Sem acordo, milhares de cidadãos voltam a protestar na Colômbia

Milhares voltaram a se manifestar nesta quarta-feira (9) na Colômbia contra o presidente Iván Duque, depois de quase um mês e meio de dias sangrentos com dezenas de mortes e em meio a negociações frustradas entre o governo e sindicatos dos manifestantes.

Os protestos percorrem as ruas das principais cidades com cartazes que exigem basicamente o fim da repressão policial e um Estado mais solidário diante dos problemas causados pela pandemia, que deixou 42% dos 50 milhões de habitantes na pobreza.

Em Bogotá, um grupo de indígenas tentou derrubar as estátuas de Cristóvão Colombo e da rainha Isabel “La Católica”, localizadas em uma avenida que leva ao aeroporto El Dorado, em uma expressão simbólica que tem ocorrido nos protestos.

“Hoje estamos aqui para denunciar esses crimes contra a humanidade cometidos há mais de 500 anos, que continuam a ser cometidos hoje, as formas de governar e reprimir o povo continuam as mesmas”, disse à AFP o indígena Édgar Velasco, de 36 anos, que protestava junto a monumentos já isolados pelas forças de segurança.

Os protestos começaram no dia 28 de abril contra um aumento nos impostos, algo já arquivado, e se transformou em um movimento de manifestações diárias marcadas por dias mais cheios que outros, bloqueios em estradas e confrontos violentos entre civis e a força pública.

O fechamento de estradas afetou principalmente três departamentos no sudoeste do país, onde houve problemas no abastecimento e ataques a missões médicas.

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