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Dezessete de junho é o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à
Seca. Vale, portanto, ressaltar recentes e alarmantes estatísticas. Uma
delas vem da OMS, conforme nos informa o site da ONU-Brasil: “A
Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a necessidade de
reduzir as emissões de poluentes como o carbono negro, o ozônio, o
metano e o dióxido de carbono, que não só contribuem para as mudanças
climáticas, como também provocam mais de 7 milhões de mortes associadas à
poluição do ar por ano”. E, conforme noticiou a Deutsche Welle, uma
pesquisa do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica diz que os
reservatórios de água no país, considerados críticos pela Agência
Nacional de Águas (ANA), perderam em média 80% de sua cobertura
florestal.
Ora, os danosos impactos desse verdadeiro “arboricídio” estão aí. O ar,
o solo e a água diariamente escasseiam em qualidade, fertilidade e
abundância.

Cuidado, estamos respirando a morte
Há 17 anos, em 1o de julho de 2000, a revista Manchete publicou um
artigo meu que parece até que foi escrito hoje:
Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar
corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e
alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios
de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes
impurezas.
Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração
de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores
desregulados...

Cidades assassinadas
Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes
centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano
de gases nocivos.
Crianças e idosos moram lá... Merecem respeito.
No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A
começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda
espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada
vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo
o corpo e a psicologia do ser.
Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico
avança, sem referência à contaminação das águas e das areias... O que
surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente
politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade
despertarem para tão terrível risco.
Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa
corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que
isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais
proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus.
As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a
morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo
tempo, espalha ruína. A nossa própria.
Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a
consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de
vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários
idealistas pragmáticos. Entretanto, por vezes, a ganância revela-se
maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que
não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência.
(...)

A poluição que chega antes
A infinidade de poluições que vêm prejudicando a vida de cada um deriva
da falência moral que, de uma forma ou de outra, inferniza a todos.
Viver no presente momento é administrar o perigo. Mas ainda há tempo de
acolhermos a asserção de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944): “É
preciso construir estradas entre os homens”. Realmente, porque cada vez
menos nos estamos encontrando nos caminhos da existência como irmãos.
Longe da Fraternidade Ecumênica, não desfrutaremos a Paz.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com 
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O Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão (4 de
junho), instituído pelas Nações Unidas em 19 de agosto de 1982, teve
inicialmente o propósito de chamar a atenção para o drama dos milhões de
pequeninos que sofrem os efeitos da guerra, muita vez perdendo suas
vidas.
Os cidadãos de bem, em toda parte, não podem ficar surdos aos gritos de
dor desses inocentes. Trata-se de patrimônio humano, garantia de futuro —
que desejamos mais feliz — da civilização.
Mas o despertar da sociedade deve abranger igualmente as crianças que
padecem de agressão nos próprios lares, nas escolas, nas ruas, mesmo em
países não considerados campos de guerra declarada, e as sacrificadas
pelo horrendo tráfico de órgãos, ou, ainda antes de nascerem, pelo
procedimento criminoso do aborto.
O psicólogo dr. Pedro Lagatta, pesquisador do Núcleo de Estudos da
Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), em entrevista ao
programa Viver é Melhor, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net
Brasil/Claro TV — Canal 196), expôs aos telespectadores várias faces da
violência que acomete as crianças, sejam elas físicas ou emocionais;
incluídos aí o execrável abuso sexual e o perverso bullying. Tudo isso
com consequências dolorosas e duradouras.
Trago-lhes hoje esclarecimento importante do dr. Lagatta, em que ele
procura estabelecer um diferencial em torno da polêmica e famosa
palmada, ainda em uso por muitos pais na educação dos filhos. "Palmada é
um termo bem ruim; é um eufemismo que tenta de alguma maneira esconder o
que acontece realmente nas casas. Quando a gente fala que as crianças
apanham de chinelo e objetos duros, o que acontece é um sistemático
espancamento. Palmada parece que os pais só vão lá e dão umas
palmadinhas para fazer a criança parar de chorar, mas muitas vezes não
se trata disso, se trata da autorização para a violência, uma violência
séria".
O tema merece de pais e educadores vigilância constante quanto aos
limites que devem ser absolutamente respeitados. Corrigir não significa
agredir. É o que defende a Pedagogia do Afeto, que desenvolvemos na rede
de ensino da LBV.
A sabedoria popular ilustra bem ao comparar as crianças com a argila,
pronta para ser moldada. Ora, os melhores jarros, as mais belas
cerâmicas carecem de cuidados específicos em sua confecção. Se o
oleiro não souber unir disciplina e carinho, o trabalho apresentará
defeitos indesejáveis.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
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Não é novidade que a internet se tornou ferramenta indispensável em nossa rotina. Ao acessá-la, vêm abaixo fronteiras antes intransponíveis para a maioria dos cidadãos. Contudo, jamais nos esqueçamos — também para o bom uso do meio cibernético — de que educação é poder. Sem o devido ensino, aliado à Espiritualidade Ecumênica, o manuseio desse influente recurso pode ser desastroso.

A dra. Lilian Castelani, especialista em Direito Eletrônico e Processo do Trabalho, de São Paulo/SP, fez um comentário de recorrente interesse das famílias:

“O principal perigo no mundo virtual é a exposição exacerbada. As pessoas não estão preparadas para usar a internet. Elas têm que ter maior responsabilidade pelo que vão publicar, principalmente nas redes sociais, nas quais a gente expõe as ideias, os nossos familiares, a nossa imagem. É importante adequar aquilo que deve, de fato, ser passado para a frente, porque, colocado na internet, está para o mundo. Dissemina-se muito rápido a informação, e ela hoje é muito valiosa”.

Recomenda a dra. Lilian: “Seja nas redes sociais ou quando você vai comprar um serviço qualquer na internet, é preciso avaliar se o site é idôneo, se os termos de uso estão de acordo com aquilo que você acha certo. Tomar esses pequenos cuidados é primordial para uma boa segurança da sua privacidade. Senão você será vítima de ilícito por culpa própria”.

O respeito ao próximo foi também ressaltado pela advogada: “É muito importante saber se o que você está colocando na internet vai magoar um terceiro, se será realmente útil para alguém ou até para si mesmo”.

Muita atenção agora ao que disse a dra. Lilian: “Às vezes, as pessoas postam fotos íntimas e não sabem a repercussão que isso vai dar na internet. Com um clique, isso se dissemina para milhões de pessoas, é imensurável para quantas outras daí em diante. E para tirar da internet é muito difícil! A gente consegue a retirada do ar de ilícitos, mas de coisas que você mesmo coloca é complicado, e daí você está exposto ao cyberbullying, a humilhações. É preciso cautela ainda ao expor opiniões muito polêmicas. Então, tem que tomar esses cuidados na hora de colocar a cara na internet”.

