Sua mensagem permeia Céu e Terra. É urgente que a divina pregação de Jesus realize, mesmo nos territórios em que ela fincou raízes, sua extraordinária missão: civilizar a civilização humana com a vivência do Novo Mandamento do Cristo: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Boa Nova segundo João, 13:34 e 35). É obra da paciência.

Já dizia o filósofo que a mais difícil fronteira a ser suplantada é a do cérebro humano, inclusive nas nações cristãs. Mas o ânimo e a vontade de avançar vêm do próprio Cristo, que atestou: “Eu venci o mundo!” (Evangelho consoante João, 16:33).

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

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Aracy de Almeida (1914-1988), a saudosa Araca, no dizer do radialista César Ladeira (1910-1969), era “o samba em pessoa”. O querido Chico Anysio é e será o talento personificado. Ainda que as dificuldades do mundo sejam grandes, se não formos bem-humorados, com o prazer do Bem, não perceberemos o Amor de Deus por nós. Olha o sol aí, que beleza! As nuvens protetoras que vagueiam pelo céu, a Natureza, enfim, que nos acolhe. Agradeçamos ao Pai Celestial tamanha generosidade para conosco.

Com essas singelas palavras abro minha homenagem a um dos maiores mestres do humor, que tanta alegria trouxe ao povo brasileiro. Na sexta-feira, 23/3, ele partiu para a Pátria Espiritual, depois de 80 anos intensamente vividos na Terra.

TESTEMUNHA DA NOSSA HISTÓRIA

Ser humano de notável aptidão, Chico Anysio narrou ao Brasil Democrático, da Reeducar — Rede Educação e Futuro de Televisão, impressionante testemunho sobre os primórdios da LBV, que, por sinal, teve início em um mês de março, no dia 4, no ano de 1949, com o programa Hora da Boa Vontade. Declarou o nosso amigo:

“Faço parte também do seletíssimo grupo de pessoas para quem Alziro Zarur (1914-1979), pela primeira vez, falou na Legião da Boa Vontade. Eu era radioator da Mayrink Veiga, já tinha saído da Guanabara. O nosso diretor no radioteatro era Zarur. Naquele dia, tínhamos ensaio de um capítulo de novela, devia ser umas seis e meia quando ele chegou, dizendo que havia recebido uma mensagem divina. Estava emocionadíssimo. Tinha recebido um aviso, uma missão que lhe fora dada. E ninguém brincou, ninguém zombou. Todo mundo percebeu que havia uma verdade grande nele, porque era uma pessoa muito séria; era muito duro, muito firme. Ele não pôde realizar o ensaio. Urbano Lóis assumiu o lugar no dia. (...) Havia um fogo queimando dentro do Zarur. Uma luz brilhava dentro dele, alguma coisa. (...) Dali em diante, ele se transformou. Então, fui o primeiro a saber disso. Ele abandonou tudo. Não foi mais diretor do radioteatro. Fez um programa, chamado Hora da Boa Vontade, às cinco da tarde. (...) Criou a Legião da Boa Vontade. Era a Sopa do Zarur, a Sopa dos Pobres. Os mendigos do Rio não passaram mais fome, porque a sopa que distribuía matava a fome de todos. Faço doações para a LBV; várias vezes já as fiz. Na minha exposição, no Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, farei outra e continuarei ajudando, porque a LBV é da maior seriedade. Eu estou abençoado com a minha pintura aqui [no Templo da LBV]. Deus está aqui comigo! É uma coisa muito divina, demais! (...).

CHICO ANYSIO ABRILHANTOU A LBV COM A SUA ARTE

Na exposição “Volta ao mundo sem sair de casa”, que realizou, de 16 a 30 de setembro de 2003, na Galeria de Arte do Templo da Boa Vontade, tive, com minha mulher, Lucimara Augusta, o grato ensejo de estar com ele e sua simpática esposa, Malga Di Paula. Foi um dia realmente especial para todos nós, pois Chico abrilhantou a LBV com a sua arte.

Onde ele estiver, agora nos Céus do Brasil, pois os mortos continuam de pé, que receba as vibrações de Paz da LBV. Aos seus familiares, nossos amigos, a solidariedade dos corações legionários.

 


José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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