O mundo dá muitas voltas! Quem imaginaria um presidente do poderoso vizinho do norte, Estados Unidos das Américas, tomasse a iniciativa diplomática de visitar oficialmente nosso país, antes da nova presidenta ir até lá?

Pois foi, o presidente Barack Obama, acompanhado de sua simpática e elegante esposa Michelle e das duas filhas Sasha e Malia fizeram visita protocolar a presidenta Dilma Rousseff em dois dias de intensa agenda entre Brasília e Rio de Janeiro.

Mesmo com a imprensa internacional voltada as vistas para o grave problema da Líbia, para nós sul-americanos, a histórica visita do presidente dos EUA ao nosso país, pode ser considerada como proveitosa sob vários aspectos.

Merecido respeito e reconhecimento ao nosso país como potência mundial com equilíbrio financeiro, aumento da produção e das exportações pesando na balança econômica. Finalmente alijando à velha e temível inflação.

Conclusivamente, a vinda dos Obama para o Brasil foi estratégica diplomática inteligente e oportuna, até porque no início da gestão da nossa primeira presidenta.

Chamou-me atenção, na minha modéstia avaliação de cidadão brasileiro, a postura da presidenta Dilma Rousseff inaugurando nova fase do padrão diplomático brasileiro.

O rigor excessivo das visitas oficiais se enquadra na exata responsabilidade de quem recebe ilustre chefe de nação amiga, onde o verbo improvisar nunca deve ser conjugado.

Dilma surpreendeu a este modesto cronista, quando convidou os ex-presidentes para também participarem do restrito almoço oferecido ao presidente Obama e sua grande comitiva e convidados especiais.

Dos ex-presidentes convidados, compareceram ao concorrido almoço: Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Fernando Collor, José Sarney e Itamar Franco, saboreando cardápio tipicamente verde-amarelo.

Destoante, foi a atitude do ex-presidente Luis Inácio da Silva simplesmente recusando o convite sem apresentar publicamente as razões da ausência.

Claro que Lula não tinha obrigação em sentar à mesa de refeições do Palácio do Ytamarati sem ser a estrela maior da festa. Entretanto a boa educação doméstica ensina prudência e humildade, principalmente, aos que deixam o poder.

Pegou mal para todos os brasileiros, já que Barack Obama talvez nem se lembre mais daquele presidente irrequieto e metido a engraçado que conhecera.

Há quem diga que Lula teria uma pontinha de ciúmes da sua sucessora, além de ser coerente com os polêmicos apoios públicos dados aos famosos ditadores: o líbio Muamar Kadafi, o iraniano Mahamous Ahamadinejad, sem falar nos sul-americanos, Hugo Chaves da Venezuela e Evo Morales da Bolívia.

Acabou-se o “estilo caipira” de tapinhas nas costas, paletó aberto, gafes protocolares e familiares atrapalhando a diplomacia brasileira.

Presidenta Dilma portou-se, rigorosamente, dentro do figurino diplomático não deixando que suas origens ideológicas virassem gafes anedotárias.

É assim que os brasileiros exigem e gostam, já que compete ao nosso Chefe representar seu povo, nunca seu partido ou família.

Presidente Barack Obama me encheu de orgulho quando fez referência ao saudoso presidente Juscelino Kubitschek: “O que é Brasília se não o nascimento de um novo dia para o Brasil!”. E todos brindaram a felicidade do magno encontro Brasil – Estados Unidos.

 

Marcos Souto Maior

Advogado e Desembargador aposentado

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