O sociólogo Daniel Guimarães, do programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canal 196), expôs à dra. Lilian este quadro: “As crianças e os adolescentes são usuários ávidos dessas tecnologias. É comum as dominarem mais do que os próprios pais e, em geral, não têm tanta maturidade para compreender a questão dos limites”.

A orientação da especialista em Direito Eletrônico é que “os pais devem estar atentos à rotina da criança. Por exemplo, não deixar computador de maior uso em ambientes fechados, deixar em locais de maior circulação. Tudo bem que é difícil; hoje há os smartphones, os tablets. Mas a atenção do pai tem que ser sempre maior, observar o comportamento da criança, conversar com ela. Acho que proibir é tirá-la da sociedade hoje, porque ela está inclusa nesse meio social do virtual. Então, pelo bate-papo, deixar mais próximos pais e filhos. Entender que, às vezes, um ato do filho pode responsabilizar o pai de um crime, porque ele é responsável pelo filho. O pai não pode chegar em casa cansado e dormir. Não! Vamos saber como foi o dia e ver se o filho está mais chateado ou não. Acho que essa conversa em família é que dá maior responsabilidade”.

Para a dra. Lilian, “a palavra de ordem é educação”. Esse é o caminho para se prevenir dos crimes, que, segundo ela, “estão aí, são os mesmos, os meios é que são alterados. E hoje a gente está com uma ferramenta digital que dá uma disseminação para os crimes muito maior. Educar-se para mexer com internet é a grande segurança. Dar-se privacidade, tomar cuidado com o que expõe são as medidas mais coerentes para trafegar nesse mundo”.

Grato, dra. Lilian Castelani, pelos esclarecimentos de grande utilidade social.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

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Afirmou a famosa biógrafa, crítica literária e tradutora Lucia Miguel Pereira (1901-1959) ao seu neto, Antonio Gabriel de Paula Fonseca Jr.: “Se eu puder te incutir a convicção de que a vida só é útil, só é digna, só é feliz quando dedicada ao cumprimento de um dever, não me terei esforçado em vão para educar-te”.

O povo a quem são negadas Educação, Instrução e Espiritualização Ecumênica torna-se fraco diante dos mais preparados. Ipso facto, sua pátria será dependente, escrava mesmo, das demais.

E não é bastante o zelo à cultura, clássica e/ou popular, pois é preciso que esteja aliada ao Sentimento Sublime que vem de Deus (entendido como Amor Ecumênico Solidário). Desprezar esse princípio é condenar as populações espirituais e terrestres ao pior cativeiro, em geral resultante em guerras de todas as expressões.

 

Já concluíra, em sua obra A Democracia na América, o pensador e político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859): “(...) É preciso que os legisladores das democracias e todos os homens honestos e esclarecidos que nelas vivem se apliquem constantemente a elevar as almas e a mantê-las voltadas para o céu”.

Contudo, convém repetir: quando os governos do mundo compreenderão isso? Creio ser necessário que estudem o Espiritualmente Revolucionário Novo Mandamento do Cristo Ecumênico (João, 13:34), o Democrata de Deus, Estatuto Celeste do bem governar. Não esquecendo de socorrer o corpo, elevar as Almas à conquista de seu direito à Cidadania Espiritual, a Cidadania Ecumênica. Exercer a Caridade do Mandamento Divino na administração pública; socorrer o povo em suas necessidades mais urgentes de educação, emprego, moradia, saúde, saneamento básico, transporte, qualidade de vida nos grandes centros, hoje, inundados por gases nocivos de toda espécie. Caridade é isto: bem servir os seus cidadãos. Já disse e repito: o poder só serve enquanto serve... ao povo.

* José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Na minha página “Ciência e Fé na trilha do equilíbrio”, explanei sobre Baruch Spinoza (1632-1677), autor de amplos sistemas metafísicos que influenciaram e influenciam grandes pensadores. “Ignoro por que a matéria deva ser indigna da natureza divina, já que fora de Deus não pode existir nenhuma substância dotada de natureza divina... Por isso, de forma alguma se pode asseverar que... a substância extensa... é indigna da natureza divina, desde que eterna e infinita”, destacou o famoso filósofo.

Em 29 de abril de 1993, em minha coluna no Correio Braziliense, escrevi que, durante muito tempo, a matéria foi considerada obstáculo ao Espírito. Contudo, agora deixará de ser, à medida que percebermos e respeitarmos sua função superior. (...)

O malefício não se encontra na matéria, ou no que dela restou depois da reforma da Ciência Física instituída por Einstein (1879-1955), mas no uso que dela fizermos.

Planeta de aparências

O grande mal, que ainda dificulta aos cérebros excessivamente céticos vislumbrar horizontes na esfera do Espírito, é querer apenas aceitar os fatos do ponto de vista físico absoluto. Esquecem-se de que o “Tudo”, na verdade, está submetido à ação de Sublimes Poderes, que nos colocam em postura distinta da que têm como probabilidade legítima, visto que esta perspectiva, no entanto, não passa de enorme delírio. O que se compreende como inexistente é o real. Não assusta mais a descoberta, na Mecânica Quântica, de que o “vazio” é realidade. A Ciência de ponta já definira o átomo como, sobretudo, vazio. Mas o que é em suma o vazio? A respeito do assunto, comenta o físico Juliano Carvalho Bento, que me honra com a sua leitura e audição: “A Ciência hoje prova que podemos observar no ‘nada’ físico, ou seja, no vácuo absoluto (que por si só já não é possível detectar na Natureza por somente existir em condições ideais) a existência de um resíduo de energia que, pela física clássica, não pode ocorrer. Isso só foi possível verificar com o advento da Mecânica Quântica, pois, se esse vácuo total existisse, estaria contrariando o Princípio da Incerteza de Heisenberg, que evidencia que deve existir uma energia mínima, por conta desse postulado físico, base da Teoria Quântica. Uma comprovação para isso se deu com o chamado efeito Casimir, no qual se detectou que duas placas metálicas paralelas neutras no vácuo se atraem pelo fato de surgir uma força proveniente desta energia do vácuo. O suposto ‘nada’ esconde muita coisa. Como assegura Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, em Seu Evangelho, segundo Mateus, 10:26: ‘(...) nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido’”.

Atuação do visível no invisível

No Tao Te Ching, também chamado de O Livro do Caminho e da sua Virtude, o filósofo chinês Lao-tsé (570-490 a.C.) ensinou: “Trinta raios convergentes no centro,/ Tem uma roda,/ Mas somente os vácuos entre os raios/ É que facultam seu movimento./ O oleiro faz um vaso, manipulando a argila,/ Mas é o oco do vaso que lhe dá utilidade./ Paredes são massas com portas e janelas,/ Mas somente o vácuo entre as massas/ Lhes dá utilidade –/ Assim são as coisas físicas,/ Que parecem ser o principal,/ Mas o seu valor está no metafísico”.

