Ninguém jogava à toa os votos dos Senadores da República Brasileira, quando o povo gritava nas ruas: fora Dilma, suplicando mudança do desgoverno petista quando desviavam verbas públicas federais, em pedaladas seguidas e escondidas nos bolsos cheios ou, nos caminhões blindados empacotados com notas novinhas de 100 reais,para distribuição aos que rezam na mesmíssima ladainha, no cinismo que prosseguem abertamente na maratona enganadora. Agora, depois dado o dinheiro, nada mais é possível retroagir porque o sopro nas notas já estão seladas, nas contas bancárias e aplicações...

A modernidade dos brasileiros bem que estão confortáveis com seus rádios, televisões e a internet que mostram nítidos, durante as 24 horas do dia, a contagem do jogo dos oitenta e um Senadores da República e, já se apresenta um placar bem sólido para uma fácil goleada, que será apresentada no registro da súmula, com cinquenta e cinco em favor do impeachment e, os vinte e seis em favor da goleira frangueira, Dilma Rousseff, que não agarra a bola, mas faz muita esculhambação nas quatro linhas do gramado presidencial, entrando com uma bicicleta sem freio ou carrinho perigoso, para quem quiser sair da frente.

A figura mais importante no contexto de um jogo futebolístico, como sempre deve ser inteligente, prudente e forte, é geralmente chamado de árbitro, ou melhor dizendo, juiz de futebol, que é como gostam de ser denominados por onde andam... A tradição mantém que o árbitro deve e pode, levar sempre um apito na boca, no centro do jogo, anunciando tanto no início como o final da partida, cumprindo às regras especificadas. Tanto assim, que nesse tempo, a escolha mais importante recaiu no nome de um glorioso Lewandowski, que votou pela constitucionalidade da “Lei do Impeachment” no supremo gol e, foi mais ainda, quando inventou uma súmula vinculante do jogo, impedindo que saísse dos trilhos o processamento do impedimento, fazendo que todos os amantes do devido processo legal e ampla defesa, pilares do Estado de Direito, vestissem a camisa verde amarelo, do time campeão. E ainda teve um jogador sem um dedo da mão, que insistia em tentar entrar no bolo, mesmo carecendo de foro privilegiado do clube, sem o apoio com o tesoureiro Joaquim, de cara amarrada.

Voltando a este impeachment, o mais impressionante é que a goleada, se escreve assim nas ruas, com massacrado placar de 55 x 26, que deixam históricas e estórias múltiplas, para quem tinha tudo fácil para ganhar, terminando por perder feio! Até porque, o desgoverno de Dilma & companhia, vem de muito tempo, andando de ré e, na contra mão das leis brasileiras, deixando um rastro imenso de ilegalidades deploráveis ao maior país das América do Sul.

Me sinto completo nesta minha crônica, ao trazer a celebre frase do escritor emérito, ilustrador e, piloto francês Antoine de Saint Exupéry, para quem: Há vitórias que exaltam, outras que corrompe, derrotas que matam, outras que despertam”.

 

 

Desembargador aposentado e advogado(*)