O tema é realmente instigante e nos leva a exalçadas reflexões sobre a existência humana e o papel que desempenhamos na contextura do Universo. Voltarei ao assunto.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Esse foi o tema escolhido pelo povo para celebrar os 24 anos do Templo da Boa Vontade (TBV), comemorado em 26 de outubro de 2013 e que teve movimento intenso, conforme destacou o Jornal de Brasília. Paz esta “que o mundo não vos pode dar” (Evangelho de Jesus, segundo João, 14:27) e que as exigências da vida moderna, aliadas à crescente onda de violência em todo o planeta, seja no âmbito particular seja no público, têm dificultado à criatura humana desfrutá-la em sua plenitude.

Por sinal, um dos fundamentais contributos do Templo da Paz é devolver ao cidadão o equilíbrio d’Alma, por meio do silêncio interior, fazendo com que desperte, em si mesmo, a essência do Pai Celestial que o sustenta, pois fomos, em Espírito, criados à Sua imagem e semelhança.

Somos, então, imortais, pois a Vida continua após o fenômeno chamado morte. Fato que fortalece a nossa crença de que os mortos não morrem.

Paz não é utopia

Com o TBV temos interiorizada a Paz de Deus, prometida por Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos corações. Com o Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, estamos convidando os seres humanos e espirituais a exteriorizarem, de maneira mais incisiva, essa mesma Paz que o mundo, até os dias que correm, não ousou experimentar.

A proposta do TBV não é utopia. A Fé Realizante que ele inspira nos seus frequentadores proporciona serenidade, esperança, saúde material e espiritual. Aliás, de acordo com pesquisa divulgada nesse período pelo Datafolha, para 85% dos brasileiros, acreditar em Deus, num Ser transcendente, torna as pessoas melhores. (...)

Que a Paz de Deus — que se singulariza na satisfação do dever cumprido — possa estar e permanecer sobre todos, eternamente!

 


José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Infelizmente, até os dias que correm, costumamos, em geral, nos lembrar de Deus quando sérios problemas batem à porta da nossa vida. É o que mais se vê. No entanto, a despeito disso, Ele se manifesta com Seu Amor a todos os Seus filhos, independentemente de crenças ou descrenças, em suas várias gradações. É só observar os modelos notáveis de Fé, de superação da Dor, por toda a jornada humana.

E mais: a Promessa Dele acerca do fim da Dor punitiva — que só existe por consequência das más ações do ser humano —, encontramo-la no Apocalipse de Jesus, 21:3 a 5, de acordo com a narrativa do Profeta de Patmos, João Evangelista:

"3 Então, ouvi grande voz vinda do trono [na Nova Jerusalém], dizendo: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão Seu povo, e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus.

"4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima; não haverá mais morte, não haverá mais luto, não haverá mais pranto, nem gritos, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.

"5 Então, Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras".

Como se vê, o Apocalipse de Jesus é principalmente um anunciador de alegrias. Seres humanos inclinados a só enxergar tristezas são os que o andam, pelos milênios, caluniando. Quanto às notícias referentes a punições e dores, elas foram semeadas por nós. Façamos, pois, a todo momento, as melhores semeaduras! Eis o recado do Profeta Jó, desde o Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, 34:11: "Pois Deus retribui ao homem segundo as suas [próprias] obras (...)".

E também em Salmos, 37:4: "Regozija-te no Senhor, e Ele concederá o que deseja o teu coração".

Não são de hoje, portanto, os alertamentos.

E vejam mais o que o Pai Celestial revela, agora por intermédio do Profeta Isaías, no Antigo Testamento, 65:17 a 19:

"17 Porque eis que Eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas nem mais se recordarão.

"18 Mas vós festejareis e exultareis perpetuamente no que Eu crio; porque eis que instituo para Jerusalém uma alegria e, para o seu povo, regozijo.

"19 E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem de clamor".

Quando isso ocorrerá? As Profecias se cumprem no Tempo de Deus, cuja contagem difere do calendário humano. Mas cada um pode apressar ou não a vivência dessa época bem-aventurada de acordo com seu empenho pessoal em construí-la.

O eminente educador, político, jornalista e médium brasileiro Eurípedes Barsanulfo (1880-1918), em mensagem espiritual transmitida pelo sensitivo legionário Chico Periotto, realçou a necessidade de não nos apegarmos ao sofrimento, e sim encararmos os desafios, desvencilhando-nos deles e perseverando na construção de tempos mais auspiciosos: "Tropeços e percalços que atravancaram a nossa felicidade, não obstante as chagas que nos impõem a dor, descarreguemo-los como um para-raios no chão que nos abriga, pois surgem novos tempos de amor e alegria".

A Dor não é um fatalismo na vida humana. Nós é que a criamos. Paremos um pouco para pensar e reconheçamos essa realidade. Se fizermos por merecer, o que nos espera é o melhor possível.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Quando finalmente nos integramos na Fraternidade, encontramos Deus. Não me refiro ao antropomórfico, criado à imagem e semelhança do ser humano falível. E aí não mais nos confrange a ansiedade de negar ou provar a Sua existência. Simplesmente, Ele é haurido por nosso Espírito, à maneira do ar, o qual ainda nos permite viver e sobreviver dignamente. O júbilo da vida é o que lha ofertamos.

É aquele fato: há pessoas que matam ou se destroem em dias gloriosos de sol. Os pássaros cantando, as flores se abrindo, tanta beleza em volta e a criatura não percebe. E está tudo ali, convidando-a à prática do bem e ao viver feliz.

Adverte Jesus no Seu Evangelho, segundo Mateus, 6:23: “Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti existe sejam trevas, que grandes trevas serão!”. Eis que tudo lhe parecerá tenebroso se mantiver a Alma sombria. O Pai Celestial oferece-lhe todas as riquezas da vida Dele; e você persiste em reclamar, sem ao menos propor novos caminhos éticos? Quanto maior a lamentação, menos se é produtivo. Observaram que os que se queixam muito geralmente nada ou pouco realizam? Não falo de reivindicação justa. Esta deve ser feita.

Repito, o júbilo da vida é aquele que lha damos. Logo, se ela for altamente desafiadora, não quererá dizer que não venha a se tornar rica em realizações e felicidade. Tem de ser vivida em magnitude, pois há sempre ocasião de se vivenciar o bem.

E quando sentimos Deus, que é Amor elevado à enésima potência, a vida alcança o ritmo e a extensão da Eternidade. Quer dizer, espaço–tempo, integração no Dia do Senhor, conforme lemos no Apocalipse, 1:10.

Respeitar a própria existência

Precisamos saber mensurar a intensidade da vida pelo que a pessoa sabe espiritualmente usufruir. Por isso, o suicídio é um dos piores crimes que o indivíduo pode perpetrar contra si mesmo. Daí a necessidade de respeitá-la. Reflexão de minha autoria, em Como Vencer o Sofrimento: Honremos, o extraordinário dom que Deus nos concedeu, que é a vida, e Ele sempre virá em nosso socorro pelos mais inimagináveis e eficientes processos. Substancial é que saibamos humildemente entender os Seus recados e os apliquemos com a Boa Vontade e a eficácia que Ele espera de nós. A permanente sintonia com o Poder Divino só nos pode adestrar o Espírito, para que tenha condições de sobreviver à dor, mesmo que em plena conflagração dos destemperos humanos.

Como é bom semear o Bem

Na década de 1980, falando pela Super Rede Boa Vontade de Rádio, li a seguinte página do livro Lendas e Fatos, do pastor presbiteriano Miguel Rizzo Jr.:

Thorvaldsen, célebre escultor dinamarquês, residiu na Itália algum tempo. Quando, em 1838, voltou à sua pátria, a convite do próprio rei, levava consigo um grupo de estátuas que haviam de torná-lo imortal.

“Um criado, ao abrir os caixotes em que elas se achavam, espalhou em um pátio a palha com que tinham sido encaixotadas. No verão seguinte começaram a aparecer em Copenhague algumas flores que só existiam nos jardins de Roma. Germinaram elas de sementes que se haviam ocultado no empalhamento com que se fez a embalagem das referidas estátuas.

“O famoso escultor embelezou, assim, sua terra, não só com as finas obras de escultura que genialmente cinzelara, como também com um novo elemento que, acidentalmente, o acompanhara na viagem.

“Quase sempre são duplos os efeitos da verdadeira consagração: alguns deles podem ser previstos por quem se dedique consagradamente a qualquer obra boa; outros reflorescem à margem desses resultados primordiais.

“O que admiramos nas obras dos grandes homens não é só o que elas objetivamente representam, mas também o exemplo e os estímulos que apresentam para o aperfeiçoamento das gerações que se sucedem no cenário da História”.

O texto, em si, guarda importante recado. Agora, transportemo-lo para o cotidiano. Veremos, então, como é bom semear o Bem! Os resultados sempre florescem.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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A Caridade é um tema muito presente em meus artigos, pois a considero imprescindível à nossa sobrevivência. Aproveito o ensejo para lhes adiantar pequeno trecho de O Capital de Deus, livro que estou preparando, com muito cuidado, no qual apresento algumas das palestras que proferi a partir da década de 1960:

Meditemos sobre esta passagem do Apóstolo João, na sua Primeira Epístola, 4:20: “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

Caridade, criação de Deus, é o sentimento que mantém o Ser vivo nas horas de tormenta de sua existência. Se você me falar que não precisa de Amor, está equivocado, ou equivocada, enfermo, ou enferma... Em resumo, trata-se simplesmente disto: Amor, sinônimo de Caridade, de que tanto carece a sociedade míope, obumbrada pela cultura insidiosa, mantida por aqueles que provocaram, para os povos, as desgraças todas que ensanguentam a História e que nos põem em perigo constante. Até quando?

A Caridade sustenta a vida humana. O jornalista Francisco de Assis Periotto, ao ouvir essas minhas palavras, completou-as assim: "no pão e na decência".

Elevado Espírito Social

O avanço tecnológico tem derrubado muitas fronteiras e feito algumas desabar sobre outras. Entre elas, econômicas e sociais. Contudo, a globalização não vai impedir a diversidade. Porquanto, se mundializa, dá também expressão ao regionalismo. De várias formas, todo mundo influencia todo mundo. No entanto, barreiras, em diversas partes do planeta, ainda tornam cada vez mais distantes ricos e pobres. Isso pode resultar em consequências profundas, em amplitude internacional, a exemplo do fim do Império Romano. Entretanto, desta vez, tais transformações poderão provocar providências inusitadas até em corações de pedra, antes contrários ao pragmático espírito de Caridade, que serão levados a pensar que existem algumas coisas vitais, até mesmo para eles, como... a compaixão. (...) Caridade não é pífio sentimentalismo, a que alguns gostariam de reduzi-la. Acertou, pois, quando escreveu o grande Joaquim Nabuco (1849-1910): “À luta pela vida, que é a Lei da Natureza, a Religião opõe a Caridade, que é a luta pela vida alheia”.

Não seria essa a função de um verdadeiro político? O que seria mais importante para o fortalecimento das comunidades do que esse elevado espírito social?

É possível igualmente esperarmos do alto significado da Caridade, na atitude diária, o completo caminho da verdadeira independência de nossa pátria.

Caridade é assunto sério.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Cuidado, estamos respirando a morte!

Viver no presente momento é administrar o perigo.

Paiva Netto

Atualmente, em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Hospitais e consultórios de especialistas vivem lotados com as vítimas das mais diferentes impurezas.

Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados...

Cidades assassinadas

Quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos.

Crianças e idosos moram lá... Merecem respeito.

No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Por isso, pouco adiantará cercar-se de muros cada vez mais altos, se de antemão a ameaça estiver dentro de casa, atingindo o corpo e a psicologia do ser.

Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias... O que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.

Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna assunto lucrativo. Ora, nada mais proveitoso do que cuidar do cidadão, o Capital de Deus.

As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.

Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. Este tem sido o desafio enfrentado por vários idealistas pragmáticos.

Entretanto, por vezes, a ganância revela-se maior que a razão. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência. (...)

A poluição que chega antes

A infinidade de poluições que vêm prejudicando a vida de cada um deriva da falência moral que, de uma forma ou de outra, inferniza a todos.

Viver no presente momento é administrar o perigo. Mas ainda há tempo de acolhermos a asserção de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944): "É preciso construir estradas entre os homens".

Realmente, porque cada vez menos nos estamos encontrando nos caminhos da existência como irmãos. Longe da Fraternidade, não desfrutaremos a Paz.

 


José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Há tempos, a Ph.D. em neurociências Suzana Herculano-Houzel apresentou oportuna reflexão sobre o sentido de família, no seu artigo publicado na Folha de S.Paulo, em 29 de abril de 2014 (terça-feira). Intitulado “Avós e netinhos”, ela escreveu sobre as vantagens evolutivas do envelhecimento saudável, em especial na interação entre as gerações. Citou pesquisa do neurocientista Stephen Suomi, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano dos EUA. O que ele e seu orientador Harry Harlow (1905-1981), descobriram? Ao estudar filhotes de macacos reso criados sem mãe e sem carinho, perceberam que eles cresciam com uma série de distúrbios sociais e de ansiedade. No entanto, quando conviviam com macacas e macacos idosos, cuidadores experientes e carinhosos, isso resgatava o desenvolvimento dos bebês. Esse processo, sob a condição de ser um gesto espontâneo dos primatas, isto é, com o direito de ir e vir, também recuperava a saúde física e mental dos mais idosos, fazendo alguns deles assumirem o papel de pais.

Diante dessas evidências, a cientista brasileira concluiu com apurada sensibilidade: “Avós voluntariamente carinhosos, portanto, ajudam não só a educar a nova geração como ainda a fazer vingar netinhos saudáveis e bem integrados socialmente — e, de quebra, os avós se mantêm revigorados por serem úteis aos netos. Eu bem sei. Perdi minha avó no começo deste ano. Cresci ouvindo-a dizer, sempre hiperbólica, que estava à beira da morte —mas ela manteve a saúde de um touro enquanto teve netos e bisnetos por perto para cuidar. Consolo-me, então, pensando não nos anos que perdemos, mas nos 40 anos em que tive o privilégio de crescer com uma avó que me ensinou música, tricô, costura, empadão e leite queimado; que me divertia não engolindo sapo algum e dirigindo feito uma louca até os 80 anos e tantos anos —e que sempre teve colo para mim e, depois, para meus filhos”.

Belo testemunho, dra. Suzana. Sabemos que sua avó, onde quer que esteja nesse imenso espaço sideral —pois cremos que os mortos não morrem —, deve ter se comovido com sua homenagem.

Como já afirmei em tantas ocasiões: Amor faz rima perfeita com mãe. E posso acrescentar: com avós também. É a base da Família; logo, o sustento do mundo.

 


*  José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Na Boa Nova de Jesus, aprendemos com o Preceptor Celestial que é imprescindível “amar-nos uns aos outros como Ele nos tem amado” (Evangelho, segundo João, 13:34). E mais: passamos a definir qualquer situação, de modo que a necessidade do ensinamento do Senhor quanto à “Essência de Deus para a Vida” — que é o Mandamento Novo, na definição do saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979) — seja efetiva. Fica patente esse anseio que temos de ser felizes, razão por que nos devemos esforçar com decisão, de forma que haja uma Sociedade Solidária Altruística Ecumênica. Para que o Respeito, a Fraternidade, a Solidariedade, a Compaixão, a Generosidade possam fazer realmente vigorar a Verdade e a Justiça. (...)

Antídoto ao ódio

O Amor, aliado à Justiça, é essencial. Porque o outro lado da moeda é isso de que todos estão querendo livrar-se: o ódio, que promove a violência que atrai mais violência, o desencontro de sentimentos. Assim, “o xis do problema” não reside necessariamente nos regimes políticos e sociais, mas na índole do ser humano, que os constitui, impõe e vive. Costumo afirmar: não há regime bom enquanto o homem for mau (desculpem o cacófato).

Como é que um ser, na carne ou no etéreo, que ainda não tem devidamente demonstrado seguras condições para desfrutar de um clima de civilidade, é capaz de estabelecer uma vivência de fato solidária? Como, se no seu cerne reincide em não querer ouvir esses assuntos básicos? Sem eles, não pode existir um lugar que seja sem que a ferocidade da guerra (o Cavalo Vermelho — Apocalipse, 6:4) permaneça como o juiz perverso em todas as decisões. Se a sua Alma não for bafejada pela emoção pura de Amor e de Justiça (de maneira alguma confundam Justiça com vingança), ele vai sofismar, engabelar, iludir.

Ameaça ao status quo

Então, a urgência de vivermos o “Amai-vos como Eu vos amei”, de Jesus, é resultado do exemplo pessoal Dele: doou a Sua própria vida, submeteu-se à crucificação, prova de que portava um recado novo que punha em xeque interesses danosos a certa parte da Humanidade. Portanto, o Missionário Celeste havia se transformado em uma ameaça ao status quo vigente e, ipso facto, foi pregado à cruz do sacrifício. Por conseguinte, o Cristo deu a maior demonstração de Amor. Consequência: Sua mensagem de Irmandade sem fronteiras espalhou-se pelo planeta, mesmo que, por vezes, tenha sido quase que negada, a modelo do que se viu no Século das Guerras Religiosas: o 16, e nas inqualificáveis Cruzadas. Por isso, reitero, Jesus é uma conquista diária, uma descoberta permanente para os que têm sede de Saber, de Fraternidade, de Liberdade, de Igualdade e de Paz. (...) E não me refiro ao Cordeiro quando aprisionado por restritas concepções terrenas, sejam filosóficas, religiosas, políticas, científicas. Ele é um Libertador, jamais um prisioneiro. Sobrepaira a tudo. A Sua identidade com Deus é tamanha que se tornou — para a sobrevivência da espécie humana — o Revelador da primacial causa da penúria de Alma que ainda sofremos, tendo em vista a falta de nos amarmos uns aos outros da mesma forma com que Ele nos amou e ama. Aí vem a decisão para a boa trajetória civilizante que o Sublime Educador nos aponta no versículo 35 do capítulo 13 do Evangelho, consoante João: “Somente assim: se vos amardes uns aos outros como Eu vos tenho amado, podereis ser reconhecidos como meus discípulos”. Eis a Política de Deus, a Política para o Espírito do ser humano.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Como ser humano, considero fundamental a lei que torna hediondo o crime de exploração sexual de crianças, adolescentes ou pessoas vulneráveis, sancionada pelo governo brasileiro, no dia 21/5/2014.

Trata-se de grande conquista em prol da integridade da criatura humana desde a infância. A lei está aí. Compete agora seja respeitada.

Todos os pais, avós, parentes, professores, autoridades, enfim, todo cidadão de bem, contam com uma forte ferramenta para proteger as crianças, os jovens ou qualquer um que esteja em situação de risco. Quando Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, nos ensinou, no Pai-Nosso, a suplicar a Deus que "nos livrasse do mal", Ele não recomendou que aguardássemos de braços cruzados os fatos. Seu pragmático Evangelho é uma Academia que forma, em primeiro lugar, guardiães da ordem civilizada.

O grau de nossa responsabilidade deve estar à altura dos que dependem diretamente de nossas atitudes de amparo.

Mônica Souza, gerente de comunicação e marketing da Plan International Brasil, afirmou: "A exploração sexual infantil não vem de hoje. As campanhas de combate já existem há bastante tempo. Nesse momento, estamos nos preparando para ter uma resposta um pouco mais agressiva nesse período [de grandes eventos]". Um dos propósitos da Plan é capacitar crianças e jovens para serem protagonistas de sua própria história.

Também no contexto em pauta, o ensino e o conhecimento são providências de real prevenção. É o que Mônica ressalta: “Lugar de criança é na escola. Ela não tem que estar na rua ou nas praias trabalhando. Conscientizar a comunidade, trabalhar com ela, proporcionar seminários, mostrar o que acarreta o problema e trazer soluções, são oportunidades educativas”. A gerente da Plan fez esses comentários ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canal 196).

Combatamos a exploração sexual. Por favor, anotem e tenham sempre às mãos o Disque 100 (Disque Direitos Humanos). A ligação é gratuita, e não é preciso se identificar. As Centrais de Atendimento funcionam diariamente, 24 horas por dia.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Faço hoje uma referência ao primeiro livro do biólogo inglês Rupert Sheldrake, publicado em 1981: Uma nova ciência da vida. O autor apresenta a Teoria da Ressonância Mórfica. Nela, propõe a existência de estruturas que se desdobram pelo espaço-tempo dando forma e comportamento a tudo. Desse modo, o átomo, as próprias moléculas, os tecidos, os organismos e mesmo as sociedades, os sistemas planetários e as galáxias estariam atrelados a campos peculiares.

 

Mudança de paradigma

A revista BOA VONTADE, no 228, na seção “Espírito e Ciência”, publicou trechos inéditos de palestra gravada por Rupert, em sua residência em Londres, para o Fórum Mundial Espírito e Ciência (FMEC), promovido pela Legião da Boa Vontade.

Trago-lhes, para reflexão, extratos da palavra do biólogo inglês: “Neste momento está ocorrendo uma mudança de paradigma na Ciência. Ela altera a visão mecanicista, surgida no século 17, que postulava que todo o Universo seria uma máquina, incluindo animais, plantas e nós, seres humanos. Não há Alma ou espírito no mundo natural. (...) A exceção seria a mente humana racional, que se supõe localizada em uma diminuta parte do cérebro, a glândula pineal. (...) O que fazemos, neste instante, é nos libertar disso. A Terra não é mais vista como um sistema mecânico, mas, sim, um ser vivo chamado Gaia. Os átomos não mais representam pequenos blocos de matéria como bolas de bilhar, ao contrário, são semelhantes a organismos, padrões vibratórios de atividade”.

 

Consciência Divina

Durante o bate-papo com a equipe da Super Rede Boa Vontade de Comunicação, o também filósofo e Ph.D. em bioquímica revelou que “a maioria das pessoas que acreditam em Deus, eu inclusive, não o faz porque se alistou para seguir um conjunto de dogmas sem sentido, cientificamente falando. (...) Todas as religiões estão baseadas em experiências que vão além da comum, do dia a dia, em uma conexão com a forma superior de consciência. Se a Natureza se faz de toda série de níveis, existe o nível humano, o de Gaia, o do sistema solar, da Via-Láctea, em cada um deles pode haver formas de consciência acima das humanas.

“(...) Naturalmente, se a Consciência Divina está por trás de todo o Universo e, automaticamente, é sua fonte criativa, claramente seria bem maior em abrangência do que a nossa própria. Não deveríamos esperar entendê-la pelo raciocínio. (...)

“Não vejo conflito entre Ciência e Religião desde que haja uma visão aberta em ambas. (...) Tanto uma quanto outra tentam compreender a natureza última da realidade, e as duas precisam admitir que ainda não chegamos lá. (...) Uma pode reforçar a outra, podem se ajudar mutuamente na descoberta do Cosmos. (...) Em minha opinião, a união desses dois estudos será o fato mais empolgante a ter lugar nas próximas décadas”.

 

O sétimo elemento

A comprovação de que muito falta para encontrarmos respostas às inquietantes indagações sobre a origem da vida na Terra, bem como fora dela, pode estar na fascinante descoberta de um micro-organismo denominado GFAJ1 — feita por uma equipe da Nasa, no lago Mono, no nordeste da Califórnia (EUA). Esse fato muda por completo o que até então sabíamos sobre a formação de todas as criaturas; isso porque um dos conceitos mais sólidos da ciência afirma que toda forma de vida depende das combinações entre oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, enxofre e fósforo. Testes em laboratório demonstraram que esse micro-organismo não só sobreviveu às doses maciças de arsênio – elemento químico venenoso para a vida na Terra –, como também foi gradativamente incorporando-o às suas moléculas. Com isso, abre-se a possibilidade, inclusive, da existência de novas formas de vida dentro e fora do orbe terrestre.

A astrobióloga Felisa Wolfe-Simon, chefe dos pesquisadores, destacou: “Até hoje se pensava que todas as formas de vida precisavam de fósforo e este micróbio substitui fósforo por arsênio. Isso é profundo. O que mais poderemos encontrar?”.

 

Rumo ao Espírito

A ciência investigativa, pautada por princípios éticos, há de nos levar um dia, não tão distante talvez, a deparar com a realidade do Espírito. Em 1981, durante a conferência “A Decodificação do Pai-Nosso”, que rea­lizei em Porto Alegre/RS, no Ginásio de Esportes do Colégio Protásio Alves, convidei o povo que me honrava com sua atenção a desenvolver este raciocínio:

A ciência tradicional deverá preparar-se para absorver os muitos dados novos coligidos pela Ciência de ponta. Entretanto, terá de incluir igualmente nas novidades o reconhecimento do Mundo Espiritual, não como resultado de químicas cerebrais que excitariam a mente humana na região do ilusório, pois esta conclusão é muito cômoda, sobretudo ante a realidade pluridimensional, onde existe o prolongamento da vida consciente e ativa do ser, nas esferas ainda imperceptíveis ao sentido visório.

 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

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Refletindo sobre em que períodos a música se vem decisivamente manifestando pelas eras, podemos concluir que ela existe desde antes dos tempos. De fato, é instrumento dessa grande obra-prima do Pai Celestial, o Universo.

Ao lermos os capítulos iniciais do Gênesis mosaico, sentimos a forte harmonia nascida do surgimento dos rios, das árvores, dos animais, da separação das terras, da expansão dos mares e da própria formação do nosso Espírito Eterno.

A partir daí, é possível estabelecer diversos e significativos momentos em que a música se casa com a história das muitas civilizações e correntes de pensamento que dão vida à Terra. (...) Uma nota musical pode salvar muitas vidas. A boa música é um elo inquebrantável que une a criatura ao Criador, é instrumento da Fortaleza chamada Deus!

Diante disso, temos a noção exata de que o pulsar da Vida, o Bem, a Solidariedade, o Respeito e a Caridade são igualmente melodias, sons, ritmos que afinam nossos pensamentos, palavras e ações pelo diapasão da Justiça e do Amor.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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O clima seco a cada ano preocupa mais a população de várias regiões do Brasil, agravado, principalmente, pelas secas e queimadas. A baixa umidade relativa do ar gera, além de problemas de saúde, transtornos na vida de milhões de brasileiros.

Por isso, torna-se imprescindível hidratar o organismo adequadamente com líquidos (água, água de coco e sucos), manter a residência ou local de trabalho livres da poeira, evitar a prática esportiva em horários em que o sol esteja mais forte e usar soro fisiológico em narinas e olhos. Ainda é aconselhável colocar nos ambientes vasilhas com água, toalhas molhadas ou umidificadores. Toda a atenção é pouca com crianças e idosos, grupos de maior risco.

 

Síndrome do olho seco

Entre os principais prejuízos ao corpo, o clima seco provoca dor de cabeça, sangramento das vias respiratórias, maior incidência de asma e bronquite, além da síndrome do olho seco.

Numa entrevista ao programa Vida Plena, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canal 196), o dr. Alessander Tsuneto, oftalmologista, integrante da Associação dos Portadores de Olho Seco (Apos), esclareceu que essa síndrome atinge de 10% a 15% dos indivíduos acima dos 50 anos. É a segunda maior causa de atendimento nos consultórios, e muitos desconhecem essa enfermidade. Alguns fatores, como cirurgia prévia, uso de lentes de contato sem avaliação oftalmológica, diabetes, doenças reumáticas e queimaduras, podem causar a secura ocular.

O médico também comentou que a baixa umidade relativa do ar pode desencadear precocemente a doença. “Os níveis saudáveis, segundo a Organização Mundial da Saúde, são em torno de 60%. Li uma reportagem na internet falando que a umidade relativa do ar em São Paulo está abaixo dos 20%. Só como curiosidade, no deserto do Saara é de 10% a 15%. Isso faz com que aumente a evaporação das lágrimas e agrave o olho seco, ou quem não tem o problema corre o risco de possuí-lo.”

Brasília já conhece bem esses baixos índices.

Para o dr. Alessander, o exame preventivo da síndrome do olho seco pode evitar graves doenças oculares, inclusive a cegueira. “Tudo depende do grau de severidade. Se o paciente tiver uma queixa leve, só um desconforto ou uma irritação ocular, a gente pode tratá-lo somente com colírio ou pomada. Mas, se apresentar alguma gravidade, pode ser até caso de cirurgia.”

 

Deficientes visuais

Durante o bate-papo, o telespectador Lucas Fernando Gouveia, de Porto Alegre/RS, perguntou ao dr. Alessander se pessoas com deficiência visual padecem com o problema. De acordo com o oftalmologista, “mesmo uma pessoa que não enxerga, mas possui as estruturas oculares e as glândulas que produzem a lágrima, pode ter alteração da qualidade da lágrima e ter olho seco”.

 

Dicas e cuidados

Ao fim da entrevista, passou importantes dicas para que se saiba se os olhos estão ressecados. “O paciente vai sentir algum grau de desconforto, o olho vermelho, uma irritação ocular. Vai ser difícil piscar, porque, não tendo uma lágrima boa e suficiente na pálpebra, ela não vai deslizar sobre o olho. Então, ela dá uma travadinha.” Também alertou para o fato de que quem fica exposto ao ambiente com ar-condicionado e os que exercem atividades no computador têm maior probabilidade de adquirir a doença, já que o local fica mais seco por causa da falta de umidade, e a fixação por demasia na tela do computador desestimula a pessoa a piscar.

Outra questão de relevância é o perigo da automedicação. “Só o oftalmologista vai saber se o paciente tem o olho seco, que grau e qual colírio deve usar”, evidenciou. Mais informações sobre o tema podem ser obtidas no site www.apos.org.br.

Cabe a todos nós, além de informar a população dos riscos que corre com a baixa umidade atmosférica, iluminar as mentes a respeito das graves consequências da seca e queimadas provocadas pela ganância humana.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Em tempo algum a civilização alcançou tamanho grau de tecnologia. Que falta, pois, para que haja Paz? Resta sublimar as ações do progresso com a Espiritualidade Ecumênica, que potencialmente nos acompanha — saibamos ou não saibamos, queiramos ou não queiramos — desde antes do berço e de que devemos ser proclamadores, como crentes em Deus. Naturalmente que entendido como Amor, Verdade e também Justiça, que “é o apoio do mundo”, ao passo que “a injustiça, pelo contrário, é origem e fonte de todas as calamidades que o afligem”, consoante o pensamento do filósofo Dietrich de Holbach (1723-1789).

Como escrevi em Dialética da Boa Vontade — Reflexões e Pensamentos, lançado em 1987: Num futuro que nós, civis, religiosos e militares de bom senso, desejamos próximo, não mais se firmará a Paz sob as esteiras rolantes de tanques ou ao troar de canhões; sobre pilhas de cadáveres ou multidões de viúvas e órfãos; nem mesmo sobre grandiosas realizações de progresso material sem Deus. Isto é, sem o correspondente avanço ético, moral e espiritual. O ser humano descobrirá que não é somente sexo, estômago e intelecto, jugulado ao que toma como realidade única. Há nele o Espírito eterno, que lhe fala de outras vidas e outros mundos, que procura pela Intuição ou pela Razão. A paz dos homens é, ainda hoje, a dos lobos e de alguns loucos imprevidentes que dirigem povos da Terra.

A Paz, a verdadeira Paz, nasce primeiro do coração limpo do homem. E só Jesus pode purificar o coração da Humanidade de todo o ódio, porque Jesus é o Senhor da Paz.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Quando falamos em Ecumenismo, queremos dizer universalismo, do Bem, Fraternidade sem fronteiras, Solidariedade internacional, visto que entendemos a Humanidade como uma família. E não existe uma só em que todos os filhos tenham o mesmo comportamento. Cada um é um cosmos independente, o que não significa dizer que esses “corpos celestes” tenham de esbarrar uns nos outros. Seria o caos. (...) Referimo-nos ao Ecumenismo dos Corações do sentimento bom, que independe das diferenças comuns da família humana, em que as pessoas raciocinam de acordo com o amadurecimento próprio, com a extensão do seu saber ou da falta dele. Aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor, tira a camisa para vestir o nu, contribui para o bálsamo curador de quem se encontra enfermo, protege os órfãos e as viúvas, como ensina Jesus, no Evangelho, segundo Mateus, 10:8. Quem compreende o alto sentido do Ecumenismo dos Corações sabe que a Educação com Espiritualidade Ecumênica é fundamental para o progresso dos povos, porque Ecumenismo é Educação aberta à Paz, para o fortalecimento de uma nação (não para que domine as outras); portanto, o abrigo de um país e a sobrevivência do orbe que nos agasalha como filhos nem sempre bem-comportados. 

Basta lembrar o lamentável fenômeno do aquecimento global, cada vez menos desmentido pelas maiores cabeças pensantes do mundo. (...) Os vanguardeiros — ecólogos, políticos e cientistas de ponta — já procuram soluções práticas para conter a poluição, que nos envenena desde o útero materno. (...)

Conforme afirmei, em 1981, ao jornalista Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016) e reproduzi na revista Globalização do Amor Fraterno, nunca como agora se fez tão indispensável unir os esforços na luta contra a fome e pela preservação da vida no planeta. É imperioso aproveitar o empenho de todos, ecologistas e seus detratores, assim como trabalhadores, empresários, o pessoal da mídia (escrita, falada e televisionada, e, agora, eu incluo a internet), sindicalistas, políticos, militares, advogados, cientistas, religiosos, céticos, ateus, filósofos, sociólogos, antropólogos, artistas, esportistas, professores, médicos, estudantes ou não (bem que gostaríamos que todos se encontrassem nos bancos escolares), donas de casa, chefes de família, barbeiros, manicures, taxistas, varredores de rua e demais segmentos da sociedade.

A primeira mulher a ir ao espaço (1963), a cosmonauta russa Valentina Tereshkova, resumiu numa frase que muito tem a ver com a gravidade do que estamos enfrentando ante o problema do aquecimento global: “Uma vez que você já esteve no espaço, poderá apreciar quão pequena e frágil a Terra é”.

O assunto tornou-se dramático, e suas perspectivas, trágicas. Pelos mesmos motivos, urge o fortalecimento de um ecumenismo que supere barreiras, aplaque ódios, promova a troca de experiências que instiguem a criatividade global, corroborando o valor da cooperação sócio-humanitária das parcerias, como, por exemplo, nas cooperativas populares em que as mulheres têm grande desempenho, destacado o fato de que são frontalmente contra o desperdício. Há realmente muito que aprender uns com os outros. O roteiro diverso comprovadamente é o da violência, da brutalidade, das guerras, que invadem os lares em todo o orbe.

Alziro Zarur (1914-1979), saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, enfatizava que as batalhas pelo Bem exigem denodo.

Simone de Beauvoir (1908-1986), escritora, filósofa e feminista francesa, acertou ao afirmar: “Todo êxito envolve uma abdicação”.

Resumindo: cada vez que suplantarmos arrogância e preconceito, existirá sempre o que absorver de justo e bom com todos os componentes desta ampla “Arca de Noé”, que é o mundo globalizado de hoje. Daí preconizarmos a união de todos pelo bem de todos, porquanto compartilhamos uma única morada, a Terra. Os abusos de seus habitantes vêm exigindo providência imperativa: ou integra ou desintegra (...), razão por que devemos trabalhar estrategicamente em parcerias que promovam prosperidade efetiva para as massas populares.

Nosso tempo requer, sem delongas, que se desenvolva uma real consciência dos problemas sociais que precisam de solução para ontem. Jamais é ou foi suficiente levantar o vidro do carro. A necessidade de reformas bate às portas. Façamo-las antes que processos traumáticos da sociedade cobrem atitude. E aí, além dos anéis, ir-se-ão os dedos. Não faltam exemplos na História.

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* Trecho extraído do artigo “Oito Objetivos do Milênio”, publicado na revista Globalização do Amor Fraterno (português, inglês, francês, alemão, italiano, espanhol e esperanto), entregue aos chefes de Estado e demais representações durante o High-Level Segment 2007, da ONU, em Genebra (Suíça).

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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Orar e meditar assemelham-se. Ser humilde, perante a Verdade, é conduta imprescindível. Assim pensava o ilustre professor e missionário metodista Eli Stanley Jones (1884-1973), que permaneceu largo período de sua vida na Índia e visitou várias vezes o Brasil: “A humildade é a essência da Criação Divina. A primeira providência para o encontro com Deus é liquidar com o orgulho. Quando a pretensão termina, o poder tem início”.

Convém igualmente recordar esta advertência de Confúcio (551-479 a.C.): “Pague a Bondade com a Bondade, mas o mal com a Justiça”.

É oportuno, porém, destacar que o mestre de Mêncio não falava de revanche, mas de Justiça.

A Oração Ecumênica de Jesus

A Vocês, prezados leitores, pois, dedicamos a admirável rogativa que Jesus nos legou, como um convite à reflexão nos momentos de angústia. Nunca é demais elevar o pensamento e o coração ao Altíssimo. A Prece que o Cristo ensinou, clara, concisa e prática, é perfeita para todos os instantes da vida, na alegria ou na tristeza, mormente agora, num mundo em que tudo acontece com velocidade espantosa. Todos podem rezar o Pai-Nosso. Ele não se encontra adstrito a crença alguma, por ser uma oração universal, consoante o abrangente espírito de Caridade do Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Qualquer pessoa, até mesmo ateia (por que não?!), pode proferir suas palavras sem sentir-se constrangida. É o filho que se dirige ao Pai, ou é o ser humano a dialogar com a sua elevada condição de criatura vivente. Trata-se da Prece Ecumênica por excelência:

“Pai Nosso (ou diria o Irmão Ateu, ó minha consciência que paira na altitude do meu ideal!), que estais no Céu (e em toda parte ao mesmo tempo), santificado seja o Vosso Nome. Venha a nós o Vosso Reino (de Justiça e de Verdade). Seja feita a Vossa Vontade (jamais a nossa vontade) assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia dai-nos hoje (além daquele que sustenta o corpo, necessitamos do transubstancial, a comida que não perece, o alimento para que o Espírito não esmoreça). Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoarmos aos nossos ofensores. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, porque Vosso é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre. Amém!”

Que a Paz de Deus esteja agora e sempre com todos nós!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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A Legião da Boa Vontade, LBV, que integra o Conselho Econômico e Social (Ecosoc) das Nações Unidas desde 1999, com status consultivo geral, apresentou em julho de 2013, no Escritório da ONU em Genebra, Suíça, suas recomendações aos chefes de Estado e de Governo, representantes das agências internacionais, do setor privado e da sociedade civil presentes na Reunião de Alto Nível do órgão, que discutiu “Ciência, Tecnologia e Inovação, e o potencial da cultura na promoção do desenvolvimento sustentável”.

Do documento que preparei especialmente para a ocasião, publicado na revista BOA VONTADE Desenvolvimento Sustentável, em espanhol, francês, inglês e português, trago-lhes mais alguns trechos:

 

Sempre defendi e fiz constar em artigos, na imprensa e na internet: não há limites para a solidária expansão do Capital de Deus, isto é, o ser humano com o seu Espírito Eterno.

Portanto, a melhor tecnologia a ser desenvolvida nestes tempos de globalização desenfreada é a do conhecimento de nós mesmos. É superior a qualquer descoberta tecnológica, pois tem o poder de impedir que o indivíduo (informatizado ou não) caia de vez no sofrimento por ter desabado na barbárie mais completa.

Sem o sentido de Fraternidade Ecumênica, acabaríamos com o planeta, mantendo nossos cérebros brilhantes, mas os corações opacos. A almejada reforma da sociedade não virá em sua plenitude se o Espírito do cidadão (ou cidadã) não for levado em alta conta. (...) O mundo precisa de progresso, sim e sempre, que lhe dê pão e estudo; todavia, necessita igualmente do indispensável alimento do Amor e, por conseguinte, do respeito.

A Solidariedade, a Generosidade e a Fraternidade são justamente combustíveis que motivam a ação diligente de todos os atores sociais idealistas da comunidade internacional.

 

Paz e entendimento entre os povos

Se a tecnologia, pois, supera barreiras humanas — a internet é um exemplo disso —, é fundamental que a Solidariedade se desenvolva à sua frente, a fim de iluminar-lhe os caminhos. Nunca estivemos em momento mais auspicioso para demonstrar quão potencialmente grandes são as possibilidades de usá-la a serviço dos povos.

Que sob a invocação de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura, sem prescindir de exaltado espírito de solidariedade humana, possamos (...) abraçar, juntos, uma agenda de realizações pautada no entendimento comum que os membros da ONU, desde a sua fundação, perseguem, assim como as Mulheres, os Homens, os Jovens, as Crianças e os Espíritos de real Boa Vontade.

 

O dogma da Fraternidade

Em Epístola Constitucional do Terceiro Milênio (1988), escrevi: Haverá um tempo majestoso em que o ser humano só aceitará um dogma: o da Fraternidade sem fronteiras.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

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